Um relato das demissões em Macaé

Por Daniela Reis dos Anjos Souza, no Portal LN

Aqui em Macaé, a crise do petróleo anda cada vez pior. Uma empresa de grande porte demitiu de uma única vez 600 funcionários. Todos os equipamentos estão apreendidos e só poderão ser retirados quando a empresa fizer os pagamentos para os funcionários, determinação da Petrobras.

Outra empresa decretou falência.

Cada vez mais, a cidade está ficando vazia com a onda de demissões. O desemprego está migrando para outros áreas, devido ao efeito petróleo.

Houve uma queda brusca nos salários.

Não há uma estimativa de quando essa crise passará. Hoje quem vai trabalhar não sabe se irá encontrar sua demissão pronta.

 

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29 comentários

  1. Não vai passar

     E não é só em Macaé/ Campos, mas tambem em Niterói ( RJ), Rio Grande (RS), Itaguaí (RJ), Ipojuca/Suape (PE ), Salvador (BA)……….etc., a lista de demissões e falencias na ” cadeia Oleo & Gás + Naval “, a cada dia aumenta mais, nenhum emprego em estaleiros está garantido.

      

      • Não é para estaleiro

         O EAS só tem um horizonte de contratações caso os sócios coreanos aportem mais dinheiro, pois os sócios locais (  Camargo Correa e Queiroz Galvão ) estão com seus fundos bloqueados, as unicas contratações na area portuária, que estão abertas, são para o Complexo EMBRAPORT, que tambem esta com problemas de financiamento, pois a operadora principal deste terminal é a Odebrecht Transporte e Logistica, cuja holding , está com sérios problemas, tanto financeiros como juridicos.

  2. A causa está wm Curitiba e

    A causa está wm Curitiba e todo mundo sabe qual é. A “causa” tem emprego garantido e aposentadoria com salario integral até o fim da vida.

  3. Tragédia só menor que a morte

    Tragédia só menor que a morte na existência de um Ser Humano é a perda do seu trabalho. Dirão os consultores de RH que isso é normal nesses tempos pós-modernos e que o antídoto para isso é a tal empregabilidade.

    Bem, responderia curto e grosso acerca disso: pimenta nos olhos dos outros(o órgão do corpo é outro) no meu é refresco. 

    Será que o baque foi tão grande assim na estrutura empresarial da Petrobras ao ponto de afetar de modo tão dramático sua cadeia produtiva? 

    Era a Petrobras tão frágil a esse ponto ou foram as interdições egressas desse processo judicial iniciado após a dita Operação Lava a Jato? 

    Deprime qualquer um tragédia dessa espécie. Será que a presidente Dilma assistirá inerte esse desmonte com suas consequências amargas nas áreas econômica e social? 

    • Nem todos…
      JB,
      Nem todos os Consultores. Sou da área e está conjuntura, te garanto, nada tem a ver com “empregabilidade”. Estou muito próxima da PB e de suas contratadas e o que posso dizer é que o que assisto diariamente é lamentável. O problema não é o baque somente – sim, há uma retração e desmobilização – mas o que chamamos “clima” e “ambiência” foram seriamente afetados na empresa. A capilaridade da PB é imensurável. Há cidades que existiam pois nascidas da empresa. E sem representatividade, num momento de cortes, são as primeiras no abandono dos investimentos/aportes. A PB não é frágil ou já teria sucumbido. Mas os menores, satélites gravitando ao seu redor, foram afetados mortalmente por esta tempestade solar.

  4. A Petrobras não está pagando

    A Petrobras não está pagando por conta da lava – jato, é isso ? Certo, e qual operação está afetando a indústria automobilística, por exemplo ?

    • Boa pergunta, Nira. O

      Boa pergunta, Nira. A Petrobras é apenas UM dos problemas que concorrem para o quadro de depressão da atividade econômica. Seria simplismo centrar só na mesma  as causas dos descompassos. 

      O desaquecimento na indústria automobilística, creio, viria mesmo sem essa confusão da Petrobras. Para a primeira, retração(partindo para o economês) pelo efeito elasticidade-renda da demanda, ou seja, limite na capacidade de compra dos consumidores. 

      O diabo é que estão entre as  maiores cadeias produtivas do país. 

    • A Petrobras está pagando em
      A Petrobras está pagando em dia todos os seus contratos !!

      A pessoa que fez esse relato deve explicar melhor o porque das demissões…. Provavelmente contratos não renovados…

      • Só os liberados

           É verdade, a PBR se encontra com  todos os pagamentos em dia, mas os devidos a empreiteiras envolvidas na “lava-jato” , os valores são aportados , mas não liberados, pois os contratos estão sobre verificação judicial, portanto o dinheiro não chegando as empreiteiras – que tambem não conseguem financiamento em bancos, não existe mais desconto ou linhas de crédito contra dividas da PBR x Empreiteiras – elas não realizam os devidos pagamentos a seus fornecedores e/ou empresas de médio e pequeno porte que a elas prestaram serviços.

        • O comentário acima também não

          O comentário acima também não corresponde a realidade !!!

          Todos os pagamentos estão sendo liberados !!! 

          A Petrobras e nenhuma outra empresa pode negar pagamentos por serviços e fornecimentos prestados !!

          Eu não sei qual a sua fonte, mas eu sou petroleiro, vi todas as orientações internas a respeito da lava jato, e não há retenções de pagamentos por serviços e fornecimentos já prestados !!

           

    • A indústria automobilística é

      A indústria automobilística é muito poderosa e sempre joga com os governos. Como estava vendendo muito por causa da redução do IPI, estava quieta. Quando acabou o incentivo e as vendas voltaram para o lugar, aí começa a pressão via demissões. Sem a redução, os preços ficam abusivos (aliás, mesmo com a redução) e alguns provam que não é por causa dos impostos, e as vendas caem. Com a automação, ela pode demitir tranquila e manter seus lucros indecentes. Tem dois ramos capitalistas aqui no Brasil que são osso duro: montadoras e bancos. Nem toda conta é do governo, pois vivemos no capitalismo.

      • Arthemisa 
        Já ouviu falar em

        Arthemisa 

        Já ouviu falar em competição  

        Já ouviu falar em  oferta e procura

        Um governo que se preocupa só  com um fator de produção  ( mão  de obra )   não  sabe governar para todos.

        Conclusão   ….Quem pode mais hora menos  

         

    • A verdade é que as grandes

      A verdade é que as grandes construtoras do país estão com a maioria de suas obras paralizadas ou em rítimo lento. Isto gera efeito cascata com milhares de fornecedores de máquinas, equipamentos, materiais e serviços, demitindo milhares de trabalhadores. Lembrando que essas grandes empresas não só tinham contratos com a Petrobras como na maioria dos estados e municípios brasileiros. Algumas dessas empresas estão com contas bloqueadas e contratos suspensos devido a decisão judicial na operação Lava Jato. Negociação dos contratos de leniência andam a passos de caranguejo  e as demissões ocorrem a jato.      

    • Realmente é ridículo querer

      Realmente é ridículo querer atribuir a crise mo setor do petróleo à lava-jato; Os estaleiros que estão fechando por encomendas que não foram feitas há 1, 2, 3 anos atrás. As empresas de serviço estão demitindo porque o número de poços perfurados no país vem caindo já há alguns anos. E porque?

      Basicamente porque a industria petroleira no Brasil é, infelizmente, dependente de uma única empresa, a Petrobras que está em sérias dificuldades, anteriores a lava jato. A crise da estatal não tem a ver com a operação da PF, esta apenas acentuou-a. Nem a corrupção em algumas diretorias, apesar de gigantesca, foi determinante. A crise na Petrobras deve-se a má gestão e ao uso da empresa pelo governo com investimentos em inúmeros projetos deficitários seja em petroquímica. em termoetricas, biodiesel, gás&enegia, refinarias aqui e no esterior, etc, Sem falar no enorme buraco negro da importação de gasolina e na empreguismo sem planejamento que inchou o numero de empregados e terceirizados da estatal, obrigando-a a implantar, ano passado, um plano de demissão voluntária que pagou até 600 mil para quem se dispusesse a pedir demissão!

      A nova lei da partilha também tem sua parcela de culpa tanto na crise da Petrobras, sobrecarregando mais ainda a estatal, quanto na do setor em geral. A exploração de novos campos na área de maior potencial do país está paralizada por conta da cláusula de operação única da Petrobras. Acho que mais de 90% da área do pre-sal estão disponíveis para a exploração e poderiam estar gerando investimentos, evitando ou pelo menos minorando o desemprego no setor, não fosse a trava da operação única.

      Quem estiver interessado em se inteirar melhor dos problemas da indústria do petróleo no Brasil, assista a a palestra feita no Senado pelo presidente do IBP, entidade que congrega mais de 200 empresas do setor que estão sofrendo na carne com as trapalhados deste governo.

      https://youtu.be/MOIgSUvxjhI

    • Para coxinha não

      http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,honda-tem-fila-de-espera-por-carros-e-paga-hora-extra-para-produzir-mais,1691298

      Home  Crossovers  Honda HR-V já tem fila de espera de sete meses

      CrossoversHondaMercado18/05/2015

       

      O mercado está em queda e as projeções para 2015 não são nada otimistas. No entanto, não se pode dizer que tudo está perdido. O segmento premium não está reclamando, pois as vendas continuam em alta. O mesmo pode ser dito de alguns modelos de utilitários esportivos.

      Enquanto os demais segmentos amargam prejuízos, provocando férias coletivas nas fábricas, demissões, layoff e cortes drásticos na produção, os utilitários esportivos parecem estar em outra sintonia, especialmente os recém-lançados. Neste grupo, o Honda HR-V se destaca.

      O crossover da marca japonesa liderou as vendas em abril e segue na frente em maio. No entanto, ele poderia ter ido mais longe se a oferta fosse maior. A Honda criou algum estoque para oferecer ao consumidor, mas isso não foi o bastante e a fila de espera chega a ter 7 meses!

      O HR-V tem fila de espera de até quatro meses no Rio, mas em Brasília, por exemplo, apenas uma revenda garante a entrega do modelo entre setembro e dezembro, enquanto as demais só em 2016! Coincidência ou não, a capital federal foi o lugar escolhido pela Honda para fazer o lançamento do crossover.

      Para dar conta do recado, a Honda trabalha com capacidade máxima em Sumaré/SP e para atender os pedidos, sacrifica os demais modelos, mais notadamente o City, que teve sua produção bastante reduzida. A empresa tenta resolver o problema em casa, mas a solução pode estar na Argentina, que pode abastecer o mercado nacional, conforme projeto inicial.

      Em abril, o HR-V vendeu 4.957 unidades e até o fim de semana passado, emplacou 2.304 exemplares no mês de maio. No entanto, a demanda maior do que a oferta tem seu lado negativo. Geralmente os fabricantes gostam desse “problema”, mas o cliente não.

      Diante da longa fila de espera para ter um HR-V, o cliente pode acabar optando por um concorrente. O Jeep Renegade é uma opção, pois tem unidades em pronta-entrega. No entanto, a versão mais encontrada é a Sport manual, pois as demais opções têm filas de espera de até 60 dias.

       

    • O Junior e o André foram didáticos com você

      Mas na minha opinião, voce não é tão ignorante assim. É golpista mesma. Este golpe vai quebrar o país. Deve ser bom para você coxinha. Mão de obra barata novamente. Empregada doméstica e pedreiro ao custo de salário em libra! De arroz! 

    • Lógico que o preço mais baixo

      Lógico que o preço mais baixo do petróleo desestimula os investimentos, mas a retração e a crise na Petrobras são anteriores ao segundo semestre do ano passado, quando o preço caiu. O número de poços exploratórios perfurados é um bom indicador do nível de atividades no setor e ele vem caindo há três anos: 2012 – 190 poços, 2013 – 147 poços; 2014: 86 poços. E no primeiro semestre de 2015, segundo dados da ANP, apenas 34 poços exploratórios começaram a ser perfurados.

      Este artigo da GeofísicaBrasil discute as razões da queda nas perfurações de poços de petróleo no Brasil.

      http://geofisicabrasil.com/noticias/204-clipping/6801-o-ano-mais-fraco-em-perfuracao-de-pocos-desde-2002.html

  5. Os neoliberais da turma do

    Os neoliberais da turma do FHC mesmo, teoricamente, fora do Poder Executivo, estão promovendo o costumaz desmonte das estatais e grupos brasileiros para privatizá-los e entregá-los aos estrangeiros, à preço de banana.

    As nossas instituições não são capazes de impedir este câncer. A ação deletéria destes deformados, e agora até togados, entreguistas! Como se não bastassem os “midiáticos” e “economistas políticos” de sempre…

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