Sem investimentos públicos, crise econômica vai piorar, diz Laura Carvalho

Além de revogar teto dos gastos, País precisa de estratégia para enfrentar impacto da crise sobre a Petrobras, que responde por 20% dos investimentos nacionais

Jornal GGN – Se o País não derrubar a regra do teto dos gastos e aumentar os investimentos públicos, não haverá condições internas de enfrentar a crise econômica mundial que nasce no horizonte. É o que avalia a economia e professora da USP, Laura Carvalho, autora do livro Valsa Brasileira.

Em entrevista à Thaís Bilenky, da revista Piauí, Laura apontou que as reformas prometidas pelo governo Temer, seguido por Bolsonaro, não foram suficientes para retomar a confiança de investidores. “(…) na prática a gente vê que o mercado interno tem de estar aquecido, as vendas têm de estar subindo para haver investimento. Não é algo tão místico quanto parece”, afirmou.

A “única coisa” que poderia diminuir os impactos negativos sobre a economia atualmente seria o aumento dos investimentos públicos. Caso contrário, a “situação pode ser bem dramática, pode acontecer mesmo uma recessão ainda neste ano.”

Para Laura, aumentar investimentos públicos exige que a regra do teto de gastos seja derrubada. “Essa regra, de crescimento zero dos gastos públicos em termos reais, não é aplicada em nenhum país do mundo. E países que adotam regras de gastos no geral dão tratamento especial a investimentos de infraestrutura, que geram efeito de longo prazo.”

O teto dos gastos foi aprovado como emenda constitucional no final de 2016, sob a presidência de Michel Temer. A regra impõe limite para os gastos públicos, durante 20 anos, fixando o valor a ser desembolsado ao que foi executado no ano anterior atualizado pela inflação.

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Três anos após a aprovação da medida, o País registra, no primeiro ano de Bolsonaro,  um PIB de 1,1%, menor do que o crescimento durante o governo Temer.

Além da questão dos investimentos públicos, Laura chama atenção para outro “potencial prejuízo à economia nacional”: a crise do petróleo no cenário internacional.

A Petrobras responde por cerca de 20% dos investimentos totais no Brasil, e um choque nesse setor pode mexer em alicerces da economia, explicou ela.

“A gente não sabe se vai ser da mesma magnitude ou menor, mas não é algo nada negligenciável. Para além do efeito direto [da desvalorização da Petrobras], tem o efeito na arrecadação de estados ligados a petróleo”, afirmou.

Leia a reportagem completa da Piauí, assinada pela jornalista Thais Bilenky:

A crise que deixou o Posto Ipiranga sem resposta

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1 comentário

  1. Hoje, como se diz no meu saudoso pago, acordei de ovo virado. Lendo essa matéria e olhando para a foto da prof. dra. Laura, onde ela aparenta um tilt no cérebro, e no linguajar da Pampa, tá mais perdida que anão em comício, eu pergunto: precisaria lá, tantas palavras, tanta onda e frescura indo buscar a ajuda dos universitários para saber que esse país foi pro brejo com corda e cincerro? E que, atolado até o granito do peito, só sai do banhado aos pedaços?
    O ministro responsável por uma economia em estado de miséria, mais judiada que petiço de chácara, é um mascate, só compra dele quem não sabe. Não tem outro plano a não ser vender tudo e sair campo à fora, deitando o cabelo e estufando a gandola, antes que descubram o que ele vendeu e antes que quem comprou veja que foi enganado porque tem boa chance de pagar e não levar. Se, o bando de sonso acordar e agarrar esse maula na carrera não vai sobrar resto, nem pra dá de comê pra urubú.
    Esse país é um circo, um hospício e, como se diz, quem corre de atrás de loco não sabe onde vai dar com os costados. Além de lunáticos e selenitas temos os frouxos. Bota bando de frouxo nisso. Levam pau parelho, todo o santo dia que Deus bota na Terra, apanham mais do que boi na roça e não se emendam. Presidente do STF = frouxo! Presidente do Senado e do Congresso Nacional=frouxo! Presidente da Câmara- outro frouxo!
    Em qualquer bodega na face da Terra o pau já tinha corrido frouxo no lombo dessa tigrada. Mas, aqui, temos um grande bando de frouxos. A aplicação da Lei é seletiva como nunca, Ministro da Justiça, que, segundo as más-línguas, quando juiz delinquia, agora serve de “chegado”, capanga de miliciano e pilantra. Áreas inteiras do governo estão entregues a assaltantes do erário que, quando não põem a mão no baleiro diretamente, permitem, incentivam e dão condições para que outros ponham. Milico de pijama, e outros de roupão por cima do uniforme, dão pitaco e apoiam essa barbaridade achando que se governam. Esquecem da barbaridade e da merdança que causaram ao País sempre que enfiaram o bico onde não eram chamados, umas capivaras e metidos a jacú-rabudo. Empresários, corruptores e sonegadores condenados como aquele tal Véio, botam a cara prá fora da toca com a maior desfaçatez que se viu. E esse povo de babão, nada… Tenha dó!

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