GGN pergunta: Roberto Rocha (PSB-MA) não declara voto final de impeachment

Jornal GGN – A equipe GGN perguntou a todos os 81 senadores o posicionamento de cada um sobre o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Além do voto “a favor” ou “contra”, a reportagem quis saber as razões que movem o posicionamento dos parlamentares. O senador não declarou o seu voto final, mas afirmou que irá aceitar a admissibilidade do processo. Levou em consideração que o papel dos senadores é distinto do papel do deputados. No Senado, “cabe-lhes [aos parlamentares] agir como juízes”, ressaltou.

Leia o posicionamento do senador Roberto Rocha (PSB-MA):

1) Votará pela admissibilidade do processo de impeachment no Senado?
Sim.

2) Se aceito o processo, votará contra ou a favor do impeachment no Senado?
Prefiro não declarar
 
3) Por quê?
Entendo que o papel dos senadores é o de juiz do processo, ao contrário dos deputados. A estes cabe o equivalente à função de promotores. Já aos senadores, cabe-lhes agir como juízes. Nesse sentido acho impróprio antecipar qualquer juízo quanto ao mérito, antes de ouvir as razões da defesa.
 
 
Acompanhe no infográfico do GGN o voto a voto dos senadores, nessa primeira etapa, quando o plenário decide se aprova a proposta.

8 comentários

  1. Ao “GGN pergunta”
    Três sugestões:

    1 – incluir na consolidação/tabulação dos votos as informações sobre o retorno dos senadores: dia/hora da solicitação e dia/hora da resposta (entendendo que esta consulta foi feita por meio eletrônico/por escrito) (*);

    2 – Aos que responderem a favor do impedimento, replicar com a pergunta do comentarista alexis (aplicar o mesmo procedimento em 1);

    3 – Tão logo a “linha de corte” seja atingida (30%?), divulgar o quadro no estado em que se encontra. Caso não se alcance o mínimo de respostas, divulgar 02 dias antes da votação da comissão de admissibilidade.

    (*) Para os senadores da comissão é aceitável, ainda que questionável, receber um posicionamento antecipado, pois sem ouvir a defesa configura juízo estritamente político.

    Para os demais, idem e muito mais grave pois que não houve ainda admissibilidade e em havendo, não aconteceram as investigações e ampla defesa.

    Mesmo vislumbrando um jogo já jogado, o registro cronológico pode ser importante para análise posterior.

    Obrigado.

  2. Tempos modernos

    Nas raras ocasiões em que entro no blog(não sou a favor e nem contra o impeachment) fico perguntando aos meus botões: As redes sociais pró-governo que travam “a batalha de stalingrado” darão uma virada à semelhança daquela encarniçada luta da II Guerra? É sabido que os boches do senado estão sitiando o poder de plantão.Há há tempo para uma reação?

    • Prezado José Adailton,

      Prezado José Adailton, ninguém sabe quem ganha a batalha final antes do final. Só saberemos se o tempo está do nosso lado no final da batalha final. No momento, o que temos de fazer é lutar. E assumir um lado. Para isso eu pensei assim:

      Dilma é desonesta? Tem conta na Suiça? Pedaladas são realmente crimes? Se pedalou foi com que finalidade? Seu governo é bom? Se não é bom deve ser impichada ou a eleição de 2018 é que deve decidir? Se for impichada isso é bom para a Democracia?

      Com relaçao a seus opositores eu pensei assim:

      Se alguém me apontar um, só um, entre os impichadores, que tenha bom caráter, seja confiável, eu posso até mudar meu lado. 

      Faço um chamamento, vem pra cá! A virada e o tempo está na dependência de se assumir posições. Será muito benvindo.

       

  3. “2) Se aceito o processo,

    “2) Se aceito o processo, votará contra ou a favor do impeachment no Senado?

    Prefiro não declarar”

     

    Nó$ preci$amo$ e$perar. Não e$tou convencido $e é culpada ou $e é inocente.

  4. Firme como uma Rocha

    “Nesse sentido acho impróprio antecipar qualquer juízo quanto ao mérito, antes de ouvir as razões da defesa.”

    Então tá. Mesmo porque não se sabe do qual crime a presidenta é acusada. É tudo uma completa novidade!

    Pedalada? O que é isso? 

    Alguém me explique porque o elemento já tem a cabeça pheita a favor da admissibilidade mas não sobre o mérito.

    A política brasileira está cheia de sofistas frouxos.

  5. Em cima do muro
    O Brasil está prestes a mergulhar numa crise de representatividade que afetará a vida do povo pelos próximos 30 ou 40 anos.

    Está nas mãos do Senado interromper essa Marcha para o abismo. Roberto Rocha não tem o direito de se abster.

    Neutralidade é anuência com o crime.

  6. A propósito:

    Nassif, que tal um levantamento sobre os senadores suplentes que estão no exercício do mandato?

    Primeiro na comissão do impeachment, depois no plenártio em geral.

    Na Câmara, mais de 470 deputados estão lá porque garantiram a vaga com sobras de votos de outros. É um aleijão eleitoral, mas pelo menos eles tiveram votos.

    E os suplentes de senador?

    Nenhum deles recebeu um único, escasso votinho. A população de seus estados não os conhece. São senadores de bico de pena, indicados a dedo pelos eleitos, em muitos casos porque financiaram a campanha eleitoral do titular e mais alguma coisa. São ainda menos representativos que os saudosos senadores biônicos criados pelo Pacote de Abril de Geisel em 1977. Estes pelo menos eram “eleitos” pelas Assembleias Legislativas, ungidos por meia dúzia de votos de deputados estaduais. Os de hoje, nem isso. E olha que alguns são segundos suplentes, e estão lá, discursando na maior moral, cobertos de razão e votando em nome de… de quem mesmo?

    Os ilustres senadores sem-voto poderão, com toda autoridade, berrar na hora de afastar a Dilma: pela minha mulher, pelo meu filho, meu neto…

    Eles só representam mesmo a própria família, e olhe lá. 

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