21 de maio de 2026

Polícia paranaense mantém indiciamento de bolsonarista que matou Marcelo Arruda

Em nota oficial, instituição diz que aplicou entendimento “mais severo” e que não existe previsão legal para crime político

A Polícia Civil do Paraná aplicou o entendimento “mais severo” possível no indiciamento do guarda penal bolsonarista Jorge Guaranho pelo assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, cometido no último final de semana em Foz do Iguaçu (PR).

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Em nota oficial, a instituição afirma que descartou a motivação política por não existir previsão legal para enquadramento como “crime político”, uma vez que a antiga Lei de Segurança Nacional foi substituída pela Lei de Crimes contra o Estado Democrático de Direito, que não possui qualquer tipo penal aplicável.

Além disso, os policiais ressaltaram que sua atuação é pautada exclusivamente na técnica e “opiniões ou manifestações políticas estão fora de suas atribuições expressas na Constituição”.

“Portanto, o indiciamento, além de estar correto, é o mais severo capaz de ser aplicado ao caso”, conclui o texto.

Contudo, a vigilante Daniele Lima dos Santos afirmou em depoimento que ouviu gritos de “aqui é Bolsonaro” por parte de Guaranho antes de ouvir vários tiros. Ela também disse ter visto o carro entrando inicialmente com o guarda penal e uma mulher.

O inquérito a respeito da morte de Arruda foi finalizado na última sexta-feira (15), com o bolsonarista Guaranho sendo indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e perigo comum, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão.

Com informações de O Globo e UOL

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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