21 de maio de 2026

Com contas “limpas” pelo TSE, Bolsonaro será considerado apto para a posse


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) recebe nesta segunda-feira (10) o diploma pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), garantindo a posse do mandatário em janeiro de 2019. O documento serve para confirmar o resultado da eleição e ocorre somente após a aprovação das contas de campanha do então candidato pela Justiça Eleitoral.
 
A diplomação é uma cerimônia que comprova que o candidato foi efetivamento eleito pelas votações de outubro e também indica que o futuro presidente está apto para tomar posse no Palácio do Planalto. O evento ocorre a partir das 16h desta segunda, no plenário do TSE.
 
Na semana passada, as contas de campanha de Bolsonaro foram aprovadas pelo plenário da Corte “com ressalvas”. O relator do caso, Luis Roberto Barroso não somente ignorou o escândalo que ficou conhecido como “caixa 2 do Whatsapp”, com o financiamento ilegal por empresários no esquema das Fake News das redes sociais, como também o ministro elogiou a campanha do eleito.

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Assim como apontou a própria Procuradora-Geral Eleitoral e da República, Raquel Dodge, e os técnicos do TSE, que indicaram apenas algumas irregularidades na prestação das contas, como a falta de alguns comprovantes de contratações de serviços, Barroso indicou alguns detalhes negativos nas contas de Bolsonaro e, por isso, decidiu aprovar com ressalvas. O voto de Bolsonaro foi seguido pelos demais do TSE.
 
Desde que a denúncia da Folha de S. Paulo foi divulgada, narrando o escândalo de caixa dois no Whatsapp, não houve nenhuma menção às acusações em todo o processo que tramitou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Começando pelos técnicos da Corte, que apoiaram a aprovação das contas de Bolsonaro, chegando agora à PGR.
 
As irregularidades apontadas pelos técnicos – e que foram endossadas por Raquel Dodge nas ressalvas – diziam respeito a outras irregularidades menores, em falta de alguns documentos que comprovassem a prestação de alguns dos serviços para a campanha do então candidato do PSL.
 
Os técnicos identificaram um total de 23 falhas na documentação entregue pela campanha de Bolsonaro à Justiça Eleitoral, como a falta do cadastro de uma empresa, a AM4, que não estaria habilitada para arrecadar recursos por financiamento coletivo, que foi a prestação informada.
 
O relator da prestação de contas do presidente eleito, ministro Luis Roberto Barroso, determinou que sete empresas que prestaram serviço para o candidato do PSL prestassem esclarecimentos. Após a resposta, Barroso indicou que tais irregularidades não seriam suficientes para reprovar as contas de Bolsonaro.
 
Mas o chamado Caixa 2 do WhatsApp não foi posto, nem sequer, à dúvidas ou pedido de esclarecimentos por parte do ministro relator eleitoral. As contas do presidente eleito deveriam ser julgadas pelo Plenário do Tribunal na primeira semana de dezembro, para liberar a diplomação de Bolsonaro, que ocorre hoje.
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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8 Comentários
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  1. celso silva

    10 de dezembro de 2018 2:48 pm

    O cinismo jurídico no brasil

    O cinismo jurídico no brasil é avassalador. Alguém imagina que um petista eleito nas condições do bozo seria diplomado por essa trupe do tse? Cara, tenho que encontrar uma Passárgada pra mim. por está ficando insuportável viver no  meio de tantos tontos e hipócritas.

  2. alfeu

    10 de dezembro de 2018 3:04 pm

    *

    Com uma caixa de campanha dessas, tudo fica mais limpo.

     

     

  3. Bruno Cabral

    10 de dezembro de 2018 3:12 pm

    E você esperava diferente?
    Pra julgar Lula nenhuma prova a favor vale e tudo é rápido

    A favor dos concorrentes do Lula qualquer prova é ignorada e tudo é lento

    Dilma ficou sob judice do TSE por mais de 2 anos e só teve as contas aprovadas depois de uma guinada de 180 graus do onipresente Gilmar, depois que era temer na linha de fogo

    Nunca mudou, nunca vai mudar.

  4. Rui Ribeiro

    10 de dezembro de 2018 3:24 pm

    Micha 24, a mulher de César
    A Michelle Bolsonara nao precisa apenas ser honesta, ela também precisa parecer honesta.

  5. Somebody

    10 de dezembro de 2018 3:26 pm

    A patética “justiça”

    A patética “justiça” brasileira faz parte do golpe de estado. Esperavam uma decisão diferente? Somente quando vocês se livrarem de Moro e seus comparsas é que poderá ter democracia novamente no Brasil.

  6. Rui Ribeiro

    10 de dezembro de 2018 4:24 pm

    Que tipo de imbecil receberia propina em cheque nominal?
    Talvez uma imbecil que afirma que seu marido não é misógino, já que é casado com uma cearença.
    O dinheiro recebido pela Michelle Bolsa Anária do motorista do Flávio Bolsonaro nao é sujo porque foi repassado a ela em cheque nominal ou foi repassado a ela em cheque nominal porque é dinheiro limpo?
    O dinheiro foi repassado à Michelle Bolsonaro 24 em cheque nominal porque cheques de cem reais para cima só podem ser nominais. É lei.

  7. Nabantino Gonçalves

    10 de dezembro de 2018 4:29 pm

    Conspirata

    O estado brasileiro virou uma conspiração contra o povo.

  8. Rui Ribeiro

    10 de dezembro de 2018 6:08 pm

    Cheque nominal para a Dona Micha 24
    O art. 69 da Lei n 9.069/1995 dispõe que a partir de 2 de julho de 1995, fica proibida a emissão, pagamento e compensação de cheque de valor superior a cem reais sem a identificação do beneficiário.
    Bostonaro burro

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