Funcionários da Mercedes-Benz se mobilizam contra demissões

Jornal GGN – Na última sexta-feira (5), mais de dois mil trabalhadores da Mercedes-Benz realizaram uma manifestação em frente à fábrica de São Bernardo, em protesto contra um anúncio de demissões. O grupo era formado por 1,4 mil profissionais que estão afastados em licença remunerada e por outros 800 metalúrgicos da ativa, que pararam a produção e se juntaram à mobilização.

Para o diretor administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés  Selerges, a união da categoria será fundamental para evitar os cores. “Temos hoje dois grandes desafios. O primeiro é convencer a empresa a ir para a mesa de negociação conosco, pois ela tem se mostrado irredutível. Vamos lutar para que isso aconteça. Se conseguirmos, o outro desfio será construir uma proposta viável para dar conta desse momento. Temos de estar unidos e fortes, só vamos conseguir avançar com a organização. Continuaremos mobilizados até que a empresa sinalize para uma alternativa”, disse.

Na última terça-feira (2), a Mercedes-Benz enviou um comunicado informando que demitiria mais de 1,8 mil metalúrgicos a partir de setembro. “O número se refere à quantidade de trabalhadores que restaram do excedente de 2,5 mil depois de encerrado o Programa de Demissão Voluntária (PDV) aberto em 1º de junho, que teve 630 adesões”, explicou o sindicato.

Em resposta à decisão, os funcionários fizeram uma primeira paralisação de 24 horas na fábrica. Eles reconhecem que a conjuntura econômica e a crise no setor de caminhões tornam a situação mais complicada, mas querem encontrar uma solução.

“Temos certeza de que há alternativas. O Sindicato negociou acordos com outras montadoras, utilizando instrumentos de flexibilização e estamos conseguindo atravessar essa fase de crise”, disse o vice-presidente do Sindicato, Aroaldo Oliveira. “Existe o PPE (Programa de Proteção ao Emprego), o layoff, e estamos abertos a conversar sobre outras ferramentas que mantenham os postos de trabalho. A fábrica precisa se abrir para a negociação. Não vamos aceitar essas demissões sumárias”, completou.

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Os trabalhadores na Mercedes-Benz têm garantia de emprego até 31 de agosto em função da adesão ao PPE por nove meses. A montadora tem atualmente 9,8 mil trabalhadores, sendo que 1,4 mil estão em licença remunerada desde fevereiro.

Foto: Adonis Guerra

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1 comentário

  1. funcionários…

    Mercedez, hoje. Volks , ontem. GM, amanhã. Demos de graça o quarto maior mercado mundial de automóveis por empregos do tipo “apertar parafusos” e carros do tipo “carroça”. Só que nestas o burro não vai na frente, vai dentro. Não houveram centros de excelência, produção nacional, transferênia de tecnologia. Aceitamos qualquer coisa com casca e tudo.  Preços estratosféricos e cartelizados, com controle total do mercado. E na primeira “brisa” no mercado?! O de sempre!! O governo “porcamente” tentou exigir um salto de qualidade, já que o mercado nacional teve um boom de consumo nas últims décadas. Bastou um grunido mais alto das montadoras para nossos governantes ” botarem o rabinho entre as pernas” e aceitarem qualquer coisa. Logicamente oferecendo antes o cheque em branco do BNDES. Pobre país limitado, como é facil tratar com paspalhos?!

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