Organizações ambientais repudiam declarações de Salles em reunião ministerial

Salles afirmou que o governo deveria “aproveitar” a atenção da imprensa na pandemia do novo coronavírus para "ir passando a boiada e mudando todo o regramento da pasta"

Foto: José Cruz/EBC

Jornal GGN – Entidades da luta ambiental publicaram nota de repúdio contra as falas do ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles, durante reunião ministerial em 22 de abril. 

Na ocasião, Salles afirmou que o governo federal deveria “aproveitar” a atenção da imprensa na pandemia do novo coronavírus para “ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas” da pasta. 

Em nota, entidades se manifestaram contra o ministro de Bolsonaro. “Um ministro não apenas disposto a desmontar os regramentos da própria pasta, mas conclamando todo o governo a fazer o mesmo e pedindo proteção da AGU”, afirmou a Observatório do Clima.

“A fala do Ministro Ricardo Salles expõe sua consciência de que o que está propondo é ilegal, e que portanto se ressente da ameaça que a Justiça pode trazer às suas intenções. Expõe que age contra os interesses nacionais, na surdina, alheio à uma ampla discussão que abarque os anseios da sociedade”, manifestou a ONG WWF Brasil.

Para o Greenpeace, apesar da intenção do ministro, “não há espaço para ele ‘passar sua boiada’. A sociedade segue atenta, a Justiça Federal julgando seus atos, e os satélites que medem o aumento do desmatamento atestando o resultado de sua política”, escreveu.

Também por meio de nota, Salles disse que sempre defendeu “desburocratizar e simplificar normas, em todas as áreas, com bom senso e tudo dentro da lei”.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

 


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1 comentário

  1. Não existe nada mais catastrófico do que um incompetente com poder, porque a sua opção de trabalho sempre será pela ilegalidade, pelo abuso das regras existentes que dificultam sua atuação como ministro…
    pelo que podemos concluir das intenções declaradas, ou se realmente quer atuar na ilegalidade, nada mais é do que mais um dos milicianos “ambientais” que temos por aí e de montão

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