Jornal GGN – “O sonho do crescimento está ao alcance de nossas mãos. Basta implementar as reformas. Como está demorando a implementação das reformas, revisões [de alta do PIB] foram acontecendo para baixo. Me perguntaram isso: ‘a economia não está respondendo?’. Eu disse, ‘respondendo a que?’ Não fizemos nada ainda”, disse Paulo Guedes, na portaria do Ministério da Economia para jornalistas.
A coletiva aconteceu nesta quinta-feira (30), mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anuncia uma retração de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano – o primeiro recuo no período desde 2016.
A equipe econômica do governo Bolsonaro defende que não é possível solucionar a grave crise fiscal e círculo vicioso do baixo crescimento econômico sem o que vem chamando de “reformas” estruturais, a principal delas a da Previdência.
Diante dos jornalistas, Guedes disse ainda que sua equipe estuda liberar os recursos dos trabalhadores depositados em contas inativas e ativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e também a liberação do abono salarial PIS-Pasep. O objetivo é jogar mais dinheiro no mercado para movimentar a economia. Entretanto, a liberação só irá acontecer “assim que forem aprovadas as reformas”.
O ministro admite que a liberação dos fundos com as reservas de recursos do trabalhador para a economia geram um estímulo à economia de “voo de galinha”, mas defendeu a proposta como uma forma dar um ponta pé inicial para o que sua equipe econômica entende como medidas “anticíclicas” ao quadro atual de recessão da economia brasileira.
“Vamos liberar PIS-Pasep, FGTS, mas assim que saírem as reformas. Se abre essas torneiras sem as mudanças fundamentais, é o voo da galinha. Você voa três quatro meses porque liberou, e depois afunda tudo outra vez. Na hora em que fizer as reformas fundamentais, e aí sim libera isso, é como se fosse a chupeta de bateria [de carro, ou seja, um estímulo inicial ao PIB]. Senão, anda três metros e para tudo outra vez”, declarou.
O ministro da Economia também chamou de “voluntarismo” a redução da taxa básica de juros (Selic).
“Você só pode baixar os juros se tiver o regime fiscal em pé. Então, na hora que você fizer a reforma da Previdência, as expectativas vão ser de equilíbrio fiscal e, na mesma hora, os juros vão começar a descer no mercado. E o Banco Central deve sancionar [essa queda de juros do mercado reduzindo também a Selic]. Mas tudo isso exige as reformas antes”, prometeu.
Capitalização e seus riscos
A reforma da Previdência de Guedes inclui o regime de capitalização, modalidade onde os recursos para a aposentadoria serão retirados apenas da conta do trabalhador e serão geridos pelo sistema bancário. O modelo atual é tripartite – empresas, governo e trabalhador contribuem para o fundo do INSS.
Segundo estudo divulgado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) o regime de capitalização Previdência Social fracassou na maioria dos países em que foi aplicado. Os principais pontos críticos são: o valor irrisório pago a quem se aposenta – muito abaixo dos parâmetros estabelecidos pela comunidade internacional – e a falácia de que o governo economiza com o sistema de capitalização. Clique aqui para ler mais sobre esse tema.
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Rui Ribeiro
30 de maio de 2019 2:30 pmLi em outro site que é por causa do Pibinho, e não se a reforma da previdência passar.
Se é verdade que a condição imposta para a liberação do FGT$ é a aprovação da reforma da previdência, agora inaugurou-se no Brasil o ‘dá cá, toma lá’.
Ugo
30 de maio de 2019 3:15 pmUsei o fgts, sou aposentado, o pis/pasep fora do meu alcance, portanto eu quero ser “corrompido” com algo…
Para os demais, vou liberar algo que vos pertence…vou ficar eu e os meus bankster com…..
Putz…a terra e o cérebro são planos.
republicano arrependido
30 de maio de 2019 3:17 pmninguém detém esses aloprados que
propõem matar a população impuinemente….
Marcelo Nascimento
30 de maio de 2019 5:22 pmEsse dinheiro vai direto para pagar as dividas extratosfericas do cartao e cheque especial que NUNCA seriam pagos!
Os bancos agradecem.
AMORAIZA
30 de maio de 2019 6:10 pmA gente deve manter a decência e preservar a dignidade dos comentados, mas em se tratando do ministro, como ele faz uma proposta obscena, o comentário tem que ser, necessariamente, obsceno.
Esse infeliz botaria a bunda pelada na janela só pra fazer passar essa maldição dessa reforma contra o povo.
naldo
30 de maio de 2019 6:45 pmEsse é i inacreditável sinistro b…nova…..de uma nota só….
Só deixo vcs brincarem se aprovarem alguns bilhões para mim e meus pobres amigos banqueiros…..senão levo a bola embora…..
Trata-nos de idiotas imaginando que somos seus iguais………
Christian Fernandes
31 de maio de 2019 7:33 amMais um caso do famoso FAVOR COM CHAPÉU ALHEIO.
Neste caso, com as abas do próprio trabalhador, que vaI “receber” um dinheiro que já é dele e ainda debaixo de ameaças.
O Fundo serve para bancar financiamento habitacional subsidiado – daí os famosos “3% ao ano”. Sem ele, babá, vamos de financiamento com a “taxa básica” dogmática dos rentes tas.
Adagir Saggin
31 de maio de 2019 5:33 pmLibera FGTS na condição de aprovar a previdência, argumente!!! Não façam chantagem. É o Governo da CHANTAGEM e da MENTIRA.