Xadrez da entrega do Brasil ao crime organizado, por Luis Nassif

Enquanto isto, continuam sendo destruídas as últimas redes de segurança social que mantem um resto de coesão social no país.

Peça 1 – o Brasil legal e o criminoso

No momento, vive-se o maior desafio da história do Brasil.

Têm-se, de um lado, o desmanche do Estado brasileiro, das redes de proteção social, do direito ao trabalho e outros instrumentos básicos de cidadania. De outro, um avanço das organizações não estatais no amparo aos órfãos de Estado.

Há dois tipos de organização. Um deles, os movimentos sociais – como o MST (Movimento dos Sem Terra), MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto), MAB (Movimentos dos Atingidos por Barragens) – organizando os desassistidos, dentro de um processo de inclusão democrática. Em geral, são reprimidos e tratados como criminosos, apesar de sua luta ser dentro dos limites legais.

O outro, organizações criminosas que controlam parte relevante do território nas maiores metrópoles, substituindo o Estado na segurança, na oferta de justiça, no apoio social, no amparo às famílias de presidiários, na atividade econômica clandestina, com uma diferença de estratégia. O PCC, em São Paulo, investindo na adesão das populações dos territórios controlados, e as milícias no Rio, com a estratégia de tomada do poder político local e estadual. Depois de acordos com o MDB do Rio de Janeiro, as milícias montaram seu próprio partido político e conseguiram emplacar aliados na presidência da República e no governo do Rio de Janeiro.

Enquanto isto, continuam sendo destruídas as últimas redes de segurança social que mantem um resto de coesão social no país.

Peça 2 – o direito penal do inimigo

Peça central no desmonte do Estado foi a desmoralização da Justiça, com a consolidação do direito penal do inimigo.

Quando o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu atropelar a Constituição, trabalho pertinaz de Luis Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, estava aberto o caminho para a selvageria generalizada.

A morte absolveu Teori Zavascki, o Ministro que tolerou os abusos iniciais da Lava Jato e abriu as portas para o arbítrio mais ostensivo, desde a não tomada de posição em relação ao vazamento dos diálogos de uma presidente da República (reagindo com uma mera advertência), até a decisão inconsequente de autorizar a prisão de um Senador da República, com base em um grampo armado.

Criada a onda, nada mais segurou o oportunismo, a sede de sangue, o atropelo de qualquer ordem jurídica ou política, o desrespeito aos direitos individuais e a instauração sem disfarces do direito penal do inimigo.

O garantismo – a defesa dos direitos individuais – passou a ser tratado como leniência para com o crime, e seus defensores apontados como e cúmplices da criminalidade. Nesses período, todos os abusos foram cometidos: juízes atuando como agentes da acusação, condução coercitiva de testemunhas com ampla publicidade na imprensa, antes que se recusassem a depor, condenações com base em delações negociadas. No Supremo, Ministros endossando, por oportunismo, os abusos e, no Twitter, as milícias digitais sendo insufladas por procuradores. Irresponsáveis!

Agora se está em outro momento de corte, quando os grupos que se aliaram no impeachment passam a disputar espaço político.

Alvo de medidas arbitrárias, a direita do Ministério Público invoca, agora, as garantias individuais, abominando qualquer forma de prática do direito penal do inimigo. Defende o juiz natural, critica os juízes que atuam como acusadores e juízes ao mesmo tempo, propõe habeas corpus coletivo – eles mesmos, que condenaram até o HC coletivo que pretendia mudar para prisão domiciliar penas de presidiárias com filhos recém-nascidos, em um capítulo em que a crueldade institucional rompeu com todos os limites de humanidade.

É esse o teor do Tweet  da diretora da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), exigindo apoio dos “garantistas” através do expediente da provocação. É a isso que foi reduzido o sistema judicial.  Doutrina, princípios, textos legais, tudo é instrumentalizado de acordo com a vontade política do agente público em cada momento, a partir dos exemplos emanados da Suprema Corte. Criou-se uma comunidade dos sem-noção.

E, hoje, há mais um avanço do arbítrio, com a decisão do Ministro da Justiça Sérgio Moro de convocar a Força Nacional para policiar a Praça dos Três Poderes, sem uma justificativa plausível.

Peça 3 – o país legal caótico e o ilegal organizado

Tem-se, então, esse paradoxo. O país institucional se desmoralizando a cada dia.  A Lava Jato mantendo a prática de vazamentos, com amplo apoio das milícias digitais e de veículos associados, e avançando na campanha contra Ministros do STF, e agora fortalecidos por ter um dos seus no Ministério da Justiça. O Ministro Alexandre Moraes propondo censura aos veículos adversários e invasão de domicílios. A Procuradora Geral da República Raquel Dodge desautorizando decisões do STF, ainda que estapafúrdias. No Senado, tentativas de CPI contra o Supremo. No Planalto, Bolsonaro desvirtuando o BNDES e ordenando a abertura de linhas de financiamento para despesas operacionais de caminhoneiros.

Funeral do reitor Cancilier, da UFSC

O punitivismo cego está sendo utilizado para desmontar toda a estrutura política, social e de regulação do país. Quer acabar com um órgão? Anuncie uma devassa em suas contas e criminalize qualquer problema administrativo. Dentro de pouco tempo, a CGU (Controladoria Geral da República), junto com TCU (Tribunal de Contas da União) e Ministérios Públicos retomarão as ofensivas contra as universidades públicas

Enquanto isto, nos territórios ocupados, o PCC continua oferecendo segurança, um sistema de justiça mais eficiente que o sistema legal (amplo direito de defesa as partes, mas incluindo a pena de morte nas penas), uma economia informal pujante, na forma de projetos imobiliários clandestinos, transporte de passageiros em vans.

O combate ao crime organizado não se trata apenas de um fenômeno criminal. Se desalojar o PCC das áreas ocupadas, haverá a substituição do crime organizado pelo crime desorganizado, pois cada vez menos o Estado terá condições de substituir os serviços ofertados pelo crime.

Peça 4 – os desmontes irreversíveis

Mais cedo ou mais tarde Jair Bolsonaro cai. Ele e os quatro filhos tornaram-se uma espécie de Hidra de Lerna do jogo político brasileiro, enquanto Hamilton Mourão está se tornando o barqueiro da Barca de Caronte.

Mas, enquanto a racionalidade não é restabelecida, está ocorrendo um desmonte irreversível do Estado brasileiro. Acabou-se com a Embraer desconsiderando toda a malha de fornecedores que orbitavam no seu entorno. Parte-se agora, para o desmonte da Eletrobrás, abrindo mão de setores estratégicos, como a geração de energia e a transmissão. A privatização significará um novo salto nas tarifas de energia, comprometendo a competitividade da economia.

O incêndio de Roma, quadro de Hubert Robert

Já se liquidou a indústria naval em pleno processo de avanços na curva de aprendizado. Matou-se a engenharia nacional, com a liquidação das empreiteiras. Desmonta-se a mais tradicional instituição brasileira, o Itamarati. Aparelha-se a Apex (Agência de Promoção das Exportações), IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária). E, a cada dia, liquida-se com cada avanço na área dos direitos sociais. E cada espaço aberto pelo país legal é imediatamente ocupado pelas organizações criminosas.

Resta saber quanto tempo de destruição será necessário, ainda, para promover uma pactuação em defesa do país.

Muito mais importante que as manifestações sem rumo da PGR, os coordenadores e membros titulares das Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Publico Federal e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, divulgaram ontem uma Nota Pública relevante em defesa dos direitos sociais, contra o decreto de Bolsonaro extinguindo os conselhos e comitês de participação popular na definição de políticas públicas.

NOTA PUBLICA – Decreto 9(1)

 

 

 

 

29 comentários

  1. Na guerra, a primeira vitima é a verdade. Estamos vendo o resultado de 40 anos de mentiras, e o fim do pacto da nova republica. “Liberais” que só defendem os direitos humanos quando é no calo deles, e que nao hesitam em “melar o jogo” quando a Soberania Popular contraria a vontade deles em quatro eleições sucessivas…

    Chega de “brincar” de Democracia Liberal, acabou a brincadeira!

  2. Não tem volta………..

    Lançaram-se numa aventura……cometeram todas as atrocidades possíveis, foram longe demais para entregar tudo pelas vias normais…..pela politica não haverá solução…….

    O pais caminha para ser um país anárquico……sem lei……ou talvez, já é……

  3. Considerando por considerando, esse povo não considera que a fotografia de toda a baderna é Lula preso político a mando dos donos do Brasil daqui e de alhures.
    Lula Livre é o nome da luta. Melhor (e único) remédio contra a doença que ataca o Brasil.
    Todo mundo protesta quando afeta o seu próprio cantinho. Militares ameaçam, professores protestam, ruralistas reclamam, trabalhadores chiam e o desmonte daquilo que um dia foi o Brasil continua e acelera.
    Enquanto o povo, todos os setores nacionalistas, os dirigentes sindicais e partidários (principalmente os do PT!) não perceberem que Lula preso é a representação do golpe, o pais continuará caminhando para o abismo e destruindo as pontes ao passar.
    Só LULA LIVRE salva!

  4. O uso ilegítimo de poderes criou esta onda que os criminosos estão surfando agora na maior alegria…
    membros dos novos 3 poderes, CV-PCC-3C, que por sua vez também não se entendem, não se combinam, não se completam e nem se respeitam, igualzinho ao que acontece com as nossas instituições.

    O controle ilegal foi dividido, chegando-se ao cúmulo de um enfermo não poder ser atendido nos postos públicos de outra área, que não a de sua residência, ou um aluno ser transferido de escola

    O uso ilegítimo de poderes desenhou a onda que o golpe contra Dilma encheu com esta lama fétida contaminante e corrosiva que atualmente se espalha por todo o país.

    O Brasil já era, não tem salvação

  5. A teoria genial de Karl Marx previa, no final do século XIX, a ocorrência do fenômeno social da Luta de Classes que, muitos anos depois se desenvolveu em todas as sociedades capitalistas, como previa o genial cientista.
    O que ele não previu e nenhum outro cientista social foi capaz de prever é que em um imenso território sem dono da América do Sul a luta de classes, cujo modelo fora previsto na sociologia clássica, no século XXI, evoluiria para uma forma de abominação social, até então, desconhecida.
    A LUTA DE QUADRILHAS.
    Ao que tudo indica, o único cientista que, em seus estudos, parece se aproximar da identificação e modelagem dessa forma desconhecida de degeneração do tecido social é o Sociólogo Jessé Souza, em seu livro “A Elite do Atraso – Da Escravidão a Lava Jato”.

  6. Um artigo lúcido e objetivo, um soco no estômago, pois traz com crueza a nossa realidade trágica e sem solução alguma a curto prazo…… Somos o país que estava bem, as instituições funcionando em uma RELATIVA, MAS RAZOÁVEL NORMALIDADE, ATÉ O SURGIMENTO DE MORO E SUA LAVA JATO PERVERSA, PSICÓTICA, FARSESCA, IMORAL….. Por sermos atrasados, incivilizados, toscos, não percebemos, ENQUANTO NAÇÃO, que ao permitirmos a QUEBRA DAS LEIS E DA CONSTITUIÇÃO, dando plenos e absolutos poderes e UM JUIZ e uma turma de procuradores ordinários, narcísicos, estávamos ABRINDO AS PORTAS DO INFERNO……
    Nenhum país subsiste à quebra de suas leis e do Direito! Nenhum país subsiste com um esquema de prisões preventivas tornadas eternas, como método de tortura e chantagem, OBRIGANDO, NA VERDADE, O RÉU A CONTAR EXATAMENTE AQUILO QUE SE QUER OUVIR…..
    Deu no que deu: Uma sociedade sedenta de sangue, tornada BESTIAL, exigiu o impeachment de Dilma e a prisão de Lula, o “SATANÁS” das almas atormentadas e fanáticas dos nossos “brasileiros de bem”……
    Soltas a besta e a serpente do fascismo, do autoritarismo, do cinismo, da perseguição selvagem aos “inimigos”, o país se fraturou de vez, delegados, promotores, juízes, começaram a pipocar arbítrios e violência jurídicas de todos os lados…….
    Uma sociedade perdida elege um ser BESTIAL…..
    E agora estamos em uma guerra pelo poder que devorará de vez as instituições, a civilidade, a democracia, a paz social.
    NADA RESTARÁ!…..
    Essa é a herança MALDITA, a nós todos legada por classe média mais ignara, narcísica e tosca do planeta!
    Levaremos décadas para um dia reconstruir um novo país
    sobre uma terra arrasada
    e banhada em ódios…..
    E ERA TUDO ISSO, DESNECESSÁRIO!…….
    .

  7. Como a “corrupissaun” já foi debelada com a saída do PT, falta apenas a reforma da Previdência para que, finalmente, adentremos no “paraíso”.
    Agora sério: para quem acredita em astrologia diria, em resumo, que só uma conjugação de astros para explicar uma conjuntura tão horrível.
    Um exemplo para corroborar: já tivemos ao longo da História republicana no que diz respeito aos três pilares pilares da arquitetura institucional – Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário – períodos em que se revezavam na mediocridade, ou mesmo ruindade.
    O que temos hoje é a mais absoluta degradação envolvendo os três. Aliás, quatro, se considerarmos o Ministério Público.

    • E ainda há quem acredite que a aniquilação quase que total das nossas instituições restaurará o equilíbrio, a justiça e a paz

      o Brasil acabou lá atrás, quando o STF não identificou falhas no golpe contra Dilma, uma vez que nem o mercado e nem a mídia bandida identificaram

      Devem achar que em golpes perfeitos a ciência não pode impedir a prática

    • Falta muito ainda.
      Quem nos explora se compraz na miséria do povo.
      Falta inflação galopante; CPMF; 1/3 da população abaixo da linha da pobreza;empréstimo do FMI; desamparo à velhice e aos incapazes; desemprego em massa; desabastecimento; mortes; suicidios; bloqueio de valores das contas do cidadão; proibição de sair do país…
      Quem não viveu tudo isso escolheu o bolsonaro.
      Quem já viveu e escolheu é um dos causadores.
      O golpe contra a Dilma foi o início de uma nova Grécia em território tupiniquim.

    • Tem um astrólogo que diz que é exatamente isso que acontece. Plutão na casa 12 do Brasil, fazendo quadratura(Mau aspecto) com diversos planetas do mapa natal do Brasil que estão em libra.

      O Brasil vai mal e irá mal até PELO MENOS 2026, segundo ele. MAs a pior fase será 2018 a 2020, com pior parte mesmo em 2020.

      As coisa começam a melhorar em 2023, mas não a tempo de nos livrarmos do inferno até 2026.

  8. O estado brasileiro, onde as moscas azuis do poder colocaram os seus ovos, vem sendo consumido de dentro pra fora.
    Agora podre, o estado se decompõe, enquanto as as novas moscas surgem esvoaçantes para uma nova postura.
    Até quando o organismo agonizante do estado resistirá, não sabemos.
    Não há como esquecer o alerta de Chico Xavier sobre a data limite de 2019.
    Não chegamos à 3.a guerra mundial. Não precisamos. O extermínio do outro pode ser lento, doloroso e lucrativo, e a violência, endêmica e pontual.

    • -> Não há como esquecer o alerta de Chico Xavier sobre a data limite de 2019.

      a Operação PaperClip não acabou. o Nazismo apenas mudou de território hospedeiro.

      desta vez, a raça dos eleitos está decidida a vencer o Game of Thrones, mesmo sendo através do armagedon nuclear e do apocalipse ecológico.

      a ilha encantada de Hy-Brazil tornou-se um decisivo teatro de operações. afinal, quem dominar a ilha do mundo, comandará o mundo.

      estamos amaldiçoados a ser os condenados da Terra?

      os Generais já escolheram seu lado: submissos a um Imperium decadente e demente. o qual ainda concebem como o todo-poderoso a quem precisam servir e beijar a mão, tendo em vista a grande guerra que se avizinha.

      mas não haverá nenhuma III Guerra Mundial. e a derrota do Imperium, por conseguinte dos Generais, será completa, humilhante e definitiva.

      antes tão sólido e poderoso, o Imperium ruirá tão de repente, tão inexoravelmente, sem rugidos e sem gemidos, como uma vez o fez a URSS.

      vídeo: Game of Thrones – Banda Sinfonica e Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais
      link: https://www.youtube.com/watch?v=gACO9DWCHI0
      .

  9. Corajoso este post do Nassif. Não dá para ser mais porque corre o risco de ser “justiçado”. Como afirmou o comentarista Maestri, o barco vai afundar, mesmo sem uma crise econômica internacional, que está próxima.

  10. o estado é minimo e nada fará em
    benefício da populaçaõ brasileira – essa
    é a política cruel ei nfame dessa direita insana,,,

  11. o colapso do Estado brasileiro é consequência inevitável do fim da Nova República, sem nenhum outro sistema de poder a ter sucedido.

    no vácuo deste interregno proliferam diversas psicopatologias sociais e todo tipo de aberração política.

    Bolsonaro é apenas uma delas. expondo com mais evidência e total intensidade tudo aquilo que sempre esteve à frente de nossos olhos, mas preferíamos fazer de conta ser possível fundar uma Nação sem antes derrotar nosso inimigo interno.

    nenhuma grande empresário, nenhuma instituição, nem mesmo as FFAA, resiste a uma Lava Jato não arbitrária, não seletiva e não partidária. todos sabem muito bem terem seus rabos uns amarrados nos rabos dos demais.

    seja em sua forma aberta, como as milícias e o PCC, ou em seus vários disfarces hipócritas, como banqueiros e exportadores de commodities, as organizações criminosas são o âmago de uma economia neo-colonial e semi-escravagista a serviço de uma ultra minoria de hiper privilegiados.

    envolvidos na apropriação dos recursos públicos através da especulação e do ilícito, tendo como sua garantia o monopólio da violência de um Estado privatizado.

    este é o tamanho descomunal do desafio nos sendo esfregado na cara pela História: estamos à altura de travar uma Guerra de Independência?
    .

  12. Bom,o caos é o q querem e trabalham incessantemente por isso estes do GOVERNO IDEOLÓGICO BOLSONARO(Ordo Ab Chao)o povo irá entrar firme na briga e a questão é como será esta cobrança do povão em cima das autoridades pq é disso q se trata, COBRAR DAS AUTORIDADES RESPONSABILIDADE DE UMA FORMA CONSTRUTIVA SEM BADERNA E COM FORTE PODER DE PRESSÃO, não vai adiantar repressão DITATORIAL do governo neste país continental com milhões de pessoas, a via de solução será dada pela massa popular insatisfeita,muitos irão se surpreender com o poder do povo,mas sempre lembrando para não cair fácil em provocações,o Brasil irá tremer e os CONSPIRACIONISTAS DEFENSORES DE INTERESSES ESTRANGEIROS TAMBÉM VÃO TREMER !!!
    Obs: Comentário imaginativo do mundo J.Marciliano(de José Marcelo!)

    • Alerto a todos q quando Bolsonaro faz a afirmação q o exército preza pela democracia e liberdade é pq justamente está se estruturando o contrário,eles utilizam muito a técnica do DIVERSIONISMO, é próprio do governo IDEOLÓGICO deles,lembram do Guedes e o combate aos privilégios!?
      Obs:Lulão cabra bão,sem ninguém saber imagine um novo governo seu, integrantes dele,o q fará em cada área,este será o seu mundo,isto lhe alimentará/revigorará até a sua morte,se vai ocorrer só Deus sabe,faça a sua parte!
      Obs2:Pq escrevo isso?Pq gosto de aproveitar este espaço aqui e expresso toda a minha visão de “loucura”!

  13. Eu tenho uma solução para o Brasil.

    Primeiro: necessitamos um Robespierre.
    Em seguida, de um Napoleão com auto coroação na Catedaral de Brasilia e tudo!!!!.
    Garanto que teriam o apoio do povo!!!

    Parece insano, mas insano é o que estamos vivenciando…

  14. As relações obscuras entre o PSDB e o PCC em São Paulo são reveladoras de como o crime organizado está ligado aos grupos políticos hegemônicos no país. Se o Alckmin tivesse vencido as eleições que estaria na ante sala do Planalto não seria as milícias cariocas, mas sim o PCC.

  15. Democracia absoluta
    Todo caos que vemos na politica, nacional e mundial, é por que tem pouca participação popular. Precisamos de uma reforma politica. O poder é corruptivo, quanto maior o poder maior a corrupção. Por isso que a politica tem que ter um controle maior do povo.
    Legislativo
    A primeira mudança seria no legislativo em seus vários níveis, onde os seus integrantes não seriam mais eleitos e sim sorteados entre os eleitores. Poderíamos começar com 50% do legislativo sendo nomeado desta maneira. A cada 2 anos haveria um novo sorteio para renovação do legislativo.
    Acredito que assim poderia aumentar o interesse do povo pela política.
    Por sorteio, este grupo de parlamentares seria bem heterogêneo, bem representativo da população brasileira.
    Com certeza, 50% destes parlamentares seriam de mulheres.
    Executivo
    Poderíamos eliminar as coligações partidárias. Cada partido apresentaria seu próprio candidato a Presidente, governador, prefeito e seus vices.
    50% do legislativo, o 50% não sorteado, seria eleito proporcionalmente aos votos dados aos candidatos do executivo.
    Para dar mais controle do executivo pelo povo, a cada dois anos haveria um plebiscito para confirmar ou não a permanência do mandatário no cargo. Caso o “não” vencesse seria feita uma nova eleição para aquele cargo.
    Justiça
    A justiça deveria ser tríplice, haveria 3 juízes para analisar cada caso.
    Os casos seriam encaminhados ao departamento de justiça e lá seria feito um sorteio para determinar os juízes do caso. O sorteio estabeleceria uma imparcialidade. Se existir a possibilidade de prisão, a decisão deve ser unanime.

  16. FORA DE PAUTA, MAS NEM TANTO
    1 – Enquanto o Brasil como Nação e Estado se decompõe a mando dos USA, o planeta está, de maneira ignorada pela maioria, sendo destruído pelos mesmos agentes nada secretos causadores de nossa destruição como país – dou 10 segundos para advinhar…: os donos do dinheiro e do poder, corporações numa rede criminosa de pessoas e instituições que dependem da espoliação da Vida (do corpo e da alma de pessoas e da Natureza, reduzidos a meros “recursos” a serem explorados sem prestar contas a ninguém, como convém).
    Gostaria de pedir a este blogue, novamente, que dedicasse um espaço diário para mobilizar a sociedade civil ao noticiar sobre os temas relacionados às “fronteiras planetárias” (são 9 e estão na lista abaixo) e aos objetivos do milênio relativos ao combate à desigualdade e à promoção da sustentabilidade ecológica:
    “1. Mudanças climáticas
    2. Perda da integridade da biosfera (perda de biodiversidade e extinção de espécies)
    3. Destruição do ozônio estratosférico
    4. Acidificação dos oceanos
    5. Fluxos biogeoquímicos (ciclos do fósforo e do nitrogênio)
    6. Mudança do sistema terrestre (por exemplo, o desmatamento)
    7. Utilização da água doce
    8. Carga atmosférica de aerossóis (partículas microscópicas na atmosfera que afetam o clima e os organismos vivos)
    9. Introdução de novas entidades (por exemplo, poluentes orgânicos, materiais radioativos, nanomateriais, e microplásticos).” (fonte: https://www.akatu.org.br/noticia/humanidade-ultrapassa-4-das-9-fronteiras-planetarias/; descobri o assunto ontem em reportagem do Jornal da USP mas não estou conseguindo carregar a página para incluir aqui, o que será feito quando possível).
    Não é mimimi, não, é puro interesse egoísta pela sobrevivência! Brincadeira, é possível se interessar pelo tema sem ser egoísta mas é impossível ser egoísta e ignorar o assunto, a não que a burrice e o niilismo sejam maiores que o egoísmo – esse é o caso dos bilionários, pra provar que dinheiro não resolve todos os problemas, em verdade, sua idolatria tem causado os maiores deles.
    2 – Ontem eu tinha preparado uma tradução livre de um artigo do pesquisador Mike Berners-Lee (irmão do Tim Berners-Lee, criador da web) publicado na revista Prospect, sobre o que cada um/a pode fazer como indivíduo para combater a mudança climática, mas a vertiginosa queda que se tornou este país me levou a outro caminho. A reportagem referida chegou a mim através do feed do navegador no celular, e tenho percebido por este meio de notificações uma mudança animadora na cobertura internacional sobre o tema, o que em seguida me deixa triste e desanimada sobre a falta completa de divulgação do assunto na mídia independente daqui. E fico ainda mais incomodada ao perceber que, apesar da deliberada denegação de acesso a este tipo de informação – de resto, a toda e qualquer informação que permita às pessoas tomar decisões de maneira livre e responsável, e com o mínimo de informações de origem plural e confiável, um desrespeito ao interesse público que deveria nortear o jornalismo… ops, acordei e lembrei que estou no Brasil de 2019 -, cidadã/os comuns com frequência respondem com interesse e surpreendente nível de informação e preocupação ao serem abordado/as por mim para falar do assunto (sim, eu ainda falo com estranhos/as em locais públicos e sobre assuntos sérios, sintomas graves de esquerdopatia…). O que me leva à conclusão de que não é a falta de interesse do público que explica a total ignorância a que são submetido/as cidadã/os comuns tornado/as cúmplices involuntário/as da crise ambiental, mas a psicologia “agropop que invade terras públicas para fazer resort” dos meios de comunicação. Hipocrisia, teu nome é Globélica.
    Quem poderá nos defender, além de quem já o faz com sua vida – indígenas, trabalhadorxs rurais, fiscais do Trabalho aos do Ibama, pastorais da Terra e cidadã/os comuns?
    GGN, este é um apelo que repetirei até que o blogue aceite o desafio ou informe por que acha o tema irrelevante para ocupar tal espaço – aprendi com a Greta Thunberg, rs, que aliás visitou o Papa hoje, encontro com fotos lindas e de muita esperança daqueles que estão lutando pela Vida no planeta.
    3 – Quem tiver interesse no tema, o artigo de Berners-Lee, na versão original e da tradução livre, será postado como comentário separado.
    4 – Abaixo, um vídeo do Democracy Now! de hoje com entrevistas de ativistas que participaram de ato de protesto em frente à Shell (de má memória por aqui) no Reino Unido, e que podem servir de orientação para interessado/as e/ou neófito/as no tema. Em maio, uma nova greve mundial dos jovens – e espero que de qualquer cidadã/o independente da idade e classe social – vai acontecer; e que o Brasil participe dessa vez.

    Democracy Now! – Extinction Rebellion: Meet the Famed Climate Attorney Who Superglued Herself Outside Shell’s UK HQ
    https://www.youtube.com/watch?v=AVxb_4sSk84

    Trilha sonora
    Nação Zumbi – Um sonho
    https://www.youtube.com/watch?v=WlatHB9jZ1g

    Sampa/SP, 17/04/2019 – 19:15

    • Descontem a tietagem mas ela merece até por não ter se deslumbrado com a atenção que vem recebendo. Sou admiradora dessa menina e de sua família (sem seu apoio, dificilmente ela seria a liderança mundial tão importante que está se tornando); ao final do vídeo (1) abaixo, o rapaz que tão reverentemente cumprimenta o Papa Francisco é seu pai, Svante Thunberg, descendente longínquo do cientista pioneiro em descobertas relacionadas ao aquecimento global (informação dada no Democracy Now!, procurem saber), Svante Arrhenius, e que parece um guardião e companheiro inseparável da menina-revolução. Por favor, cuidem da segurança dela e desses jovens ativistas ambientais porque o mundo está em mãos malévolas.

      Nos vídeos (3) e (4) abaixo, a participação de Greta no Comitê de Meio Ambiente no Parlamento Europeu, onde ela se emocionou da maneira tão genuína de que apenas pessoas comprometidas são capazes.

      Fica aqui minha pergunta: por acaso a UNE, a UBES, o PT e outros partidos de esquerda têm algum interesse no assunto, comitê sócio-ambiental, ou algo parecido? O petróleo já era, só traz destruição e morte de países, pessoas e do meio ambiente: estamos preparados/as para deixá-lo no chão e utilizar a riqueza natural do país em sol, água e ar para a transição energética e civilizacional que está a caminho? Ela virá e não pedirá licença. Quem quiser sobreviver e tiver responsabilidade política e social com a vida no planeta que comece a mexer a bunda da cadeira, saia das redes sociais e faça a lição de casa.

      (1) GRETA THUNBERG pide al PAPA que se una a la lucha contra el CALENTAMIENTO GLOBAL – El País
      https://www.youtube.com/watch?v=XknKlIzxsuo

      (2) El Papa Francisco se encuentra con Greta Thunberg – canal Global Catholic Climate Movement
      https://www.youtube.com/watch?v=LY042uUjsbY

      (3) Greta Thunberg’s emotional speech to EU leaders – canal Guardian News
      https://www.youtube.com/watch?v=FWsM9-_zrKo

      (4) Greta Thunberg warns: “Time to panic! Why 3 Brexit summits? Time for “Notre Dame cathedral thinking” – canal ProductiehuisEU
      https://www.youtube.com/watch?v=dKd1V2NgAi4

      TRILHA SONORA – especialmente para GRETA, A ESPERANÇA ENCARNADA EM HUMILDADE E PERSISTÊNCIA

      Gonzaguinha e Roberto Ribeiro – E vamos à luta
      https://www.youtube.com/watch?v=hWjEDvNYOPU

      Gonzaguinha – Recado – para Lula, Assange e Chelsea, presos políticos dos USA
      https://www.youtube.com/watch?v=p2j1i_y7W7g

      LULALIVRE! ASSANGELIVRE! CHELSEA LIVRE! PLANETA LIVRE!

      Sampa/SP, 18/04/2019 – 00:01

  17. Temos o que merecemos.
    Afinal, fomos nós mesmos que começamos a destruição ainda em 2013.
    A situação ainda vai piorar muito.
    Ainda tem gente que jura que a culpa desta desgraça é do PT!!!!
    Burrice não vai ajudar a sairmos desta situação.

  18. Pelo andar da carruagem, do esfacelamento do tecido social e degradação do estado brasileiro é impossível não pensar no caos social a curto/médio prazo.

    Tomaremos o destino nas próprias mãos com uma Independência de Fato dessa elite escravocrata que nos domina ha 500 anos ?

  19. DA REVISTA PROSPECT

    (https://www.prospectmagazine.co.uk/science-and-technology/what-can-i-do-climate-change-green-deal-extinction-rebellion-school-strikes)

    TRADUÇÃO LIVRE (leitorxs, se houver erro, alguma inadequação na escolha de termos, expressões e outras impropriedades, por favor, reportem)

    Observações minhas: O texto original, de Mike Berners-Lee, trata apenas de ações contra a mudança climática e não de todos os outros problemas referidos nas “fronteiras planetárias”, por exemplo, economia de água, substituição do plástico e redução do consumo, por exemplo. Como britânicos ele e a revista, sua referência a carnes representa os hábitos do público britânico a quem dirigiram o artigo; e a ausência de referências ao uso de transporte público ou alternativo para viagens (trens, ônibus, embarcações, e outros), no tópico específico, provavelmente reflete sua classe social e preferências pessoais.


    Se sente sobrecarregado/a com a mudança climática? Aqui estão cinco coisas que pessoas comuns podem fazer

    Acontece que não apenas os humanos podem ter controle sobre o problema, mas também que há uma enormidade que todos nós podemos fazer como indivíduos – de fato, muito mais que a maioria de nós imagina.

    É óbvio para todos nós que a mudança climática é um desafio mundial, mas cada um de nós pode se sentir como apenas um grão na grande massa de humanidade. Há realmente alguma coisa significativa que qualquer um de nós pode fazer para ajudar? É uma questão justa.

    E ainda mais quando nós observamos a difícil realidade de que até agora a mudança climática – para tomar apenas um exemplo do enorme impacto de nossa espécie em nosso planeta cada vez mais frágil – tem se provado totalmente imune a qualquer uma das conversas, resoluções, objetivos e ações de pessoas, empresas e governos.

    Para ser mais específico, a curva de emissões de carbono ainda está aumentando ano a ano exatamente como estava antes da mudança climática virar manchete. No nível global, ainda há evidência zero detectável da governança humana.

    Já deu para as notícias ruins – agora, para alguma esperança bem fundamentada e baseada em evidências. Primeiro, nossa falha até agora em ter capacidade de ação absolutamente não prova que tê-la não será possível no futuro.

    Segundo, o simples ato de enfrentar as realidades sombrias que eu esbocei é um passo essencial e incrivelmente útil na busca por um curso de ação eficaz. O conhecimento de que até agora nada tem funcionado nos dá a informação-chave sobre a natureza do desafio – e podemos usá-la para guiar nossos esforços.

    Acontece que não apenas os humanos podem ter controle sobre o problema, mas também que há uma enormidade que todos nós podemos fazer como indivíduos – de fato, muito mais que a maioria de nós imagina.

    Reduzir o impacto de nosso próprio estilo de vida é ainda uma parte importante da equação. Demonstra nosso comprometimento, estabelece uma cultura e dá autenticidade a outras ações essenciais que promovemos para exercer influência em cada parte de nossas vidas.

    Compreendendo o desafio

    Primeiro, contudo, analisemos o problema um pouco mais, porque nos ajudará a mirar nossos esforços. Por que é que o esforço individual das pessoas, empresas e nações tem se provado não apenas insuficiente mas na verdade foram nulos?

    Resume-se no efeito balão – também conhecido como rebote. No momento, o jeito em que as coisas estão funcionando é tal que se nós cortamos o carbono em um local, as emissões estão simplesmente migrando para outro lugar ou outra pessoa. Quando as emissões de um país caem, as de outro sobem.

    Quando uma pessoa evita andar de avião, a empresa aérea vende o assento para outra pessoa. Alguém compra um carro menor, mas o esforço de marketing simplesmente mudou para um grupo de consumo diferente.

    De algum modo, nós devemos intervir para interromper a dinâmica global de elevação das emissões. Nós precisamos de uma mudança integral do sistema. Nós precisamos de um arranjo para deixar o combustível fóssil do mundo no chão. E para que isso seja possível, precisamos de vontade política. E para que isso seja possível, nós precisamos de mudança cultural e insistência propagada. E é aqui que todos nós entramos.

    Então a questão que todos precisamos perguntar é “dado quem eu sou, o que posso fazer para ajudar a criar as condições sob as quais o mundo pode concordar em deixar o combustível fóssil no chão?”

    Aqui estão as respostas como eu as vejo.

    Cinco coisas para mudar

    Para a maioria das pessoas a sua pegada de carbono converge em aproximadamente cinco àreas centrais:
    1 – Comida: Reduzir carne e derivados de leite, especialmente carnes de vaca e cordeiro, reduzir desperdício e evitar produtos transportados por via aérea.
    2 – Energia doméstica: Reduzir o consumo de eletricidade e gás. Se adapte aos painéis solares se puder. O bastante foi dito.
    3 – Viagem: Viaje menos de avião e reduza emissões do carro ao dirigir menos e num carro eficiente, idealmente elétrico.
    4 – Coisas: Compre menos, mantenha em uso por mais tempo, e doe para outros quando não quiser mais.
    5 – Dinheiro: Mantenha seus investimentos fora do portfólio relacionado aos combustíveis fósseis, inclusive pensões [previdência privada, nota da tradutora, rs].

    De maneira simultânea e coordenada com o trabalho passo a passo em seu próprio estilo de vida (e não se torture por não ser um/a santo/a – apenas continue trabalhando nisso e se divirta com o processo de limpar sua vida), dê, pelo menos, tanta atenção quanto aos outros modos em que você pode pressionar por um mundo melhor.

    Assegure que todos o/as político/as saibam que você espera políticas climáticas fortes e coerentes. Assegure que você espera que seu local de trabalho tenha uma resposta séria. Compre de companhias conscientes sobre emissão de carbono; faça-os saber que você está à procura de alternativas verdes e que você não é estúpido/a.

    Se você ouvir alguém negando ou a mudança climática ou a necessidade de ação pessoal, onde quer que você ouça, desafie. Faça isso com um sorriso no rosto se puder, mas não deixe passar. Apoie aqueles que tomam atitudes e se mobilizam.

    Os valores que deveríamos adotar

    Num nível mais profundo da questão de o que será necessário para promover a mudança de sistema que precisamos ver, aqui estão três valores que eu penso que a humanidade precisa adotar e a partir dos quais viver, o melhor que puder, como normas culturais globais, se subsistirmos.

    Primeiro, a igualdade inerente de todas as pessoas; segundo, o valor inerente de outras espécies por seu próprio direito, não apenas como servas da humanidade, e terceiro, o respeito pela verdade.

    Eles são simples mas incrivelmente desafiantes. Todos nós podemos ajudar insistindo neles com nossos políticos e líderes empresariais e ao adotá-los nós mesmos o melhor que pudermos.

    O tempo para ação?

    Finalmente, e não escrevo isso sem seriedade, certamente agora é o tempo para cada um de nós perguntar muito cuidadosamente se nós deveríamos tomar as ruas de algum modo. Depois de décadas falando sobre a necessidade de governos e empresas fazerem mais e vendo uma resposta lamentavelmente inadequada, agora é com certeza hora de insistir. Meu conselho seria encontrar um grupo que seja reflexivo e construtivo em sua abordagem e, claro, não-violento.

    Nós precisamos ver mudança integral do sistema. Nenhum/a de nós pode fazer isso sozinho/a, mas cada um/a de nós pode pressionar por ela através de uma gama de ações importantes. Problemas aparentemente intratáveis podem rapidamente se converter quando as condições se tornam apropriadas. Agora é um momento interessante.

    Nos movimentos “Green New Deal” (Novo Acordo Verde), “Extinction Rebellion” (Rebelião contra a extinção) e as greves de jovens estudantes, nós vemos sinais de fraturas se ampliando no ultrapassado regime carbono-intensivo em ambos os lados do Atlântico. Este é o começo do fim? Não podemos dizer com certeza mas quaisquer sejam as probabilidades, quanto mais forte cada um de nós pressionar, melhores as possibilidades. ” (Esta tradução não é definitiva e está sujeita a alterações futuras).
    @Todos os direitos liberados.

    VERSÃO ORIGINAL EM INGLÊS
    “Feel overwhelmed by climate change? Here are five things ordinary people can do
    It turns out that not only can humans get on top of the problem, but also that there is plenty all of us can do as individuals—far more than most of us imagine
    by Mike Berners-Lee / April 15, 2019 / Leave a comment

    [descrição da foto: mulher segura menina no ombro com cartaz que diz: “What future?”; vá ao site da revista para conferir a reportagem na íntegra, com fotos e diagramações que não são reproduzíveis aqui]

    It is plain to all of us that climate change is a global challenge, but each one of us can feel like just one speck in the huge mass of humanity. Is there really anything meaningful that any one of us can do to help? It’s a fair question.

    And even more so when we contemplate the harsh reality that so far climate change—to take just one example of our species’ enormous impact on our ever-more-fragile planet—has so far proved totally immune to any of the talks, resolutions, targets or actions of people, businesses or governments.

    To spell that out, the carbon emissions curve is still rising year on year exactly as it was doing before climate change ever hit the headlines. At the global level, there is still zero detectable evidence of human governance.

    So much for the bad news—now, for some evidence-based and well-founded hope. Firstly, our failure so far to have agency absolutely does not prove that having agency is not possible in the future.

    Secondly, the simple act of facing the stark realities that I’ve outlined is an essential and incredibly helpful step in the quest for an effective course of action. The knowledge that nothing so far has worked at all gives us key information about the nature of the challenge—and we can use this to guide our efforts.

    It turns out that not only can humans get on top of the problem, but also that there is plenty all of us can do as individuals—far more in fact than most of us imagine.

    Cutting the impact of our own lifestyles is still an important part of the equation. It demonstrates our commitment, it sets a culture and it brings authenticity to the other essential actions we take to exert influence in every part of our lives.

    Understanding the challenge

    First, though, let’s analyse the problem a little further, because this will help us target our efforts. Why is it that the individual efforts of people, businesses and nations have proved not just insufficient, but have actually added up to zero?

    It boils down to the balloon squeezing effect—otherwise known as “rebounds.” At the moment, the way things are working is that if we cut the carbon in one place, the emissions are simply migrating to someone or somewhere else. When one country’s emissions go down, another’s goes up.

    When a person has avoided a flight, the airline has sold the seat to someone else. Someone buys a smaller car, but the marketing effort has simply shifted to a different customer group.

    Somehow, we must intervene to interrupt the global dynamics of rising emissions. We need whole system change. We need an arrangement to leave the world’s fossil fuel in the ground. And for that to be possible, we need political will. And for that to be possible, we need cultural shift and widespread insistence. And that is where all of us come in.

    So the question we all need to be asking is, “Given who I am, what can I do to help create the conditions under which the world can agree to leave the fossil fuel in the ground?”

    Here are the answers as I see them.

    Five things to change

    For most people their carbon footprint falls into about five core areas:

    1. Food: Reduce meat and dairy, especially beef and lamb, cut waste and avoid air freight
    2. Household energy: Cut the electricity and gas consumption. Fit solar panels if you can. Enough said.
    3. Travel: Fly less and cut car emissions by driving less and in an efficient, ideally electric car.
    4. Stuff: Buy less, keep it working for longer, and pass it on when you are done with it.
    5. Money: Keep investments fossil free, not least pensions.
    In tandem with working bit by bit on your own lifestyle (and don’t beat yourself up for not being a saint—just keep working on it and enjoy the process of cleaning your life), pay at least as much attention to the other ways in which you can push for a better world.

    Make sure all politicians know you expect coherent and strong climate policies. Make sure you expect your workplace to make a serious response. Buy from carbon conscious companies; let them know you are on the lookout for greenwash and that you are not stupid.

    If you hear someone denying either climate change or the requirement for personal action, wherever you hear it, challenge it. Do so with a smile on your face if you can, but don’t let it go. Support those who take action.

    The values we should adopt

    Going one level deeper into the question of what it will take to bring about the system change that we need to see, here are three values that I think humanity needs to adopt and live by as best it can as global cultural norms if we are going to get by.

    Firstly, the inherently equal value of all people; secondly, the inherent value of other species for their own sake, not just as servants of humanity, and thirdly respect for truth.

    These are simple but incredibly challenging. All of us can help by insisting on them from our politicians and business leaders and by adopting them ourselves as best we can.

    The time for action?

    Finally, and I don’t write this lightly, surely now it is time for each of us to ask very carefully whether we should take to the streets in some way. After decades of talking about the need for governments and businesses to do more and seeing a pitifully inadequate response, now it is surely time to insist. My advice would be to find a group that is thoughtful and constructive in its approach and, of course, non-violent.

    We need to see whole-system change. None of us can do this alone, but each one of us can push hard for it through a huge range of important actions. Seemingly intractable problems can flip quickly when the conditions become right. Now is an interesting moment.

    In the Green New Deal, Extinction Rebellion and the school pupil strikes, we see signs of cracks widening in the outdated high-carbon regime on both sides of the Atlantic. Is this the beginning of the end? We can’t tell for sure, but whatever the odds, the harder each of us pushes, the better the chances.”

    Se você chegou até aqui, merece dois vídeos com o autor do artigo (tem opção de legenda em português)

    Mike Berners-Lee – Interview (postado em 27/01/2015) – canal Earth101
    https://www.youtube.com/watch?v=p3O24IlAF70

    “There Is No Planet B” – Mike Berners Lee – (postado em 03/03/2019) – canal Oxford Climate Society
    https://www.youtube.com/watch?v=bLa3CnM7sSg

    Sampa/SP, 17/04/2019 – 22:18

  20. Desculpe mas acho que faltou mencionar na gênese da 2a. peça a contribuição de Barbosão, promotor travestido de juiz e assíduo leitor e astro da revista Veja, Rosa “Moro” Weber, cuja “literatura” lhe permitiu condenar Dirceu (provavelmente literatura da mesma revista de Barbosa) e outros ministros não menos achacados pelo poder midiático do capital privado, as firmas Globo e a falecida Abril. Fora a OESP, Folha etc…

    Aliás o STF tornou-se, naquele momento, apenas mais um programa da firma Globo, com direito a menções às “caravanas” de macacos de auditóri… ops! estudantes de Direito, nas palavras do então presidente Ayres Brito, e um promotor cuja figura, ainda por cima, remetia ao Jô “baixinho, gordinho e de barba” Soares, o Roberto Gurgel.

    Só não sentiu o cheiro do golpe se aproximando quem não quis…

  21. Nassif, devemos considerar as grandes empreiteiras – e seus tentáculos ( Congress o incluso)- citando apenas um grupo, como parte deste crime organizado?

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