STF sob Toffoli não garante proteção contra Bolsonaro e reparação na Lava Jato, avalia Janio de Freitas

"Veremos quem no Supremo está à altura desse nome e da complexidade a que o país foi lançado, pelos aventureiros do impeachment e pelos ambiciosos do pré-sal", escreve jornalista

Ministro Dias Toffoli durante sessão da Segunda Turma do STF para jugar ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.

Jornal GGN – O artigo de Janio de Freitas na edição da Folha de S. Paulo deste domingo (22) é sobre a falta de consistência e confiança que Dias Toffoli passa na presidência do Supremo Tribunal Federal.

Em tempos obscuros como os atuais, espera-se que o presidente da Suprema Corte seja esclarecido e muito incisivo na defesa da democracia e do Estado de Direito, ainda que isso custe críticas de setores da mídia comprometidos com o bolsonarismo e a Lava Jato.

Mas frustrando as expectativas, Toffoli finge não ver a veia golpista dos Bolsonaro – que volta e meia, atacam as instituições e defendem o regime militar e o golpe para “acelerar” as reformas – e não garante que os desvios da Lava Jato serão reparados pelo STF, sendo o caso Bendine apenas o primeiro de muitos que precisam de revisão.

Para Janio, Toffoli põe em dúvida o papel do STF na defesa da democracia, da liberdade de expressão, da Justiça, ao empurrar “para incerto futuro várias decisões influentes”.

O jornalista apontou que a presidência e outros magistrados deveriam se inspirar na segunda turma do STF, que tem tomado decisões corajosas diante da pressão da opinião pública.

“Veremos quem no Supremo está à altura desse nome e da complexidade a que o país foi lançado, pelos aventureiros do impeachment e pelos ambiciosos do pré-sal”, assinalou o jornalista.

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1 comentário

  1. Justamente aquele que, supostamente, se mostrou mais indignado aos merecidíssimos ataques que o STF vem sofrendo de grande parte da população brasileira, se mostra como o que mais justifica a continuidade do ainda merecido ataque. Gilmar, Ayres, Barbosa, Carmem e Toffoli deixaram a desejar e se mostraram indignos de merecem a honraria da presidência de uma instituição tal qual foi, um dia, o STF. Aliás, e pensando melhor, depois do que transformaram o STF no que se tornou, eu posso concordar que só as figuras com tais reprovações de caráter é que se fazem merecedoras, no momento atual, de presidi-lo.

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