Os novos paradigmas de obras

Enviado por: carlos

Nassif,

Sou engenheiro da área industrial, portanto não tenho a menor qualificação para discutir soluções técnicas; também não vou defender a pobrezinha esquerda popular contra os tubarões da mídia – choramingando – se fosse o PT estaria levando chineladas da malvada; a propósito, votei no Lula.

O turn-key – Chave na Mão – não é “porteira fechada” mas sim Pronto para Usar. Alguém acima perguntou “você compraria sua casa Turn Key” ?.O Mundo compra a casa Turn Key, eu e ele também, claro – O apartamento da Gafisa, da Lindenberg ou Cingapura é Turn-key – ou você participa do estaqueamento, concretagem, acabamento?

Todas as obras públicas ou privadas são com valor fechado – e não é pós FHC mas muuuuuito antes. Os contratos “por administração” que faziam a alegria das empresas de projeto e construção com milhões de Homens-hora não existem mais.

Os tais 900 funcionários do Metrô que passaram a 300 não eram 300 fiscais mas uma engenharia própria que não existe em lugar algum. A Embraer, por exemplo, tinha no passado um engenharia civil que projetava os galpões e hangares de sua fábrica totalmente. Hoje é impensável. Os parâmetros mudam – O papel vegetal e tinta nanquim cederam lugar ao Autocad, à Maquete Eletrônica, etc.

Se nos fixarmos nos conceitos antigos ficarem antes do Fusca do Itamar.

Isto não significa, entretanto, que vamos nos entregar de mãos atadas a qualquer Fornecedor. A Fiscalização é o bê – a – bá do negócio: Normas técnicas ABNT e Internacionais, Normas Internas do cliente (Metrô, Petrobras, Infraero, Ford, Fiat, Embraer, etc.)

Se você não tem um corpo fiscalizador próprio existem as Sociedades Classificadoras (mais de 200 anos de existência vindo da área naval); Pergunte à Petrobras, Nuclebras, etc.

Os contratos tem de “cercar” todas as possibilidades e realmente cercam – é assim no Mundo todo.

Agora – se somos tão corruptos que nada, nada funciona então vamos fechar as portas. Se alguém precisar fazer uma cirurgia vá para o Sudão que aqui no HC não sabemos.

Como disse o Nassif, são os mecanismos operacionais que importam – não podemos retroceder 50 anos.

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