4 de junho de 2026

O atrito causado pela operação na Cracolândia

Do Estadão

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Fernando Haddad (PT) convocou a imprensa para afirmar que confronto na região foi “lamentável” e ligou para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para reclamar. A reportagem do ‘Estado’ testemunhou toda a ação e divulgou as imagens no portal ‘Estadão.com’
 
Uma ação da Polícia Civil na Cracolândia, região central de São Paulo, com bombas de efeito moral e balas de borracha, provocou atrito entre o governo do Estado e a Prefeitura, que desenvolve há uma semana uma intervenção na região. O prefeito Fernando Haddad (PT) convocou a imprensa para afirmar que a operação policial foi “lamentável” e que ligou para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para reclamar.

Estado testemunhou toda a ação e a adiantou no portal Estadão.com. Três policiais e dois dependentes ficaram feridos, e 34 pessoas foram detidas (4 ficaram presas). “Eu só vou dar uma declaração a respeito do episódio, que eu classifico como lamentável”, disse Haddad, sobre a ação do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). “O que houve foi uma ação da Polícia Civil sem que a Prefeitura ou a Polícia Militar tivessem conhecimento, rompendo diálogo produtivo e profícuo”, acrescentou o prefeito.

Haddad afirmou que o secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto, estava presente na hora e foi “vítima de uma ação completamente desnecessária”. “Eu liguei para o governador, expus a ele a situação. Inclusive a situação dos agentes da municipalidade, que atuavam lá, o próprio secretário Porto estava lá.”

O prefeito fez apenas um pronunciamento e deixou o secretariado para responder as perguntas. A equipe de Haddad e também a assessoria de Alckmin mantiveram em sigilo o que o governador disse no telefonema.

O governo do Estado tentou afastar o tom político, designando a direção do Denarc para falar sobre o episódio, classificado como legítimo. O Denarc também negou uso de balas de borracha. Fontes no Palácio dos Bandeirantes, porém, dizem que o governador não sabia da realização da ação do Denarc.
 
O secretário Porto definiu o que presenciou como “uma incursão desastrosa, com bombas de efeito moral, balas de borracha, e aí o tumulto foi generalizado”.
 
A intervenção dos policiais aconteceu justamente onde a Prefeitura desenvolve a Operação Braços Abertos, tentativa de acabar com a Cracolândia com oferta de moradia, alimentação e emprego aos dependentes. Para o secretário municipal de Governo, Chico Macena (PT), “esse tipo de ação pode comprometer essa relação de confiança que foi estabelecida ao longo dos meses”. Macena também criticou a ação realizada há dois anos, pela Polícia Militar. /ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO, LAURA MAIA DE CASTRO E JF DIÓRIO 

 

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8 Comentários
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  1. Mar da Silva

    24 de janeiro de 2014 12:14 pm

    O Haddad acha que o Alckmin e

    O Haddad acha que o Alckmin e o PSDB vão deixar florescer alguma política pública louvável. Nem Alice!

  2. Mauricio Salles

    24 de janeiro de 2014 12:32 pm

    Repúdio a Alckmin

    Isso foi simplesmente a resposta da classe média de direita de São Paulo às políticas realmente democráticas e humanas implementadas pelo prefeito do PT. Aliás, alguém disse aqui no Blog, “falem mal, mas só mesmo o PT pra fazer uma ação de dignidade na cracolândia”. Taí, o que o “conservadorismo” acha que deve ser feito para resolver o problema dos dependentes: violência. Eis a soluçao que agrada a esses trogloditas. É incrível como nos últimos anos a gente vem assistindo a uma escalada de atos atentatórios à democracia e aos direitos das pessoas. Quando vi essa ação de ontem vislumbrei a assinatura de quem promoveu o terror em Pinheirinhos. É isso aí, Geraldo “Canção Nova” Alckmin, médico, opus dei, cristão exemplar…

  3. BRAGA-BH

    24 de janeiro de 2014 12:34 pm

    O Palacio do Bandeirantes disse que não sabia

    Como é que a Polícia civil faz uma operação desta monta e a cúpula do Palácio dos Bandeirantes não fica sabendo? Me conta outra! A verdade é que a ação foi sim para modificar, dificultar, atrapalhar a ação da prefeitura de São Paulo que pela primeira vez consegue frutos promissores com sua ação. Geraldo Alckmim com estas e outras ações desastradas vai entregar o governo do estado de bandeja para o Padilha. O povo já mostrou que a memória não é tão curta assim!

  4. mauro silva 1

    24 de janeiro de 2014 12:41 pm

    Isso aí é a polícia de SP

    Está claro que axistem policias associados ao narcotráfico e o evidente sucesso da operação exigiu essa sabotagem para SALVAR O NEGÓCIO.

    Todos os envolvidos na operação, se houvesse um mínimo de seriedade por parte do governador do Estado de São Paulo, deveriam ser imediatamente afastados e investigados.

    Isso não acontecerá porque tem muito mais gente envolvida com o narco-tráfico além de policiais.

    Todavia, e ainda não se deu conta disso em sua limitação, mas até Geraldo Alckimin será supeito de associação com esses traficantes se não agir.

  5. Sergio Saraiva

    24 de janeiro de 2014 12:54 pm

    É a política.

    A ação é claramente de “política sindical” por parte da polícia civil.

    Estão insatisfeitos e querendo emparedar o Secretário da Segurança e o Governador.

    Criaram um fato onde, se o governo punir os policiais, bota gasolina na fogueira da insatisfação, deflaga um greve. Se nada fizer, fica desmoralizado

    Se há dúvidas, recomendo uma visita ao site http://flitparalisante.wordpress.com

  6. Aline C Pavia

    24 de janeiro de 2014 12:58 pm

    O Fleury também até hoje

    O Fleury também até hoje sustenta que “não sabia” da decisão de invadir o Carandiru.

    “Traficantes, homicidas, estelionatários.
    Uma maioria de moleque primário.
    Era a brecha que o sistema queria.
    Avise o IML, chegou o grande dia.
    Depende do sim ou não de um só homem.
    Que prefere ser neutro pelo telefone.
    Ratatatá, caviar e champanhe.
    Fleury foi almoçar, que se foda a minha mãe!
    Cachorros assassinos, gás lacrimogêneo…
    quem mata mais ladrão ganha medalha de prêmio!

    (…)

    Fleury e sua gangue

    Vão nadar numa piscina de sangue”

    (Racionais MC’s, Diário de Um Detento)

     

  7. W K

    24 de janeiro de 2014 2:20 pm

    Nada disso,

    é que a polícia civil paulista resolveu apoiar o PT! Isso mesmo, apoiar o PT para as eleições estaduais e federais. 

    Não cantaram a pedra antes ao ai-quemim, fazendo parecer que era uma operação tucana, e aí o povo se indigna – não pelos craqueados, mas sim pelos funcionários municipais que apanharam dessa polícia – e assim o povo vota num outro poste, agora para o estado. 

     

    No mesmo tom daquela piada de mineiro:

    Ô cumpade, pra onde ocê vai?

    Vô pra Manhumirim, cumpade. 

    Aí o primeiro cumpade liga os neuorônios analíticos e pensa:

    O cumpade tá dizendo que vai para Manhumirim preu achá que ele vai é pra Manhuaçu, mas na verdade vai é pra Manhumirim meamo … 

  8. joaquimm

    24 de janeiro de 2014 3:31 pm

    Em passado próximo o governo

    Em passado próximo o governo do Estado de São Paulo proibiu o uso de bala de borracha e bomba de gas lacrimogênio na região de Cracolância, mas é só para ingles ver. A força policial descumpre: <http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/01/governo-proibe-uso-de-bomba-moral-e-bala-de-borracha-na-cracolandia.html >

    O Secretário de Segurança, Grella, diz que a prisão de traficantes é uma ação de policia, mas o princípio constitucional de razoabilidade é uma exigência a ser cumprida pelo servidor público. Na área – espaço da prisão de t raficante, segundo a polícia, não dispunha de condições ambientais para ação de violência e risco.

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