Para Barroso, impeachment é a “última opção”

Em entrevista, ministro do STF – e novo presidente do TSE – diz que a eleição é a maneira de se lidar com decepções em uma democracia

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Diante de uma possibilidade cada vez mais concreta de o Brasil viver seu terceiro processo de impeachment em 30 anos, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), diz que a melhor forma de se lidar com a frustração dentro de uma democracia é por meio da eleição.

Existem diversas frentes que podem levar à cassação do presidente Jair Bolsonaro, inclusive em andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que será comandado por Barroso a partir do próximo dia 25.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Barroso diz que o impeachment “é a última opção”, ressaltando que os fatos apresentados para dar início ao processo precisam ser graves e demonstrados.

A frente mais forte que está em andamento no STF, e foi elaborada a partir de denúncia feita pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, de que Bolsonaro tenta interferir politicamente na PF.

“Não quero dar uma conotação política imediata à minha visão sobre corrupção, que é de um problema estrutural e sistêmico, mas, como disse, o ex-ministro Sérgio Moro simbolizou para muita gente essa superação da velha ordem”, disse Barroso. “Acho que, quando ele aceitou ir para o governo, pagou um preço pessoal e a própria Lava Jato pagou um preço. Mas as pessoas têm o direito de fazer suas escolhas”.

Segundo Barroso, a Corte “não é adversária” do governo, mesmo depois das diversas derrotas impostas ao Planalto no último mês. Na visão do ministro do STF, “numa democracia, sempre existem fricções e tensões entre os Poderes. Isso não significa crise institucional”.

 

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