O BC e as expectativas

Hoje, no “Valor” (clique aqui), o economista Antonio Prado retoma um tema que levantei em julho de 2003, na coluna que cunhou a expressão “cabeça de planilha”. Minha coluna de 11 de julho de 2003:

Cabeça de planilha

(…) Na política econômica, é fundamental a boa sinalização para as expectativas dos agentes econômicos. Quando o BC aumenta ou reduz os juros, quanto mais rápida for a adesão do agente aos sinais da política monetária, mais eficaz será a política.

Aí vem o economista de planilha do BC -o sujeito que monta o “modelito”—, define um objetivo (a meta de inflação) e correlações entre ele e a taxa de juros básica da economia. (…) Definido o modelo, cada departamento econômico de instituição monta a sua planilha. E sua competência consiste em acertar os resultados da planilha do BC, para “adivinhar” os próximos passos dos juros. (…) Na gestão Armínio Fraga, o dono da planilha era Ilan. Ele saiu, mas a planilha ficou. (…) Mas quando o modelo é colocado em marcha, cria uma corrente de apoio que nada tem a ver com sua consistência. Não se trata de analisar se o nível dos juros e câmbio está correto para o equilíbrio da economia, mas se reflete a planilha do Ilan. Porque os analistas de mercado ganham dinheiro quando acertam o resultado da planilha do Ilan, e perdem quando erram.

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