Dores nas costas lideram afastamentos de trabalhadores no Brasil

Dorsalgia lidera ranking de doenças incapacitantes e concessões de benefícios do INSS da última década

Dados coletados pela Previdência e divulgados pelo Ministério da Economia no seu mais recente estudo divulgado em 2018 mostram que as dores nas costas causaram 83.763 afastamentos e concessões de auxílio-doença em 2017. Os números da dorsalgia superam até mesmo causas acidentais como fraturas de pernas e tornozelos (79.462), punhos e mãos (60.274) e doenças como hérnias, apendicites e episódios depressivos e outros transtornos mentais.

As dores nas costas são um problema global que atingirá 80% da população global, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). O alto índice de incidência desse mal de deve à grande variedade de fatores de risco que afetar homens e mulheres de todas as idades em algum momento da vida.

Tipos de dorsalgia

Existem dois tipos de dorsalgia e saber diferenciá-las é importante para receber diagnóstico e tratamento adequado para cada situação e histórico de saúde.

A dorsalgia aguda é a manifestação das dores nas costas que durar até seis semanas.  Suas causas mais comuns são esforços físicos excessivos, sobrecarga da coluna e acidentes capazes de lesionar músculos e vértebras da coluna e problemas posturais.

Quando as dores persistem por mais de três meses, o caso é de dorsalgia crônica. Seu tratamento é mais demorado e complexo, pois são necessárias investigações e terapias prolongadas para quebrar o ciclo vicioso que causa o problema.

Em ambos os casos, os sintomas mais relatados são dores intensas na região lombar, que podem de irradiar para a musculatura das nádegas, parte traseira das coxas e até a região dos joelhos. Em alguns casos, a dor é tão intensa que pode paralisar a coluna e as pernas.

O diagnóstico é feito por um clínico geral ou ortopedista a partir da avaliação do histórico de saúde e  exames investigativos da coluna, como raio-x, ressonância magnética e tomografia.

Fatores de riscos e causas

As dores nas costas podem ter as mais variadas origens, como postura inadequada, ambiente de trabalho sem ergonomia, quedas, lesões musculares, sobrecarga, exercícios físicos de alto impacto executados de maneira errada, sedentarismo, obesidade, gravidez, doenças como artrose, desgaste muscular natural causado pelo envelhecimento e até fatores emocionais, como estresse.

Tratamento

Dependendo da origem das dores nas costas,  o tratamento terá mais de uma abordagem. As mais comuns são:

Medicamentos: analgésico, relaxantes musculares, anti-inflamatórios e corticoides.

Fisioterapia: exercícios para fortalecimento da coluna e correção da postura. Pode ser feita com alongamentos e com uso de aparelhos como elásticos, bola, pesos, entre outros. Caso o paciente esteja imobilizado ou repouso absoluto, pode receber os cuidados com fisioterapia domiciliar.

Estimulação elétrica: com ajuda de um aparelho específico que adere na pele,, são aplicadas correntes elétricas de baixa voltagem no local das dores.

Acupuntura: terapia que introduz pequenas agulhas esterilizadas em pontos específicos da coluna para amenizar as dores e tensões musculares.

Cirurgia ortopédica: em casos de dorsalgia crônica grave, a cirurgia é uma opção para sanar as dores. O procedimento pode variar de acordo com a origem do problema.  

Redação

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