O Blog do Nassif visto de uma luneta humana, celeiro e colheita também

Por Odonir Oliveira

Daqui da sacada do Blog, observo a paisagem. 

https://www.youtube.com/watch?v=rf4yYPa9pkk]

https://www.youtube.com/watch?v=uztpKFoNbPM]

[video:https://www.youtube.com/watch?v=GdOcXhM0XXA

O perfil dos colaboradores, o dos comentaristas, seus gostos, seus rostos ora expostos ora impostos, ora secretos ora pintados a óleo, à aquarela … Destaco um trecho ou outro de seus corpos presentes, consigo entender suas dores, angústias e alegrias. Quando se mostram e quando não.

Há os que apontam em direções contrárias e são tão parecidos; há os que se iludem com a vida , o país, a política, o homem, e como isso é bom. Há os que pouco falam e a tudo calam, como se invisíveis aqui pudessem se tornar: são um número apenas, nas salas nossas de visitas.

Há os que reclamam dos temas tratados, dos espaços tratados, das músicas escolhidas, ainda que estas representem um gosto especial, particular e momentâneo de cada um.

Há os que se ausentam dos espaços públicos reais para estarem nesse espaço público virtual. Por quê?

Há os que chegam em bandos, puxam as cadeiras, ocupam território e, como num boteco, querem relaxar, ter um alívio para as penosas agruras diárias. E cada vez os bandos vão agregando mais gente, seduzida por cantos, danças, gozos e pousos. É o ritmo, é o movimento vital, mesmo que virtual.

Há ainda aqueles que, nos momentos mais entrincheirados, buscam confrontos, conflitos, a discordar de tudo e todos, impedindo a negociação, o contraditório, o crescimento até.

Quantos já vieram, quantos já se foram, quantos permaneceram por aqui. E quantos já voltaram também.

Os perfis das mesmas pessoas vão mudando… estando aqui na sacada por mais de dez anos, sei do que falo. Mas minha luneta, como é de se esperar, às vezes se veste de opacidades. Assim, me escapam algumas jogadas, alguns movimentos, alguns contornos dos comentaristas. Mas é assim mesmo.

E o dono da padaria?

Este jornalista aí, o Nassif, tenho pra mim que já esteve muitas vezes, trocando a faixa da porta “SOB NOVA DIREÇÃO”. Alguns não perceberam. Eu, sim. E acredito que outros, também.

O país mudou muito – o mundo até – mas minha luneta humana tem zoom, mas não tem tanta abertura assim. Faço enquadramentos menores, que meus braços são de tamanho médio apenas. Em plano americano, em close, chego a sentir o cheiro de cada um, daqui do meu computador – de tela grande.

Há os líricos, que escrevem poemas e quase não recebem comentários- com certeza bastante lidos- que viver sem poesia não é viver. Talvez não recebam comentários porque quem os lê, por vezes, se sente pouco preparado a fazê-lo, temem até apequenar a beleza do que foi escrito. Assim, deixam os versos ecoando em si, porque lindos. O mesmo com os da prosa. E com os prosa.

De músicas, duvido que esse Face que existe aí, e onde jamais pisei, tenha gente tão eclética e sensível quanto o nosso pessoal daqui. Ah, duvido.

E ainda há muito mais … há os que nos fazem rir porque mais óbvios, porque mais ácidos, porque mais picantes, porque mais recalcitrantes- porque estão vivos e isso é o conviver.

E por fim, as baias. Nesse blog, de repente, quando você se ausenta da baia costumeira, costuma beber água boa, água fresca, costuma aprender com gente nova, costuma sair com os bolsos cheios.

O blog é vida.

O blog é encontro.

O blog é tesão, de diversos matizes.

O blog é celeiro e é colheita também.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=K2pTudG_yFA

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