Lava Jato, lado B: Tudo o que a grande mídia não disse sobre o caso triplex

A série começa em 2016, quando o Ministério Público Federal convocou uma coletiva de imprensa para fixar Lula no topo da cadeia de comando dos esquemas de corrupção da Petrobras

Matéria publicada no GGN em 23/12/2016, editada em 6/4/2019

Jornal GGN – Cumprindo com nossa missão editorial de mostrar o que a grande mídia esconde por interesses variados, o GGN fez a cobertura da ação penal em que Lula foi acusado e condenado por corrupção e lavagem no chamado “caso triplex” evidenciando os pontos marginalizados pelos jornais alinhados à narrativa da Lava Jato.

A série indicada abaixo começa em 2016, quando o Ministério Público Federal convocou uma coletiva de imprensa para fixar Lula no topo da cadeia de comando dos esquemas de corrupção da Petrobras.

Coordenada por Deltan Dallagnol, a força-tarefa do MPF acusou Lula de ter recebido e ocultado a posse do apartamento 164-A do Condomínio Solaris, no litoral paulista, e de ter sido beneficiado não só com a reforma do espaço, mas também com pouco mais de R$ 1 milhão investidos na manutenção de seu acervo presidencial – ambas as despesas foram custeadas pela OAS.

Os recursos para esses “favores” a Lula teriam sido debitados de um “caixa geral de propina” que Léo Pinheiro, da OAS, afirmou a Sergio Moro que mantinha com anuência do ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. A Lava Jato sustentou – mas não conseguiu provar – que os recursos envolvidos no triplex teria relação com três contratos da Petrobras com a OAS.

Antes do julgamento começar, o GGN mostrou que os procuradores ouviram diversas testemunhas que admitiram que não possuem provas documentais de que Lula era dono do triplex. Ao contrário disso, algumas dessas testemunhas admitiram que só ficaram sabendo do caso depois que saiu na grande mídia.

Alguns episódios foram marcantes, como as audiências com réus delatores da Lava Jato que foram impedidos pelo juiz Sergio Moro de abordar o elo suspeito entre a força-tarefa de Curitiba e investigadores dos EUA – hoje, sabe-se que, com a ajuda dos procuradores, os EUA impuseram à Petrobras uma multa bilionária e que grande parte dela poderia parar nas mãos da turma de Dallagnol.

Essa série termina antes do início de 2017, quando a agenda de Moro ainda comportava oitivas que antecederiam sua decisão final: Lula condenado a mais de 9 anos de prisão, mas absolvido das imputações envolvendo o acervo. Meses depois, a segunda instância confirmou a sentença do ex-juiz de piso e ainda aumentou a pena de Lula, evitando que ele pudesse cumprir a pena em regime semiaberto.

Abaixo, alguns links da cobertura do GGN sobre o caso triplex.

Lava Jato acusa Lula de ser o chefe de toda corrupção no governo federal

Lava Jato quer encerrar a novela com minha morte política, diz Lula

Moro tem “dúvidas relevantes” e “lamenta”, mas transforma Marisa e Lula em réus

É provável, ouvi o boato, não comprou mas é dono: as pérolas da Lava Jato no caso triplex

Para entender, com detalhes, o processo contra Lula nas mãos de Moro

Moro nega perícias que comprovariam que Lula não recebeu dinheiro da OAS

Defesa de Lula diz na cara de Moro que ele age como acusador e afronta as leis

Moro diz que defesa de Lula quer produzir provas demais, só para adiar o julgamento

Propina na gestão FHC põe em xeque delação de Delcídio, principal detrator de Lula

Moro violou também o Estatuto dos Advogados durante audiências, diz defesa de Lula

Moro violou artigo 212 do Codigo Penal em audiência contra Lula

Doleiro nega a Moro que Lula recebeu dinheiro da Petrobras

Sócio da empresa que reformou triplex diz que Lula não é dono

Moro impede testemunha de falar sobre elo suspeito entre Lava Jato e EUA

Mídia esconde que Moro violou Código Penal em processo contra Lula

Lula não negociou cargo, não pediu propina nem sabia de esquema na Petrobras, diz Cerveró

Batochio: Lava Jato usa delator de plantão para preencher falta de provas contra Lula

Não vou colocar em risco um acordo com os EUA por “capricho da defesa” de Lula, diz Moro

Moro rejeita 2 testemunhas de Lula no exterior, mas aceita 7 de Cláudia Cruz

FHC será intimado por Moro para testemunhar no caso triplex

EUA ajudaram a Lava Jato a monitorar Lula e Dilma, suspeita advogado

Aos berros, Moro diz que tem “poder” para “cassar a defesa” de Lula

Moro permite que dados do sítio sejam usados contra Lula no caso triplex

Reportagem confirma apoio secreto da Lava Jato aos Estados Unidos

Mídia diz que advogados de Lula “radicalizam”, mas esconde abusos e erros de Sergio Moro

Moro é denunciado por vazamento ao Estadão de processo sigiloso

Foto com Aécio, premiações, eventos com tucanos: as violações de Moro ao Código de Ética

“Nada mais justo que usar o triplex na eleição”, diz ex-zelador que xingou defesa de Lula

Moro é denunciado à OAB por permitir xingamentos à defesa de Lula

Testemunha admite que Lava Jato usou “boatos” contra Lula no caso triplex

Moro ultrapassa os limites e não é só com a defesa de Lula, afirmam advogados

Blog divulga vídeo em que Moro provoca defesa de Lula

Não é só com Lula: Moro também foi chamado de parcial e bateu boca com defesa da OAS

8 comentários

  1. Revisem e editem um livro com as reportagens

    Sugiro aos editores do GGN revisar e reunir em livro essas reportagens. Afinal de contas a perenidade do impresso é bem maior do que a dos arquivos digitais.

  2. Eu não sei se existe…

    … e se houver por favor me indiquem, um texto com a narrativa da defesa de Lula, a fim de fazer o contraponto à narrativa oficial do Ministério Público e desvirtuada pelo juiz Sérgio Moro.

    Não sei se me fiz entender, e imagino que não faça parte da tarefa da defesa fazer isso, mas eu gostaria de saber se existe uma versão de Lula e/ou do PT para o que ocorreu especialmente em relação à Petrobras.

    Alguém saberia informar?

    • Eu desconheço que exista algo assim. O que tem são as peças da defesa no site A verdade de Lula.
      Uma versão geral sobre a Petrobrás, não creio que exista. Acho que nem o PT sabe o que aconteceu.

    • Basta ler o material nos links postados. E sem desmerecer nem um pouquinho o trabalho de Jornalismo deste GGN, em muitos outros artigos, reportagens disponíveis na Internet, além, é claro, dos autos dos processos. No Jornalismo há provas tanto da inocência de Lula quanto indicativos (e até provas, mesmo) do que realmente aconteceu.

      O que ocorreu na Petrobras vem ocorrendo desde há muito tempo, embora tenha piorado bastante depois do golpe de ’64, a saber: infiltração do privatismo no que é público; “amizade colorida” entre empreiteiros privados e administradores públicos.

      Como disse, há muito material escrito por gente séria sobre o que realmente aconteceu na Petrobras, questão só de procurar.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome