Nomeação de crítica do porte de armas por Moro gera revolta entre governistas

Tumulto ocorre porque ela é defensora de princípios contrários aos de Bolsonaro, como a igualdade de gênero, aborto e o controle de armas no país

Foto: Divulgação

Jornal GGN – A nomeação da cientista política e co-fundadora do Instituto Igarapé, Ilona Szabó de Carvalho, como suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) do Ministério da Justiça, de Sérgio Moro, causou revolta entre bolsonaristas, nesta quarta-feira (27).

O nome de Szabó foi publicado na lista dos nomeados ao Conselho, por meio da Portaria 173/2019, no Diário Oficial da União de hoje. A hashtag #IlonaNão foi trending topics do Twitter desta quarta. O tumulto todo ocorre porque ela é defensora de princípios contrários aos de Bolsonaro, como a igualdade de gênero, aborto e o controle de armas no país.

Não à toa ela é co-fundadora e diretora executiva do Instituto Igarapé, que tem como frentes de atuação a consolidação da paz, a defesa de minorias, de uma política humana e eficaz para as drogas, além do controle de armas no Brasil.

Nomeada pelo seu currículo, Ilona foi coordenadora executiva do secretariado da Comissão Global de Políticas de Drogas, entre 2011 e 2016, e já coordenou a Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. Também foi responsável por auxiliar na estratégia global de políticas para drogas junto a ex-presidentes, juízes, líderes empresariais e mundiais, como ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

O Instituto do qual é diretora executiva participou de um especial promovido pelo GGN, em novembro de 2018, contra a revogação do Estatuto do Desarmamento. Em artigo, a entidade descreveu a ameaça e o impacto da desinformação sobre o Estatuto do Desarmamento.

“O aumento de 1% de armas de fogo em circulação eleva em até 2% a taxa de homicídio no Brasil (Ipea). E o Mapa da Violência calcula que, entre 2004 e 2012, o Estatuto do Desarmamento poupou 160 mil vidas. Revogá-lo é um retrocesso”, disse o Instituto Igarapé, coordenado por Ilona, para o especial do GGN [Relembre aqui].

6 comentários

  1. Eu usei para entender o título da notícia porque eu tava achando que a palavra crítica era substantivo feminino
    substantivo feminino, cujo significado é arte, capacidade e habilidade de julgar, de criticar; juízo crítico.

    Só depois fui entender que a palavra crítica é um adjetivo, e não um substantivo.

  2. Me admira uma pessoa destas, que é contra a muitos pensamentos do Governo, agora fazer parte dele. É muita falsidade.

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