Bolsonaro fala em “direito de ausência” para não depor na PF

Advogado da AGU entregou documento diretamente à delegada Denisse Ribeiro, responsável pelo caso de vazamento de dados sigilosos

Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro justificou seu não comparecimento a depoimento à Polícia Federal na última sexta-feira (28/01) ao chamado “direito de ausência”.

A carta assinada pelo presidente também cita duas ações julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018, onde consta que a condução coercitiva é inconstitucional e fere o direito ao silêncio e de não produção de provas contra si pelo investigado.

O documento foi entregue diretamente à delegada responsável pelo caso, Denisse Ribeiro, pelo advogado-geral da União (AGU) Bruno Bianco.

Bolsonaro ignorou a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e não foi à Polícia Federal depor dentro do caso de supostos vazamentos de documentos relacionados a ataque hacker no Supremo Tribunal Federal (STF) em live realizada pelo presidente

Como destaca reportagem do jornal Correio Braziliense, o presidente Bolsonaro usou como fundamento uma ação que o PT moveu depois que o então juiz Sergio Moro determinou a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os processos do sítio em Atibaia e do triplex no Guarujá.

Leia Também

Bolsonaro chama Putin de “conservador” ao justificar viagem à Rússia

Bolsonaro é apontado como maior agressor de jornalistas do Brasil pelo segundo ano consecutivo

Nassif: Moro foi garantia de consultoria para negócios com empreiteiras

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador