21 de maio de 2026

Setor de serviços reduz valor de salário em 10 anos

Média de pagamento a trabalhadores caiu de 2,5 salários mínimos em 2011 para 2,2 salários mínimos em 2020, segundo dados do IBGE
Photo by Petr Macháček on Unsplash

O setor de serviços reduziu o valor médio pago aos trabalhadores do setor nos últimos 10 anos, segundo levantamento do setor elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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O salário médio mensal recuou de 2,5 salários mínimos (s.m.), em 2011, para 2,2 s.m. em 2020.

O segmento de serviços de informação e comunicação continuou com a maior remuneração do setor, em 4,5 salários mínimos, mas foi o que apresentou o maior corte (1 salário mínimo a menos) por conta da atividade de telecomunicações, que reduziu 2,1 salários em 10 anos.

Outros setores que continuaram a pagar acima da média do setor foram outras atividades de serviços (3,4 s.m.) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,6 s.m.). Por outro lado, serviços prestados principalmente às famílias tiveram a média salarial mais baixa (1,4 s.m.).

Entre 2011 e 2020, a média de ocupação do setor de serviços caiu de dez para nove pessoas por empresa. Das quatro atividades de empresas com maior porte, três estão no segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que tinha a maior média de ocupação: 15 trabalhadores por empresa.

Segundo a pesquisa, a atividade de transportes aéreo foi a que apresentou a maior variação negativa em termos absolutos (-41 pessoas).

“Em dez anos, o porte das empresas mudou pouco, passando de uma média de dez para nove pessoas ocupadas, com pouca variação, a não ser de serviços profissionais, administrativos e complementares e de outras atividades de serviços que caíram de 14 para 11 e de 13 para 10”, disse o analista da pesquisa, Marcelo Miranda.

“Em relação aos salários, há queda em todos os segmentos, à exceção de outras atividades de serviços. O destaque é o segmento de serviços de informação e comunicação que paga o maior salário, mas também caiu”, ressaltou.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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