PGR arquiva delação que acusava propina ao procurador Paludo

Procurador de Curitiba foi acusado por doleiro de receber parte de uma propina mensal de 50 mil dólares para protegê-lo de investigações do MPF

Jornal GGN – A Procuradoria-Geral da República arquivou uma delação do doleiro Dario Messer que acusava pagamento de propina de 50 mil dólares para ser protegido de investigações do Ministério Público Federal e Polícia Federal. Parte do dinheiro, segundo o relato do doleiro e mensagens apreendidas pela polícia, seria destinado ao procurador da Lava Jato em Curitiba, Januário Paludo, que nega as acusações.

O GGN já havia antecipado que Messer delatou Paludo e propina a membros da família Marinho. Mas no acordo final, retirou as acusações.

Segundo Messer, entre 2003 a 2013, por meio de intermediários, o doleiro teria pago propina a título de “taxa de proteção” a Paludo, um dos mais experientes procuradores da Lava Jato paranaense.

Em julho de 2019, quando Messer foi preso, as autoridades captaram uma troca de mensagem entre ele e sua namorada, Myra Athayde, que dizia: “Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês.” Os “meninos”, segundo a Polícia Federal, seriam os operadores Tony (Claudio Fernando Barbosa de Souza) e Juca Vinicius Claret Vieira Barreto, também delatores da Lava Jato – mas no Rio de Janeiro.

Ainda segundo Messer, quem recomendou os pagamentos foi seu advogado da época, Antonio Figueiredo Basto, e seu ex-sócio Enrico Machado.

A Folha de S. Paulo recordou nesta quinta (27) que Messer não foi o primeiro doleiro a delatar a “taxa de proteção”. “Em delações premiadas fechadas em 2018, Juca e Tony já tinham revelado terem pago US$ 50 mil por mês a Figueiredo Basto por proteção da polícia e do MPF.”

ARQUIVAMENTOS

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A PGR de Augusto Aras também arquivou em junho uma investigação do órgão sobre as mensagens interceptadas pela PF que citam Paludo. A delação de Messer é posterior a essa comunicação. Procurada, a PGR não quis se manifestar sobre os arquivamentos alegando que a delação está sob sigilo.

Já Paludo negou qualquer tipo de corrupção. Para ele, os “supostos fatos foram avaliados por uma instância independente do Ministério Público, com controle do Poder Judiciário, e foram arquivados por se entender que não há mínimas provas do envolvimento do procurador em ilícitos”.

Exclusivo: Messer retirou Paludo e os Marinho da sua delação

 

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4 comentários

  1. Fica aqui o comentário daquele jornalista Rola Bosta que era anti-PT, agora é anti-Lava Jato e anti-Bolsonaro:
    “Se a delação de Dario Messer sobre propinas pagas a Paludo e dólares aos Marinho são falsas, porque as demais são verdadeiras?”

  2. Não se trata da suposta “falsidade” da delação. Trata-se da nova categoria de funcionário público, mais do que inimputável, como Dallagnol. Januário é ININVESTIGÁVEL. Afinal, se os filhos são tão”puros” o pai só pode ser “santo”. Canonizado a priori.

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