Até que ponto as milícias evangélicas servirão a Burguesia?, por Rogério Maestri

Enquanto o empoderamento dos neopentecostais é parcial e mantido por pastores vinculados à burguesia católica, há um controle desses pastores sobre o seu “rebanho”

Até que ponto as milícias evangélicas servirão a Burguesia?

por Rogério Maestri

O Brasil está fazendo uma experiência sociológica inédita na história do Fascismo, a criação de verdadeiras milícias evangélicas que servem de suporte ideológico as elites econômicas brasileiras sem receber nada em troca disso, ou seja, o serviço de apoio político a grande burguesia nacional está sendo feito sem a mínima reciprocidade aos evangélicos pentecostais e mesmo até contra esses, algo que num futuro próximo poderá ter conflitos sérios entre esses dois grupos totalmente antagônicos, os evangélicos das classes menos desfavorecidas e a grande burguesia que é um verdadeiro oposto as suas milícias gratuitas.

Para entender melhor onde o fascismo entra nisso recorrerei ao fascismo italiano, devido ao seu ineditismo na época e a sua sobrevivência relativamente longa.

Um dos motivos da sobrevida do fascismo italiano, que a maior parte da inteligência de esquerda e de direita faz questão de esconder por razões estratégicas, deveu-se uma parte significativa ao apoio da igreja católica ao regime. A resiliência do fascismo italiano mesmo com a pauperização da classe operária, se deveu tanto pelo carisma de Mussolini, pelas suas mentiras e ardis como pela a forte repressão do operariado, esquecem esses autores pela ação de apoio ideológico tanto dos Papas Pio XI como Pio XII como pela cúria romana. Para quem desejar ter uma ideia de quão ativo foi esse apoio, sugiro que leiam o livro do historiador norte-americano David I. Kertzer, “O PAPA E MUSSOLINI, A conexão secreta entre Pio XI e a ascensão do fascismo na Europa” que foi escrito depois que os arquivos do Vaticano de Pio XI foram abertos ao público. Quanto ao papa Pio XII ainda a sua imagem foi pior, tanto que é denominado por seus detratores como o “Papa Nazista”.

Muitos podem dizer que tanto o vaticano como outras religiões não poderiam fazer nada, entretanto o conservador e anticomunista Cardeal Clemens August von Galen, ainda em 1941, no meio da guerra fez fortes discursos contra a eutanásia de pessoas com problemas mentais e contra a poderosa Gestapo, ele foi preso mas Hitler e seus asseclas tiveram medo da revolta dos católicos se ele fosse morto, logo sobreviveu até o fim da guerra.

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O poder da Igreja católica na Itália era muito superior do que na Alemanha, mesmo assim a ação dessa foi mais de apoio ao fascismo do que repúdio. Porém todo esse apoio foi negociado entre os Papas Pio XI e XII e Mussolini, e mesmo terminada a guerra inúmeros criminosos de guerra nazistas que conseguiram fugir para a América do Sul obtiveram apoio de membros do clero.

Outro caso notável foi a sobrevivência do fascismo ibérico ao fim da segunda grande guerra, principalmente pelo apoio da igreja católica que utilizavam crendices populares como dos pastorzinhos de Fátima que foram amplamente utilizados como propaganda anticomunista. Na Espanha o uso da igreja foi intenso e a ignorância de seu povo para dominar a região. Para a formação de quadros superiores utilizam instituições como a “opus dei” principalmente para substituírem a ideologia Franquista.

O que vemos que provavelmente o fator religioso não foi o mais importante nem o único para manter os regimes fascistas, entretanto ignorá-lo é simplesmente perigoso.

Voltando no caso brasileiro, o que temos é uma clivagem religiosa associada a social no apoio do atual protofascismo brasileiro, temos um apoio das classes sociais mais baixas e mais numerosas que são preponderantemente neopentecostais, enquanto não só a burguesia brasileira, mas também as classes intermediárias que são preponderantemente católicas ou mesmo agnósticas.

Enquanto o empoderamento dos neopentecostais é parcial e mantido por pastores vinculados à burguesia católica, há um controle desses pastores sobre o seu “rebanho”, entretanto o que caracteriza o protestantismo não é o controle de uma rígida estrutura eclesiástica como no catolicismo e uma permanente releitura de seus livros santos que para evangélicos de primeira geração são dirigidas as leituras pelos pastores midiatizados e com bizarrices teológicas que não se sustentam nos mesmos livros santos, logo pode se prever que a medida que surgirá uma nova geração de evangélicos esses poderão tomar a si a interpretação desses livros.

A luta entre a TV Globo e a rede Record é a ponta do iceberg, tanto uma como outra apoiam o atual governo executivo federal, entretanto a estética de uma é mais baseada em pautas identitárias enquanto a outra se transveste de uma rede evangélica, apresar de ser dominada por uma religiosidade baseada na Teologia da Prosperidade, que serve ao programa neoliberal do governo. Entretanto por baixo da convivência eventualmente pacífica nos meios religiosos a estética é totalmente diferente entre as denominações neopentecostais não adeptas da teologia da prosperidade e da religiosidade frouxa aceita pela religião católica.

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Se a luta fosse resumida as redes de TV o embate morno entre as duas estéticas das redes principais não seria importante, entretanto considerando a quantidade de rádios que existem no Brasil de denominações religiosas o problema é bem maior.

Insisto aqui na palavra estética, pois na verdade a estética em senso amplo dos fiéis das denominações neopentecostais, que não das adeptas da teologia da prosperidade, em relação a estética dos católicos que ainda são dominantes nos meios sociais mais abastados são completamente diferentes e incompatíveis, porém enquanto os católicos dominantes ainda são maioria não haverá problemas devido a tolerância religiosa maior, entretanto quanto maior for o empoderamento dos evangélicos, a intolerância será bem maior e os conflitos surgirão.

Até aqui não falei nada das contradições entre as igrejas neopentecostais tradicionais com os ritos pentecostais adeptos da Teologia da Prosperidade, há um aspecto teológico que poderá criar uma ruptura ainda mais grave entre os adeptos dessa teologia e os evangélicos que excluem essa. Mas a origem dessa ruptura não está nos princípios religiosos ou nos livros santos, está mais ao que Marx no seu texto “A questão judaica” expressa no fim dessa obra, no capítulo denominado “Capacidade aos atuais Judeus e Cristãos de ser Livres” onde ele contrapondo ao filósofo Hegeliano Bruno Bauer, que procura descrever o problema judaico como algo mais Teológico do que prático. Bauer diz no seu trabalho que o judeu para se tornar um homem livre deveria: “O cristão só necessita remontar-se a uma fase, à sua religião, para superar a religião em geral”, isto é, para chegar a ser livre; “o judeu, pelo contrário, tem que romper não só com a sua essência judaica, mas também com o acabamento de sua religião, com um desenvolvimento que lhe permanece estranho”, reduzindo a capacidade do homem se tornar livre de um impasse entre o homem com sua fé versus o cidadão pleno, como um problema puramente teológico, enquanto magistralmente no fim desse capítulo Marx prescreve: “O egoísmo cristão da bem-aventurança se transforma, necessariamente, em sua prática acabada, no egoísmo concreto do judeu, a necessidade celestial na terrena, o subjetivismo na utilidade própria. Não explicamos a tenacidade do judeu a partir da religião, mas do fundamento humano de sua religião, da necessidade prática, do egoísmo.

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Em última instância para que um cristão possa desenvolver dentro do sistema capitalista ele tem que necessariamente abandonar a sua fé, partindo para uma interpretação bíblica baseada no velho testamento, ou seja através do que se chama atualmente “a judaização da igreja”.

Essa última parte explica por que igrejas neopentecostais começam a assumir toda a estética judaica, celebrando eventos, adotando ritos e símbolos e até construindo templos em que ele imaginam serem semelhantes ao templo de Salomão. Uma foto de Bispo Macedo promulgando seus ritos mais se assemelha o que se acha que é um rabino numa sinagoga do que um cristão em seu templo.

Essa judaização da igreja não é um acaso nem uma imposição teológica é simplesmente uma necessidade do discurso teológico da Teoria da Prosperidade.

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6 comentários

  1. AO AUTOR, A BURGUESIA EVANGÉLICA E NÃO CATÓLICA.
    O FANATISMO, E ALIADOS A IGNORÂNCIA, PRODUZIRAM TANTAS IGREJAS, ALICIADORAS, MOSTRANDO A REDENÇÃO NA FÉ, ENCHENDO OS BOLSOS DE APROVEITADORES.

  2. Dizem que a monarquia começou quando o primeiro esperto encontrou o primeiro otario……acho que a logica vale para tudo……não fosse isso, duvido que os bancos fariam tantas propagandas altruitas……

  3. Corrigi o texto, modifiquei algumas coisas e agreguei um final.

    Até os evangélicos serão úteis a elite econômica brasileira?

    O Brasil está fazendo uma experiência sociológica inédita na história do Fascismo, a criação de verdadeiras milícias evangélicas que servem de suporte ideológico as elites econômicas brasileiras sem receber nada em troca disso, ou seja, o serviço de apoio político a grande burguesia nacional está sendo feito sem a mínima reciprocidade aos evangélicos pentecostais e mesmo até contra esses, algo que num futuro próximo poderá ter conflitos sérios entre esses dois grupos totalmente antagônicos, os evangélicos das classes menos desfavorecidas e a grande burguesia que é um verdadeiro oposto as suas milícias gratuitas.
    Para entender melhor onde o fascismo entra nisso recorrerei ao fascismo italiano, devido ao seu ineditismo na época e a sua sobrevivência relativamente longa.

    Um dos motivos da sobrevida do fascismo italiano, que a maior parte da inteligência de esquerda e de direita faz questão de esconder por razões estratégicas, deveu-se uma parte significativa ao apoio da igreja católica ao regime. A resiliência do fascismo italiano mesmo com a pauperização da classe operária, se deveu tanto pelo carisma de Mussolini, pelas suas mentiras e ardis como pela a forte repressão do operariado, esquecem esses autores pela ação de apoio ideológico tanto dos Papas Pio XI como Pio XII como pela cúria romana. Para quem desejar ter uma ideia de quão ativo foi esse apoio, sugiro que leiam o livro do historiador norte-americano David I. Kertzer, “O PAPA E MUSSOLINI, A conexão secreta entre Pio XI e a ascensão do fascismo na Europa” que foi escrito depois que os arquivos do Vaticano de Pio XI foram abertos ao público. Quanto ao papa Pio XII ainda a sua imagem foi pior, tanto que é denominado por seus detratores como o “Papa Nazista”.

    Muitos podem dizer que tanto o vaticano como outras religiões não poderiam fazer nada, entretanto o conservador e anticomunista Cardeal Clemens August von Galen, ainda em 1941, no meio da guerra fez fortes discursos contra a eutanásia de pessoas com problemas mentais e contra a poderosa Gestapo, ele foi preso mas Hitler e seus asseclas tiveram medo da revolta dos católicos se ele fosse morto, logo sobreviveu até o fim da guerra.

    O poder da Igreja católica na Itália era muito superior do que na Alemanha, mesmo assim a ação dessa foi mais de apoio ao fascismo do que repúdio. Porém todo esse apoio foi negociado entre os Papas Pio XI e XII e Mussolini, e mesmo terminada a guerra inúmeros criminosos de guerra nazistas que conseguiram fugir para a América do Sul obtiveram apoio de membros do clero.

    Outro caso notável foi a sobrevivência do fascismo ibérico ao fim da segunda grande guerra, principalmente pelo apoio da igreja católica que utilizavam crendices populares como dos pastorzinhos de Fátima que foram amplamente utilizados como propaganda anticomunista. Na Espanha o uso da igreja foi intenso e a ignorância de seu povo para dominar a região. Para a formação de quadros superiores utilizam instituições como a “opus dei” principalmente para substituírem a ideologia Franquista.

    O que vemos que provavelmente o fator religioso não foi o mais importante nem o único para manter os regimes fascistas, entretanto ignorá-lo é simplesmente perigoso.

    Voltando no caso brasileiro, o que temos é uma clivagem religiosa associada a social no apoio do atual protofascismo brasileiro, temos um apoio das classes sociais mais baixas e mais numerosas que são preponderantemente neopentecostais, enquanto não só a burguesia brasileira, mas também as classes intermediárias que são preponderantemente católicas ou mesmo agnósticas.

    Enquanto o empoderamento dos neopentecostais é parcial e mantido por pastores vinculados à burguesia católica, há um controle desses pastores sobre o seu “rebanho”, entretanto o que caracteriza o protestantismo não é o controle de uma rígida estrutura eclesiástica como no catolicismo e uma permanente releitura de seus livros santos que para evangélicos de primeira geração são dirigidas as leituras pelos pastores midiatizados e com bizarrices teológicas que não se sustentam nos mesmos livros santos, logo pode se prever que a medida que surgirá uma nova geração de evangélicos esses poderão tomar a si a interpretação desses livros.

    A luta entre a TV Globo e a rede Record é a ponta do iceberg, tanto uma como outra apoiam o atual governo executivo federal, entretanto a estética de uma é mais baseada em pautas identitárias enquanto a outra se transveste de uma rede evangélica, apresar de ser dominada por uma religiosidade baseada na Teologia da Prosperidade, que serve ao programa neoliberal do governo. Entretanto por baixo da convivência eventualmente pacífica nos meios religiosos a estética é totalmente diferente entre as denominações neopentecostais não adeptas da teologia da prosperidade e da religiosidade frouxa aceita pela religião católica.

    Se a luta fosse resumida as redes de TV o embate morno entre as duas estéticas das redes principais não seria importante, entretanto considerando a quantidade de rádios que existem no Brasil de denominações religiosas o problema é bem maior.
    Insisto aqui na palavra estética, pois na verdade a estética em senso amplo dos fiéis das denominações neopentecostais, que não das adeptas da teologia da prosperidade, em relação a estética dos católicos que ainda são dominantes nos meios sociais mais abastados são completamente diferentes e incompatíveis, porém enquanto os católicos dominantes ainda são maioria não haverá problemas devido a tolerância religiosa maior, entretanto quanto maior for o empoderamento dos evangélicos, a intolerância será bem maior e os conflitos surgirão.

    Até aqui não falei nada das contradições entre as igrejas neopentecostais tradicionais com os ritos pentecostais adeptos da Teologia da Prosperidade, há um aspecto teológico que poderá criar uma ruptura ainda mais grave entre os adeptos dessa teologia e os evangélicos que excluem essa. Mas a origem dessa ruptura não está nos princípios religiosos ou nos livros santos, está mais ao que Marx no seu texto “A questão judaica” expressa no fim dessa obra, no capítulo denominado “Capacidade aos atuais Judeus e Cristãos de ser Livres” onde ele contrapondo ao filósofo Hegeliano Bruno Bauer, que procura descrever o problema judaico como algo mais Teológico do que prático. Bauer diz no seu trabalho que o judeu para se tornar um homem livre deveria: “O cristão só necessita remontar-se a uma fase, à sua religião, para superar a religião em geral”, isto é, para chegar a ser livre; “o judeu, pelo contrário, tem que romper não só com a sua essência judaica, mas também com o acabamento de sua religião, com um desenvolvimento que lhe permanece estranho”, reduzindo a capacidade do homem se tornar livre de um impasse entre o homem com sua fé versus o cidadão pleno, como um problema puramente teológico, enquanto magistralmente no fim desse capítulo Marx prescreve: “O egoísmo cristão da bem-aventurança se transforma, necessariamente, em sua prática acabada, no egoísmo concreto do judeu, a necessidade celestial na terrena, o subjetivismo na utilidade própria. Não explicamos a tenacidade do judeu a partir da religião, mas do fundamento humano de sua religião, da necessidade prática, do egoísmo.”

    Em última instância para que um cristão possa desenvolver dentro do sistema capitalista ele tem que necessariamente abandonar a sua fé, partindo para uma interpretação bíblica baseada no velho testamento, ou seja através do que se chama atualmente “a judaização da igreja”.
    Essa última parte explica por que igrejas neopentecostais começam a assumir toda a estética judaica, celebrando eventos, adotandos ritos e símbolos e até construindo templos em que ele imaginam serem semelhantes ao templo de Salomão. Uma foto de Bispo Macedo promulgando seus ritos mais se assemelha o que se acha que é um rabino numa sinagoga do que um cristão em seu templo.

    Essa judaização da igreja não é um acaso nem uma imposição teológica é simplesmente uma necessidade do discurso teológico da Teoria da Prosperidade e a cada passo que ela segue mais é um judaísmo reformado do que cristianismo.

  4. Olá Professor!
    Li com atenção seu artigo e é difícil responder a sua questão. Tudo indica que os evangélicos não históricos, mas derivados em especial do séc. XIX tendem a acelerar os choques sociais e religiosos e se hoje estão abraçados a Trump, Netanyahu e Bolsonaro podem sim morrer abraçados todos juntos. O catolicismo reagiu de modo oposto à modernização industrial e dessacralização do mundo desde o séc. XIX, vide fortalecimento do fenômemo das aparições marianas. Lembrando título de Umberto Eco sobre outro tema, o da comunicação de massa, o cristianismo ocidental se dividiu entre apocalipticos e integrados.
    Quem estava ainda militando logo após a desintegração da URSS deve ter se perguntado até que ponto a Igreja Católica Apostólica Romana serviria ao Imperialismo visto que seu papel na Polônia foi central, embora não fosse o único, na crise de todo aquele sistema. Se você não ficou suspreso, eu ainda fico a pensar nas razões para o posterior apoio do mesmo Vaticano com o mesmo papado ao isoladíssimo regime socialista de Fidel Castro. Após a visita deste à ilha, onde milhões assistiram a missas e ouviram seus discursos, os cubanos foram abençoados 1 ano depois com a eleição de Hugo Chavez na Venezuela. Milagre?
    Por essas coisas, não sei o que pode ocorrer nessa relação Estado Religião, que desde a Antiguidade (Palácio-Templo) surpreende os analistas. Em suma, o velho Marx acho que previu que o capitalismo constroi sua própria religião ou se apropria das existentes, mas em minha opinião, Deus é bom e ri dos que creem que pode ser controlado por alguém.
    O brasileiro pobre e trabalhador está trocando de igreja, mas não quer trocar sua fé em Deus. A esquerda caiu no identitarismo liberal sem antes ter resolvido a questão democrática básica da propriedade e abandonou as periferias (vide E. Solano aqui no GGN) preferindo as instituições do Estado, seu carpete e ar condicionado. Os pastores jamais vão abandonar seu rebanho(no bom sentido). Pouco antes da Revolução de 1789 enquanto a nobreza corria para a corte abandonando os camponeses foram os padres que permaneceram(Tocquevile, A. in “Como, apesar dos progressos da civilização, a condição do camponês francês era às vezes pior no século dezoito do que o fora no século treze”);

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