No claustro do meu corpo, de repente, por Romério Rômulo

Não sei se a tua mão na minha mão / É alguma andropausa destes rios.

Georges Braque

No claustro do meu corpo, de repente

por Romério Rômulo

1.
E se você quisesse a minha dor
De onde tirava a minha dor? Somente
Do claustro do meu corpo, e de repente.
Deixava só meus ossos. Sem pudor.
2.
Não sei se a tua mão na minha mão
É alguma andropausa destes rios.
Mas sei que a tua mão é uma serpente
Mais dura que a manhã dos meus navios.
3.
Sou belo, rumoroso
azul e noite
Tão belo quanto o choque
do cavalo
Da pura sede nascido:
água de fonte.

Romério Rômulo

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