21 de maio de 2026

Atrás da porta, por Edivaldo Dias de Oliveira

Não é de hoje que tenho pensado em escrever um texto com esse título, e agora, com o caso Marta vice do Boulos, acho que passa da hora
Divulgação

Atrás da porta.

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…Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua…

Chico Buarque/Francis Hime

por Edivaldo Dias de Oliveira

Não é de hoje que tenho pensado em escrever um texto com esse título, inspiração e temática. Desde que começou as primeiras defecções no PT, portanto faz é tempo. Agora com o caso Marta vice do Boulos, acho que passa da hora e pode tá mais podre que maduro, mas antes tarde que muito mais tarde.

Para mim, desde sempre, essas saídas de dirigentes e quadros sempre estiveram muito mais ligadas a inflamação de egos, egolatria, egologia, do que propriamente a questões de programas, projetos e ideologia.

Questões de táticas e estratégias parecem ter passado longe, principalmente em se tratando de desligamentos individuais de quadros importantes do partido.

O que norteou tais decisões na maioria dos casos, foi o fato de serem preteridxs para esse ou aquele cargo eletivo ou de direção governamental, secretarias, ministérios etc., em função de outro quadro.

No entanto, como dizer isso assim, na lata? É feio!

Não se é mais criança que tem a candura de dizer que tá de mal da outra porque essa não lhe deu aquele brinquedo maior de grande. É preciso encontrar uma justificativa compatível com a nossa “maturidade” e é aí que entra a detonação do partido, que vai da capitulação dos princípios fundadores a prática da corrupção e o que mais lhe vier a cachola para se vingar a qualquer preço, sendo que tudo isso só é percebido agora em que o barco está sendo abandonado.

Não é de se estranhar também, o bom acolhimento da mídia corporativa a tais denúncias, por parte desses profundos conhecedores das entranhas do partido. Se é para detonar o PT, todas as portas lhes são abertas, até que as chamas se apaguem naturalmente por enfaro e esses personagens voltem ao ostracismo.

O diabo é que em relação ao PT, quem dele sai, esquece de tirar o PT de si e por isso a reação conhecida e os versos do chico, que lhes caem como uma luva.

Hoje, o que a direção gostaria que fosse entendida, penso, é que uma  importante batalha foi vencida em 2022, mas a guerra ainda não, o inimigo continua à espreita e 2024 é apenas a construção e reforço das trincheiras de uma grande batalha a ser travada em 2026. Nesse mapa da guerra de 2026, a cidade de São Paulo ocupa posição estratégica para a vitória daqui a 2 anos e ela está em mãos inimigas.

Se a condição para conquistar essa cidade for a construção de frente amplíssima, vale a aposta. Sabemos que uma frente ampla é como curva de rio, ali se encontra de tudo, principalmente quintas colunas disfarçadas de oportunistas e isso se aplica principalmente a Bancada BBB, em que a da bíblia ficaria melhor definida como a Bancada dos Vendilhões, que vendem a paz do senhor a quem lhes paga mais.                

Por isso a importância ainda maior de manter um olho no peixe e outro no gato, mas sem relegar a importância das alianças.

Vem Marta, vamos à luta.  

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Fernando Antonio

    18 de janeiro de 2024 9:50 am

    Por falar em tática e estratégia, Suplicy, no auge da crise que levou à derrubada de Dilma poderia ter se candidatado a Dep Fed. mas, quis o senado. Não deu um anel para salvar o dedo e acabou perdendo a mão.

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