Anvisa libera importação de 6 milhões de doses da vacina chinesa

No entanto, a Anvisa afirmou que as doses da vacina só poderão ser aplicadas quando for aprovado o registro do imunizante no país

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Após o Instituto Butantan, que coordena o desenvolvimento da vacina chinesa contra Covid-19  no Brasil, denunciar o possível boicote da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o imunizante, o órgão autorizou nesta sexta-feira, 23, a importação de 6 milhões de doses da Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac. 

No entanto, a Anvisa afirmou que as doses da vacina só poderão ser aplicadas quando for aprovado o registro do imunizante no país, que ainda está em fase de testes. 

“A utilização do produto ficará condicionada à obtenção de seu registro sanitário junto à Anvisa”, indicou o texto. Enquanto isso, a carga ficará sob a responsabilidade do Instituto Butantan, “que deverá mantê-la em suas instalações e em perfeitas condições de acondicionamento até que seja autorizada a utilização”.

Ontem, 22, o diretor-geral do instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a Anvisa estaria retardando a autorização para a importação da matéria-prima que possibilitará a fabricação do imunizante no Brasil. 

O pedido, de 23 de setembro, também incluía o recebimento de 6 milhões de doses de vacinas já prontas pela empresa chinesa. Dimas Covas afirmou que havia recebido a informação de que o tema só seria abordado em reunião no dia 11 de novembro.

Hoje, porém, a Anvisa negou ter retarado a análise do tema e afirmou que o processo já havia sido analisado, mas que “foram identificadas discrepâncias”, sem informar quais.

Em meio ao embate, a decisão que libera a importação das doses de vacinas foi aprovada por unanimidade entre os diretores da Anvisa.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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