Painel internacional

O novo quadro bancário dos EUA

New York Times

A divulgação de resultados de dois gigantes financeiros ressaltou a nova ordem que se forma em Wall Street, com o mais forte dos bancos registrando enormes lucros, enquanto outros jogadores outrora poderosos continuam pressionados pelas perdas com empréstimos que azedaram. Um ano depois que dezenas de bancos aceitaram bilhões em ajuda do contribuinte para evitar serem arrastados pela crise financeira, o Goldman Sachs e o Citigroup informaram nesta quinta-feira como tinham se saído durante o verão. Os resultados também destacaram os obstáculos políticos e financeiros que cada banco enfrenta atualmente. Do Citigroup, que está ainda no suporte de vida do governo, perdas enormes com o consumidor oprimiram os poderosos resultados comerciais. Os números de resultado – lucro líquido de US$ 101 milhões – vieram antes de contabilizar os US$ 288 milhões em dividendos preferenciais e uma troca de dívida que deu a Washington 34% dos ganhos (via equivalência patrimonial). Entretanto, o desempenho trimestral do gigante bancário Goldman Sachs cimentou o seu status de topo da pirâmide financeira, ao lado do JPMorgan Chase.

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As perspectivas para a América Latina

Bank of America tem segundo trimestre de perdas

Brasil e China são elogiados por combate à fome

EUA criticam yuan inflexível

As perspectivas para a América Latina

A RGE mantém a posição que assumimos na nossa perspectiva de julho: a América Latina vai se recuperar em 2010, mas sua expansão provavelmente será inferior ao potencial. Dadas as agressivas respostas políticas externa e interna nos países da América Latina, a região está se estabilizando no segundo semestre de 2009, depois de ter se contraído severamente no primeiro. Embora as condições econômicas global e regional e financeiras vão provavelmente melhorar em 2010, a RGE espera que o ritmo de retomada da demanda externa e local tenha que ser medido. Os preços das commodities vai ficar no meio-termo entre altas recordes e baixas recentes, principalmente por causa do baixo potencial de recuperação nos EUA e das economias avançadas, bem como na China. Apesar de a liquidez global permanecer elevada nos próximos trimestres, favorecendo as classes de ativos LatAm, a ansiedade do mercado sobre o calendário das estratégias de saída de todo o mundo representa um risco significativo.

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Bank of America tem segundo trimestre de perdas

O Bank of America, maior instituição emprestadora dos EUA, registrou a segunda perda trimestral em menos de um ano, incapaz de se livrar dos efeitos da crise econômica que levou a dois resgates do governo. O prejuízo de US$ 1 bilhão no terceiro trimestre ou US$ 0,26 por ação diluída, se comparado ao lucro de US$ 1,18 bilhão, ou US$ 0,15 no mesmo período um ano antes, disse hoje o banco da Carolina do Norte em comunicado. A estimativa média de 24 analistas consultados pela Bloomberg foi de perda de US$ 0,12 por ação. O relatório trimestral será o último supervisionado pelo diretor executivo Kenneth Lewis, 62, que se aposenta após 31 de dezembro, depois que reguladores e acionistas criticaram sua busca pela Merrill Lynch. O banco anunciou prejuízo no quarto trimestre de 2008, o primeiro em 17 anos, e Lewis está tentando uma reação, enquanto procura evitar investigações dos governos estadual e federal sobre o negócio com a Merrill. Ele concordou ontem em desistir dos seus salários e bônus de 2009.

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Brasil e China são elogiados por combate à fome

BBC NEWS

Brasil e China têm sido elogiados pelos esforços no combate à fome, em relatório de uma instituição de caridade divulgado para coincidir com o Dia Mundial da Alimentação das Nações Unidas. Mas o relatório da ActionAid critica a Índia e outros países por não fazer o suficiente para aliviar o problema. A agência também classificou os países ricos, dizendo que Luxemburgo está tentando arduamente acabar com a fome mundial, enquanto EUA e Nova Zelândia estão no fim da lista. Estudos estimam que um bilhão de pessoas estão subnutridas globalmente. Esses números, dados os estudos realizados por um número de grupos de reflexão e agências de ajuda, representa aproximadamente um em cada sete habitante da população do mundo. O relatório da ActionAid, Hunger Free, diz que a fome é “uma escolha que fazemos, e não uma força da natureza”.

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EUA criticam yuan inflexível

BBC NEWS

O Tesouro dos EUA criticou a China por aquilo que descreveu como falta de flexibilidade da moeda chinesa, o yuan. A entidade também criticou a rápida acumulação de reservas estrangeiras da China, em relatório ao Congresso norte-americano. O Tesouro disse ter sérias preocupações sobre a rigidez da taxa de câmbio da China, mas parou de acusar o país de manipulação da moeda, uma questão politicamente controversa no passado. “Tanto a rigidez do renminbi (como o yuan é chamado na China) e volta da acumulação de reservas são preocupações sérias que devem ser corrigidas para ajudar a garantir uma economia global mais forte e equilibrada, coerente com o quadro do G-20”, disse o relatório do Tesouro.

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