IBGE projeta novo patamar recorde para safra agrícola

Estimativa para colheita da safra 2021 chega a 260,5 milhões de toneladas, um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O prognóstico para a safra nacional de grãos em 2021 deve atingir seu terceiro recorde consecutivo, somando 260,5 milhões de toneladas – o que corresponde a um crescimento de 2,5% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A soja continua em alta, sendo que as estimativas iniciais (129,7 milhões de toneladas) indicam um aumento de produção de 6,8% (8,2 milhões de toneladas) em relação ao visto em 2020 e de 1,5% ante o prognóstico divulgado em dezembro. Já para o milho é esperado um declínio de 1,5% (menos 1,5 milhão de toneladas) em relação a 2020, embora tenha havido um aumento de 1,6% frente à estimativa anterior.

“Em função dos preços mais compensadores da soja, em relação ao milho, os produtores são estimulados a ampliar suas áreas de cultivo da oleaginosa, que em 2021 deve representar mais de 57% da área total utilizada para o plantio de grãos do país”, afirma o analista de Agropecuária do IBGE, Carlos Barradas.

A produção de algodão herbáceo deve chegar a 6,1 milhões de toneladas, com redução de 0,6% em relação ao segundo prognóstico e de 14% em relação ao que foi colhido em 2020 por conta da queda de demanda internacional – o algodão é usado para confecção de roupas e, por conta da pandemia de covid-19, a demanda caiu e afetou as decisões de plantio.

Para o arroz, esta terceira estimativa (11 milhões de toneladas) aponta aumento de 0,8% na produção em relação ao prognóstico anterior, mas ainda há declínio, também de 0,8% em relação a 2020.

Quanto aos dados de 2020, a estimativa final para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas somaram 254,1 milhões de toneladas, 5,2% (12,6 milhões de toneladas) acima da colheita de 2019 (241,5 milhões de toneladas). Em relação ao que havia sido previsto no mês anterior, houve alta de 0,8% (2 milhões de toneladas).

O arroz, o milho e a soja somaram 92,7% da estimativa da produção e 87,1% da área colhida. Em relação a 2019, foi verificada uma alta de produção de 7,1% para a soja, de 7,7% para o arroz, de 2,7% para o milho (2,3% na primeira safra e 2,8% na segunda) e de 2,8% para o algodão herbáceo. Com relação à área utilizada para cultivo, houve acréscimos de 4,3% na do milho (2,5% para a primeira safra e 5% para a segunda); de 3,5% na da soja e de 0,5% na do algodão herbáceo. Já na área de arroz, houve declínio (1,2%).

 

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