12 de julho de 2026

Golpista que não é punido vira exemplo, diz Cármen Lúcia, isolando Fux

"Esse julgamento é um checkup da democracia", diz Dino. "Espero que seja remédio. A recidiva não é boa", responde a ministra

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou na tarde desta quinta (11) que golpista que não é punido pelo crime de tentativa de golpe de Estado acaba virando um “exemplo”, abrindo precedente perigoso para que outros golpes sejam tentados contra a Democracia.

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A fala da decana da 1ª Turma do STF isola ainda mais o ministro Luiz Fux, que ontem proferiu voto para absolver Jair Bolsonaro e outros membros do primeiro escalão de seu governo do crime de tentativa de golpe de Estado, ficando vencido no colegiado.

Cármen Lúcia, que votou pela condenação do ex-presidente, formando a maioria que sela o destino de Bolsonaro, afirmou: “Se quem atua no golpismo não é incriminado nem punido, isto vira um exemplo. Pode fazer, porque nada acontece. No máximo, você não chega ao poder, ou não mantém o poder”, disparou.

A ministra ainda fez uma analogia sobre a democracia ficar adoecida quando o Judiciário se abstém de processar um crime de tentativa de golpe de Estado por entender que a mera tentativa não configurou nenhum dano.

Para ela, qualquer ideia de anistia ou de absolvição para os golpistas equivale a “uma corrosão interna da democracia, como um “vírus” insidioso que se espalha dentro de um estado de direito. Essa doença política é caracterizada pela impunidade de atos golpistas, o que cria um precedente perigoso e incentiva a repetição desses comportamentos.”

O ministro Flávio Dino afirmou: “Esse julgamento, ministra Cármen, é um checkup da democracia, me apropriando da metáfora de Vossa Excelência.”

Cármen Lúcia rebateu: “E eu espero que seja este julgamento um remédio para que não volte com frequência. A recidiva não é boa.”

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Rui Ribeiro

    11 de setembro de 2025 7:10 pm

    “Eu achei que ele foi um bom presidente do Brasil. E é muito surpreendente que isso possa acontecer. Isso é muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil e ele é um bom homem”. – Trump

    Ora, se fizeram o que fizeram com Jesus Cristo, que não merecia, imagina o que fazem com um rato de esgoto desses, que devia estar preso desde quando afirmou que só não estuprava uma parlamentar porque ela era feia.

    O que me surpreende não é a condenação do meliante Bostonaro, mas a não condenação do rato Trump

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