Editorial da Folha traz a ‘ditabranda’ de volta, diz Jânio de Freitas

Para articulista, jornalismo tem fechado os olhos e os ouvidos do leitor; colaboração do grupo de mídia durante a repressão é "tinta pegajosa e indelével"

O jornalista Jânio de Freitas. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O jornalismo brasileiro tem fechado os olhos e os ouvidos para o leitor ao longo das últimas décadas, enquanto os equívocos dos leitores vêm de insatisfações retroalimentadas, uma vez que o jornalismo não se ocupa da imprensa como notícia normal.

Em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, o jornalista Jânio de Freitas aborda o comportamento da cúpula do jornal após a publicação do editorial “Jair Rousseff” em 22 de agosto, que trouxe à tona o tratamento de “ditabranda” aplicado aos anos de tortura e assassinatos cometidos nos quartéis.

Freitas ressalta que a colaboração de veículos da Folha à repressão durante o período da ditadura “é uma tinta pegajosa e indelével” lançada contra o grupo de mídia, e uma sentença moral restaurada a cada atitude reprovável cometida pela publicação.

“A procedência do editorial “Jair Rousseff” pode ter sido, também, o abuso de função. Como pode ter sido um aprofundamento, no pior rumo, da queda de asa para a direita introduzida ainda por Otavio Frias Filho”, diz Jânio de Freitas. “Se a Folha não esclarecer, o tempo, e não muito, o fará. Seja como for, não é, não pode ser próprio de um jornal, e deste nem como hipótese, o presente de maquiar a miséria humana de Bolsonaro juntando-lhe o nome ao de uma vida de dignidade que ninguém pôde atingir —Dilma Rousseff”.

 

 

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4 comentários

  1. Se não houvesse tanta imbecilidade, tanta hipocrisia, tanta cafajestice no comportamento do eleitorado ignorante deste país, eu torceria, e muito, para que Dilma voltasse a ser candidata à Presidência da República, sim, com iniciais maiúsculas no caso dela. Pois ela merece nosso voto pela grande mulher que é, politicamente muito mais digna que muitos “machos” aos quais caberia, sim a eles, títulos como corno, cafajestes, assassinos, hipócritas. Afinal, quando jovem ela teve algo equivalente à hombridade que muitos de nós, homens, nunca tivemos; ou seja, foi à luta contra a ditadura, ligando-se grupos de luta armada para nos defender da ditadura dos militares cafajestes deste país. Portanto, como ligar seu nome ao de um idiota que sequer tem moral para explicar porque sua mulher recebe R$ 89 mil de outro (s) homem (s).-? Que dignidade pode haver num marido assim, que sequer explica isso, provando o que diz?

  2. E completando meu comentário anterior, ainda pergunto: que dignidade pode ter um sujeito que, na presidência da república (com minúsculas mesmo, no caso dele), leva mais uma chacoalhada econômica do assassino e cafajeste Trumph, em relação à exportação de aço brasileiro para os e.u.a. (também em minúsculas no caso desse paiséco) e continua pendurado em seus culhões…..? Tenha vergonha na cara, boçal….

  3. Será que a folha ainda consegue enganar alguém com seu discurso de insentona?
    A mim não engana desde meados da década de 80 quando lí a manchete: “Lula defende a luta armada” e na linha fina a condicionante defendida pelos maiores filósofos, que é quando a democracia e a liberdade estão sob ameaça, aliás é este o principio fundante da liberação de armas nos EUA e outros países, principios que não mais se sustentam, pois o poderio bélico do estado é infinitamente superior.

  4. Jânio é um problema ou uma solução para a “democracia” da falha?
    Que é inteligente, não tem discussão. Porém, ao estar neste lixo que produz um editorial-crime contra a Dilma, ele ajuda a falha e ferra o Pt. A falha coloca-o escondido no meio do panfleto de direita e ninguém vê. E o que ele fala repercute só nos meios mais aprofundados na informação da sociedade. E a falha ganha a parada, porque quando é acusada de antidemocrática em termos de ideologia, ela pode usá-lo como contra exemplo. E a semiótica funciona mais uma vez.

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