4 de junho de 2026

A falsa euforia com os dados do comércio, por Luis Nassif

A tragédia maior é em relação ao período pré-liberal, 2014. Houve quedas acentuadas em produtos básicos de consumo popular, Tecidos, Vestuário, Calçados e Móveis e Eletrodomésticos.

É curioso o ótimo com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio. Os dados de setembro de 2022 foi de um crescimento de 1,1% e de apenas 0,8% em três meses, devido ao comportamento negativo dos dois meses anteriores; -0,2% em 6 meses e 3,0% em 12 meses.

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É um resultado melhor do que 12 meses atrás e bem pior do que 24 meses atrás.

O índice do setor mostra uma trajetória volátil e com poucos movimentos de recuperação.

O gráfico abaixo compara o acumulado de 12 meses com o mesmo período do ano anterior. Houve uma recuperação quando a pandemia começou a ceder e, depois disso, a queda persistente do indicador.

Em 12 meses houve alta de Combustíveis e Lubrificantes (35,2%) e Livros, Jornais (21,6%). Mas quedas acentuadas em Tecidos, Vestuário e Calçados (-7,9%) e Móveis e Eletrodoméstico (-6,2%).

Se se saltar dois anos e comparar com setembro de 2020 (em plena pandemia) houve alta em Combustíveis e Lubrificantes e quedas acentuadas em Eletrodomésticos, Tecidos, Vestuário e Calçados.

A tragédia maior é em relação ao período pré-liberal, 2014. Houve quedas acentuadas em produtos básicos de consumo popular, Tecidos, Vestuário, Calçados e Móveis e Eletrodomésticos.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. José Carvalho

    10 de novembro de 2022 10:19 am

    Se alguém está debilitado e precisando se recuperar é natural que um tipo de variação positiva do quadro seja recebido auspiciosamente. Mais importante é não perder a noção real das coisas. A economia brasileira pode muito mais. E como um organismo interligado que precisa funcionar adequadamente, essa condição necessita estar permanentemente sendo procurada. O grande problema do País é não olhar para a capacidade da economia e fazer desenvolver de forma acertada o que pode. Assumir um limiar alto para o conjunto econômico levando junto o desenvolvimento do todo do País, findando a exclusão existente na sociedade brasileira. Adotar a superação como o objetivo desta década e chamar a criatividade para um bom serviço em favor do Brasil. Esses dados apresentados só evidenciam o quanto a pauperização e o esvaziamento da classe média e setores sociais abaixo faz mal para a busca de soluções que o País precisa. Vencer etapas é o que necessita o Brasil.

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