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O Xadrez do empate vitorioso de Gilmar e Janot

Capítulo 1 – o grande mestre Gilmar Mendes

Nos jogos do poder, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) é grande mestre. Ousaria compará-lo ao imortal Raul Capablanca, o campeão cubano que encantou o mundo no início do século, com seu estilo claro, lógico, linear e fulminante.

Seu grande adversário foi o russo Alexander Alekhine, com um estilo complexo, cheio de nuances, que acabava embaralhando o adversário. Só depois do jogo terminado, os adversários encontravam saídas para as complexidades colocadas por Alekhine.

No embate entre ambos, pelo título mundial, Alekhine venceu. Consta que graças ao estilo bon vivent do cubano, que se dispersava entre corridas de cavalo e libações noturnas. Não é o caso de Gilmar, cujas obsessões se resumem ao jogo político-jurídico e à sua IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público). Não deixa de ser seu calcanhar de Aquiles, mas que poucos ousaram explorar.

Capítulo 2 - a presunção da competência política da Lava Jato

No primeiro tempo, a Procuradoria Geral da República e a Lava Jato conseguiram o feito histórico de terem derrubado uma presidente da República. Julgaram-se os reis da cocada preta.

Esse tipo de onipotência os tornou descuidados. Não se deram conta que o embate foi contra o mais ingênuo e indefeso governo da história.  A frente ampla garantiu-lhes a blindagem para toda sorte de abusos e um deslumbramento provinciano. Julgaram-se acima do bem e do mal e, especialmente, acima do STF (Supremo Tribunal Federal).

Parcerias com a mídia não são institucionalizadas, mas pontuais, obedecendo aos interesses de ambas as partes. Além disso, a mídia – e a opinião pública - movem-se por eventos, alimentados por fatos reais ou factoides. E Gilmar e José Serra sempre foram mestres na arte de criar factoides jornalísticos.

O deslumbramento levou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima – o mais agressivo e político da força tarefa – a confrontar decisão do Ministro Dias Toffoli de ordenar a libertação do ex-Ministro Paulo Bernardo. E foi criando pontos de vulnerabilidade para o xeque de Gilmar.

Capítulo 3 – a delação da OAS

O que está em jogo é a delação da OAS.

Há duas empreiteiras na fila. As delações da Odebrecht apontarão preferencialmente o financiamento de campanha através de caixa 2. Delatarão Paulo Preto. Se a Lava Jato quiser pegar José Serra e Aloysio Nunes, terá que apertar Paulo Preto.

Já as delações da OAS visariam apontar corrupção explícita dos políticos, especialmente de José Serra – isto é, dinheiro para enriquecimento pessoal.

Capítulo 4 – o xeque de Gilmar

Aí entra em cena Gilmar, com toda sua maestria e atrevimento.

Conforme explicado no Xadrez de ontem, o suposto vazamento  contra Dias Toffoli se autodestruía em 30 segundos. Na própria denúncia já se fazia a defesa de Toffoli e os próprios blogueiros de Veja se incumbiam de defendê-lo. Trata-se de um factoide similar ao grampo sem áudio da conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres, com ambos se auto-elogiando.

Mesmo assim, tinha tudo para se tornar o mote para um xeque pastor em Janot e na Lava Jato. A sucessão de declarações dos procuradores da Lava Jato, os abusos, o carnaval em torno do decálogo de Moisés e outros atrevimentos foram criando ressentimentos cada vez maiores no STF. Nenhum Ministro se manifestava com receio de se tornar alvo de campanhas infames, como a que vitimou o Ministro Luís Roberto Barroso. É uma tarefa para Gilmar, o destemido.

Ele espera o momento, encontra o álibi na capa da Veja, e cai matando sobre a Lava Jato.

Xeque-mate de Gilmar em Janot? Não. Xeque duplo nas investigações, e explico.

Capítulo 5 – o xeque duplo

Há várias hipóteses sobre os autores e a motivação da denúncia:

Hipótese 1 – foi um membro da Lava Jato, aliado a José Serra e Gilmar Mendes, interessado em melar o depoimento da OAS.

Hipótese 2 – foi vingança de procuradores contra decisões recentes de Toffoli.

Hipótese 3 – partiu dos advogados da OAS.

As duas primeiras são hipóteses verossímeis. A Hipótese 3 é a única absolutamente inverossímil. Primeiro, pela constatação do próprio Janot, que não havia nenhum anexo nas preliminares da delação versando sobre a tal reforma na casa de Toffoli. Janot diz que seria impossível ao MPF vazar essa informação, porque não existia. Se não existia, como atribuí-la aos advogados da OAS? E a troco de quê eles divulgariam uma informação contra um Ministro do STF, que qualquer amador saberia que poderia comprometer a delação?

E, no entanto, Janot tratou rapidamente de difundir a tal versão, anunciando a suspensão das negociações com a OAS.

Não havia lógica. Era evidente que a tal capa foi um factoide visando anular a delação da OAS. A troco de quê o ladino Janot, que dispõe de vários oficiais generais analisando a conjuntura, não captaria as intenções do factoide?

Há duas hipóteses para explicar a decisão de Janot:

Hipótese 1 – Janot piscou. Assustou-se com a possível reação do Supremo e saiu acusando os advogados da OAS, mesmo sem provas, antes mesmo de iniciar qualquer investigação, seguindo o padrão Lava Jato.

Hipótese 2 – Janot aproveitou o carnaval em torno do episódio para afastar de si o cálice da delação da OAS.

Aposto fechado na segunda hipótese.

Tem-se, enfim, um jogo em que Capablanca e Alekhine combinam a resultado final: Janot e Gilmar trocam tiros entre si, simulam um combate entre Darth Vader e Luke Skywalker e ambos conseguem chegar ao mesmo resultado: a anulação da delação da OAS salvando Serra, Aécio e, democraticamente, possivelmente algumas cabeças do PT.

O jogo termina empatado com Gilmar e Janot vitoriosos. E, em um arremate elegante, Gilmar declara que a delação não deveria ser suspensa, para permitir a Janot o ultimo lance do jogo.

De fato, um clássico do xadrez político. 

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117 comentários

Comentários

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Mouro, bom dia A briga agora

Mouro, bom dia

A briga agora é entre pmdb e psdb.

O pt já é passado!

Como gilmar é juiz profissional e tem na mão o poder eleitoral, o embate será histórico!

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Mário Mendonça

Triste comparação Gilmar X Capablanca

Me causa tristeza tratar como genio um mediocre com Gilmar.

A blindagem e apoio midiatico fazem milagres, transformam o honesto em ladrão e um estupido truculento em "genio".

Gilmar faz parte de um extensa lista de pessoas criadas e sustentadas pela grande midia, sem ela não são absolutamente nada.

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Marcelo Luiz

E se quem "vazou" essa delação foi a Odebrecht?

Já que também se beneficiou muito nessa história? Lembrem que só tem espaço pra uma delação

Como a delação da Odebrecht é prioritariamente sobre Caixa 2, fica mais fácil salvar os envolvidos se a flexibilizarem a regulamentação das 10 propostas contra corrupção, como já vem dando sinal advindos do PMDB.

“A propina tem uma relação de causa e efeito, tem que haver fato gerador com o benefício tendo se materializado e em contrapartida o beneficiado ter feito pagamento para algum agente político. Se não houver essa diferenciação, tudo vira propina”. (Carlos Marun, deputado federal do PMDB)

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George Mendes

Pobre Cablanca.... Elegante,

Pobre Cablanca.... Elegante, refinado, educado dentro e fora dos tabuleiros.... Comparado a um grosseiro medíocre como gilmar mendes....O genial Capa deve estar tendo ânsias de vômito em seu túmulo......

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Padilha Novo

1. Coitado do rapaz. Foi

1. Coitado do rapaz. Foi usado no fogo cruzado e combinado e ficou devendo mais uma. Vai ter que arrastar correntes e outras cositas mais por muitos anos.

2. ".. afastou de si o calice da delação..." e livrou a cara de seus e dele diletos amigos.

 

 

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Junior Sertanejo

Sou bisneto de

Sou bisneto de professores,neto de professores e filho de professores.Seria cruel se eu nao tivesse educacao.Tenho.Mais uma vez,peco ao editor do blog sinceras desculpas pela grosseria que,sem querer,lhe fiz.

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Rosalvo

Deve ter muita gente com

Deve ter muita gente com saudade dos tempos do FHC: arrocho, juros nas alturas justificados diariamente com o perigo do descontrole da inflação, negociatas com a benção da mídia etc...

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Gênio

Nassif, você é gênio!

Gilmar Dantas pode ser o bam-bam-bam do xadrez político, mas o gênio é você.

Obrigado!

 

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Josias Pires

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j.marcelo

Enquanto isso .... O

Enquanto isso ....

O desemprego aumenta ,principalmente entre os jovens;

Salário perde substancialmente o poder de compra;

Os jovens da periferia cada vez mais usam alcóol e drogas no

País que é o MAIOR CONSUMIDOR DE CRACK DO MUNDO;

Haa esses embates viu,desvirtuam tanto a noção de nação decente!!!

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Sérgio Rodrigues

Jôgo pensado!...

Esse movimento é orquestrado pelos golpistas, todos. Do MPF, do Judiciário, do Executivo e do Congresso.

Mas, a pergunta é: de que lado está a história?.....

Eles pagarão um alto preço por isso!....

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Profissionais

      Escrevi recentemente que a "Lava - Jato " não opera estritamente de forma juridica, mas como uma parte importante de uma tipica operação de inteligência, iniciada pela desconstrução de gigantes empresas nacionais, estatais e privadas, a destruição de um partido politico, a desmistificação de uma liderança popular, portanto neste sentido ela cumpriu sua "OFRAG" ( ordem fragmentária da operação central ).

       Como em toda operação "cinza", os limites são centrados de acordo com os objetivos finais, funciona mais ou menos assim : dos objetivos finais ( macros ), são delimitados parametros com referencia as origens ( dados brutos ), que vão ao decorrer do tempo sendo refinados ( foco ), este "trabalho" é constante, e exercido pelos que estão na atividade meio ( no caso a "car wash " ), a midia entra como acessória nesta fase da operação no apoio ao "trabalho" ( visibilidade da desconstrução ), no que ela muito auxilia, pois seleciona o que pode ou não ser veiculado a massa/população geral, manipula indices, elogia os "trabalhadores", MAS é parte do esquema central, portanto após os objetivos alcançados, deixará os "trabalhadores" na saudade - caso reajam : serão no minimo calados, no médio ameaçados, no maximo desconstruidos ( todo mundo, qualquer pessoa, tem um esqueletinho no armario, se não ela, alguem próximo, familiares incluidos ).

        Parametros, limites & Profissionais : Operadores/trabalhadores/meios, quando incensados - melhor ainda quando são jovens - pela midia, pelos comunicadores de massa, certos cientistas politicos, por seus pares corporativos, tendem a "crescer", acreditarem-se inatingiveis, poderosos, e extrapolam os parametros pré-estabelecidos, mas o esquema já tem consciência que tal ação poderia ocorrer, e esta preparado para reagir , retorna-los aos limites, de qualquer forma, e como escreve Nassif, agora não existe mais os ingenuos republicanos, mas profissionais de décadas, tanto de experiência como principalmente de contatos, favores, estórias, até mesmo em relação a midia - com mais uma vantagem dos "profissas", a partir de 30/08 as chaves do cofre. 

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junior50

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Meire

(Sem título)

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João Mezzomo

Só tem uma saída real dessa

Só tem uma saída real dessa situação horrível: o voto, a democracia......

Eu tenho esperança, ou desejo, que o povo em sua sabedoria está sacando tudo, ou quase tudo, "que nos es lo mismo, pero es igual". Só eu acredito nisso?

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CELSO CRUZ

MINISTRO GILMAR MENDES E NOTA DA AMB

MUITO OPORTUNA A NOTA DA AMB TRANSCRITA A SEGUIR. PARA ALÉM DE QUALQUER DÚVIDA RAZOÁVEL, PARECE-ME QUE NO TRECHO POR MIM GRIFADO HÁ UMA DEFESA SUBLIMINAR DO EXERCICIO DA MAGISTRATURA NOS MOLDES DA EXERCIDA PELO JUIZ SÉRGIO MORO, O QUE É EXECRÁVEL. O OPERADOR DO DIREITO, NOTADAMENTE O MAGISTRADO NA CONCEPÇÃO DE UMA SENTENÇA NÃO ESTÁ IMUNE A PRÉ-CONCEITOS DE NATUREZA IDEOLÓGICA. O QUE A ELE ESTÁ VEDADO, AINDA, NESSE DIAPASÃO, SÃO DECISÕES CONSTITUTIVAS OU DECLARATÓRIAS DE DIREITO DE NATUREZA POLITICO PARTIDÁRIA, O QUE PARECE O CASO DO "NOBRE"  MAGISTRADO SÉRGIO MORO.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) repudia as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, de que as instituições do Poder Judiciário se aproveitam da autonomia administrativa e financeira para fazer “seu pequeno assalto”.

O Judiciário vem sendo atacado e desrespeitado por uma série de iniciativas que visam a enfraquecer a magistratura. O questionamento sobre seus vencimentos é uma consequência desse movimento, uma vez que coloca em dúvida a recomposição parcial dos subsídios, já prevista na Lei Orçamentária de 2016, cuja aprovação se arrasta desde julho de 2015, quando o STF enviou a proposta ao Congresso Nacional.

A AMB considera inadmissível qualquer ataque vindo de autoridades e instituições ligadas ou não ao Poder Judiciário. Não serão aceitas manifestações deselegantes e afrontosas, ainda mais feitas por integrantes do Judiciário que não iniciaram carreira na primeira instância, em comarcas de difícil acesso e sujeitas a toda série de limitações, inclusive a terem seus foros incendiados, como ocorreu há poucos dias em Goiatuba, no interior de Goiás.

Além disso, o ministro esqueceu de dizer que os magistrados possuem limitações legais e constitucionais a que não estão sujeitas outras carreiras do Estado, estando impedidos de ter outras fontes de renda além da remuneração pelo exercício dos seus cargos, que somente pode ser complementada com a dedicação dentro das salas de aula.

É lamentável que um ministro do STF, em período de grave crise no País, milite contra as investigações da Operação Lava Jato, com a intenção de decretar o seu fim, e utilize como pauta a remuneração da magistratura. O ministro defende financiamento empresarial de campanha e busca descredibilizar as propostas anticorrupção que tramitam no Congresso Nacional, ao invés de colaborar para o seu aprimoramento.

Sustentamos outro conceito de magistratura, que não antecipa julgamento de processo, que não adota orientação partidária, que não exerce atividades empresariais, que respeita as instituições e, principalmente, que recebe somente remuneração oriunda do Estado, acrescida da única exceção legal da função do magistério.

Dessa forma, a AMB repudia que autoridades se aproveitem de um momento tão fundamental para a democracia para buscar espaço midiático, desrespeitando as instituições. A entidade reforça que é fundamental, cada vez mais, fortalecer o Judiciário como um órgão que tem atuado fortemente a favor do cidadão brasileiro, prezando sua autonomia e independência funcional.

***
João Ricardo Costa
Presidente da AMB

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Junior Sertanejo

Finalmente,pergunto eu,quem

Finalmente,pergunto eu,quem entrou nesta patuscada envolvendo Veja,Toffoli,Gilmar,Janot,Moro,Aecio,Serra, o escambau de Mussurunga.Ontem afirmei peremptoriamente,que só embarcaria no Navio,se o editor do blog me ofertasse uma passagem.Hoje,nem isso.Briga de quadrilhas.A carnificina que se avizinha,será de tal monta,que deve atingir o grau maximo da Escala Richer.Caiado já pulou fora.Cretino,salafrario,energumeno,só não é besta.

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Não é genialidade nem xadrez.

Não é genialidade nem xadrez. Apesar do objetivo misterioso, é uma jogada básica e grosseira que exige muita boa vontade pra não ver a óbvia manipulação juridica.

Esse tipo de manobra só tem sucesso porque a mídia de massa tem interesse em defender os tucanos implicados, então adere EM PESO. Só dá aspas para os dois "digladiadores" sem problematizar nada, finge que fez jornalístico e não faz o seu papel crítico. Então os punicos que denunciam a cara de pau escancarada são os jornalistas da midia alternativa, que têm alcance no máximo marginal.

Só num contexto em que são tão "café-com-leite" esses dois fanfarrões de Vaudeville conseguiriam agir com tanta desfaçatez e passar como Kasparovs. Eles fingem que estão indignados e todo mundo finge que acredita.
 

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Xadrez de Cartas Marcadas. Pode Isso Bobby Spassky?

Comparar Janot e Gilmar Dantas (imortal criação do marido da dona Rebeca), com Alekhine e Capablanca é ultrajar esses grandes mestres, sobretudo por não tratar-se de xadrez e sim de jogo de cartas, marcadas, afinal no xadrez as regras não são adaptáveis as necessidades dos jogadores e sim cumpridas, conforme definidas, sempre.

Nessa jogada da dupla tapuia de desservidores do estado, a leniência, a bananalidade, a desinformação, a falta de cidadania e justiça e a covardia de juízes e plateia, que permitem que a jogada "vaza jato", mais uma vez utilizada, agora seja considerada não permitida, sabendo-se válida, em atenção aos interesses desses hipócritas da hereditariedade, até ontem e quem sabe sempre, ao se tratar de Lula e qualquer outro relacionado ao PT.   

Isso não tem nada de genialidade política, pelo contrário, escancara a mediocridade e o quanto estamos longe da cidadania, da democracia e da modernidade, e próximos da subserviência, da seletividade, da exceção e vale tudo, da colônia e do atraso.

O Brasil é um país de não cidadãos.      

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Maria Silva

Um nôjo ...

Isso sim. Somos realmente um bando de idiotas manipulados por esses canalhas e pela midia. Enquanto isso o país mergulha nas trevas.

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Cada delação da Lava Jato

Cada delação da Lava Jato forneceu para a mídia o contexto em que a política e a corrupção definem o jogo em que a justiça eliminava o inimigo comum = o poder do governo legítimo.

Rebelando-se contra a imagem de sua auto acusação na imprensa, um ministro pode criar um teatro em que um comando criativo do vazamento mostra a cena final que acabará com investigações aos corruptos aliados (para quando o governo tiver perdido o poder).

O impeachment chega para continuar a vocação do congresso de proteger os corruptos sistêmicos, com o pleno potencial do STF MPF e PF como âncoras motivadoras das intenções originais: o ódio, a cobiça e a ganância.

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

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djaa

Tudo isso é culpa do........

Nassif, tudo isso que está acontecendo no Brasil é culpa do Lula!

Lula quebrou o paradigma da história brasileira dando dignidade ao povo brasileiro pelo direito de comprar e investir, e estatus aos funcionalismo público e político de forma tão aguda que até Chiquinho Scarpa quer ser rei na área pública, convenhamos quem não quer ser bajulado por meio mundo de empresários e ser convidados para as melhores festas (puteiro).

Existe duas saídas para o xadres do Brasil:

1. CATARSE, como acredita Mino Carta, só um banho de sangue, ( mas se nem o gde Mino vai pro fronte de batalha, imagine o "zé povinho'') vai trazer o mínimo de medo aos Mendes da vida, ao ponto de intimidar com linguajar jocoso: "o cemitério ta cheio".

2. TRABALHAR, levantar às 04h00 e encarar o trabalho com energia e ser criativo e determinado até encontrar a formúla mágica de diminuir o grau de dependência do Estado, mas e quanto ao pobre-paupérrimo? esses a novela da globo os alimentaram, até o tempo... limpar...nos próximos 30 anos essa geração de servidores públicos-privados. 

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Padilha Novo

Banho de sangue é otimo. Já

Banho de sangue é otimo. Já resolveu os problemas da Siria, do Sudão, do Congo, etc. etc. Mesmo os nossos melhores analistas tipo Mino Carta perdem a noção da realidade e acha que o Brasil é um país da periferia mas colado ao primeiro mundo tipo a antiga Iugoslavia que após o banho de sangue o primeiro mundo resolveu ajudar/investir.

Já nós, após o banho de sangue, seriamos uma Angola piorada. Somente isto.

A unica vantagem seria ver que os donos do Brasil iriam a tempo para Miami e a classe media tambem tentaria ir. Mas só se fosse a nado pois não conseguiria vaga em lugar algum. Mesmo assim tambem não seria vantagem porque nosoutros estariamos sendo massacrados e bombardeados e sem nunhuma gloria.

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Pedro Augusto

- Que dia é

- Que dia é este? 

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2016/08/25-de-agosto.html

 

 

        

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A PF não participou da delação da OAS

O cerco vai se estreitando

http://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/pf-nao-acompanhou...

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Junior Sertanejo

Dou por concluida a discussão

Dou por concluida a discussão bizantina com o editor do blog.A intervenção dele no comentario de Selma G,ao meu entender,uma estrela estava de bom tamanho.No mais,o que quis pontuar,já falei e repito,é sobre o protagonismo do Ministro Mendes no STF.Será se a Presidenta Dilma teria sido apeada,se tivesse ao seu lado um destemperado como Gilmar?Ouço dizer que a indicação da  Ministra Rosa Weber,teve a participção decisiva e direta do seu ex marido Carlos Araujo.Nunca que eu saiba,deu um só voto a favor do governo Dilma.Pelo contrario,cevou o Juiz Sergio Moro,aprendiz de feiticeiro,para mandar o governo dela para o quinto dos infernos.Politica não se faz assim.Assunto encerrado.

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Junior Sertanejo

Dou por concluida a discussão

Dou por concluida a discussão bizantina com o editor do blog.A intervenção dele no comentario de Selma G,ao meu entender,uma estrela estava de bom tamanho.No mais,o que quis pontuar,já falei e repito,é sobre o protagonismo do Ministro Mendes no STF.Será se a Presidenta Dilma teria sido apeada,se tivesse ao seu lado um destemperado como Gilmar?Ouço dizer que a indicação da  Ministra Rosa Weber,teve a participção decisiva e direta do seu ex marido Carlos Araujo.Nunca que eu saiba,deu um só voto a favor do governo Dilma.Pelo contrario,cevou o Juiz Sergio Moro,aprendiz de feiticeiro,para mandar o governo dela para o quinto dos infernos.Politica não se faz assim.Assunto encerrado.

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"Seo" Nassif

Nessa "melecada" toda que se tornou todas as instituições brasileiras, nem importa mais saber quem é o chefe, se brasileiro ou estrangeiro. 

Pois os doutos brasileiros, se receberam as ordens, as executaram  muito bem  e serão felizes para sempre e quando enterrados em seus caixões de ouro, não  serão consumidos pelas bactérias (?!), mas conservados como múmias exemplares do quão baixo o ser humano pode chegar.

Se tudo foi planejado e executado pela cabeça de nossas elites, agora é só correr p/ o abraço c/ nossos hermanos do norte, que devem estar pensando: Eta gente inteligente! mostraram que são Medalhas de Ouro em lealdade.

E a felicidade reinará - mas somente para ELES, como sempre foi.

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lenita

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alvaro braz maciel

Maravilhoso seu

Maravilhoso seu comentario,BARABENS.

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MarcosBrasilia

É como cair num privada e se

É como cair num privada e se debater na merda. É assim que me vejo no Brasil atual. O pior é que não há ninguém pra lançar uma corda pra nos salvar...

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Ugo

gilmar dantas mendes no lugar certo hora certa fala certa

Na véspera do impixi da Presidenta Dilma o recado do gilmar dantas mendes aos golpistas senadores é: eu “agaranto” impunidade a todos os que seguem o meu script, sou o cara!

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Edy

Hoje foi preso o presidente

Hoje foi preso o presidente do PSDB-GO. Pra mim é evidente que se trata unicamente do fato de o PSDB estar se manifestando contra ao aumento do Judiciário e seu efeito cascata.

Todos os crimes estavam em apuração, a investigação continuaria, sem prisão e tal, mas como querem o aumento, deram uma amostra de seu poder.

É esse o Brasil que temos, em que "as instituições estão funcionado". Nosso legislativo, executivo e judiciário passam longe do que esperamos deles.

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evandro condé de lima

Se me permite

Há momentos em que o Nassif é de uma polidez de irritar.  Alguém consegue ser mais polido que ele ao dizer: "De fato, um clássico do xadrez político." Acredito que alguns diriam que trata-se de acordo entre comparsas. Mas quem sou eu para saber?

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Então... Algumas perguntas me

Então... Algumas perguntas me atormentam aqui no interior de São Paulo, esse estado fabuloso que é o Texas brasileiro com confluência de Utah e Flórida. Nem sei como Gilmar Mendes não nasceu aqui. Mas deve ser paulista de coração já que representa tão bem alguns políticos desse estado.

1 - O Toffoli permitiu o uso do seu nome para montar do factóide da Veja? Como ele não tem mais como subir já que o PT o elevou ao posto máximo da carreira, o que ganhará com isso?

2 - Teremos ainda os messiânicos da república do paraná com espaço na imprensa?

3 - os messiânicos vão reagir e pedir para a NSA rastrear lá fora os que o chamaram de cretinos? Sim, porque o adjetivo só saiu da boca do Gilmar e o recado foi dado pela(s) pessoa(s) representadas no Supremo pelo valente e fiel juiz. 

4 - Os messiânicos da república do paraná serão atendidos pelo NSA?

5 - Janot algum dia conseguirá se igualar a Gilmar Mendes na sua defesa de políticos tucanos? 

6 - Será que a procuradoria como um todo já entendeu e aprendeu quem eles podem perseguir e encarcerar? 

Eu prevejo algumas respostas mas como o Nassif tem se adiantado espetacularmente sobre esse  xadrez (que um dos comentaristas acha que já se transformou em dama)  fico no aguardo ansiosa dos próximos lances. Mas pensando bem do terceiro tópico eu já sei a resposta: não. E sendo assim o quarto é inexistente.

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Vera Lucia Venturini

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João de Paiva

Ouso responder à pergunta 5.

Vera Lúcia,

É sempre enriquecedor ler teus comentários inteligentes e provocadores.

Das seis perguntas que fizeste, arrisco-me a responder à de número cinco. "Janot algum dia conseguirá se igualar a Gilmar Mendes na sua defesa de políticos tucanos?"

Se observarmos bem, a dupla Gilmar Mendes e Rodrigo Janot é eficientíssima na defesa dos tucanos. Ao contrário do que parece, eles sempres estiveram e estão atuando juntos, em sintonia fina, de forma sincronizada. E qundo dois 'defensores' desse calibre atuam em parceria, mas de forma sutilmente dissimulada, a sinergia é máxima. Não existe embate entre Janot e GM; eles fazem jôgo de cena e usam o PIG/PPV como palco. Faça um retrospecto e constatará exatamente isso.

 

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Maria Rita

""É aquela coisa de delírio.

""É aquela coisa de delírio. Veja as dez propostas que apresentaram. Uma delas diz que prova ilícita feita de boa fé deve ser validada. Quem faz uma proposta dessa não conhece nada de sistema, é um cretino absoluto. Cretino absoluto. Imagina que amanhã eu posso justificar a tortura porque eu fiz de boa fé?", disse ontem o ministro Gilmar Mendes". Palavras, palavras, palavras...NÃo acredito na rapaziada nem do STF nem do MP.

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Mano,nunca pensei que algum

Mano,nunca pensei que algum dia ia concordar com alguma palavra do Gilmar!

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JFO

O pior é que temos que concordar

O cara solta uma frase destas, sabendo que não acontecerá nada contra ele, que a mídia não publicará uma linha sequer contra a frase (em outras palavras, chamando Moro de cretino).
E nós aqui, que até já assinamos pedido de impeachment do Gilmar, tendo que aplaudir... o Gilmar!!!

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Na mosca

Precisa-se ser muito ingênuo para não concluir como Nassif. É óbvio que os ininvestigáveis tucanos, aliados dos pretensos "salvadores da pátria", tinham e tem de ser salvos das delações. 

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Os Russos ... sempre eles

O Nassif escreveu : "Seu grande adversário foi o russo Alexander Alekhine, com um estilo complexo, cheio de nuances, que acabava embaralhando o adversário. Só depois do jogo terminado, os adversários encontravam saídas para as complexidades colocadas por Alekhine."

Tai o corpo estendido no chão, esqueceram de combinar com os russos. 

Na briga de dois, o terceiro leva vantangem.

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Follow the money, follow the power.

No jogo eleitoral Temer tá caro e Dilma tá barato

O Requião, esperto como é sentiu o cheiro da vitória, a Dilma só tem de dividir com 28 senadores, o Temer com 64, em tempos bicudos, onde a grana curta não sobra para todos, quem apoiar a Dilma sai na frente e de lambuja escapa deste rolo que o Nassif descreveu.

Roberto Requião afirma que ‘fisiologia esclarecida ainda pode salvar Dilma

Josias de Souza

 

Num instante em que até os petistas duvidam da hipótese de Dilma Rousseff retornar à poltrona de presidente da República, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) resiste em jogar a toalha. Avalia que Dilma pode obter os 28 votos de que precisa para evitar o impeachment recorrendo à mesma arma utilizada por Michel Temer: o fisiologismo. “O senador Armando Monteiro, nosso ex-ministro da Indústria e Comércio, cunhou a expressão fisiologia esclarecida. Essa fisiologia esclarecida ainda pode salvar a Dilma”, disse Requião em entrevista ao blog.

Requião recordou que 21 senadores votaram contra a conversão de Dilma em ré. E faz as costas: “A Dilma, então, precisa de mais sete senadores. E ela tem a República inteira para negociar com a fisiologia esclarecida.” Noutro trecho da conversa, o senador acrescentou: “Ela tem o Brasil na mão e precisa de apenas sete votos. Precisa ser muito inábil para não conseguir.” O julgamento final do processo de impeachment começa nesta quinta-feira. Num colégio de 81 senadores, são necessários 54 votos para confirmar a deposição de Dilma. O Planalto estima que terá entre 60 e 63 votos.

Com a franqueza que lhe é peculiar, Requião soou severo com o PT: “Dentro do PT tinha revolucionários que eram capazes de assaltar um banco para fazer caixa para a revolução. Perto disso, o sobrepreço numa obra pública não significava nada.” Evocou uma frase do ex-presidente do Uruguai: “O Pepe Mujica diz que o principal inimigo do socialismo não é o capitalismo, mas o desejo cultural de acumulação.”

Requião não poupou Lula, seu velho amigo: “Veja o Lula com aquele sítio [de Atibaia]. Tem cabimento isso? Ele tinha entrado naquela vigarice de palestras, que foi inventada pelo Fernando Henrique. O Bill Clinton também fazia a mesma coisa. O Lula, com essas palestras, não precisava ganhar de presente… Ele ia ganhar [o sítio] de presente. Eu sei o que é isso.”

E quanto a Dilma? “Conheço a vida da Dilma. O irmão da Dilma cria tilápia num tanque, na periferia de Belo Horizonte. Eu acho que a Dilma facilitou o trabalho do Sérgio Moro, junto com o [José Eduardo] Cardozo. Eles deixaram o Moro e a Polícia Federal trabalhar. […] Achavam que caía o lado corrupto do partido e ficariam eles, os puros. Só esqueceram de uma coisa: foram beneficiários dessa corrupção para chegar à Presidência da República.”

Requião fez uma revelação inusitada. Contou que, no segundo turno da campanha presidencial de 2014, Dilma estava animada com a atuação do juiz da Lava Jato. “Ela perguntou: ‘Esse teu amigo, o Sérgio Moro, ele vai mesmo tocar essa investigação para a frente? E eu: Não tenha dúvida, o Moro é um obstinado. Ele não pára. A Dilma deu uma risada e disse: ‘Requião, cai a República.’ Ela estava contente com o Sérgio Moro.” Vai abaixo a entrevista:

estrelinha

— Por que o país chegou ao impeachment? Chegamos a isso, em primeiro lugar, pela inabilidade de comunicação da Dilma. Nenhum governante deixaria de ter um terço de amigos no Senado, amigos pessoais até. Depois, por causa do Joaquim Levy, que foi o contrário dos compromissos que a Dilma tinha assumido na campanha. Hoje, sei que a Dilma pensava que, se tentasse aquele ajuste fiscal clássico por um ano, ela resolveria o problema e voltaria à sua agenda política. Ledo e vadio engano, como se demonstrou. Em terceiro lugar, chegamos ao impeachment porque atrás disso tudo há o interesse geopolítico dos Estados Unidos. O impeachment é o avanço norte-americano sobre as reservas minerais —minério, petróleo e água. Essa ação não se dá só no Brasil. Acontece também na Venezuela, na Argentina e na Colômbia.

— Acha mesmo que os Estados Unidos têm essa capacidade de articulação, a ponto de influir no processo de impeachment? Eles têm essa capacidade de articulação. E eles têm agentes. O [José] Serra é um agente desta proposta de liberalismo e globalização. Defende a tese do governo único, global. O Serra é um agente disso.

— Teve a oportunidade de dizer para Dilma que ela precisava melhorar a comunicação com os senadores? Eu não falo muito com a Dilma. Fiz a campanha dela, fiz o primeiro grande comício do segundo turno, em Curitiba. Ela ganhou a eleição. E eu nunca mais falei. Ela se isola. Eu também não podia engolir aquela política econômica do Joaquim Levy. Ela disse a mim agora que achava que mudaria depois de um ano. Achava que acertaria as coisas em um ano, seguraria o mercado e os bancos. Achava que depois tocaria a agenda social.

— Considera que o afastamento de Dilma é jogo jogado? Acho que ela pode não ser impichada. Estamos trabalhando para isso. Creio que teremos 28 senadores.

— Na última votação, Dilma teve 21 votos. O que mudou? Primeiro, nós tínhamos 22 votos. Daí, saiu o João Alberto [PMDB-MA]. Mas vieram outros. Prevalecerá uma visão ética desse processo. Todo mundo sabe que não há crime de responsabilidade. Isso é conversa mole. E há os erros do Temer.

— Que erros? Você acha que não tem ninguém que esteja estupefacto com a boçalidade do Serra no Ministério das Relações Exteriores. Houve a tentativa de compra do voto do Uruguai [para suspender a transferência da presidência temporária do Mercosul para a Venezuela]. Isso foi denunciado pelo chanceler uruguaio. Temer loteou a República. A Dilma, então, precisa de mais sete senadores. E ela tem a República inteira para negociar com a fisiologia esclarecida. O fisiológico esclarecido é o que quer um benefício para se manter na política, mas não quer mais ficar com o Temer e essa vergonha que está acontecendo. Então, o que pode desequilibrar é o favor pessoal, é o favor para a sua reeleição, para a garantia do seu mandato. A diculdade disso é que Dilma não consegue se comunicar.

— O que seria do país se Dilma voltasse? Não posso dizer que seria uma maravilha a volta da Dilma. Mas o país cresceria com isso em termos de debate político. O plebiscito faria o Brasil discutir essa proposta política do Temer, do Serra, do Meirelles, dos diretores banqueiros do Banco Central, dessa gente toda. Esse projeto que está aí não elege nem síndico no Brasil. Estão impondo isso. Não tem a menor viabilidade eleitoral. Isso é um golpe. Assim como achei um golpe a nomeação do Joaquim Levy para a Fazenda. Era um golpe contra os compromissos de campanha.

— Por que fala da volta de Dilma sem entusiasmo? Não estou na turma do ‘volta querida’ nem na turma do ‘fora Temer’. O país é o que me interessa.

— O que achou da proposta de Dilma sobre o plebiscito para antecipar a eleição presidencial? Isso foi uma condição para ela voltar. Ela se convenceu de que não tem condições de voltar se não aceitar isso.

— Quem impôs essa condição? O grupo que trabalha pela volta dela.

— A essa altura, a hipótese de volta de Dilma à Presidência não é ilusória? Não. Ela tem o Brasil na mão e precisa de apenas sete votos. Precisa ser muito inábil para não conseguir. Não temos um Congresso ideológico. Será que ninguém está vendo o fisiologismo do Temer, será que ninguém está vendo o que está ocorrendo com o país?

— Acha, então, que Dilma precisa recorrer às mesmas armas para retornar? O senador Armando Monteiro, nosso ex-ministro da Indústria e comércio, cunhou a expressão fisiologia esclarecida. Essa fisiologia esclarecida ainda pode salvar a Dilma. No passado tínhamos os déspotas esclarecidos. Agora, temos os fisiológicos esclarecidos. Pense no efeito estético de fazer essa cachorrada que está no governo voltar para a friagem. O que o Serra faz no Itamaraty é impensável.

— O senador Cristovam Buarque está na sua conta? Não está, mas já esteve. E tem mais: a primeira carta da Dilma ele escreveu junto comigo e o senador Acir Gurgacz. Como ele pode escrever a carta e depois dizer que não vota com a Dilma?

— A carta que Dilma divulgou foi escrita por seus apoiadores? Não, essa foi ela que fez.

— A outra versão era melhor? A outra tinha noções econômicas mais claras. É uma facilidade resolver o problema econômico do país.

— Fácil? O que deve ser feito? Tenho um texto na minha página sobre o que fazer. Chama-se Para Mudar o Brasil. Sou um admirador de um alemão que foi esquecido no mundo porque trabalhou com Hitler. Chamava-se Hjalmar Horace GreeleySchacht. Era um liberal. Quando entregaram a economia da Alemanha para ele, começou dizendo que a Alemanha só comprava de quem comprasse dela. Protecionismo absoluto. Ele enfrentou a banca. Acabou com a ciranda do financiamento da dívida pública e transformou em investimento. Simples. Isso já aconteceu em outros lugares do mundo. Não é uma impossibilidade.

— Quando ainda estava na Presidência, Dilma não o chamava para conversar? Eu nunca pedi um emprego para ela, nunca indiquei ninguém. Até por isso, aquele staffdela queria me ver longe. Preferiam a fisiologia rasteira do Congresso Nacional, trocando tudo por favores, emendas, comissões e empregos.

— O que levou o PT a adotar esse modelo que combina fisiologia e corrupção?Primeiro, eles precisavam de caixa para competir com os conservadores. Dentro do PT tinha revolucionários que eram capazes de assaltar um banco para fazer caixa para a revolução. Perto disso, o sobrepreço numa obra pública não significava nada. Tinha o pessoal dos fundos de pensão, que já metia a mão. A corrupção estava aí, ela é implícita à atividade humana. E eles foram se aprofundando nisso. Conseguiram se perder completamente. O Pepe Mujica [ex-presidente do Uruguai] diz que o principal inimigo do socialismo não é o capitalismo, mas o desejo cultural de acumulação. Primeiro o cara faz uma caixa para a campanha. O sujeito diz: ‘Vamos fazer uma maioria no Congresso, derrotar a direita e implantar a justiça social no Brasil’. Daí ele pega aquele dinheiro e, psicologicamente, patrimonializa. Quando chega na eleição, diz: ‘Esse aqui já é meu’. Vamos arranjar outro dinheiro para a campanha. Esse é o processo.

— Como analisa a participação de Lula em tudo isso? Veja o Lula com aquele sítio [de Atibaia]. Tem cabimento isso? Ele tinha entrado naquela vigarice de palestras, que foi inventada pelo Fernando Henrique. O Bill Clinton também fazia a mesma coisa. O Lula, com essas palestras, não precisava ganhar de presente… Ele ia ganhar [o sítio] de presente. Eu sei o que é isso.

— Como assim? Quando eu ganhei o governo do Paraná pela primeira vez [1991], chegou tanto presente na minha casa —coisa caríssima, de pessoa que eu não conhecia, de empresas, de empreiteiras— que eu chamei a Casa Militar, mandei botar num caminhão e devolver tudo. Não conheço esses caras! Por que estão me dando tantos presentes?

— Precisou de um caminhão? Um caminhão! Na época, eram eletro-eletrônicos, faxes, uma verdadeira loucura. Minha mulher e minha filha disseram: ‘Tem gente que gosta de você, ficou satisfeita, mandou presentes.’ Daí eu estabeleci uma regra: aceito presente, desde que sejam duas garrafas de vinho ou um livro. Livros ganhei muito poucos. Ganhei vinhos maravilhosos. Tenho até hoje uma adega fantástica em casa, remanescente disso.

— Ficou só nos vinhos? Vou de contar uma passagem, mas não vou dizer o nome da empreiteira. Ganhei do [Jaime] Lerner a eleição para a prefeitura. Se você olhar o Datafolha da época verá que terminei como o prefeito mais bem avaliado do Brasil. Daí me candidatei a governador. Já saí na frente nas pesquisas. E uma empreiteira famosa me procurou numa viagem que eu fiz a São Paulo. Isso aconteceu lá atrás, fui eleito para a prefeitura em 1985.

— A empreiteira era a Odebrecht? Não vou te dizer.

— Era a Odebrecht? Não era a Odebrecht.

— O que ocorreu? Essa empreiteira, que não vou dizer qual é, me disse: ‘Requião, nós queremos te ajudar. Você fez uma administração importante em Curitiba, vai ser governador de Estado. Você precisa de um funding. Você vai ser presidente da República, sua carreira será brilhante. Mas sem dinheiro você não vai conseguir avançar. Você sabe que a política é feita assim, a realidade é essa. Vamos fazer assim: você assume o governo do Estado e cada obra que a nossa empresa pegar no governo do Estado você terá 3%. Você indica quem vai receber. Se quiser receber dentro do Brasil tudo bem. Se quiser receber fora, tudo bem. Indica um banco e uma conta. Nós resolvemos isso.

— Como reagiu? Eu mandei o cara à puta que o pariu na hora. E se você quiser saber qual é a empreiteira, é uma que jamais fez nenhuma obra enquanto eu fui governador por três vezes no Paraná.

— Essa empreiteira está envolvida na Lava Jato? Todas estão. Em 1985 já estavam propondo isso: eram 3%. Eles diziam: ‘Não acresce muito ao valor das obras, te damos uma condição de fazer política, não é inflacionário. É uma coisa correta. É como se faz no mundo, Requião’. Isso já estava assim naquela época.

— Acha que Lula não conseguiu resistir à tentação? É o desejo de acumulação. De repente, um jatinho à disposição, uma casa e tal. Veja o que ocorre agora: o [pecuatista José Carlos] Bumlai disse: ‘A Marisa pediu para fazer a reforma [no sítio de Atibaia].’ Não vou condenar a Marisa. É uma moça simplória. Foi primeira-dama da República. É a tentação, é esse desejo cultural de acumulação. Agora, o Lula foi um baita presidente, com sua sensibilidade social. Mas tem a cozinha do apartamentinho. É claro que foram lá e ofereceram a cozinha do apartamento que o Lula ia comprar. Nem acho que seja um crime ele ter aceitado. É uma fraqueza.

— Acredita que Lula pode ser preso? O Lula não vai para a cadeia.

— Dilma está isenta de responsabilidade nos casos de corrupção? Conheço a vida da Dilma. O irmão da Dilma cria tilápia num tanque, na periferia de Belo Horizonte. Eu acho que a Dilma facilitou o trabalho do Sérgio Moro, junto com o [José Eduardo] Cardozo. Eles deixaram o Moro e a Polícia Federal trabalhar.

— Deveriam ter atrapalhado a investigação? Não. Quero dizer que eles achavam que acabariam com essas práticas no PT. Achavam que caía o lado corrupto do partido e ficariam eles, os puros. Só esqueceram de uma coisa: foram beneficiários dessa corrupção para chegar à Presidência da República. A Dilma achava, como boa guerrilheira, que se beneficiaria disso tudo e salvaria o país. Só que depois se perdeu na avaliação econômica.

— Do modo como fala, parece que Dilma torcia por Sérgio Moro, é isso? Eu fiz a retomada da campanha da Dilma no segundo turno, em 2014. Ela estava com a eleição perdida. Telefonou para mim: ‘Requião, você faria um comício para mim aí no Paraná.’ Ela insistiu. Resolvi fazer. Fiz o maior comício da história do Paraná. A Dilma chegou lá murcha, derrotada, não falava com ninguém. Estava chorosa. Ela me perguntou: vai ter alguém no comício. Eu disse: Ah, Dilma, umas duas, três mil pessoas eu garanto para você. Fomos para o centro de Curitiba, praça da prefeitura velha. Botamos 60 mil pessoas. Ela mudou. Ficou animada. Na volta ela perguntou: ‘Esse teu amigo, o Sérgio Moro, ele vai mesmo tocar essa investigação para a frente? E eu: Não tenha dúvida, o Moro é um obstinado. Ele não pára. A Dilma deu uma risada e disse: ‘Requião, cai a República.’ Ela estava contente com o Sérgio Moro. E o Sérgio é um apreciador da Operação Mãos Limpas. Percebeu que não podia brigar com todo mundo ao mesmo tempo. Então, ele focou no PT. começou a se beneficiar disso. E foi apanhado pelo pecado preferido do diabo, que é a vaidade. Como é que o Sérgio Moro que eu conheci —duro, firme— foi dar uma palestra no instituto do João Dória, esse candidato do PSDB em São Paulo? Como o Sérgio foi tirar foto ao lado desse Dória, que é uma besta? Ninguém pode dizer que o Sérgio Moro é um qualquer. Ele pegou o Marcelo Odebrecht. Mas peca pela vaidade.

— Esse contexto de irregularidades teve influência no impeachment? Falei num discurso que havia 35 senadores implicados. Hoje, dizem que são 40. Mas não creio que isso teve influência. O que influenciou foi a aquela mobilização nas ruas, o ódio à Dilma, amplificado pela imprensa, a Globo batendo pesado, os interesses geopolíticos americanos, o Serra articulando dia e noite. Veja esse projeto do Tasso Jereissati, que proíbe agente político de ser diretor de estatal. O Tasso é correto, não é um canalha. Mas pensamos de forma oposta. E esse projeto é uma idiotice. Para que existe um partido político? Para propor políticas públicas e ocupar o poder. Os mesmos que acham que um dirigente político não pode ser diretor de estatal colocam no Banco Central os vice-presidentes dos principais bancos do Brasil. Aí pode!

— Como membro do PMDB, não se sente representado pelo governo Temer? Não. Eu sou o PMDB. Eles não são. Numa reunião da Fundação Ulysses Guimarães, eles tentaram vender esse programa ‘Uma Ponte para o Futuro’. Eu fui lá, fiz um discurso contra. E 17 Estados aderiram à minha posição. Eles não colocaram o projeto em votação. Iam perder. Esse governo Temer não é o PMDB. É parte de um jogo da política corrompida.

— Faz alguma distinção entre o pedaço corrompido do PT e o PMDB que está no poder? Nenhuma distinção. É a mesma coisa. O problema é o sistema. E tem outra coisa mais séria. Depois da derrota do nazismo sugiu na Europa o Estado social. É o Estado que respeita a sustentabilidade, a natureza, o direito das mulheres, das minorias, reconhece direito dos trabalhadores, financia a educação, a saúde, pensa na aposentadoria. Esse Estado está sendo combatido agora em três frentes pelo dinheiro. Isso segue um tripé: Primeiro, a precarização do Executivo, transformado num chefe de polícia para reprimir manifestações populares. Segundo, a maximização do poder do Banco Central independente. Terceiro, a precarização do Parlamento, com o financiamento de campanha por bancos e grandes empresas. Os parlamentares não são mais do PT, do PMDB. São mandaletes, prepostos dos seus financiadores. Isso tudo resulta em coisas como a precarização do trabalho, o fim das garantias. Quando falam em Banco Central independente, os idiotas pensam em BC independente dos seus países. Mas não é. O que tirou a Inglaterra da União Europeia? Claro que há uma boa dose de xenofobia, de ódio ao estrangeiro. Mas, basicamente, foi o domínio absoluto da Alemanha sobre a economia e a regulamentação do capital, que marginalizou o capital inglês.

— Se passar o impeachment Dilma ainda tem futuro político? Não. Acabou.

— O PT vai virar o quê? Pó. O baque foi muito grande. Isso não significa que seja definitivo. O PSDB já virou pó e está se exibindo de novo. Lembra que o PT só cresceu porque o governo Fernando Henrique foi um fracasso absoluto do ponto de vista da população. Quebrou o país, diminuiu o emprego, vendeu empresas, não pagou dívida. Agora eles querem completer o serviço.

— Não atribui ao PSDB nem o mérito da estabilização da moeda? Por esse raciocínio, seria preciso atribuir ao Lula o mérito da recuperação brasileira e não ao boom das commodities. Lula fez distribuição de riqueza, aumentou o salário mínimo. Mas não cuidou da macroeconomia. Não sabe nem o que é isso. Basta lembrar que ele insistia para a Dilma colocar o Henrique Meirelles de volta.

— Considera o Temer e seu grupo dissidentes no PMDB? Esse grupo não representa o partido. E o Temer é o melhor de todos eles.

— Votará contra as propostas de um eventual governo do PMDB? Claro que vou votar contra.

— Tem interlocução com o Temer? Depois que ele assumiu, nunca mais falei com ele. Eu apoiei a eleição do Temer [para a presidência do PMDB]. O Paraná foi o primeiro Estado. Achava que ele era menos ruim que o Romero Jucá no comando do partido.

— O que acha da Operação Lava Jato? Sérgio Moro é meu amigo. Trabalhamos juntos quando fui governador do Estado. Ele como juiz federal, eu como governador. Combatemos o narcotráfico, a corrupção. Ele é um paladino, formado na escola americana. Acha que vai moralizar tudo. Mas não tem a menor noção de economia global. Veja a recessao brasileira: 2% é por conta da Lava Jato.

— Acha que a Lava Jato deveria ser evitada? Não. Mas se o governo não estivesse envolvido nisso, ele teria feito uma intervenção nas empresas. Botava um general preparado no controle, manteria essas empresas vivas e o emprego estável. Não tiveram coragem de intervir porque se envolveram.

— Intervir significaria estatizar as empreiteiras? Exatamente. Eu interviria imediatamente. Tomava conta das empresas e punha um general lá administrando.

— O juiz Sérgio Moro realiza o papel que lhe cabe, não? Sim, ele faz o papel dele, sem dúvida. Mas não tem noção dos prejuízos. E está perdendo a linha. Esse negócio de querer investigar os presentinhos que Lula ganhou é brincadeira.

 

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Follow the money, follow the power.

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Roberto S

obrigado pelo comentário

Este Requião pôs um freio de 2002 a 2010 aqui no Paraná, foi muito bom. Mas ai veio este coronel chamado BRicha. F..u tudo!

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Hector Aguiar

O PGR não precisa "melar" o

O PGR não precisa "melar" o depoimento do dono da OAS. Basta que ele não aceite fazer o acordo de delação premiada, pois a lei dá ao MPF a prerrogativa de fazer ou não o acordo. Não é um direito do investigado. A hipótese mais verossímil é que a lava-jato finalmente ia chegar ao PSDB (a folclórica lista de furnas não vai dar em nada) e o Gilmar utilizou o velho truque do "Estado de direito em risco" para melar a delação. Já fez isso antes, seguindo o mesmo roteiro: reportagem da Veja seguida de um chilique. Em vez de a esquerda exigir rigor nas investigações para que o PSDB não escape, estão é favorecendo o PSDB ao dar voz à "indignação" do ministro empresário do ramo educacional.

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João de Paiva

Uma observação

Prezado Hector,

Faço uma observação importante: a Lista de Furnas não é folclórica. Ela é verdadeira, foi periciada e considerada autêntica. E nela aparecem Gilmar Mendes, Aécio Cunha, José Serra, Geraldo Alkmin e outros tucanos.

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Ainda que a lista fosse falsa...

Só o depoimento de uma pessoa, Nílton Monteiro, dizendo que entregava sacos de dinheiro para a irmã do Aécio dando o local e demais circunstâncias já não seria motivo suficiente para investigar o senador do PSDB?

 

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A lista virou folclore,

A lista virou folclore, ninguém leva adiante. Mas uma delação, com detalher, envolvendo o aécio e serra seria avassalador para o PSDB. Por isso o movimento do Gilmar Mendes, que a esquerda está endossando direitinho. A classe política usou uma investigação séria para dar um golpe político. Em vez de a esquerda revidar e mostrar a incoerência do discurso político, mostrando a todos que o sistema eleitoral é uma chaga - daí a importância de reformas estruturais - o que os caras fazem? Dão razão ao Gilmar para deslegitimar a atuação do MPF quando o foco passa a ser o PSDB. Repito: O PGR não precisa "melar" a delação. Se ele quiser proteger alguém q seria implicado na delação, basta ele não fazer o acordo, porque a lei dá ao titular da ação penal (MPF) a prerrogativa de fazê-lo ou não. Enfim, se a revista Veja e Gilmar estão de um lado, eu estou do outro. 

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Maria Silva

Prezado Hector

Seu comentário seria irretocável se não fosse por uma unica questão: a Vaza Jato não quer chegar ao PSDB. Nunca quis. Não foi pra isso que esta "operação" foi criada. Portanto, Gilmar e a "força terefa" da Vaza Jato tem o mesmo objetivo, ou seja, usar todos os meios possiveis para livrar o PSDB de qualquer acusação. Sempre foi assim desde o início. A Vaza Jato não é uma "Mãos Limpas". Se fosse, eu seria a primeira a defender e apoiar. Mas não é. É uma operação de caça ao PT. Só isso e mais nada.

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Uma observação

Prezado hector,

Faço uma observação importante: a Lista de Furnas não é folclórica. Ela é verdadeira, foi periciada e considerada autêntica. E nela aparecem Gilmar Mendes, Aécio Cunha, José Serra, Geraldo Alkmin e outros tucanos.

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Marcelo33

É fato que as corporações

É fato que as corporações precisam ser detidas para que o Brasil volte a normalidade. 

Na briga entre as corporações e os ladrões, eu sou mais os ladrões. 

Não gostaria que fosse verdade, mas já imaginou se isso fizer parte de um grande acordão, o PT sobrevive, Lula pode passar o resto da vida sossegado fora da cadeia ou até ser candidato (se lhe for permitido, o acordo não é tão ruim...), mas o PT aceita perder a presidência, ainda que oficialmente não...

Teoricamente, é a maior chance de termos eleições em 2018. E o povo vai aceitar ??? Claro que vai. O Povo nunca foi contra a corrupção. A classe média só queria tirar a Dilma e os pobras não estão nem aí...

Se a Lava-Jato parar a tempo das empresas não serem destruídas, a gente sai no lucro. O PT não está em concições de negociar acordo melhor...

Talvez em 2018 vença e administre terra arrasada, lembrando que o Pré-Sal está sendo entregue no acordo e nossos direitos trabalhistas tb.

Para mim o tempo da conciliação passou, e deveriamos enfrentar essa corja. O PT poderia fazê-lo, mas com o povo passivo que temos, ia se lascar sozinho, e as pessoas que ele pretende defender ainda iam comemorar...

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Dorlei

super-gilmar

No fim das contas quem deu as cartas na política nacional nos últimos 10, 12 anos é o super-gilmar. Capitão do mato da Globo/PSDB/EUA.  Tudo sempre gira em torno dele. Tentou e não conseguiu evitar as vitórias do Lula e Dilma, mas conseguiu derrubar o governo agora. Vitória, afinal.

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João de Paiva

Ato Falho? Ou foi intencional?

Prezado Nassif, prezados leitores.

Todos nós cometemos erros de digitação, sobretudo nestes tempos em que a pressa e a velocidade exigem de nós a realização de mais e mais tarefas ao mesmo tempo. Para os jornalistas o tempo é ainda mais implacável.

No 2º parágrafo do  tópico intitulado Capítulo 4 está escrito o seguinte:

"Conforme explicado no Xadrez de ontem, o suposto vazamento  contra Dias Toffoli se autodestruía em 30 segundos. Na própria denúncia já se fazia a defesa de Toffoli e os próprios blogueiros deVeja se incumbiam de defendê-lo. Trata-se de um factoide similar ao grampo sem áudio da conversa entre Gilmar Neves e Demóstenes Torres, com ambos se auto-elogiando."

Além do pequeno erro de edição, vemos a troca do sobrenome do ministro (sic) do STF. É claro que a maioria dos leitores sabe da ligação umbilical e identidade político-ideológica que unem Gilmar Ferreira Mendes e Aécio Neves da Cunha. Mas levando em conta a agressividade de GM e a pré-disposição dele em processar jornalistas (PHA foi processado por ele e por Merval Pereira, pelo fato de repetir no blog Conversa Afiada, o que esse 'colunista d'O Globo escreveu, em possível ato falho: Gilmar Dantas). Os dois sobrenomes emprestados a GM são mais do que adequados. Mas é bom Luís Nassif se precaver.

Espero que a dica seja útil.

Saudações ao grande jornalista Luís e aos leitores do portal GGN.

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Jossimar

"Hipótese 1 – foi um membro

"Hipótese 1 – foi um membro da Lava Jato, aliado a José Serra e Gilmar Mendes, interessado em melar o depoimento da OAS." = Sérgio Moro(PSDB/PR)

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