Bolsonaristas tentam isolar grupos radicais

Além de moderar discursos, aliados de Bolsonaro apagam vídeos em redes sociais depois de participarem de atos antidemocráticos

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O bolsonarismo começa a estruturar uma nova forma de atuação para isolar os militantes extremistas, que pregam “intervenção militar”, o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tal estratégia se justifica pela avaliação de militantes extremistas estariam “contaminando” a movimentação pró-governo, segundo informações do jornal O Estado de São Paulo.

A tentativa de se descolar dos radicais veio depois que o STF prendeu militantes extremistas e pediu a quebra de sigilos de apoiadores e parlamentares pró-Bolsonaro, além da prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e apontado como operador financeiro no esquema das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Agora, o foco dos organizadores de eventos pró-governo e aliados de Bolsonaro é que os extremistas sejam isolados e considerados indesejados, uma espécie de “black blocks” da direita – e tudo começou dois meses depois de o presidente ter ido a ato defendendo o golpe em frente ao quartel do Exército, em Brasília.

Ao mesmo tempo, os bolsonaristas começaram a apagar os vídeos publicados desde que o STF começou a atuar contra o esquema que queria criminalizar a Corte – cerca de 3,1 mil vídeos foram apagados desde então, segundo cálculos de Guilherme Felitti, da empresa de análise de dados Novelo.

 

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4 comentários

  1. Estes dementes desconhecem o reagente: luminol fecal bozo, detecta até o cheiro do pum dos palhaços, não existe apagador.

  2. Tem um evento também acontecendo, que torna este falso isolamento até preocupante. Digo falso isolamento, pois a antropóloga Isabela Kalil que desde 2013 estuda de perto no país, esta nova direita agressiva e que já foi entrevistada por este GGN, mencionando que o bolsonarismo surgiu na Av. Paulista e agora sai do foco visível. Em recente conversa com o jornalista Bruno Torturra, ela que acompanha grupos de whatsapp bolsonaristas, menciona que eles agora que amealharam seus séquitos, não precisam mais sairem em busca de novos membros e o que tem acontecido é o seguinte: fazem lives que depois não são salvas em aplicativos ou plataformas. Tem montado cursos sobre armas, entrevistando Eduardo Bolsonaro e outros amantes destas ferramentas de mortes e assim vão formando os “novos especialistas”. Vale a pena ver a conversa e ficar atento pois agora eles se portam como submundo, só que bem mais organizados. E também é bom ficar de olho, pois como disse o prof. e filósofo Vladimir Safatle, não dá para não pensar que o militarismo brasileiro deixe de estar por trás destes movimentos, sabendo que o Exército é responsável pela questão das armas no país (só um caso próximo ao Bolsonaro, seu vizinho foi encontrado com 117 fuzis de uso restrito).

    O Bolsonarismo Como Ele É – uma conversa com Isabela Kalil
    https://www.youtube.com/watch?v=lTGkPamOP1k

  3. Já vomitamos demais ao ver esse tais de bolsonaristas, na verdade grupos maçons gangue de raivosos retrógrados larápios milicos-maçons, carregando as nossas bandeiras brasileiras apara agitarem o “somos todos cunhas” que são.
    Bandeira brasileira virou um trapo imprestável nas mãos desses milicos-maçons fascistas larápios assassinos traficantes de cocaína até nos nossos bóings das nossas forças armadas brasileiras totalmente pirateada.

    Só com muita oração e promessas conseguiremos sair das mãos dos milicos-maçons-milicianos que piratearam o Brasil e os brasileiros não golpistas, no golpe de estado aplicado na democracia de Dilma Rousseff em 2016.

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