Para analista, a Alemanha planeja participar do BRICS

O analista financeiro Jim Willie categoricamente afirmou que a Alemanha está se preparando para abandonar o sistema unipolar apoiado pela NATO e os EUA e juntar-se às nações do BRICS, e por isso a NSA foi pego espionando Angela Merkel e outros líderes alemães.

Em entrevista à Greg Hunter, do blog USA Watchdog, Willie, um analista e PhD em estatística, afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda os Estados Unidos de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.

A entrevista de Jim Willie

O escritor de boletim financeiro, Jim Willie, diz que não importa quem derrubou o jato comercial da Malásia sobre a Ucrânia que haverá massivas consequências. 

Willie afirma: “Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo  à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição à sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos. Junte-se a nós nessas guerras e sanções, porque nós realmente queremos que você mantenha o regime do dólar. Eles vão dizer que estão cansados ​​do dólar. . . Estamos empurrando a Alemanha para fora do nosso círculo. Não se preocupem com a França, nem se preocupem com a Inglaterra, se preocupem com a Alemanha. A  Alemanha tem, no momento, 3.000 empresas fazendo negócios reais, e elas não vão se juntar ao período de sanções”.

Willie continua: “É um jogo de guerra e a Europa está enjoada dos jogos de guerra dos EUA. Defender o dólar é praticar guerra contra o mercado. Você está conosco ou está contra nós?”. Quanto a espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie diz: “Eu acho que estão à procura de detalhes no caso de suporte à Rússia sobre o ‘dumping’ ao dólar. Eu penso, também, que estão à procura de detalhes de um possível movimento secreto da Alemanha em relação ao dólar e juntar-se ao BRICS. Isto é exatamente o que eu penso que a Alemanha fará”.

Willie calcula que quando os países se afastarem do dólar dos EUA, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumentará e a economia piorará. Willie chama isso de ‘feedback loop’, e afirma, “Você fecha o ‘feedback loop’ com as perdas dos rendimentos causados pelos custos mais elevados que vêm da QE. Não é estímulante. É um resgate ilícito de Wall Street que degrada, deteriora e prejudica a economia num sistema vicioso retroalimentado… Você está vendo a  queda livre da economia e aceleração dos danos. A QE não aconteceu por acaso. Os estrangeiros não querem mais comprar os nossos títulos. Eles não querem comprar o título de um banco central que imprime o dinheiro para comprar o título de volta! A QE levanta a estrutura de custos e causa o encolhimento e desaparecimento dos lucros. A QE não é um estímulo.É a destruição do capital”.

Na chamada “recuperação” a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos, Willie diz: “Eu acredito que os EUAentrou em uma recessão que  não sairá até que o dólar tenha desaparecido. Se calcular-mos a inflação corretamente… veremos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Eu não penso que a situação melhore até que o dólar seja descartado”. “Portanto, estamos entrando na fase final do dólar”.

Para finalizar, Willie diz: “Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua realizando projetos no Ártico e no mar Negro (na Crimeia) com os russos e suas empresas de energia? Nós já temos empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções, e mesmo assim estamos processando os bancos franceses por fazerem a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle.

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77 comentários

  1. Qual será a sigla?

    A Alemanha está vindo para os BRICS. É um movimento lento, pois isso implica em trazer toda a Europa, praticamente, deixando só a Inglaterra. É o fim do dolar e da politica internacional suicida americana.

    Que nome terá os BRICS daí por diante, BRICSA, BARICS, BRAICS? Fato é que não dá mais para encerrar todos os países que querem entrar em uma sigla com suas iniciais. Vamos pensar num nome que possa abarcar essa nova concepção de fazer política. Não vale “Nova Política”. Nos taxariam de leninistas. 

    • brics

      Não sE pode acrescentar mais letra no acrônimo BRICS. Em minha monografia de pós graduação em Relações Internacionais, o assunto foi o BRICS. Cheguei a conclusão de que o nome deve ser GBRICS.  Mesmo porque o mundo não reconhecia o BRICS como grupo. Mas agora podemos, sim?

    • ABRICS, alemanha antes do

      ABRICS, alemanha antes do Brasil e  com isso, todos os nosso índices que só são regulares por ser apenas dentre esses vão para o nível mais baixo.

    • Desespero estadunidense

      Este é o motivo dos EUA estarem empenhadissimos na eleição do candidato reacionário de dirteita brasileiro. Que retomaria a humilhante política externa de Chanceler tirar o sapato para funcionários subalternos da alfandega estadunidense da época de FHC. Assim o Brasil, pais chave do Brics, estaria sob as rédeas deles.

      Ao mesmo tempo devemos nos empenhar ao máximo para evitar que o Brasil retorne a esse vergoso passado, pois tem uma chance única em seus 500 anos de história de tornar-se nação protagonista na economia mundial.

      • A atual administração

        A atual administração americana está de tal forma focada no Oriente Médio e Ucrania que nem sabe que tem eleição no Brasil. O setor do Departamento de Estado que cuida da America Latina, a Subsecretaria do Hemisferio Ocidental, Rebecca Jacobsen tem minimo conhecimentos sobre o Brasil, a nova Embaixadora está na mesma linha, a Subsecretaria não tem conhecimento, capacidade, delegação de poder para ter qualquer papel politico no Brasil nem se quisesse.

        O ultimo governo americano que tinha farois acesos sobre o Brasil e pessoal qualificado para ver a politica brasileira foi o Governo Bush em 2002, com Otto Reich como Subsecretario do Hemisferio Ocidental e William Perry como Conselheiro Politico do Departamento de Estado, profundo conhecedor do Brasil e com extensos contatos no mundo politico brasileiro, tinha acompanhado pessoalmente todas as eleições brasileiras desde Collor, o que possibilitou a notavel colaboração e confiança entre os dois governos, Bush e LUla no primeiro mandato do Presidente Lula.

        Hoje Casa Branca e Departamento de Estado não tem a menor ideia do que está acontecendo no mapa politico brasileiro portanto seu comentario está completamente fora da realidade.

    • Nome provável

      O mundo vem a muito apoiando uma política suicida , a todo país independente e soberano , mas como a escravização de países pobres foi deixando de acontecer por suas próprias criatividades e compartilhamentos das dificuldades , a parte rica do mundo se  viu afetada por suas próprias decisões de apoio ao que não tem sustentabilidade moral .Resultado acordar do pesadelo e tornar possível uma recuperação , via afastamento do problema .

      Um nome para o provável bloco formado por mais países , seria :

      BWSA —bloco sem surpresas articuladas .

    • Na linguagem dos conjuntos:

      Na linguagem dos conjuntos: {ONU} – {U,C,I,M}

      U: USA

      C: Canadá

      I:  Inglaterra – não mais Reino Unido,pois Escócia e Irlanda darão no pé…

      M: México – a fonte, vampirizada, de matérias primas e mão de obra barata dos demais…

    • alemanha no BRICS?

      O problema não é com a sigla final e sim se essa mulher que é perdão da palavra “puta” dos EUA – quer mesmo vir para fazer parte  do BRICS ou se para espionar o grupo para seu mestre e senhor Obama. A máquina alemã sempre foi fria e calculista. Essa mulher e outros líderes alemãos nunca pensaram duas vezes em fazer mau a outros países em seu próprio favor.

    • The Brics

      Não deveria mudar o nome pois o próprio nome é um contraponto à ordem mundial (brics – tijolos, construção, trabalho, lastro, etc)

      Logo, pegamos o D de Deutschland e formamos “The Brics” = DBrics

      Mas estou duvidando muito….

       

       

  2. Retorno ao padrão ouro com Alemanha e BRICs?

    Circulam na imprensa internacional algumas notícias sobre a aproximação da Alemanha a Rússia.

    Será mesmo que têm como objetivo reestabelecer o padrão PM sobre pedras e metais preciosos anterior a Bretton Woods?

    Que retaliação os Estados Unidos podem propor caso isso aconteça?

    Parece que estão perdendo o controle mesmo.

    As denúncias de espionagem tiveram consequências não imaginadas.
    Talvez estejamos próximos de uma nova ordem mundial.

    http://goldsilverworlds.com/price/brics-and-germany-will-pave-the-way-for-precious-metals/

     

    http://www.telegraph.co.uk/finance/globalbusiness/10991616/The-Brics-have-a-100bn-bank.-Can-the-West-start-taking-them-seriously-now.html

     

     

  3. .

    Quem acredita que a Alemanha vai abandonar os tradicionais parceiros em troca do BRICS, como diz Nogueira, citando Wellington, acredita em tudo. Os alemães, no máximo, andarão em via dupla, pois um país dependente de exportações não pode abdicar da dupla face.

    • É muita imaginação a Alemanha

      É muita imaginação a Alemanha ir para os BRICS…

      Mas os BRICS é um clube? Associação?… o que esses países tem em comum?

      O BRICS é uma sigla e foi criado por um economista…

      Depois esses países começaram a se articular e ver o que eles possuem em comum…

      O que a Alemanha vai fazer nos BRICS?

      A economia Alemã gira em torno da Europa e dos EUA…

      Não tenho dados… mas acredito que sua economia está 90% voltada para esses países!

  4. O que a Alemanha ganha com um

    O que a Alemanha ganha com um “posto avançado” dos EUA, como OTAN, que soh leva à região instabilidade, e campos de tortura que burlam as leis americanas?

    Melhor comer CHOCOLATE com BRICs, do que M* com Obama.

  5. Essa info surgiu em sites

    Essa info surgiu em sites conspiracionistas americanos. Óbviamente, não são confiáveis.

    Mas é claro que a Alemanha não pode e não quer ficar como os demais países europeus, países amestrados por Washington.

    Trata-se apenas de uma politica externa com mais portas o que o governo Merkel quer.

    • Exatamente, Marco, o buraco é

      Exatamente, Marco, o buraco é muito mais profundo, a Merkel representa o grau de rebeldia dos alemães, que jamais se acomodarão ao ficarem encoleirados com X,Y ou z .

      A Rússia, está impregnada de grandes empresas alemãs, Siemens, Volks, BMW, Mercedes, Baygon etc….. .

      Os alemães, muito diferente dos ingleses, agirão com racionalidade, não com viralatisse .

  6. É impressionante como se

    É impressionante como se acredita em qualquer bobagem espalhada por qualquer sujeito que apareça, mas será que as pessoas não raciocinam mais, não tem uma ancoragem na realidade?  Padrão ouro nods dias de hoje é fisicamente impossivel, todo ouro do mundo não lastreia 0,2% da moeda emitida nos paises centrais, a Alemanha não é economia emergente e não tem nada a ver com Brics, nem economia e nem geopolitica, é preciso ter alguma noção.

    • André, o mundo coletou até

      André, o mundo coletou até hoje cerca de 1,5 x 10 ^8 kg de ouro. Como ninguém joga ouro fora, creio que o reaproveitamento (principalmente da indústria eletrônica) é feito com pouca perda. A cerca de US$ 8 o grama, teríamos, a valores de hoje algo como US$ 1,2 trilhão de ouro no mundo. Como o valor do patrimônio em títulos, moeda e outros pelo mundo afora foi estimado em cerca de US$ 1 quatrilhão = US$ 1 x 10 ^15 dólares, isso mais ou menos bate com o que você disse. 

      Entretanto, existe uma análise feita por um economista americano e publicada aqui mesmo neste site que argumenta que seria necessário ter algo como uns US$ 60 trilhões de ouro para dar suporte à “fiduccia” (usei a palavra mais certa…) de uma moeda internacional e que isto explicaria porque a China está adquirindo toda a produção de ouro do mundo. Quem tiver ouvidos que ouça…

      • Voce está confirmando

        Voce está confirmando exatamente o que eu disse e adquirir toda produção de ouro por algum Pais em nada muda essa equação. Na realidade ISSO NÃO ESTÁ ACONTECENDO, a demanda mundial de ouro continua geograficamente a mesma, se a China exercesse pressão de compra o preço subiria dez vezes e ele está absolutamente estavel. Não há nenhum movimento de compra diferente no mercado, o grande comprador é a India depois União Europeia não para entesouramento e sim para a industria de joias. O ouro é hoje irrelevante como elemento monetario e nada indica que será diferente no futuro.

  7. Os EUA empurraram a Alemanha para a Rússia

    Não será mais BRICS. Vem junto a UNASUL. Os EUA  vão segurar a broxa sem a escada. Novos  tempos. Acredito que muito melhores. 

  8. A  Alemanha no BRICS – logo

    A  Alemanha no BRICS – logo quem, a Alemanha, que comanda e/ou aplica as regras do capital financeiro na Europa do euro e destroi as economias de países sem maiores riquezas (Portugal, Espanha, Grécia, etc) – é um simples e óbvio  quinta-coluna, que lá estará apenas para destruir ou travar o BRICS. A Merkel  é apenas um pau-mandado de Wall Street. 

  9. A  Alemanha no BRICS – logo

    A  Alemanha no BRICS – logo quem, a Alemanha, que comanda e/ou aplica as regras do capital financeiro na Europa do euro e destroi as economias de países sem maiores riquezas (Portugal, Espanha, Grécia, etc) – é um simples e óbvio  quinta-coluna, que lá estará apenas para destruir ou travar o BRICS. A Merkel  é apenas um pau-mandado de Wall Street. 

    • Finalmente uma visão clara

      Finalmente leio alguém não sonhando com a Alemanha. Penso que ela não esteja com a situação de 8ª maravilha pois 60% de suas exportações são para a Europa. Ora com os países europeus em situaçào calamitosa, não sei se estão consumindo esses 60%. Portanto suas contas estão sendo abaladas. Não foi o Deutsche Bank que precisou ser recapitalizado recentemente? Ademais acho que uma reflexão mais profunda na história recente alemã se faz necessária.  Tipo como um país que veio à lona duas vezes, passou por uma hiper inflação, sofreu no mínimo o mesmo que os demais países sofreram com a crise de 29, pagou/paga indenizações milionárias a Israel refez-se assim?

      A Alemanha tem 227 bases militares em seu território.Somente esse fato a descredencia como uma verdadeira nação. É somente uma colônia dos EUA.

      “A versão americana da colônia é a base militar”. Chalmers Johnson

      Diante de seu pretenso colonialismo imagino que essa sua vontade (desde que verdadeira) de vir para os Brics seja de alguma forma para atender aos anseios de seu patrão.

       

  10. Alemanha e EUA: distanciamento sem precedentes

    Alemanha e EUA: distanciamento sem precedentes

    Do “Redecastorphoto”

    http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/07/alemanha-e-eua-distanciamento-sem.html

    15/7/2014, [*] Immanuel Wallerstein, Al-Jazeera“Germany and the United States: Unprecedented breach”Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu [Os conservadores estão desnorteados e] Não é pequeno o número de agentes políticos nos EUA que têm clamado por alguma espécie de “ação” decisiva – seja lá o que isso signifique.
    E as eleições nos EUA podem depender em grande parte de como os atores políticos norte-americanos jogam esse jogo. ]

    Entreouvido na Viela do Xôxo na Vila Vudu: Anotem aí: Leilane Neubarth, Maitê Proença, FHC e Ana Maria Brega “acham que não”;
    mas sim-sim-sim e sim: as eleições no Brasil TAMBÉM podem depender, em grande parte, de como “os atores políticos norte-americanos [conservadores desnorteados] jogam” lá aquele jogo [violentíssimo!] deles.
       Dia 10/7/2014, o governo alemão exigiu a imediata saída do país do chefe da missão da CIA-EUA em Berlim. Não é exigência absolutamente inusual, mesmo entre aliados ostensivos. Inusual é que a expulsão tenha sido anunciada publicamente com barulho máximo. O que explicará o que para alguns já é “um distanciamento sem precedentes” nas relações entre EUA e a República Federal Alemã Federal, sempre muito próximas desde 1945?

    Em apenas um dia o assunto apareceu em dois espaços importantes: num editorial do Los Angeles Times e em reportagem da revista alemã Der Spiegel. Os dois artigos são pessimistas quanto à possibilidade de o tal distanciamento poder ser “reparado” rapidamente, se é que será possível alguma reparação.

    O editorial do Los Angeles Times, escrito por Jacob Heilbrun, leva o título de “A ruptura germano-estadounidense”. A palavra “ruptura” é inequívoca. Ou quase. Depois de fazer um panorama de vários comentários alemães, Heilbrun finaliza com uma nota de alerta:

    Se Obama não conseguir controlar a espionagem contra a Alemanha, logo descobrirá que seus espiões estão ajudando a converter um aliado em adversário. Obama, se disser auf wiedersehen [adeus] a aliado de tantos anos, estará aplicando tal golpe contra a segurança nacional, que quantidade alguma de informação secreta conseguirá jamais justificar.

    Angela Merkel…
    Se Heilbrun já parece ter bem pouca esperança de que seu ponto de vista seja levado em consideração em Washington, ainda pior é o que se lê na matéria de fundo de Der Spiegel da mesma data. É texto longo e leva o título de “Quem a Alemanha escolherá: EUA ou Rússia?” Um dos subtítulos da matéria é “A gota que fez transbordar o copo” (ing. The Last Straw). A opinião citada não é de alguém da “esquerda” ou que tivesse trabalhado a favor de relações mais próximas com a Rússia. A fonte é, bem diferente disso, um típico promotor da economia de livre mercado, conservador e pilar de sustentação das relações com os EUA, presidente de uma organização chamada “Ponte Atlântica”. Em tom de desespero, diz:

    Se for verdade o que se ouve sobre espionagem, tem de parar imediatamente.

    A fonte é bem clara: não fala de iniciar discussões e negociações para “reduzir” a espionagem. Fala de “parar” e de “parar imediatamente”.

    Há ainda alguns detalhes que têm de interessantes o que têm de incômodos para os EUA: o embaixador dos EUA na Alemanha não fala alemão. O embaixador russo, por sua vez, é falante tão competente do alemão, que praticamente não se percebe o sotaque. A entrada do gabinete do embaixador dos EUA é cercada de mais segurança do que a se vê no Salão Oval da Casa Branca. A entrada da embaixada russa é tão fácil e desimpedida que até surpreende.

    O distanciamento em que se veem hoje EUA e Alemanha será mesmo sem precedente, repetitivo e imprevisível? Por hora, todos os jornais importantes e menores na Alemanha, EUA, França, Grã-Bretanha e outros países estão publicando comentários, analisando causas e tentando prever desdobramentos. De modo geral, todos os comentaristas procuram alguém a quem atribuir responsabilidades. Os suspeitos de sempre são a Agência de Segurança Nacional dos EUA e o presidente Obama. Mas será só isso, ou serão só esses os culpados?

    Em outras palavras: as coisas poderiam ser diferentes? Poderiam, com certeza, nos detalhes. O governo dos EUA agiu de modo torpe, estúpido, sem dúvida. Mas o problema é estrutural. Não se trata só de erros conjunturais ou da estupidez de que esteja no poder nos EUA.

    Vladimir Putin explica…
    O problema básico é que os EUA estão, já há algum tempo, em rota de decadência geopolítica. A coisa não agrada aos EUA. De fato, os EUA não “aceitam” essa realidade, não sabem como lidar com ela e tendem sempre a minimizar o que os EUA estão perdendo. Assim, tentam restaurar o que já é irrestaurável: a “liderança” norte-americana (leia-se: a hegemonia) dos EUA no sistema−mundo. E isso faz dos EUA ator muito perigoso. Não é pequeno o número de agentes políticos nos EUA que têm clamado por alguma espécie de “ação” decisiva – seja lá o que isso signifique. E as eleições nos EUA podem depender, em grande parte, de como os atores políticos norte-americanos jogam esse jogo.

    Contra isso, precisamente, é que líderes europeus em geral começam a tomar suas próprias providências preventivas. Agora, chegou a vez da chanceler Angela Merkel. Os EUA converteram-se em sócio muito pouco confiável. Por isso, mesmo os que, na Alemanha e em outros países da Europa vivam ainda a nostalgia do ninho quente do “mundo livre” começam a aproximar-se dos menos nostálgicos e cuidam de encontrar meios para sobreviver geopoliticamente sem os Estados Unidos. ISSO, precisamente, os está empurrando para a alternativa lógica: um teto europeu que inclua a Rússia.

    E conforme alemães e europeus em general movem-se inexoravelmente nessa direção, os seus problemas mudam. Se não não podem confiar nos EUA, poderão realmente confiar na Rússia? E o mais importante: poderão chegar a algum acordo com os russos que os russos considerem importante e necessário cumprir?

    Podem apostar: ISSO é o que se discute nos círculos internos do governo alemão, hoje.

    Absolutamente ninguém está discutindo como reparar a brecha irreparável na confiança que afastou os alemães dos EUA.

    [*] Immanuel (Maurice) Wallerstein, nascido em New York em 28/9/1930, é um  sociólogo estadunidense, conhecido pela sua contribuição fundadora para a Teoria do Sistema-Mundo. Seus comentários bimensais sobre questões globais são distribuídos pela Agencia Global para publicações como Le Monde Diplomatique e The Nation, dentre muitas outras. Wallerstein se interessou pela política internacional quando ainda era adolescente, se encantando com a atuação do movimento anticolonialista na Índia. Obteve os graus de bacharel (1951), mestrado (1954) e Ph.D. (1959) na Universidade de Columbia, New York, onde lecionou até 1971. Tornou-se depois professor de Sociologia na Universidade McGill, Montreal, até 1976, e na Universidade de Binghamton, New York, de 1976 a 1999. Foi também professor visitante em várias universidades do mundo. Foi esporadicamente Diretor de Estudos Associado na École de Hautes Études en Sciences Sociales, Paris, e Presidente da Associação Internacional de Sociologia entre 1994 e 1998. Desde 2000, é investigador sênior na Universidade de Yale. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra em 2006 e pela Universidade de Brasília em 2009.

    Comentário de Rafael Alfonso Serrano Cancino postado no La Jornada (traduzido do espanhol):
    A relação entre Alemanha e Rússia é cada vez mais próxima, ainda que discreta e sem arroubos.
    Após a queda do Muro de Berlim a Alemanha (Ocidental) reorganizou o canal da Alemanha (Oriental) com a Rússia o que permitiu revitalizar o comércio, até então sob influência quase total dos EUA.
    Por outro lado, é desnecessário mencionar os benefícios desta reaproximação face aos parcos benefícios de se manter relações comerciais dominadas pelos EUA. Imaginam uma União Europeia SEM o comércio com a Rússia?
    É provável que devido ao crescimento do papel protagônico da Rússia no cenário global, não podemos duvidar de que a “queda” do avião da Malasya Airlines possa corresponder a uma cruel provocação dos EUA causando seu próprio descrédito internacional e, como menciona Wallerstein, “os falcões estão desorientados”, e eu diria que esses “neocons” se converteram em ameaça global.
      

  11. O dólar está afundando

    Os Brics procuram uma alternativa ao dólar e aos EUA.

    A Alemanha procura uma alternativa ao dólar e aos EUA.

     

    Se toda a riqueza dos EUA pudessem ser contada, não bastaria para pagar as dívidas do país. Chama-se isto de insolvência.

     

    E aqui no Brasil a oposição procura se unir unica e exclusivamente ao dólar e aos EUA.

     

    Agora dá para entender porque a oposição não ganha faz mais de uma década aqui.

  12. Vai ser o padrao OURO NEGRO

    Vai ser o padrao OURO NEGRO AGREGADO A TECNOLOGIA

     

    CHINA—TECNOLOGIA  DE PONTA E RESERVAS MINERAIS 

    BRASIL –TECNOLOGIA AVANÇADA E PRÉ SAL E MINERAIS

    RUSSIA–TECNOLOGIA DE PONTA E RESERVAS MINERAIS GAS E PETROLEO

    AFRICA DO SUL– TECNOLOGIA AVANÇADA E RESERVAS MINERAIS

    INDIA–TECNOLOGIA AVANÇADA E RECURSOS MINERAIS

    ALEMANHA–

     

     

    • A Alemanha está pedindo na

      A Alemanha está pedindo na raelidade pede socorro, pois deste que uma ministra dos estados unidos disse “a europa que se foda”, a alemanha ficou perdida e ainda assim fica apuxar saco dos EUA. Nesta caso quanto mais distante a alemanha ficar melhor para os Brics. Ela esta caindo, caindo,caindo e fico botando banca no barco furado europeu.

  13. Já havia um movimento,

    Já havia um movimento, principalmente por parte da China e da Rússia em adotar parcialmente o Euro em substituição ao Dólar nas transações internacionais.

    Esse processo acabou parando por causa da crise de 2008 (que começou, adivinhem onde?) e que afetou fortemente a Europa.

    Talvez a Alemanhã esteja tentando reiniciar esse processo.

  14. O começo do fim?
    Corretas ou não as análises e previsões do analista financeiro Jim Willie é possível asseverar que a Alemanha de Merkel não entrou na “onda” dos EUA nesse jogo manjado de criminalizar seus antagonistas – no caso recente Putin e a Rússia. Pelo contrário, serviu para unir ainda mais as duas potências (Rússia e Alemnaha) em detrimento das relações com os EUA. Os EUA perderam a credibilidade. Restou à grande potência belicista o desrespeito e tentativa de manipulação dos interesses legítimos de outros povos, inclusive “aliados”, para tentar impor os seus.  Talvez – só talvez – estejamos presenciando o desejável início do fim de um império.   

  15.  
    Vão tarde. Poderiam levar

     

    Vão tarde. Poderiam levar com eles, os tucanos e seus aeródromos.

    Orlando

    • Sem dúvida alguma a derrocada

      Sem dúvida alguma a derrocada desse império levará junto seus cães de guarda locais: mídia, psdbdemos, etc.

  16. acho que esssa é mesmo uma

    acho que esssa é mesmo uma tendência mesmo porque oque interessa aos países e às empresas é o comércio – e o comércio evolui com mais dinamismo nesses países do brics, não exatamente nos eua ou na própria europa ocidental, exceto alemanha,.

  17. A Alemanha não entra nos

    A Alemanha não entra nos BRICS, ela reforça o banco e aumenta as transações comerciais em outras moedas, forçando ate mesmo o uso da sua própria. Ela não abandona EUA. 

    Na verdade ela fará exatamente o que o Brasil tem feito. Não jogar todos os ovo dentro de um cesto só.

     Isso é tão natural e principio basico de investimento. Os EUA são mico no momento e a possibilidade de derrocada é real. Ficar esperando o bonde passar, seria burrice da Merkel.

  18. Os alemães são uma espécie de

    Os alemães são uma espécie de antídoto natural a um determinado parasita que se aloja no tecido social para sugá-lo. A doença consiste em criar teorias econômicas sofisticadas , inócuas , para trocar bens reais por papel pintado. Caso se confirme a opção germânica pelo Brics , será sua terceira tentativa para vencê-los …

  19. alemanha no brics

    ha deslocamento na posição da alemanha na polica em relação a russia e eua,que pode refletir na europa,devemos torcer pra que tem continuidade

  20. SEGUINDO

    salve-se quem puder | qua, 23/07/2014 – 15:06 | jns

    http://jornalggn.com.br/noticia/as-fragilidades-das-evidencias-do-acidente-do-voo-mp7#comment-381256

    [video:http://youtu.be/cIphgOd-8t8%5D

    Jim Willie afirma que a Alemanha pensa em aderir ao BRICS secretamente

    Greg Hunter | USAWatchdog.com | 22/07/14

    O analista econômico Jim Willie diz que não importa quem derrubou o jato comercial da Malásia sobre a Ucrânia, porque o recado foi dado para a União Européia.

    Willie afirma:

    “Os EUA estão dizendo, basicamente, que a Europa tem duas opções: junte-se a nós na guerra contra a Rússia ou junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós em guerras e conflitos constante, isolamento e destruição à sua economia e negação do fornecimento de energia e remoção de contratos. Junte-se a nós nesta guerra e nas sanções, porque nós realmente gostaríamos que você mantenha o regime dólar funcinando. Eles vão dizer que estão cansados ​​do dólar…  que estamos empurrando a Alemanha. Não se preocupe com a França, não se preocupe com a Inglaterra, se preocupe com a Alemanha. Alemanha tem 3.000 empresas que fazem negócios ativos no momento. Elas não vão se juntar às sanções.”

    Willie continua a dizer:

     “É um jogo de guerra e a Europa encontra-se adoecida pelos jogos de guerra dos EUA. A defesa do dólar migrou para a guerra comercial. Você está conosco ou está contra nós? ”  

    Quanto à espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie comenta:

    “Eu acho que eles estão à procura de detalhes sobre o auxilio a Rússia sobre o dumping ao dólar. Eu acho que eles estão à procura de detalhes para detectar  um movimento secretoem torno da possiblidade da Alemanha fugir do dólar e juntar os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Isto é exatamente o que eu acho que eles vão fazer. ” 

    Willie pensa que quanto mais os países se afastarem do dólar dos EUA, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumenta e a economia piora. 

    Willie chama isso de “feedback loop” e afirma:

    “Você começa o ciclo de feedback dos danos dos rendimentos perdidos produzidos pelos custos mais elevados oriundos da QE. Não é estímulante. É uma porta traseira de Wall Street que se degrada, se deteriora e prejudica a economia em um feedback vicioso do sistema. Você está vendo a aceleração de queda livre e os danos; e, agora, você tem ainda mais custos e danos. A QE não aconteceu por acidente. Os estrangeiros não quiseram comprar mais os Treasuries (t´titulos do tesouro americano). Eles não querem comprar um título em que o mesmo banco central está imprimindo dinheiro para comprar o vínculo! A QE levanta a estrutura de custos e traz o encolhimento e o desaparecimento dos lucros. A QE não é estímulo. Ela é a destruição do capital. “

    Na chamada “recuperação”, a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos e Willie prevê:

    “Eu acredito que os EUA entrou em uma recessão da qual não vai sair até que o dólar tenha desaparecido. Quando o fator de cálculo da inflação é feito corretamente, temos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Eu não acho que ela vai ficar melhor até que o dólar esteja descartado. Então, estamos entrando na fase final do dólar “.

    No fechamento, Willie conclui:

    “Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e os negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua fazendo projetos no Ártico e ainda fazendo no mar Negro, na Crimeia, com os russos e suas empresas de energia? Já temos as empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções e ainda estamos processando os bancos franceses por fazer a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle.”

    Jim Willie, o editor da  “The Hat Trick Letter”, pode ser encontrado em GoldenJackass.com.

  21. BRICS +, BRICS Plus, o

    BRICS +, BRICS Plus, o acrônimo adequado, deixa aberto para futuras adesões(Indonésia, Turquia, etc.).

  22. Porque a Russia?

    A pergunta que me faço é: Porque a Russia? O que ela tem haver com a decadência do dolar?

    Suponhamos que a OTAN entre em guerra com a Russia, seria uma batalha muito danosa para ambos os lados, as duas partes com certeza sairiam destruidas, e daí? O retso do mundo estaria correndo por fora já lá na frente. Talvez os EUAs esteja pensado que tudo correrá como nas grandes guerras anteriores, em que eles ficaram de camarote só vendendo armas. Mas enquanto eles pensam isso alguns submarinos nucleares russos estão perambulando seus mares sem Tio San saber.

  23. http://www.silverdoctors.com/

    http://www.silverdoctors.com/jim-willie-bombshell-it-has-begun-germany-to-break-from-usuk-join-russiachina-alliance/

    Esse “”analista”” Jim Willie é um contra-establishment  que mantem um blog de critica radical das instituições financeiras americanas, está muito longe de ser um analista equilibrado, ele tem uma causa e ajusta suas analises a essa causa.

    Sua tese sobre o tema é que a Alemanha está caminhando para uma alinaça com a Rusia e com a China, não com os Brics. É apenas uma tese, não tem quaqluer ancoragem na realidade, a Alemanha é o centro do Euro, a segunda principal moeda conversivel do planeta, uma aproximação com Russi e China não significa de modo algum um abandono da ordem financeira global da qual a Alemanha é um dos eixos fundamentais, o Banco Central Europeu, que emite o Euro, está em Frankfurt, a situação economica da Alemanha é muito sólida e o tema do post não tem nada a ver nem com a tese discutivel desse zé colmeia, a Alemanha definitivamente não caminha para os Brics como se isso fosse uma alternativa

    ao seu papel geopolitico atual. É maioneise demais, é preciso viver na realidade e não na fantasia.

    • São pessoas que acham que

      São pessoas que acham que ficarão orfãos dos EUA, mesmo que não more lá nem que seja um norte americano que não entende a verdade que está bem na sua frente. Guerras do Oriente médio e inclusive aquela que os EUA queria fazer na Síria e que Putin interviu e conseguiu acabar antes de começar, tirou o brinquedo preferido e uma fonte de dinheiro da  america do norte que vive de guerras… desde que Putin tbm foi o unico que aceitou Snowden como refugiado criou-se uma birra com Obama e com os senadores que querem fazer de tudo mas não querem admitir que existe uma crise economica do dolar.  Os dois aviões derrubados são mais culpa dos EUA, da Inglaterra e da França do que da Ucrania ou Russia.  Quem entende de politica internacional saberá disso. Não sei porque o brasileiro é tão puxa saco dos EUA. Um país que apesar de seus inúmeros crimes de guerra, 

  24. Análise

    Respeito todas as análises feitas pelos amigos acima, mas o fato é que o mundo precisa urgentemente de uma nova ordem mundial. A estratégia de guerra adotada pelos Estados Unidos nas diversas partes do mundo, inflando o ódio entre os países e dividindo o planeta em o “nós e eles” não funciona mais e traz um real risco de enfrentamento global a médio prazo.

    A Alemanha sabendo deste risco, creio eu, irá jogar inicialmente nos dois campos. Tentará tirar proveito dos dois lados, pois tem tecnologia e poder financeiro, estando sua empresas fortemente presentes em vários países membros dos BRICS.

    Quanto ao nome, poderia permanecer o mesmo, pois representa os fundadores do bloco.

  25. Jim Willie?
    Alguns títulos de

    Jim Willie?

    Alguns títulos de artigos desse “analista” (as exclamações são por conta dele…):

    – Fim do Regime do Dólar Americano!

    – Começou! Alemanha cortando com EUA e Grâ-Bretanha e se juntando com Rússia e China!

    – Japoneses, Sauditas e Alemães vão cortar com EUA e se juntar à Rússia!

    – Nós estamos assistindo à uma quebra sistemática e a morte dos EUA como nação!

    – Guerra global começou! Aliança Rússia/China vai quebrar o dólar!

    Tem muitos outros tudo nesse nível… já perceberam a isenção do moço…

  26. Capitalismo

    Se a Alemanha aderir aos BRICS, o fará porque quer sair de um navio naufragando e se transferir para um navio que segue adiante com toda a força das máquinas. É como um investidor que tira seu dinheiro de empresas europeias e o coloca que empresas da América Latina, para que renda mais. O nome disso é capitalismo.

  27. Vai entrar numa fria

    Se meter com o brasil em um bloco econômico é pedir para levar. Veja o caso do mercosul. Acho que este analista esta vendo a coisa errada, não pode ser.

  28. BRICS

    Eu voto sem muita convicção, já que não creio nisso em BRICS + D (De Deustchland) assim continuaríamos à frente dos tijolos.

  29. Quanta besteira. Hoje só pra

    Quanta besteira. Hoje só pra contrariar, sai o indice de crescimento trimestral dos EUA, 4%. Que recessão, hein?

  30. Espero que não!

    Seria um desastre os BRICS se tornarem a imagem e semelhança da devastação economica, politica e social que a Alemanha  causou na Europa. Imagine ter um Banco Central mundial ou dos BRICS que não faz QE, mas que deixa os países membros quebrarem -desde que as exportações alemães continuem indo bem – que se mantém na politica mais ortodoxa de combate a inflação, mesmo quando em alguns de seus países membros tem taxas de desemprego que chegam a 20% e que não presta contas a nenhuma estrutura estatal, um verdadeiro estado financeiro sobre os Estados nacionais.

    É claro, a Alemanha que se descolar dos EUA e isso não é nenhuma novidade: A Alemanha reunificada não é mais a “Alemanha Ocidental” vassala dos EUA. O leste europeu foi derrubado e a Alemanha já armou seu quintal lá e já submeteu pela ‘austeridade’ – a guerra por outros meios – o resto da Europa. Trata-se de uma disputa de espaços hegemonicos com o decadente EUA. Dado o histórico da Alemanha e a natureza do nacionalismo alemão, não fico nem um pouco contente com isso, fico é desconfiado, muito desconfiado!

  31. Argentina

    E quando o Putin tava em Buenos Aires com a nossa vizinha Kirchner, foi conversado sobre possivel adesão da Argentina ao “grupo” também.

  32. Hmm…primeiro os alemães

    Hmm…primeiro os alemães querem repatriar o seu ouro (que é a segunda maior reserva do mundo), também deu pra perceber que Alemanha só se juntou às sanções contra a Rússia para inglês ver e para dar alguma satisfação para os seus (por enquanto) aliados europeus. Estava claro a má vontade alemã para aderir as sandices de Obama.

    Eu digo mais, salvo algum desastre geopolítico, o distanciamento entre Estados Unidos e Alemanha é irreversível. Claro, que, obviamente, não virá do dia para noite, mas é um processo que vem em curso já desde o fim da guerra fria. O que o pessoal tem que entender é que a Alemanha é especialmente vulnerável politicamente, devido ao seu passado recente, por isso todo esse movimento será feito na surdina e com o máximo de paciência possível.

    Aliás, esse é o futuro da Alemanha, nação da europa central(e não da europa ocidental, como alguns sicofantas tentam vender). No médio e longo prazo ela pode ser um dos pivôs na queda (ou pelo menos quebra da hegemonia) do dólar.

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