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quinta-feira, junho 4, 2020
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    Tag: a-crônica

    E uma conversa de vizinhas confinadas jamais será manchete de jornal, por Maíra Vasconcelos

    As preocupações caseiras do confinamento de cada um não interessam aos jornais.

    Não é possível cantar enquanto se lê notícias de jornal, por Maíra Vasconcelos

    Bom mesmo é poder cantar enquanto se lê. Porque, às vezes, no silêncio da leitura de um romance ou de um poema, quem saberá se alguém está cantando

    Os jornais são sempre mais pudicos do que qualquer obscena fantasia, por Maíra Vasconcelos

    E hoje, ao ler os jornais, percebi que a ficção está muito longe de qualquer palavra informativa e muito próxima de todas as realidades.

    Afinal, a ficção sempre acompanhou os pesares da humanidade, por Maíra Vasconcelos

    Apenas a ficção é capaz de torcer qualquer realidade para extrair dela alguma beleza, algum sentido distraído de todo cotidiano.

    Escrever uma não-notícia pode ser útil até mesmo aos jornais, por Maíra Vasconcelos

    Quando as autoridades públicas podem ser quase sempre as mesmas, em todas as notícias de jornal, mas nunca na ficção.

    Como seria fantástico um jornal que não sabe o que acontece, por Maíra Vasconcelos

    Parece haver também no jornalismo certa transformação da palavra. Mas, reparem, nunca em sentido a buscar a beleza, isso que significa fugir do real, do cotidiano

    Isso ainda não é uma fantasia, é apenas uma reflexão, por Maíra Vasconcelos

    E o que tenho é uma não voz que trafega rumo ao entendimento desmedido e à reflexão exaustiva sobre o ato de escrever.

    A fantasia sendo apenas o disfarce perfeito para cada manchete de jornal, por Maíra...

    Talvez, ficção e realidade não se separem e dividam o mesmo tempo exatamente com igual necessidade de estar presente.

    Ouvi dizer que a fantasia jamais seria manchete de jornal, por Maíra Vasconcelos

    Todo absurdo caberá sempre em um pouco mais de quarenta palavras, um nome completo e aquelas idades pequenas demais para a morte.

    A vida não permite outro rasgo a não ser pertencê-la, por Maíra Vasconcelos

    Ouvi dizer que para encontrar fantasia e realidade, a poesia cava com as mãos, o corpo, os olhos, principalmente.

    Palavra novinha nasce assim, a gente finge que o inverno passado nunca existiu, por...

    Ouvi dizer que todos esses movimentos absurdamente irregulares são apenas a própria pulsão.

    As ruínas de um jardim que nunca aconteceu, se as flores sempre estiveram pisadas,...

    Depois, dois ou três textos expressam aqui no jornal o que não mais irá ser visto até o próximo inverno.

    A voz do vendedor da esquina não sairia nos jornais, por Maíra Vasconcelos

    Não sei o seu nome. Ouvi dizer que a voz do vendedor da esquina foi ecoada no tempo: a família perpetuou sua memória.

    O jornal é demasiado factível, a nossa diferença é a fantasia, por Maíra Vasconcelos

    A voz literária pode virar eco no tempo. Mas nada disso é certeza alguma. A voz renasce ou também não renasce.

    Apenas sordidamente humanos com um espelho nas mãos, por Maíra Vasconcelos

    A contemporaneidade não permite apenas um rosto, de tudo o que se vê refletido, quebrado, anulado e apagado para voltar a se refazer.

    Escrita de inverno, por Maíra Vasconcelos

    Há anos estreio neste jornal o que ainda não saiu de trás das cortinas. Não são os fantasmas que me seguram, ou talvez, sim. Existem lugares que nos permitem ver melhor.

    De uma escrita no inverno II, por Maíra Vasconcelos

    Aqui não há vivalma. Tudo se parece a um espaço enorme e cinza, ou um lugar apenas nublado como dias de inverno.

    De uma escrita no inverno, por Maíra Vasconcelos

    Achei que correndo chegaria, e foi o que aconteceu. Se repetir frases demais, o texto pode ficar pobre, dizem. Mas a falta pode ser a busca.

    Notícias de inverno, por Maíra Vasconcelos

    Dizem que entre o fim e o início das estações, algumas coisas se repetem, outras não. Durante o inverno isso poderá ser verificado.

    A vida que há VI, por Maíra Vasconcelos

    Minha vizinha diz que o melhor é não sair de casa: não se deve forçar a voz. É como ficar presa dentro de si mesma, igual pássaro dentro da gaiola. Se sai algum canto, é melancólico de dar dó.

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