5 de junho de 2026

Fiéis são desafiados a assinar apoio a partido de Bolsonaro

Pastor da igreja presbiteriana de Londrina, no Paraná, usou púlpito para convencer integrantes da congregação colocarem seus nomes na lista para lançar o Aliança pelo Brasil
Reverendo Emerson Patriota, da Igreja Presbiteriana de Londrina. | Foto: Reprodução/Youtube

Jornal GGN – A saga em busca das assinaturas necessárias para lançar o novo partido de Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, continua. Dessa vez, fiéis da Igreja Presbiteriana Central de Londrina, no Paraná, foram “desafiados” pelo reverendo Emerson Patriota a assinarem ficha de apoio à criação da legenda, durante culto no domingo, 25 de janeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Na ocasião, também estavam representantes de um cartório da cidade para fazer o reconhecimento das assinaturas, como exige a Justiça eleitoral. O deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), aliado de Bolsonaro e seguidor da igreja, foi quem articulou a campanha de coleta de assinaturas no local. 

No domingo, os fiéis que chegavam à igreja podiam observar um ônibus estampado com a marca do Aliança, junto com fotos de Bolsonaro e de Felipe Barros. O automóvel é chamado pelos apoiadores de  “busão do Aliança”

Já durante o culto, enquanto dava avisos sobre as atividades da igreja, o pastor anunciou a presença dos funcionários do cartório. “Nós estamos desafiando você, todos, a passarem lá, conhecerem o estatuto, os valores. Na verdade, eu estava conversando com algumas pessoas e disseram que é mais difícil entrar nesse partido do que em algumas igrejas por aí. Tem que ter mais vida idônea do que algumas igrejas exigem. Isso é muito bom porque tem valores familiares”, afirmou.

Para concorrer nas eleições municipais deste ano, o Aliança precisa de 491 mil assinaturas e ser homologado até 4 de abril. Até agora o partido alcançou 60% do total exigido e tem recorrido a diversas ações para conseguir sair do papel. Em atividade ilegal, a legenda chegou a realizar recolhimento de assinaturas dentro de um Cartório de Notas, no Pará. 

Para o Estadão, o deputado Felipe Barros comemorou as “centenas” de assinaturas recolhidas por meio do desafio lançando durante o culto. O parlamentar também afirmou que o “busão do Aliança” está percorrendo o interior do Paraná em busca de mais apoiadores.

Segundo o jornal, lideranças de outras igrejas evangélicas também estão se mobilizando para ajudar Bolsonaro oficializar o partido. No sábado, 25 de janeiro, o presidente da Assembleia de Deus no Amazonas, Jônatas Câmara, pediu aos fiéis que assinassem a lista de apoiadores do Aliança no Estado.

Ouvidos pelo Estadão, especialistas afirmaram que as ações nas igrejas não são ilegais. A restrição só ocorre em período de campanha eleitoral. 

Redação

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3 Comentários
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  1. Lúcio Vieira

    29 de janeiro de 2020 4:57 pm

    Não são ilegais, mas a lama da imoralidade na república lavajatista suja até os presbiterianos que antigamente eram vistos como um dos lados sérios do protestantismo. Agora é ódio ao bbb da tv, mas amor ao bbb da vida: balas, boi às custas de agrotóxico e bíblia rasgada, Os vendilhões do templo se envergonhariam do que acontece hoje. Onde entra este tipo de família do milicianismo bolsonariano, Cristo fica cada vez mais afastado.

  2. Carlos Elisio

    29 de janeiro de 2020 5:29 pm

    Afirma o “reverendo”: (para entrar no partido)..tem que ter mais vida idônea do que algumas igrejas exigem. Isso é muito bom porque tem valores familiares”.
    Porra, sem sacanagem, tem idiota que acredita mesmo nisso?
    Estas religiões (seitas) ditas neopentecostais são conduzidas por cínicos e hipócritas que formaram um conluio para cada vez mais idiotizar uma parcela da população que apenas procurava um local para exercer sua fé. E agora com firma reconhecida…

  3. UTM

    29 de janeiro de 2020 6:34 pm

    Vendo um dos inúmeros programas que invadiram as TVs, um pastor destes fala e repete, várias vezes as palavras “aliança” e “Voto”, num contexto de um futuro melhor, uma sociedade melhor, um mundo melhor para a família. Não foi explícito, mas a boiada deve captar a mensagem quando sair do templo.

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