A Polícia Federal atende a interesses brasileiros?, por Luiza

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Por Luiza1

Comentário ao post “Desmontando a história do papelão na carne e outros questionamentos

Vamos direto ao ponto: a tal acusação, e só agora, sobre as supostas irregularidades das carnes brasileiras e/ou o processamento delas, acho, não tem nada a ver com erro grave de interpretação da gravação divulgada pela PF, em que um funcionário da empresa conversa com o gerente de produção da BRF sobre o uso de papelão em embalagens. 

A questão toda é uma só: a nossa PF serve a interesses brasileiros? Desde quando? As denúncias são antigas, mas, depois do golpe de Estado/2016 no Br, parece mesmo não restar nenhuma dúvida de que ela age sob uma agenda com intervençoes calculadas e cirúrgicas. Ponto! Por que ? Basta se informar por gente séria e pensar um pouquinho. [abaixo, todos destaques em negrito são meus]

RECORAR É VIVER: Agencia Brasil, 26/05/2004 – 19h04: “Em março, a revista “Carta Capital” publicou entrevista com o ex-chefe do FBI no Brasil, Carlos Costa, na qual afirma que os órgãos de inteligência dos Estados Unidos repassavam dinheiro para contas pessoais de delegados que conduziam investigações de interesse dos americanos.”Quem paga é quem manda”, afirmou Costa na entrevista.  – http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2004-05-26/procurador-pede-abertura-de-cpi-para-investigar-depositos-em-contas-de-delegados-federais

Mas não precisa ser muito inteligente para chegar a essa conclusão porque as afirmações públicas/publicadas, há um saco de tempo, não deixam dúvidas quanto à isso. Aqui mesmo nesse GGN você encontra publicações interessantes sobre a nossa pf. Vou ficar só nesta publicação abaixo, que foi bem resumida no post, todas tendo como fonte reportagens exclusivas da Revista Carta Capital, de propriedade de um querido e idôneo jornalista chamado Mino Carta:

Leia também:  Rápidas linhas sobre as eleições municipais de 2020, por Gilberto Maringoni

 1) – Edição 185: As provas seriam exibidas quase dois anos depois, na edição de 17 de abril de 2002, cuja capa informava: “A Prova: como os EUA pagam contas da Polícia Federal”. http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-espionagem-americana-no-brasil-por-bob-fernandes

2) – Edição 287: Em 21 de abril daquele mesmo 2004, a última daquela série de reportagens: “Dois Delegados da PF Revelam a História da CIA no Brasil”. Ao longo de 10 páginas, os delegados José Roberto Pereira e Rômulo Berrêdo não apenas confirmam tudo o que havia sido publicado nos cinco anos anteriores. José Roberto, que dentro da PF enfrentara a CIA ainda em 1997, revela em detalhes a dimensão da ingerência dos EUA. E da submissão do Brasil.http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-espionagem-americana-no-brasil-por-bob-fernandes

3)  – Edição 283: Mais dois anos, 24 de Março de 2004. Em 17 páginas de entrevista, o homem que deixava a chefia do FBI no Brasil contou tudo. O escritório do FBI era oficial, nada clandestino. Mas as informações de Carlos Costa eram explosivas. Título na capa: “Os EUA grampearam o Alvorada“. […] referindo-se aos anos 90 e início dos anos 2000: “A Vossa Polícia Federal é nossa, trabalha para nós a anos (…) Foi comprada por alguns milhões de dólares”.Afirmou também que existiam programas para “influenciar” a imprensa, a mídia. E o que seria “influenciar”? Comprar, se necessário? Resposta: – Seja lá o que for necessário. Virar a opinião pública a nosso favor.” http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-espionagem-americana-no-brasil-por-bob-fernandes

E agora, a operação “carne fraca” da pf começa a render seus “frutos” [frutos para quem??]:

Leia também:  Sergio Moro aponta ligação de Carlos Bolsonaro com ‘gabinete do ódio’

1) –  http://www.brasil247.com/pt/247/economia/285901/Carne-bovina-dos-EUA-est%C3%A1-chegando-ao-Brasil-Coincid%C3%AAncia.htm ” O Brasil é o segundo maior exportador de carnes do mundo, perdendo apenas para o mercado norte-americano.A investigação da PF foi anunciada com estardalhaço na última sexta-feira 17 e, mesmo tendo apontado casos pontuais, exceção no rigoroso mercado de carnes do País, já causou um grande estrago nas exportações.”

2)  – http://www.ocafezinho.com/2017/03/19/consideracoes-e-estatisticas-sobre-operacao-carne-fraca/ “O problema da Operação Carne Fraca é o seguinte. A Polícia Federal esqueceu que a sua função é proteger o cidadão, as empresas nacionais e o governo. Proteger o cidadão (e seu emprego!) contra fraudes, as empresas nacionais contra fraudadores, e o governo contra corruptos. A PF, ao invés disso, inverteu seu papel: tornou-se uma espécie de agência adversária da sociedade. Sua meta tem sido agredir o cidadão, destruir empresas e derrubar governos. Se a PF identificou, há mais de dois anos, que havia problemas no mercado de carne, deveria ter alertado o governo, as empresas e os cidadãos, para que […]”

3) – http://www.brasil247.com/pt/247/economia/285921/Opera%C3%A7%C3%A3o-da-PF-j%C3%A1-custou-R$-8-bi-%C3%A0s-empresas-brasileiras.htm   – “Desde sexta-feira e até as 13h40 desta segunda-feira, as ações da JBS, BRF, Marfrig e Minerva já acumulam perda de R$ 7,72 bilhões em valor de mercado; embora Marfrig e Minerva não tenham sido citadas pela Polícia Federal, as ações das empresas também são prejudicadas em meio aos receios causados no setor e com uma série de países anunciando suspensão de importação da carne brasileira”

E, para ecerrar esse filme de terror, reproduzo as palavras de um tal de “tio rei”,  o “pitbull” ou, como ele prefere, o “Rottweiler Amoroso” [para os seus, óbvio]: “Querem saber? Entreguemos o Brasil aos porras-loucas do MPF, da PF e do Judiciário, e, em dez anos, seremos um Haiti de dimensões continentais.”

Pois eu vou mais longe que o tal: com a rapidez do desmonte do Brasil e do uso sistemático do tal controle remoto pelo povo, em pouco tempo, o país será nada mais do que um território dos euaa, das suas corporações empresariais, para exploração de recursos e mão-de-obra barata. 

obs: A Serpro está na fila de espera da agenda de escândalos. O desmonte é mesmo total. A Grécia é aqui, minha gente! Nenhum país sobrevive sob ataque diário e tâo profundo! Quem entende o papel da Serpro sabe do que eu estou falando..

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14 comentários

  1. A POLÍCIA POLÍTICA FEDERAL

    A POLÍCIA POLÍTICA FEDERAL SEQUESTROU EDUARDO GUIMARÃES A MANDO DO NAZISTA SÉRGIO MORO.DITADURA ARROMBA NOSSA PORTA E A REAÇÃO PRECISA SER ACIMA DO AGRAVO.

  2. Estou com mais medo da PF do

    Estou com mais medo da PF do que do PCC. Depois do que eles fizeram com o EduGui, creio que ninguém está a salvo. 

    A situação é bem mais grave do que a instituição ser feita de tucanos, coxinhas e midiotizados. São fascistas a soldo do império. Isso não é paranóia, está na nossa cara

  3. Para quando a Operação Prato Feito na PF?

    Ha muitos anos, provavelmente ja no governo FHC, sabe-se da ingerência do FBI e da Cia na PF e MPF e, porque então, nunca peitaram os americanos e mandaram se mancar do Brasil? E mais, delegado ou qualquer integrante da PF ou MPF que receber dinheiro estrangeiro, sera exonerado. Afinal, é a mesma coisa que receber dinheiro de um terceiro qualquer para se ocupar de um ou outro caso de interesse de quem paga. Os dirigentes brasileiros não se respeitam mesmo.

  4. Já notaram uma coisa, a onde está o protetor dos fortes e …..

    Já notaram uma coisa, a onde está o protetor dos fortes e opressores, o RONALDO CAIADO, ele não é representante do agronegócio?

  5. Força ao Edu Guimarães e a outros presos políticos !!

    Tempos atrás eu tinha indagado aos colegas do blog se o aparato repressor dos golpistas já não teriam instalado “centros de interrogatórios” iguais a tenebrosa “Casa da Morte”, tristemente famoso centro de torturas, mortes e esquartejamentos, sediadas em Petrópolis no RJ, administrada pelo CiEX/DOI-CODI (coronéis Freddie Perdigão e Cyro Ecthegoyen), nas décadas de 60/70 .

    Pois bem, chegou o momento dos parlamentares da oposição e juristas não comprometidos com a bandidagem golpista, investigarem as possíveis violações dos direitos humanos na execução das midiáticas “conduções coercitivas” conduzidas pela polícia política dos golpistas, bem como, investigarem as condições físicas dos prisioneiros políticos da gestapo tupiniquim . 

     

  6. Cogito…..

    Fico aqui matutando, como um delgado que não passou no psicotecnico(rsrsrsrssrsrsrsrsrsr ), chega a uma posição de destaque na lavajato em poco tempo e apesar de todas as bobagens que fez….e deixam ele aprontar toda esta lambança sem nome, e ninguem abre a boca…deve ter muitos amigos…….amigos “costas largas” sem duvida……..afinal a carne é fraca……talvez o post da Luiza responda a questão…talvez…não digo sim nem não…..cogito…

  7. Retrovisor não é semáforo

    Que os EUA, e todos os países com interesses e dinheiro que o permitam, espionam o mundo como forma de exercício de poder, se sabe por filmes infantis da sessão da Tarde – é parte de sua mentalidade de polícia do mundo e seus super-heróis. A questão é demonstrá-lo de modo factual e com narrativa coerente e verossímil. Isso tudo foi feito pelo independente, e infelizmente com espaço na imprensa muito inferior e desproporcional à sua qualidade, jornalista Bob Fernandes, na série de reportagens para a revista Carta Capital, em que se baseia a postagem da comentarista Luiza1.

    Li agora a reportagem “Como os Estados Unidos espionaram o Brasil”, da Terra Magazine, reproduzida neste GGN em 19/07/2013, “sugerida por pacoandrade”, de autoria do jornalista Bob Fernandes.

    A qualidade analítica e de repórter meticuloso fica patente, assim como, nas entrelinhas, algo que o Nassif e integrantes dos governos progressistas/petistas sempre mencionam: a reestruturação da PF ocorrida em seus governos, e que ingenuamente se esperava ser suficiente para mudar a cultura e mentalidade do órgão, o qual conforme a reportagem atesta com fatos, historicamente tem sido subserviente aos norte-americanos, também porque contou com seu financiamento para construção e estruturação de setores importantes: “O CDO, hoje COIE (neste 2013 [data da reportagem] abriga a DAT, Divisão Antiterrorismo) foi construído com dinheiro americano e isso está no meu relatório… todos se dizem “Adidos” e “Conselheiros”…”, frase atribuída ao delegado Rômulo Fish de Bêrredo Menezes, ex-corregedor da PF, que “num relatório radiografou a promiscuidade entre a PP (sic [talvez seja PF] e a CIA, desde 1988…”

    No trecho seguinte da reportagem, este delegado fala sobre o então diretor da PF, Paulo Lacerda, cuja demissão Nassif e comentaristas sempre apontam como um erro do governo Lula, o resultado, como derrota, da difícil missão de enfrentar a rede de interesses no órgão: “Paulo Lacerda, eu, pessoalmente, o tenho em altíssima consideração. Ele herdou isso, uma coisa que vem desde 1988, não é simples de resolver, mas eu sei que ele vai resolver da melhor forma…” E o jornalista Bob Fernandes conclui: “Na gestão de Paulo Lacerda, que tinha Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça, o orçamento da Polícia Federal multiplicou-se. Tempos de mais de 5 mil operações contra crimes do colarinho branco, de portas fechadas para operações ilegais de serviços estrangeiros, ao menos de operações ilegais em consórcio e com beneplácito da Polícia do Estado. (grifo meu)”. E dá como exemplo a situação de uma tentativa de resgate, em território nacional, da ex-prisioneira das Farc, Ingrid Betancourt, pelo Serviço Secreto da França, fracassada porque descoberta pelo governo brasileiro: “Também o “convite” para deixar o Brasil imediatamente foi reservado.”

    As peripécias da relação entre os órgãos de inteligência norte-americanos e a PF descritas na reportagem-resumo da série apresentam esse ponto de clivagem: governo do presidente Lula, que implantou uma diplomacia altaneira e requalificou o serviço público federal, com aumento significativo do quadro e investimento em estruturação material e de pessoal com planos de carreira atrativos para as carreiras de Estado estratégicas (por onde infelizmente adentraram os pejorativos “concurseiros” de que o tal delegado Grilo e muitos não vocacionados para a função pública que ora assolam o Estado são os indesejados representantes). O ministro da Justiça no exílio Eugênio Aragão já deu aulas magnas neste GGN e alhures sobre o efeito adverso, inimaginado, desse fortalecimento burocrático sobre pessoas despreparadas para a carreira pública “privatizada” pela indústria do concurso público, em que cita também as negociações para a Constituição de 1988 no período da redemocratização como uma das origens dos monstros institucionais responsáveis pelo consensual “Estado de Exceção” atual, especialmente o MPF.

    Em resumo: de 1988, quando foi promulgada a Constituição até a 2002, quando tomou posse o governo que ofereceu à PF a estrutura material, financeira e de controle institucional, cuja ausência anterior servia de justificativa para sua proximidade com as agências federais norte-americanas, os relatos da série de reportagens do Bob Fernandes servem como indicações seguras de que a PF pode, atualmente, em decorrência da luta interna que é descrita (os relatos e críticas foram feitos por funcionários “dissidentes” da ideologia “liga da justiça” que permeia o órgão – no site da PF é sintomático que a descrição de sua história dê destaque às organizações administrativas ocorridas durante a ditadura militar, em 1964 e 1967, e de 1988 o registro trata apenas da manutenção da nomenclatura… se houve alteração significativa em seu funcionamento, não consideram historicamente relevante para registrar, http://www.pf.gov.br/institucional/historico) ter retomado sua orientação pré 2002, o que Nassif e conhecedores do

    assunto dizem nunca ter sido de fato alterada no período 2002-2015; aliás, estes afirmam que a autonomia exagerada em relação ao governo nacional, pouco interferente, e a subserviência aos norte-americanos, como uma característica epigenética, seria uma das origens do Golpe de 2016.

    Enquanto a PF exigir dos outros, ao atropelo da lei, a transparência e respeito ao cidadão e à ordem legal que ela não tem praticado, dará margem ao crescente nível de suspeição e descrédito público a justificar clamores de que tenha sua autonomia eliminada.

    Pessoalmente, reafirmo que a revelação de Edward Snowden, até pela reação do governo norte-americano que o considera um traidor tamanha a importância do que foi divulgado, teve o mérito adicional de comprovar que a espionagem, sempre havida e sabida como ferramenta auxiliar na política internacional – o que é descrito na série de reportagens do Bob Fernandes – passa ao status de protagonista superpoderosa, pelo aumento na intensidade e centralidade de sua influência sobre um mundo globalizado a serviço dos interesses de grandes corporações e do capital financeiro, que substituem a Política, e o povo que ela deveria representar, na tomada de decisão sobre a vida do cidadão comum e dos países: nas eleições dos EUA e até o momento, as agências federais de inteligência e investigação são apontadas como atores políticos fundamentais, num dos vértices do esvaziamento da política tradicional, em uma disputa que culmina na acusação, gravíssima pelas leis locais, feita por Trump de que teria sido grampeado pelo antecessor, Obama, no edifício onde funciona seu império. Parece HQ, mas é vida real.

    Na revelação sobre a NSA foi divulgado que o Brasil e sua presidenta eleita pelo povo, Dilma Rousseff, eram intensamente vigiados, o que motivou inclusive o cancelamento de encontro dela com um constrangido Obama. Até hoje não nos demos conta da gravidade disso, e quando se fala em interferência norte-americana no Golpe de 2016, inacreditável é que muitos considerem improvável: em entrevista de Julian Assange ao site Nocaute, em janeiro de 2017, ele diz que o Brasil é o país latino-americano mais espionado pelos EUA, e por causa de sua economia, ao contrário do que se poderia imaginar, Venezuela e Cuba por rivalidade político-ideológica.

    Esse é parte do problema. Uma das muitas soluções precisa passar por uma reformulação institucional dos órgãos e poderes de Estado estratégicos e não sujeitos ao controle da sociedade civil (MP, PF, Judiciário), das empresas estatais e autarquias, à luz de uma Nova Constituinte que preserve os avanços de 1988 e inclua o que o país tem aprendido desde então, por exemplo, que nenhuma autonomia no serviço público pode ser absoluta nem um fim em si mesma, que autocracia é um vício perigoso, que democracia é mais que eleições periódicas e exige imprensa livre, independente, plural, transparente e regulamentada. Os governos Lula e Dilma não podem ser responsabilizados integralmente por não terem conseguido, em menos de 15 anos, reformar um Estado que ainda traz em seu DNA burocrático, promíscuo e antipopular os vícios do Império colonial e de uma história em permanente fratura e insurreição dos poderosos contra o estabelecimento de um Estado Nacional decente. No governo popular 3.0 é o momento de enfrentar tudo isso, a sociedade está madura pra aguentar a transformação sonhada pelos lutadores contra o regime militar de 1964, sabotados durante a redemocratização, pelos que se juntaram ao sonho em 2002 e foram sabotados, de novo, no Golpe em andamento. É agora ou quando?

    P.S. Apesar de não ser o mais correto tratar o que se refere aos EUA como norte-americano (que também seriam os canadenses e mexicanos), foi empregado para facilitar a comunicação porque é um termo mais utilizado que estadunidense.

    SP, 21/03/2017 – 14:42

     

     

    • Esclarecimentos

      1 – Quanto à acusação de Trump de espionagem durante as eleições por seu antecessor, Obama, esclareço que ainda não há informação oficial que a comprove ou desminta. Tem sido considerada por muitos como mais uma tática diversionista em forma de “fatos alternativos” daquele mandatário enquanto entope o governo de representantes diretos do capital financeiro e megacorporativo e ataca direitos civis. A estratégia de espalhar boatos, fazer intimidação velada ou escancarada, manipular a informação pra gerar seu oposto e explorar a credulidade e mobilização da opinião pública sobre assuntos delicados e potencialmente desestabilizadores é paisagem que reconhecemos porque seus ventos também chegam por essas plagas na forma de vazamentos seletivos, grampos ilegais, conduções coercitivas e até infiltração de militar espião em grupo de jovens manifestantes. Ah, e operações oficiais de órgãos midiáticos.

      De todo modo, a referência direta à acusação trumpista visava demonstrar que o poder das agências federais de investigação e inteligência e o uso massivo de espionagem se tornaram assunto tão relevante social e politicamente que está sendo utilizado como arma na disputa política interna do país, como foi a investigação pelo FBI, durante o período eleitoral, dos emails da ex candidata derrotada Hillary Clinton. Será que o feitiço virou contra o feiticeiro, e estão provando do próprio veneno?

      No que nos interessa, quem sabe olhar para o que acontece na metrópole pode ajudar a antecipar o que vai ser reproduzido aqui por leais agentes do mundo desenvolvido, à espera de seu green card.

      2 – Um dos trechos saiu sem o grifo mencionado: “Na gestão de Paulo Lacerda, que tinha Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça, o orçamento da Polícia Federal multiplicou-se. Tempos de mais de 5 mil operações contra crimes do colarinho branco, de portas fechadas para operações ilegais de serviços estrangeiros, ao menos de operações ilegais em consórcio e com beneplácito da Polícia do Estado. (grifo meu)”. 

      SP, 21/03/2017 – 17:59

       

       

       

  8. A estirpe dos leitores está comprovada

    Esse comentário da Luíza, elevado a post, mostra o alto nível de formação e informação os leitores do blog. O PIG e outras ORCRIMs institucionais que parasitam o aparato de Estado não conseguem cassar o pensamento crítico; é por isso que se colocam a perseguir, ameaçar, torturar psicològicamente (talvez até fìsicamente), seqüestrar judicialmente, prender os jornalistas independentes que fazem críticas e denúncias contra os crimes de Estado. 

    Fico sabendo agora que alguns leitores mais críticos, participativos e contundentes, como eu, estamos sendo bisbilhotados, monitorados pelas ORCRIMs institucionais, que desejam nos intimidar, ameaçar, calar, punir financeiramente ou até mesmo nos privar de liberdade. O Estadio fascista de Exceção dá lugar à ditadura aberta.

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