Astrologia transdisciplinar: com Grande Reset Big Money tenta reverter Grande Conjunção astral, por Wilson Ferreira

Grande Conjunção e o Grande Reset são mais que sincrônicos, são sincromísticos - segundo Peterson, a conjunção Júpiter e Saturno se reveste de uma importância geopolítica porque são “planetas sociais”:

Astrologia transdisciplinar: com Grande Reset Big Money tenta reverter Grande Conjunção astral

por Wilson Ferreira

No dia 21 de dezembro houve nos céus a chamada Grande Conjunção de 2020 com o alinhamento de Júpiter e Saturno. Enquanto aqui na Terra, em meio à pandemia global, Klaus Chwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, exorta que um “Grande Reset Global” será iniciado em janeiro de 2021 – uma reinicialização através da tecnologia digital guiada pela filosofia do Pós-Humanismo. Para astrólogos transdisciplinares isso não é mera coincidência: é um evento sincromístico e uma batalha no campo astral da humanidade: de um lado, a Grande Mutação: uma nova modulação espiritual para a humanidade; do outro, o Grande Reset Global no qual o capitalismo fará o que sempre fez, mas com nova roupagem. Bilionários precisam de astrólogos, dizia JP Morgan… e ocultistas. Isso desde o nazismo até a Magia do Caos apropriada pela direita alternativa de Trump e Bannon. E nesse momento, o Big Money tenta reverter essa energia da Grande Conjunção a seu favor. Assim como no passado o símbolo esotérico da suástica foi revertido pelo ocultismo nazi. 

“Milionários não usam astrologia, bilionários usam” (JP Morgan)

Nesse momento muitos astrólogos (pelo menos aqueles com viés transdisciplinar entre esoterismo, psicanálise, antropologia e geopolítica) estão repercutindo análises sobre as perspectivas da chamada “Grande Conjunção de 2020”: o alinhamento de Júpiter e Saturno, ocorrido em 21 de dezembro, evento considerado o “grau zero da Era de Aquário”.

Pesquisadores da área (respeitados conferencistas em encontros astrológicos pelo mundo) como a brasileira Vanessa Guazzelli (clique aqui) e o norte-americano Daljeet Peterson apontam o “sincronismo” com outro evento, dessa vez geopolítico: o chamado “Grande Reset Global” (o “Grande Reinício”), termo cunhado por Klaus Chwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial.

Essa é a sua críptica exortação que resumiria esse conceito: “o mundo deve agir conjuntamente e rapidamente para renovar todos os aspectos de nossas sociedades e economias, desde a educação até os contratos sociais e as condições de trabalho. Em suma, precisamos fazer ‘O Grande Reinício’ do capitalismo.”

Críptica, porque para esses astrólogos esses dois eventos (a Grande Conjunção e o Grande Reset) são mais que sincrônicos, são sincromísticos – segundo Peterson, a conjunção Júpiter e Saturno se reveste de uma importância geopolítica porque são “planetas sociais”:

A “Grande Conjunção” refere-se ao fato de que a cada 20 anos, os planetas Júpiter e Saturno formam uma conjunção no céu. Por se tratar de dois planetas sociais, seu ciclo de conjunção tende a indicar o início de uma nova era na sociedade, apontando para mudanças de poder e ideologia. É um ciclo muito significativo e previsível que os astrólogos observam há milênios. Ao longo da história, os reinados de monarcas e o surgimento de novas dinastias políticas e até de novas religiões estiveram ligados a este ciclo – clique aqui.

Para ele, esse sincronismo entre a “Grande Conjunção” e imposição da agenda da “Grande Reinicialização” pela elite do capitalismo global (no ano em que a pandemia do novocoronavírus teve o efeito de acelerar a aplicação dessa agenda), cria uma encruzilhada histórica entre duas linhas de eventos possíveis: a Grande Mutação versus Grande Reset.

Em outros termos: de um lado, a mudança da modulação vibratória que traga transformações na sociedade baseada na justiça social, igualdade e direitos humanos; e do outro, uma nova ordem mundial no qual o capitalismo faça o que sempre fez, agora com uma nova roupagem tecnológica: o pós-humanismo.

Astrologia de massas e Astrologia para a elite

Portanto, esse é o campo de batalha: quem definirá a agenda?

Os leitores mais antigos desse Cinegnose devem conhecer a posição desse humilde blogueiro em relação à Astrologia, que acompanha as análises do filósofo Theodor Adorno e do semiólogo Roland Barthes – pelo menos a astrologia de massas deixa de ser uma abertura para o Oculto, o Onírico e o Imaginário para se transformar num espelho realista e disciplinador da rotina de leitores e telespectadores das colunas de previsões astrológicas: os astros nunca perturbam a ordem social, os horários patronais e os diversos departamentos da rotina, tais como “sorte”, “amor”, “dinheiro” etc. – sobre isso clique aqui.

A astrologia para as massas é uma falsa consciência para disciplinar o cotidiano da patuléia.

Mas, como postulava J.P.Morgan na epígrafe que abre esse artigo, ao contrário dos milionários, os BILIONÁRIOS se preocupam com previsões astrológicas. Morgan, famoso banqueiro e bilionário, usava sempre os serviços de Evangeline Adams – a primeira mulher a se destacar na área astrológica e que, supostamente, teria previsto o crash da Bolsa de Nova York em 1929 a partir da leitura dos mapas astrológicos.

JP Morgan e Evangeline Adams

Morgan era interessado por um tipo particular de Astrologia: aquela ligada ao Oculto – ele era vivamente interessado em história antiga e financiou uma cátedra de Assiriologia na Universidade de Yale em 1910. Sua coleção na Biblioteca Morgan em Nova York inclui pequenas tábuas cuneiformes. Isso certamente sugere um interesse por uma cultura com uma forte tradição astrológica. Morgan patrocinou uma escavação arqueológica em Khargeh, Egito, em 1912, para a qual a astróloga Evangeline foi convidada a acompanhar.

Poderosos e líderes de governos totalitários sempre se interessaram pela Astrologia e o Oculto. É o que este Cinegnose chama de Parapolítica: abordagem esotérica da política iniciada pelo jornalista e escritor francês Jacques Bergier no livro clássico “O Despertar dos Mágicos”. Com um farto conjunto de dados e referencias, Bergier via o nazismo como um movimento que transcendeu a mera política terrena: originado em sociedades fechadas ocultistas, seus líderes pertenciam a um mundo de videntes, médiuns e astrólogos. Seus planos militares e políticos tinham forte envolvimento com o Oculto.

Por exemplo, documentos da CIA, que se tornaram públicos através da FOIA (Freedom os Information Act), revelam o interesse da Inteligência Militar por investigações sobre Percepção Extra-sensorial e o Plano Astral, fazendo referências ao maior mago do século XX, Aleister Crowley, e o “ocultismo profano Nazi” – clique aqui.

Outro exemplo mais recente são as conexões da direita alternativa (alt-right) de Donald Trump e Bolsonaro com a corrente esotérica moderna chamada “Magia do Caos” para a qual a Internet teria o mesmo papel instrumental que o Plano Astral para a manipulação de formas-pensamento e egrégoras, por meio de “sigilos” transfigurados em memes – clique aqui.

Outras evidências das conexões da elite financeira global com os astros e o Oculto se repetem com os estranhos rituais anuais de um clube exclusivo localizado na Califórnia chamado Bohemian Grove (clique aqui) e a bizarra cerimônia de inauguração do Gotthard Base Tunnel nos Alpes suíços, em 2016, do qual participou a elite política e econômica europeia. Uma cerimônia envolvendo uma massiva simbologia hermética, pagã e religiosa – clique aqui.

Gothard Base Tunnel: massiva simbologia ocultista

Muito além do Tio Patinhas

A elite financeira bilionária (aqueles para os quais o significado de Poder vai muito além do simples entesouramento de riquezas materiais, como fazia o Tio Patinhas) sempre foi atenta em como os ciclos econômicos de crise do Capitalismo estão sincronizados com conjunções astrais e modulações vibratórias do Plano Astral da humanidade – arquétipos, egrégoras etc. Os momentos em que os eventos terrenos tangenciam com eventos sincromísticos.

Sempre a crise final de um sistema político-econômico mundial aponta para uma bifurcação entre a resistência às mudanças único ou um multilateralismo. Segundo Peterson, as crises do capitalismo acompanharam conjunções astrais em ciclos de 60 a 80 anos e que a conjunção de 2020 marcaria uma desordem estrutural no sistema global – a iminente explosão de mais uma bolha especulativa em proporções ainda maiores do que o crash de 2008.

Um ciclo iniciado pelo fim do Acordo de Bretton Woods: uma moratória disfarçada da dívida dos EUA em 1971 feita pelo presidente Nixon, na qual o dólar foi desatrelado do lastro ouro, impulsionando a liquidez e a financeirização do sistema em escala global. As altas finanças e a elite rentista passaram a determinar o ritmo econômico, criando as bases da Globalização, cujo ápice foi o colapso do Muro de Berlim, levando a unificação telemática das praças financeiras mundiais.

É visível a forma como os grandes eventos de 2020 (pandemia e Grande Reset Global) foram preparados como uma pauta midiática dirigida para tornar verossímil ou plausível os eventos que estavam por vir. Como uma resposta estratégica do Capitalismo à Grande Mutação prevista pelas cartas astrológicas geopolíticas.

Desde filmes como Contágio (2011) a séries como Slborn (2020), a refilmagem de Utopia (2020), dois inacreditáveis episódios da série Travellers (2016-18), só para ficar nessas produções; a críptica fala do então presidente Barack Obama em 2014 após a ameaça do H1N1 (um pequeno ensaio do que viria?): “É muito provável que chegue uma doença que se transmita pelo ar e que seja mortal”;

O alerta da CIA em 2018 relatada pelo historiador francês Alexandre Alder no livro “O Novo Relatório da CIA”: “​​a próxima pandemia será de uma gripe ou surto em grande escala de uma doença contagiosa que poderá levar a índices massivos de morte e incapacidade afetando gravemente a economia mundial, esgotando os recursos internacionais (…) uma nova cepa de um micróbio virulento que é facilmente transmissível entre humanos continua a ser uma grande ameaça, especificamente um coronavírus” – Veja ALDER, Alexander, O Novo Relatório da CIA, Lisboa: Editorial Bizâncio.

E ainda mais sincrônico, o evento intitulado “Event 201 – A Global Pandemic Exercise” realizado em outubro de 2019, bancado pelo Big Money (Fórum Econômico Mundial) e a Big Pharma (Fundação Bill e Melinda Gates) no John Hopkins Center for Health Security, em Baltimore, EUA – uma simulação cuidadosamente projetada de uma epidemia de coronavírus chamada nCoV-2019. Foram simulados cenário de colapso nos mercados financeiros, econômicos e as abordagens midiáticas nos telejornais, redes sociais etc. Um a um, cada uma das consequências da pandemia em 2020 bateu com os cenários de simulação daquele evento.

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