Xadrez e o fator detonador com Marielle, por Luis Nassif

Peça 1 – como semear ódio e colher assassinato

Seja quem forem os responsáveis diretos pelo assassinato de Marielle, entra-se em novo patamar da dissolução do Estado brasileiro.

Etapa 1 – plantando o ódio

Os anos sucessivos, começando antes do “mensalão”, das matérias diuturnas plantando e irrigando o ódio irracional contra o governo Lula, com factoides sobre venezuelização, cubanização, tapiocas e outros recursos conhecidos, o que passou a ser chamado, agora, de fakenews.

Alimentamos o antipetismo, Lula perde as eleições e tudo volta ao normal.

Etapa 2 – o “mensalão”

A entrada no jogo da Procuradoria Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF) como agentes políticos, montando a tese da “organização criminosa” em cima de uma fraude: o suposto desvio de recursos da Visanet, que jamais ocorreu.

Como alertamos na época, tinha-se, descoberto, ali, a fórmula da desestabilização política do PT. Dilma e o PT descobriram essa novidade, alguns meses após o impeachment. O pacto democrático da Constituição de 1988 começa a ruir. O desfecho é adiado pelo desempenho imprevisto de Lula na crise econômica global de 2008.

Etapa 3 – a Lava Jato

O aparato repressivo retoma o protagonismo, alimentado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e todos os pecados são perdoados, desde que contra o inimigo correto. Nessa etapa, todos os princípios civilizatórios, de direitos individuais, de respeito aos ritos processuais, tudo vai por água abaixo, mas ainda contra alvos definidos. Sem problema. Como declarou o Ministro Luís Roberto Barroso, há a necessidade de medidas de exceção para situações de exceção.

Mas depois que Lula e o PT forem anulados, tudo volta ao normal.

Etapa 4 – o impeachment e o pós

O clima de ódio é potencializado e há um liberou geral no Judiciário, Ministério Público Federal e Polícia Federal. Inaugura-se um vale-tudo em que todos os abusos são permitidos e todos os oposicionistas se sentem ameaçados. Qualquer promotor, delegado ou juiz de 1ª instância se vê com autoridade para ordenar conduções coercitivas, prisões temporárias.

Os piores sentimentos vêm à tona, as demonstrações mais estapafúrdias de ignorância boiam que nem dejetos no esgoto. E ainda não se está falando em Bolsonaro e companhia, mas na promotora de Campinas que se declarou  “indignada” com um seminário sobre maconha e denunciou o cientista consagrado. Simples assim: sentiu-se indignada e do alto da sua ignorância, fez valer sua autoridade. Ou a juíza e a delegada que levaram o reitor ao suicídio. Ou os bravos desembargadores do TRF4, aparentados com os sobrinhos do Pato Donald, aqueles que tinham tanta afinidade que um completava a fala do outro. A mídia não poderia condenar os abusos, até escondeu o episódio chocante do suicídio do reitor, porque poderia enfraquecer a maratona pela condenação de Lua.

Mas depois que Lula for condenado, tudo volta ao normal.

Etapa 5 – o assassinato de Marielle

E aqui se ingressa em um fator detonador, independentemente de quem seja os responsáveis diretos, se as milícias da PM ou milícias de ultra-direita. Por fator detonador se considere os tiros com que Gravilo Princip executou o arquiduque Francisco Fernando, levando à Primeira Guerra;  a morte de Walther Rathenau, que desmontou a Republica de Weimar; a morte de João Pessoa que detonou a Revolução de 30 e a do Major Rubem Vaz, que levou ao suicídio de Vargas. Ou, ainda, a morte do estudante Edson Luis que expôs a violência que já vinha sendo praticada pela ditadura e inaugurou a nova etapa da repressão..

Peça 2 – o processo de desmanche

Quando se disseminou a repressão, no período do impeachment, gênios jornalísticos minimizavam: é muito diferente da ditadura, que matava e torturava pessoas. Era óbvio que aquele momento representava, como num filme, o período 1964-1968, que precedeu o AI-5. Não se preocuparam com os alertas que mostravam a lógica que sucedia períodos de tolerância com o arbítrio e o ódio. A Noite de São Bartolomeu passou a ser praticada em etapas.

Em 1963 nasceu o Comando de Caça aos Comunistas (CCC), no bojo da campanha de ódio alimentada pela mídia. Depois de 1968, eles se limitavam a quebrar teatros e espancar artistas e estudantes. Nos porões, torturavam-se e matavam-se pessoas. E militares planejavam atentados de grandes extensões. Todos esses processos nasceram da mesma árvore do ódio plantado.

Tempos atrás fui a uma pacata cidade do interior. Lá, em conversas familiares, um jovem casal, de família temente a Deus, sem histórico de violência,  falava da sua vontade de ver Lula morto. A campanha sistemática de ódio, a irracionalidade plantada em suas cabeças, faziam-nos, pessoas incapazes de fazer mal a um bicho, entender como natural – e necessária – a morte de uma pessoa! A mídia conseguiu naturalizar o ódio no Brasil.

Hoje em dia, é um sentimento generalizado, que se espalha por todas as regiões do país e que, até agora, tinha em Bolsonaro e sua tropa sua mais grotesca expressão. Com a execução de Marielle entra-se em uma nova etapa na qual a doença social plantada pela mídia poderá resultar em loucuras maiores do que discursos de ódio nas redes sociais, tempos de terremotos e furacões, que podem preceder a entrega do poder a Bolsonaro e sua “bancada da metralhadora”. Ele, aliás, evitou comentar a tragédia de Marielle, para não expor o que pensa.

E quem vai segurar essa onda? A indignação retardatária da velha mídia? Certamente não a PGR Raquel Dodge, uma burocrata “apparatchik”, subproduto da corporação, sem qualquer brilho ou luz própria, só frases obvias, ultra burocráticas “mandei instalar um procedimento em meu gabinete”.

Leia também:  Gestão de Fux no STF começa com temas controversos

Personalidades opacas e sem qualquer brilho no STF, na PGR, no Senado, uma organização barra-pesada no Executivo. E completa-se o mapa com os últimos dados econômicos, a queda geral do nível de atividade do setor de serviços em relação a qualquer período do ano passado, desmontando definitivamente a fábula da recuperação irresponsavelmente vendida por Henrique Meirelles e endossada pela Globo.

Tudo isso com as eleições a caminho. Mas não tem problema.

O Lula vai preso, o PT perde e tudo volta ao normal.

Por um tempo acreditei que a perspectiva do desastre promovia a volta à racionalidade. De 2005 – quando a mídia iniciou essa loucura – para cá, todas as esperanças de uma saída racional foram jogadas fora.

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115 comentários

  1. Eu por exemplo gostaria de
    Eu por exemplo gostaria de ver os marinhos e todos os integrantes da lava jato mortos e queimados.

    • Preventiva

      Eu preferia eles presos por uns 5 anos em prisao preventiva esperando delacoes e sem direito algum, pelo crime de traição.

  2. Tudo volta ao normal

    Mas que normal é esse ? 

    Quer ir para  Minas. Minas não há mais. 

    Você marcha , José !

    José , para onde ? 

     

  3. Se houvesse srf nada disso teria acontecido

    Nassif, pode por mais 10 etapas aí e nada muda.

    Há moros em qualquer lugar, e muitos, mas um só stf. Que está ali para isso mesmo, nos preservar sobre os moros  e garantir a constituição e os direitos humanos. Nada vezes nada ele fez.

    E a incrível globo, agente e parrocinadora de toda esta desgraça e da desgraça que levou a estas chamadas “instituições”?

    A dodge diz que matar uma vereadora é um atentado contra a democracia; e jogar no lixo 54 milhões de votos e perseguir como a ajuda da cia o LULA?  A globo grotescamente desconversa e mostra com isso é obra dela. E nada. 

    Mas já há dezenas de artigos, como este seu, dezenas de livros de juristas sérios, e, agora, cursos em universidades nacionais e estrangeira sobre o golpe e o papel vergonhoso dos golpistas. Com ficará este orgão? Agora se soma a Marielle, mais uma vítima disto que ficou “normal”.

  4. Nunca antes na história um

    Nunca antes na história um povo mereceu e recebeu tanto o que pediu. O povo brasileiro tinha um pássaro na mão. Ao invés de mantê-lo acreditou em alguém sem credibilidade que se ele o soltasse, poderia pegar dois. O povo acreditou.

    O PT errou por acreditar que as instituições do estado brasileiro fossem sólidas o suficientes. Delegados da PF, ministério público e juízes mostraram-se apenas categorias que parasitam o estado.E o pior é que são apenas amostra do que é nossa sociedade. O Brasil já era. O Brasil deu sorte ao manter um território tão grande, somente porque era distante demais dos países centrais. Mas sorte não garante sucesso. O Brasil demonstra ao mundo que tropeça em suas próprias pernas. Não é confiável. Não se pode contar com ele.

  5. $

    A iniciativa privada pequeno burguesa que produz está perdendo dinheiro. E assistindo bbb. Deixando de tocar de carro e de investir, mas curtindo passar no zap  “gracinhas” sobre o Lula e sobre a diferença entre o komunismo petralha e o capetAlismo.

    Mais um pouquinho eles sentirão saudades de quando o Brasil era grande. Há que ter muita paciência porque essa gente é meio burrinha para entender a realidade. Além do que para desmiolado é muito mais fácil acreditar na Mirian Leitão.

    Veremos quanto tempo demandará limpar o Brasil desse ódio que permeia e estravasa dos não pensantes.

  6. Ao ler a últiam frase do

    Ao ler a últiam frase do post, me lembrei de Nietzsche ” Nos indivíduos a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas epocas , é regra.” A questão é saber quando a racionalidade voltará e principalmente o custo que irá ser essa volta. 

     

     

     

  7. O espectro nauseabundo da
    O espectro nauseabundo da realidade brasileira afeta cada um de nós de maneira diferente. Mas ele afeta todos nós.
    Nossas vidas seguem como se tudo estivesse normal. Mas dentro de nossas consciências algo diferente começa a acontecer. Os sonhos de tornam mais dramáticos e simbólicos.
    Quando o futuro é incerto, o presente se torna insuportável e as memórias suprimidas começam a aflorar. Algumas delas sofrem modificações por causa das novas reflexões que fazemos sobre o passado.
    Amizades se tornam irrelevantes ou enfadonhas. Inimizades surgem ou ficam mais evidentes. A maneira como lidamos com os “outros” (adversários, pessoas diferentes, etc…) se modifica, pois a tolerância começa a declinar. Então explodimos e por qualquer coisa irrelevante ofendemos de maneira cruel, grosseira e maldosa um conhecido ou um desconhecido.
    O auto-controle começa a ceder. E o resultado é quase sempre grotesco.

  8. Daqui algum tempo, cedo ou

    Daqui algum tempo, cedo ou tarde, quando algum naco de racionalidade e bom senso vingar, restarão escombros de algo que acreditávamos que fosse um país. É desses escombros que teremos que construir, não reconstruir, porque nunca fomos, uma nação. Quanta dor e sofrimento falta para chegarmos a esse dia, não sei, mas o fato é que nunca tudo foi tão claro e tão às claras, nunca o espelho foi tão brilhante; e o que vemos não é nada bonito. Há, tenho a esperança, de servir para alguma coisa isso tudo.  

  9. Quando a fsp era séria e compromissada com o leitor e lá se vão

    uns 20 a 25 anos, lembro que num domingo no caderno ilustrada, saia um artigo de uma psicóloga ou educadora francesa que temia seriamente pelo futuro, quando chegasse ao “poder” a geração de jovens àquela época (hoje na casa dos 40), mimados e superprotegidos pelos pais. Estão aí, os descompromissados pelo outro, sem um mínimo de empatia e desprovidos de humanidade (e humildade) e o pior de tudo, pouco tolerantes com  o que lhes incomoda. Falsos liberais pois querem mesmo um bom emprego estatal para levar sempre que quiser seus filhos, como seus pais lhes fizeram, à Miami e disneylandias da vida.
     

  10. Saída pelo Liberalismo

    John Locke, filosófo do liberalismo, afirma em “Dois tratados sobre o governo” de 1689:

    “O poder despótico é o poder absoluto e arbitrário que um homem tem sobre outro, para tirar-lhe a vida quando quiser. É um poder que nem a natureza concede. Tendo renunciado à razão concedida por Deus, tendo renunciado ao caminho da paz, ao fazer da força sua regra de direito, o tirano torna-se passível de ser destruído”.

  11. Guerra híbrida de terra arrasada

    Guerra híbrida de terra arrasada. É isso que os mandantes do golpe fazem pelo mundo todo e querem fazer aqui também. Para voltarmos a ser, no máximo, país de commodities, como já estamos voltando a ser, a passos largos. A Lava jato e o Vampirão destruíram todas as nossas indústrias de competitividade internacional: petróleo e gás, construção, carnes, submarino nuclear, Embraer. Os EUA querem o Brasil sob as rédeas deles. Afinal, somos o único país continental que não se tornou potência influente. Íamos começar a ser, aí vieram pra cima. Eles têm o poder cultural (Holywood e agências de notícias), o poder bélico (NSA inclusa) e o poder econômico. O pior é o 1o. Sinceramente, acho que só o Big One nos salvaria. Espero estar errado. Antes que me esqueça, parabéns, Nassif, por seu texto maravilhoso!

  12. Xadrez e o fator detonador com Marielle, por Luis Nassif

    Esse foi o caminho percorrido a carcomer belas beiradas a democracia e o próprio Brasil.

    Nos anos recentes começou no mensalão, rápido, ilegal e arrasador em contraponto como tucano: lento, esmaecido e que nunca puniu alguem. Azeredo aí está para comprovar.

    Se o STF já estava se reduzindo com a AP 470 chegou ao nivel da lama.

    Em seguida a fajuta operação farsa-jato, recheada de assaltos ao marco legal, deu um passo à frente pelo descomprometimento com a verdade dos autos, abandono das provas em favor da conveniente teoria de falar e nada provar; valeram as convicções iniciais apesar de praticamente todos os testemunhos, provas cabais contra o acusatório do MPF e terminando com as trapalhadas do juiz de 1° piso. 

    Tacla Duran foi um capítulo à parte e definidor dos bastidores da “operação”. Afundou de vez.

    Nesse melado lambusaram-se o “grupo de Curitiba”, PGR e o TRF4. O STF entrou de cócoras para as pressões da mídia, justo por quem diz não se curvar às pressões…

    Com o afastamento de Dilma o assim chamado Congresso entrou com a trupe chamada de “canalhas, canalhas, canalhas” também vocalizada no inesquecível dueto “com o STF e tudo”.

    Pelo que se viu, falou e disse. Conhecedor do mercado ?

    Com o bando de cafetões o puteiro efervesceu. 

    É só entrar, pagar e levar.

    Nisso tudo, o fio condutor foi a campanha de ódio destilada pela mída, apoiada pelos paneleiros, hoje sumidos, e o patético da FIESP.

    Os gendarmes foram chamados para dar um ar de seriedade e o que se viu foi um “cadáver excelente” jogado aos pés do interventor.

    Da nefasta trama perdeu o Brasil suas riquezas, a democracia nascente, o povo trabalhador seus direitos, e MARIELLE sua vida.  

    Mas a mídia detonadora e mantenedora do processo já arma suas barraquinhas para vender seu peixe podre.

  13. A Globo não dá ponto sem nó…II

    A Globo não dá ponto sem nó….II

    Continuo com um pé atrás nesse interesse da Globo no caso, bem como o fato de a emissora, dias antes da execução de Marielle, ter rememorado o caso Edson Luis….

    Fiz uma busca mas todos os artigos são exclusivos para assinantes, não consegui ler mas achei estranho as chamadas da Globo se ela apoiou as ditaduras que mataram Edson Luis e Marielli

    Vejam este artigo de dias bem antes da execução de Marielli sobre protestos por todo o pais por causa da morte de Edson Luis…qual o interesse da Globo nisso nessa espécie de adivinhação da execução de Marielle provocando a mesma onda….o caso para Wilson Ferreira resolver:… sincronimisticismo? tautismo? bomba semitótica?

    Artigo de 8 de março, de O Globo: morte de Edson Luis desencadeou  protestos no rio e em todo o pais…

    http://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/em-1968-morte-do-estudante-edson-luis-deflagra-protestos-no-rio-em-todo-pais-22470751

    Marielle e Edson Luis, os ideiais de 1968, em O Globo

    https://blogs.oglobo.globo.com/afonso-borges/post/marielle-e-edson-luis-os-ideais-de-1968-e-hora-dos-artistas.html

    Acervo Globo…morte do estudante Edson Luis, em O Globo

    http://acervo.oglobo.globo.com/incoming/morte-do-estudante-edson-luis-22481716

    • Xadrez e o fator detonador com Marielle

      -> A Globo não dá ponto sem nó

      revejam o vídeo da execução! que monte de moleques de bermudão correndo de um lado pro outro é aquele?

      afinal, quem disparou? um? dois? onde estão no vídeo? como se movimentam?

      se já eram dois carros desde o início da operação, porque escolheram aquele lugar para a interceptação?

      não é a Globo que não dá ponto sem nó, não!

      somos nós! nós!

      somos nós que não conseguimos dar sequer um nó nos muitos pontos que deixamos desatados.

      .

      • A Questão Continua Sendo…

        Nossa! 

        Quer dizer então que “não é a Globo que não dá ponto sem nó”? 

        Embora tenha se atrapalhado com os nós a ponto de deixar o final sem sentido, parabéns pela descoberta.

        Mas agora sabendo que a Globo sempre tenta dar ‘nó no ponto que lhe interessa’, então, talvez, possa esclarecer-nos, o que o faz fugir mais que o vampirão da mala: 

        O que a Globo pretendia ao transmitir, inédita e inexplicávelmente, ao vivo, no Jornal Nacional e nos intervalos da novela, o primeiro ato do movimento do veterano MPL, em junho de 2013, com os mesmos, em torno de mil e oitocentos, manifestantes de sempre?  

    • Pensando a Globo e o assassinato da Marielle.

      José!

      Eu penso que a Globo precisa controlar certas narrativas que viralizam e podem pautar a socieade via outros meios de comunicação.

      A Globo esperou um dia para se apresentar à marielle. No primeiro dia pós assassinato da Vereadora não foi nem capa de o Globo a execução. Acontece que o assunto viralizou e poderia se tornar um instrumento de consciência social coletiva dos descaminhos apresentados como solução para a violência no Rio de Janeiro: a intervenção militar.

      A Globo não tem interesse na Marielle, tem interesse no que pode o assunto Marielle produzir no seio da sociedade carioca e brasileira. Ter o controle da narrativa presente e futura se tornou necessário, porque é um assunto ideologicamente subversivo para ela e que tende a ser uma pauta de esquerda. 

      Por audiência, controle da audiência e controle da narrativa social do fato da morte de Marielle e sua personalidade totalmente progressista e revolucionária no sentido mais abrangente possível sem se pensar em violência a Globo adentrou na notícia Marielle. 

      Vai tentar controlar o resultado da narrativa, vai tentar controlar a audiência como sendo ela a porta-voz oficial do caso Marielle e garantir uma máxima coesão social sobre a narrativa, que a Globo quer dizer ser a “verdade” dos fatos e, ainda, opinar sobre o que fazer para conter a violência. 

      Jornadas de Junho, bem lembramos, iniciou com Jovens baderneiros e pauta progressista do passe livre e terminou com jovens idealistas lutando (nem sabiam o que era) contra a aprovação da PEC 37. A Globo precisou controlar a narrativa e quis amplificar a narrativa transformando 20 centavos municipalizados em um suposto e fictício caos e revolta da população contra o Governo Dilma, um microcosmo virou uma suposta revolta de milhões. Nem 1% dos brasileiros saíram às ruas, mas virou dezenas de milhões na narrativa da emissora.

      Toda a atividade que pode se tornar subversiva ou mudar a cabeça das pessoas, humanizá-las, criar um pensamento coletivo e de partilha a Globo vai se envolver para impedir a emancipação das mentes e do povo brasileiro.

      Lembra do Papa Francisco em 2013 e a cobertura sem pausas para um café (risos) da Globo. Papa Francisco é um homem coletivista, ideologicamente se encaixa na esquerda e é um crítico do neoliberalismo. A Globo quase que comprou seu passaporte no Brasil para se tornar a voz do Papa.

      Por que se tornar a voz de um Papa progressista? Para ele não se tornar a voz que o povo quer ouvir e não influenciá-lo. A Globo se passando por porta-voz oficial do Papa Francisco no Brasil buscou não o presente, porque não se pode saber no ao vivo o que o Papa iria dizer, buscou o futuro, ou seja, ao se passar como porta-voz dele, ela mantém com força uma audiência do noticiário sobre o Papa em seus canais de comunicação. Assim quem fôr procurar sobre o Papa Francisco irá se basear no G1, na Globonews, na CBN, etc. como a fonte mais confiável e onde estão as notícias dele.

      Desse processo a Globo pode fazer o que bem entender daí para frente, como tentará no caso Marielle: seleciona, omite ou noticia ideias, ações e encontros do Papa; seleciona ou omite ideias, ações, investigações sobre a morte de Marielle.

      E assim vai… Se o Papa falar de Aborto a Globo pode noticiar, se falar de neoliberalismo ela omite, afinal, aborto não é modelo econômico, certo? E críticas ao neoliberalismo omitir é necessário, porque ela é, por excelência, a casa do neoliberalismo. 

      A morte de Marielle pode virar, simplesmente, uma Edição do JN. Se bobearmos será!

      • Penso que você está parcialmente certo.

        É controle da narrativa hegemônica. Tipo: “correndo atrás do prejuízo”. Mas, na minha opinião, “para fazer do limão uma limonada”. Ou seja, além de tomar o controle da narrativa, direciona-la para seu campo de interesse.

        E um dos principais papéis estratégicos da Globo é dividir o chamado campo progressista.

        Isso porque esta tragédia poderia, e ainda pode, desencadear um duplo processo. Fortalecer a unidade do campo progressista e, concomitantemente, recolocar o povo na rua na véspera da prisão do Lula e no início do (ensaio do) processo eleitoral.

        O papel da Globo, portanto, é duplo. Produzir uma catarse, canalisando a revolta para um sentimento de dor individual (negando a questão social, causadora do ato) e, ao mesmo tempo, ficar de bem com uma ala do campo progressista afagando-o para evitar que ele se unifique contra a Globo e o golpe, que ela é um dos principais protagonistas.

        Essa aliança Boulus, Lula, Manuela e agora o recente recuo das críticas do Ciro ao Lula, aliado com uma aproximação sua com Marina, pode isolar a Globo e a direita. É tudo que a Globo NÃO quer. Ela, e a direita, precisam dividir para reinarem.

        A tragédia pode desencadear o imponderável. É preciso retomar as rédeas da narrativa para impedir a unidade das lideranças progressista com o povo na rua.

        Esqueçam eleições e as contradições do chamado campo progressista. Pensem numa floresta, onde a “grande fotografia” é um projeto socialmente inclusivo e soberano, numa aliança com as massas mobilizadas. É isso que deve ser evitado a todo custo pela direita. E é isso que a Globo está tentando fazer. Isto é, criando sua narrativa para se antecipar aos desdobramentos dos fatos, de modo a determinar outro curso para a história, nesse caso, o aprofundamento do golpe.

        • Rpv!

          Rpv!

          Você me fez lembrar do episódio Temer/Joesley Batista, quando gente da esquerda se debruçou na frente da TV para ver o Fantástico e as cenas do próximo capítulo da tentativa do Golpe dentro do Golpe da Globo. 

          Será que o caso Marielle está produzindo este fenômeno nas esquerdas? 

           

    • A apropriação e inversão do discurso… 

      … como o das manifestações de em 2013, continua servindo ao mesmo fim.  Embora novos profissionais tenham sido contratados, o jornalismo da Globo não está voltando à normalidade porque seus interesses são os mesmos. Em meio à forte polarização política, a cobertura da execução de Mariele é mais uma peça na construção de uma narrativa maior, iniciada no Mensalão; e a desapropriação da história,  a tentativa de o grupo Marinho representar a unidade – através da comoção geral contra o assassinato –  e efetuar em si uma síntese do conflito.  Forjada num jogo de aparências,  tal síntese não servirá à democracia, mas será motivo  ao aprofundamento do golpe. Ou seja: preparar e alimentar  o sentimento popular sobre a  necessidade de fortalecer a intervenção – etapa transitiva para o seu endurecimento, a suspensão das eleições a tomada do governo pelos militares.

  14. A Globo não dá ponto sem nó…

    A Globo não dá ponto sem nó….

    Em todos estes casos citados pelo Nassif, a Globo teve total controle da narrativa e, consequentemente, das massas transformadas em manifestoches….de forma que, como a Globo não dá ponto sem nó, não deve ser sem motivo que a emissora tenha tomado a frente na narrativa Marielle…

    ….ainda não está claro, pelo menos para mim, qual a da Globo, uma vez que a emissora nunca havia dado sequer 30 segundos para a luta de Marielli..e agora dispara bombas semióticas de alta intensidade sobr eo caso…..como a prisão do Lula é para a Globo uma questão de honra, tenho a impressão de que o controle da emissora sobre o caso Marielli, visa que as massas vejam os casos Lula e Marielli como aquilo que são: SILENCIAMENTO DE LIDERANÇAS, modus operandi tipico de ditaduras que brotaram de golpes de Estado apoiados pela Globo….a direita brasileira não dá ponto sem nó….

    Ou será que por trás da execução de Marielle há um importante aliado da Globo, um Eduardo Cunha por exemplo…só citei essa figura porque nesta noite sonhei que essa figura tava por trás disso, mas como se trata de devaneio, acho que tem nada a ver não mas….

    Como fez nos protestos de 2013, a Globo tenta cooptar as ruas despertadas pela morte de Marielle. Por Kiko Nogueira

    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-fez-nos-protestos-de-2013-a-globo-tenta-cooptar-as-ruas-despertadas-pela-morte-de-marielle-por-kiko-nogueira/

     

    A Globo não dá ponto sem nó….II

    Continuo com um pé atrás nesse interesse da Globo no caso, bem como o fato de a emissora, dias antes da execução de Marielle, ter rememorado o caso Edson Luis….

    Fiz uma busca mas todos os artigos são exclusivos para assinantes, não consegui ler mas achei estranho as chamadas da Globo se ela apoiou as ditaduras que mataram Edson Luis e Marielle

    Vejam este artigo de dias bem antes da execução de Marielle sobre protestos por todo o pais por causa da morte de Edson Luis…qual o interesse da Globo nisso nessa espécie de adivinhação da execução de Marielle provocando a mesma onda….o caso para Wilson Ferreira resolver:… sincronimisticismo? tautismo? bomba semitótica?

    Artigo de 8 de março, de O Globo: morte de Edson Luis desencadeou  protestos no rio e em todo o pais…

    http://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/em-1968-morte-do-estudante-edson-luis-deflagra-protestos-no-rio-em-todo-pais-22470751

    Marielle e Edson Luis, os ideiais de 1968, em O Globo

    https://blogs.oglobo.globo.com/afonso-borges/post/marielle-e-edson-luis-os-ideais-de-1968-e-hora-dos-artistas.html

    Acervo Globo…morte do estudante Edson Luis, em O Globo

    http://acervo.oglobo.globo.com/incoming/morte-do-estudante-edson-luis-22481716

    • Xadrez e o fator detonador com Marielle

      -> porque nesta noite sonhei que essa figura tava por trás disso

      os sonhos são mais reais do que aquilo que acostumamos a denominar como “realidade”, a qual é na realidade um sonho.

      vc me diz que sonhou com o capo Cunha como feiticeiro negro manipulando os cordéis e não deu atenção?

      o sonho que você teve é revelador!

      o sonho é um mergulho no inconsciente coletivo, quando tudo se mostra como é. mesmo que muitas vezes não tenhamos o canal sintonizado adequadamente para a clareza de percepção necessária para uma leitura correta do sonho.

      é o Cunha mesmo!

      mas há outros níveis acima do Cunha! assim como o Cunha manipula alguns cordéis, há também cordéis manipulando o Cunha.

      vídeo: MARIELLE FRANCO – ÚLTIMAS IMAGENS – CÂMERA DE SEGURANÇA

      [video: https://www.youtube.com/watch?v=iW4fBnEzFnM%5D

      .

  15. Riocentro

    Sobre a etapa 5, fatos detonadores

    O que decretou o começo do fim da ditadura de 64 foi a incoerência entre o ‘prendo e arrebento’ do Figueiredoe a tentativa de acobertar o Riocentro. Ficou feio. Pelo menos teoricamente, Figueiredo estava prometendo uma redemocratização à força. O discurso era dirigido, obviamente, aos setores mais radicais do golpe. II Exército, Sílvio Frota.O governo Temer, nunca, em qualquer momento teve veleidades de resolver a violência urbana no Rio. Creio que os artífices disso pensaram mais em Tuma, xerife do plano cruzado, laçando boi no pasto. Para os militares profissionaisà cargo da ocupação pode ser um revés humilhante, mas o governo Temer, cujo letimotiv é absolutamente outro,c… e anda.Por último, mas não menos importante, isso não vai dar em nada, revolta nenhuma. Os eventuais ‘revoltados’foram anetesiados pelos governos do PT como indíviduos que foram incluídos no sistema como consumidores e não comocidadãos. Essa leitura consumidor x cidadaão é do Vladimir Safatle, não minha.

  16. O erro dos racionalistas: as razões que a razão desconhece

    “Por um tempo acreditei que a perspectiva do desastre promovia a volta à racionalidade. De 2005 – quando a mídia iniciou essa loucura – para cá, todas as esperanças de uma saída racional foram jogadas fora.”

    A história da Humanidade nada tem a ver com racionalidade, menos ainda com loucura. 

    Frases como a do Nassif, ainda que compreensivelmente desencantadas, parecem esquecer o legado de Marx, de Freud e Jung – para ficar nos Ocidentais, mas poderíamos acrescentar Confúcio, entre outros das filosofias indiana, árabe e chinesa (da África negra certamente há mas não conhecemos) -, e de toda a Arte digna do nome na música, no teatro e no cinema: o fenômeno humano obedece a um entrelaçamento de relações de poder e afeto irredutíveis ao erro cartesiano (vide a tese do neurocientista António Damásio em seu livro “O erro de Descartes”) de racionalidade maquinal, aliás, possivelmente, a raiz de muitos dos males que afligem este momento da espécie humana no mundo, tão sombrio e extenuante. O que Nassif chama de racionalidade os pré-cartesianos chamavam de prudência, característica atribuída aos sábios e não à natureza humana per si, dada sua raridade e difícil alcance pela exigência de superação dos daimons que arrastam a humanidade, da tragédia ao amor incondicional – ambos irracionais. Fala como se a história do país, desde sua fundação, não fosse o domínio do inexplicável, e inaceitável, pelas regras do bom senso e da ética mais rudimentar. 

    A propósito, no artigo de hoje de Urariano Mota sobre Augusto Boal adicionei alguns vídeos em  que ele demonstra de maneira sensível e acessível por que a superação da opressão nada tem a ver com a famigerada racionalidade cartesiana. Precisamos de mais Teatro do Oprimido, que como sempre disse Boal, somos todos nós. 

    Acreditar na falsa racionalidade permite que quem manipula seu discurso domine o jogo. 

     

    Sampa/SP, 16/03/2018 – 22:07 (alterado às 22:12 e 22:24)

     

  17. Outros fatores

    Esse exercício de buscar uma causalidade entre fatos tão dispersos é tentador, mas, embora isoladamente não há como negar os excessos da mídia e do MP e, do outro lado, as omissões do judiciário, colocar a morte de Marielle na conta dos acontecimentos em Brasília é ignorar um milhão de condições de contorno que levaram a esse evento trágico.

    Primeiro, a morte de Marielle é algo característico de um estado falido – uma descrição perfeita para o Rio de Janeiro de hoje, com a situação fiscal em frangalhos, instituições corrompidas, uma enorme ressaca de aventuras irresponsáveis como a Copa do Mundo e as Olimpíadas … se a mídia tem culpa nesse caso, é de não ter investigado direito as falcatruas conforme elas ocorriam – e, de uma maneira geral, prestar atenção demais no Governo Federal e ignorar o dia-a-dia local.

    Também cabe discutir o sinal da causalidade no que diz respeito à dita “incitação de ódio” da mídia. Será que os meios de comunicação provocaram a radicalização ou a população estava propensa a se radicalizar? Sites como ‘O Antagonista’ atraem um público fiel mas são também ignorados por muita gente. Então o fato é que existe um público suscetível – quiçá desejoso – por esse movimento. O que leva ao próximo ponto: a Internet ajudou muito a ‘atender’ a esse público propenso à radicalização, seja de esquerda, seja de direita. As redes sociais contribuem com a polarização, fenômeno que não é exclusivamente brasileiro – vide o que tem acontecido tanto nos Estados Unidos como na Europa.

    Também é fato que sucessivos governos federais não têm dado uma resposta contundente para os problemas de segurança pública, independentemente da legenda no poder. Sempre é muito cômodo dizer que é atribuição dos estados, enquanto o CN adota medidas inócuas como cortina de fumaça, ao invés de tentar buscar medidas que realmente contribuam para o problema, como a legalização da maconha (e eventualmente de outras drogas) e do aborto, a unificação das polícias, a criação de penas alternativas e a revisão do Código Petal … tudo isso foi escanteado enquanto aumentava a sensação de insegurança da população – o que dá munição perfeita para quem quer estimular a radicalização.

    Finalmente, sempre vale lembrar do velho adágio: it’s the economy, stupid! Se o governo da Dilma não tivesse feito a quantidade enorme de lambanças que fez, seja pela irresponsabilidade fiscal, seja pelo amadorismo na relação com o Congresso e com a classe política em geral, seja pelo voluntarismo e displicência no desenho das políticas públicas, duvido muito que teria caído como caiu em 2016 …

    • Bravo, Marcos Oliveira!

       

      Você toca em dois pontos nevrálgicos da crise atual: a responsabilidade de Dilma por sua própria queda e a orfandade da massa brasileira (pouco ilustrada, pouco cosmopolita, movida por um sólido mas obtuso senso-comum) diante das baboseiras da esquerda contemporânea (que prega a desigualdade invertida como “justiça”) e a inércia diante de problemas como a violência urbana, o caos urbanístico e a desigualdade estrutural. 

      Órfã das ideias progressistas, resta à massa o salvacionismo da extrema direita: violência se resolve na porrada, na repressão. A ordem imposta com severidade é a base da sociedade pacífica e produtiva.

      Quando a extrema direita mostra sua verdadeira cara, a parcela mais liberal (no sentido estadunidense) da massa fica horrorisada e reage aderindo à esquerda radical e seu patrulhamento absurdo – único refúgio que se apresenta aos não reacionários.

      E a polarização se autoalimenta pela falta de um centro (principalmente centro-esquerda) que enquadre os extremos.

      Quanto à Dilma, você disse tudo: incapacidade de dialogar com o Congresso e a base aliada em geral. Tecnocracia com atitude marrenta. Pior dos mundos.

  18. Assassinatos políticos.

    Marielle defendia os direit6os humanos, os direitos das minorias, lutava pela democracia, denunciava os abusos da polícia. Aprendi tudo isso lendo umas dez páginas sobre ela, que eu nem conhecia. Mas sua execução eu conheço sim. Uma das responsáveis já publicou que Marielle era a representante do Comando Vermelho no parlamento. Os defensores dos bandidos no parlamento brasileiro todos conhecemos e Marielle era o oposto dessa gentalha fascista.

    No governo de FHC, dois prefeitos do PT, de Campinas e Santo André, foram foram executados. A polícia do Alckmin “localizou” os culpados: bandidos condenados por todos os crimes imagináveis. Muito estranho… Depois, o Imparcial de Curitiba quis culpar Lula e o PT pelos assassinatos. Os responsáveis pelos crimes, todos sabemos quem são, só não temos aquelas provas formais exigidas pela Direita quando seus pares são acusados. Contra o PT tudo vale, até “triplex”, acusações de triplos boçais. Infelizmente, a execução da vereadora do Rio não foi a última praticada pelos fascistas. Outras virão, e algumas devem mesmo estar acontecendo enquanto digito essas bem traçadas linhas, com miseráveis erros de digitação,

  19. não é de hoje

    Toda essa violência e ódio e polarização não surgiram recentemente: elas vem de longe em nossa história e talvez Tiradentes seja um bom exemplo. Os 350 anos de escravidão seriam outro exemplo. É nova, essa demonstração explícita de ódio da  classe média e suas circunstâncias, ou seus chefes e ídolos, de ódio ao povo mais humilde, ou mais pobre. E por ser explícito esse ódio, há um risco muito grande de que não termine, desta vez, em um samba de carnaval. Um lado já está dizendo claramente o que pretende!!! E tem até candidato à presidência!!! E esta cheio de reservas!!! E seria um interessante tema, uma investigação, ainda que só jornalistica, para identificar os atos do tal Instituto FHC em tudo isso,, porque à toda evidência, esse instituto gasta muito mais dinheiro do que diz possuir, e tem muito mais “entradas” na grande imprensa, do que seria razoável supor. Afinal, parece bastante claro a todos os “experts independentes”, que o governo do PSDB foi medíocre. 

  20. A Globo não dá ponto sem nó…III

    A Globo não dá ponto sem nó…III

    Uma dúvida: O que a Globo/Eduardo Cunha tem a ganhar com o incêndio nas ruas? No caso haveria justificativa para o endurecimento do regime/reedição do AI-5 e, neste caso, a Globo teria aquilo que ela mais quer: a suspensão das eleições, uma vez que ela Globo sabe que seu candidato não tem a menor chance nas urnas…vários já foram tentados: Huck, Alckmin, o lá da Riachuelo…ooooo…, diante da iminência de Lula se candidatar e, mesmo preso sair vitorioso,  o que seria um vexame internacional para o regime ditatorial  e em especial para os bonachões Marinhos…

    O que Eduardo Cunha ganharia? O mesmo que Mubarak ganhou com a ocupação da politíca egipcia pelos militares linha dura:  a liberdade….

    Edson Luis está para o AI-5 assim como Marielle está para….(…)….

    Há 49 anos{50 em 2018] era assassinado pela ditadura o estudante Edson Luís

    Em 28 de março de 1968, há exatos 49 anos, no auge da ditadura, o assassinato dos estudantes Edson Luís e Benedito Frazão Dutra no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, desencadeou uma das maiores manifestações contra a ditadura e teve como consequência o Ato Institucional Nº 5 e o endurecimento do regime.

    https://www.revistaforum.com.br/ha-49-anos-era-assassinado-pela-ditadura-o-estudante-edson-luis/

    Link para a imagem que ilustra o poste…..o poste da Globo….esse à diretia é o Sotero do Wilson Center, ligado a CIA, onde Moro paletra e presta contas do golpe todo mês? Parece-me que não…mas que parece parece…kkkk

    https://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/liberdade-de-expressao-a-gente-nao-ve-por-aqui-496.html

     

    • Xadrez e o fator detonador com Marielle

      -> O que a Globo/Eduardo Cunha tem a ganhar com o incêndio nas ruas? No caso haveria justificativa para o endurecimento do regime/reedição do AI-5

      não adianta. pode ter quantos sonhos reveladores forem. o Lulismo entortou a cabeça de vcs. não conseguem mais pensar fora da caixa, fora das bolhas!

      quem disse que uma Ditadura, na qual já estamos desde o grampo em Dilma, precisa de justificativa prá fazer alguma coisa? pode prender e arrebentar à vontade.

      igual sempre ocorreu nas favelas e periferias. inclusive quando Lula e Dilma foram os comandantes em chefe das ocupações militares.

      -> desencadeou uma das maiores manifestações contra a ditadura e teve como consequência o Ato Institucional Nº 5 e o endurecimento do regime.

      em qual universo paralelo do mundo dos sonhos isto ocorreu? completamente equivocado. o AI-5 vem da disputa entre as facções da casta militar para a gerência de uma ditadura perpetrada em benefício dos mesmo que deram o Golpe de 2016: a lumpenburguesia brasileira e seus grandes sócios transnacionais.

      -> , neste caso, a Globo teria aquilo que ela mais quer: a suspensão das eleições,

      que eleições são estas? aquelas que desde o grampo em Dilma, Lula sonha em disputar e vencer? isto nunca teve a menor possibilidade de acontecer!

      só o povo na rua pode derrotar um golpe. mas a cada vez que o povo sai às ruas, como agora em protesto contra a execução de Marielle, se impõe a narrativa quimérica das Eleições de 2018, pro Lulinha Paz e Amor ser presidente de novo…

      adeus às ilusões.

      p.s.:

      Quantos mais? Me diz?

      Duas Crianças, CRIANÇAS porra!

      Dessa vez na Nova Brasilia, uma criança de 1 ano morta e uma criança de 11 anos baleada
      Que isso!!! Se essa foto não te causar indignação, o que mais causará?

      Vocês não conseguem entender que estamos morrendo?

      Esse bando de canalhas que não moram em nossas favelas e periferias só sabem nos criminalizar. 

      Isso aqui é vida real, são nossos corpos que estão sendo abatidos.

      PAREM DE NOS MATAR!!!

      https://scontent-gru2-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/29261523_1716806855021426_7101044786838473460_n.jpg?oh=6afb461beb709e71d929695e9d2632ec&oe=5B4AC8BE

       

       

      .

    • Prezado Jose Carlos Lima, o
      Prezado Jose Carlos Lima, o antidoto para isso que voce alerta eh a Rede Globo e os oligopolios midiaticos serem colocados no olho do furacao das denuncias reivindicatorias das mobilizacoes contra-golpistas. Tem que mobilizar o povao. 27% de eleitores fieis ao Lula, mais simpatizantes e eleitores de demais partidos de esquerda, unidos, somam um numero de pessoas muito maior do que os manifestiches da reacao que a Globo vai tentar mobilizar. Segundo o Jesse Souza, apenas 20% da classe media balofa. A hora eh essa!

  21. O alvo do PIG agora mais
    O alvo do PIG agora mais ainda é o controle da pauta, o desvio de foco do verdadeiro debate(sempre foi e o bode expiatório sempre foi Lula Dilma/PT ,isso não cola mais)lembrem-se q todos estavam na pauta sobre a pressão no stf e o HC do Lula,estava caindo na boca do povo e aí…vem Marielle,eles pegam pesado mesmo, são criminosos e vão fazer de tudo para não ter eleições,devemos protestar ordeiramente para não dar motivo para cancelarem as eleições!

  22. Prezado Nassif, a realidade
    Prezado Nassif, a realidade eh essa retratada em seu artigo e ela da vontade de vomitar: Tem fascista pululando por tudo quanto eh lado. Estao cada vez mais seguros de que agora sao eles que mandam. As instituicoes jah foram tomadas.

    Eh um erro das esquerdas o foco que estao dando nas eleicoes, parecido com a tibieza dos social democratas e comunistas perante a iminencia da tomada do poder na alemanha pelos nazistas.

    Eh preciso mobilizar o pais agora e com energia. O povo tem que ir para as ruas e tem que haver liderancas esclarecidas, unidas. Eh luta. Soh a luta vai garantir o recuo dos fascistas e soh o recuo dos fascistas vai garantir eleicoes minimamente soberanas e seus reparos ah democracia ultrajada do pais.

  23. Há um conflito seríssimo

    Há um conflito seríssimo vindo à tona

    A esquerda torna-se o norte do país e não há poder supremo que o pare, nas próximas eleições veremos a todos admirados o quanto a esquerda cresceu e o quanto seremos capazes de aguentar isso, já que o governo que nos foi enfiado goela abaixo não desceu 

    A ignomínia não pode tomar conta do país, se para a direita governar devemos todos virar bárbaros, muito melhor a esquerda, desde sempre 

    E viva herzog e agora, infelizmente, Marielle

     

    https://youtu.be/JH5dHUo2Uik

  24. O abismo

    Um painel esclarecedor sobre a natureza política e econômica da atual crise em que estamos mergulhados pode ser vista nesta palestra do professor Ernani Teixeira, que fez mestrado e doutorado sob orientação da professora Maria da Conceição Tavares, tem larga experiência na educação universitária e na gestão pública. O cavalo de pau na economia coordenado pelo empregado do Bradesco Levy, com o apoio de Dilma, abriu as portas para o desmonte do Estado brasileiro. Teixeira demonstra como a crise começou por iniciativa do próprio governo Dilma patrocinando simultâneos choques de preços, de cambio, de crédito forçando e criando as bases para uma tremenda reação do mercado financeiro, que se articulou num plano neoliberal que visa retirar o Estado completamente da cena econômica. 

    A palestra foi postado hoje no YouTube pelo Canal do Instituto de Economia da UFRJ e o seminário foi realizado em Novembro do ano passado, 

    https://www.youtube.com/watch?v=6hQWQI-RJQ0

    O assassinato da vereadora Marielle, a depender das consequencis que se desenrolarão nos próximos dias, poderá ser o fator que os golpistas estavam procurando para adiar as eleiçoes, como apontou o jornalista Mino Carta. O fato é que infelizmente estamosconstanto que o italianoestava coberto de razão quando disse que a falha da esquerda abre as portas para o fascismo. O abismo parece-nos agora irremediável. 

  25. Munição

    A munição que matou Marielle Franco tinha sido comprada pela PF e pertencia ao mesmo lote que também teve munição usada na maior chacina de São Paulo, em 2015. Isso é resultado da investigação. Pois bem, aí vem o maravilhoso MiSegura, ou Ministro da Segurança, o Jungmann, cujo nome significa selvagem (para tristeza dos silvícolas), e diz que o lote foi desviado dos Correios. Peraí, quero entender melhor isso: a PF compra munição pelos Correios??????????? Terá sido pelo Ali Babá? Ou DX? Mercado LIvre, então? Só quero entender…

  26. Pensar sobre a possibilidade de uma guerra civil no Brasil……

    Pensar sobre a possibilidade de uma guerra civil no Brasil é um absurdo?

    Com toda a evolução do golpe, com a ideologia do ódio, com a deterioração das instituições brasileiras, com a ânsia de prender o Lula e agora com a execução política da vereadora do PSOL no Rio de Janeiro, Marielle Franco junto ao motorista Anderson Gomes, muitos analistas nas redes sociais, a boca pequena falam na possibilidade de tudo terminar numa guerra civil.

    Para a maior parte de todas as pessoas, apesar da ideologia de ódio que a extrema direita emprega, a pergunta não fará sentido pois com uma guerra civil todos perdemos, ou seja, qualquer que seja o vencedor, ou vencedores na verdade para a quase totalidade do povo brasileiro será uma perda quase que total, inclusive suas vidas.

    Se as perdas numa guerra civil são tão certas como a inutilidade da mesma, por que talvez não seja um absurdo pensar sobre a probabilidade de haver uma?

    Pelo mesmo motivo que quando escrevi em 26/12/2014 que:

    “Agora voltando ao título do artigo, a atual postura dos governos centrais de promover a mudança de governos estáveis (corruptos ou não) para uma situação de caos, não seja um acaso nem um erro de estratégia, mas sim a estratégia propriamente dita.

    Nos países produtores de hidrocarbonetos em que não é possível promover a desordem (apesar de tentarem) como a Rússia, ou países em que o consumo cresce mais do que a produção (como o Brasil), concorrendo diretamente com os países da OCDE, uma confusão interna ou externa aliada com uma recessão, fazem o mesmo papel (por enquanto!).”

    Chamando a atenção que a lógica do Imperialismo de Destruição é de simplesmente reduzir os países produtores de commodities a níveis de consumo extremamente baixos e, se além disto, conseguirem DIVIDIR O ESTADO EM ESTADOS MENORES mais facilmente administráveis para que estes continuem exportando seus produtos a baixo preço para os seus mercados.

    Se em 2014 não fazia sentido falar que a destruição de toda a indústria de um país e a sua chance de crescer, coisa que atualmente está ocorrendo, espero que estar redondamente errado quanto a conclusão deste pequeno artigo, e que o pequeno aviso no fim do texto escrito em 2014 (por enquanto) seja mais um delírio psicótico de minha parte do que outra coisa.

     

  27. Psicopatia Coletiva

    ¨Qualquer coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum como qualquer outro.¨

    ¨…a tal Marielle estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu compromissos assumidos com seus apoiadores.¨

    Desembargadora Marília Casro Neves

    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/desembargadora-que-acusa-marielle-de-ser-ligada-ao-comando-vermelho-soltou-chefao-da-mafia-dos-ingressos-na-copa/

  28. Sou simplório
    A intervenção surgiu depois de um desfile de escola de samba. Já no desfile das campeãs surgiu a censura. A execução de Marielle é a continuação do processo. Com tudo. Vivemos submetidos ao necropoder desse tudo. Só há uma saída, a quantidade. A Globo quer sim liderar a narrativa, mas dessa vez estamos vacinados.

  29. Nassif, obrigado por uma peça

    Nassif, obrigado por uma peça de lucidez e jornalismo impecáveis!!!!! É um texto-síntese para entrar para a História desse tempo, e do jornalismo digno!!!

  30. ¨E tudo volta ao normal.¨

    Alimentamos o antipetismo, Lula perde as eleições e tudo volta ao normal.

    Mas depois que Lula e o PT forem anulados, tudo volta ao normal.

    Mas depois que Lula for condenado, tudo volta ao normal.

    O Lula vai preso, o PT perde e tudo volta ao normal.

    É isso, Nassif.Obrigado pela temperança, sensatez e lucidez.É tudo o que precisamos nessa trágica hora do Brasil.Nada de confronto direto, é tudo o que a bandalha, interna e externa, quer.A todos nós, muita moderação, equilíbrio e sabedoria.

  31. Preparem-se para chorar o

    Preparem-se para chorar o próximo pois esses celerados, nada os detém. Fui expectador em 64, pois era menino. Mas, já tinha entendimento e sabia o que estava acontecendo. Hoje, vejo isso mil vezes pior. Se em 64 a bandeira era acabar com o ‘comunismo’  “NESSA PORRA”, hoje, o golpe é pra manter no poder a fina flor da bandidagem institucionalizada(Em todos os Poderes e na Classe dominante: mídia, empresarial, agronegócio, religião, militar). Vcs viram o que disse a madame desembargadora do Rio sobre esse assasssinato: “ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos”.  Vamos pegar pela palavra: se ela estava engajada com bandidos e como  os bandidos estavam de posse de munição vendida à polícia federal, me leva a crer que a PF age de acordo com o Comando Vermelho(foi ela, a desembargadora, que disse que a falecida tinha sido eleita pelo CV). Já estou chegando aos 64 anos. Não tenho mais esperanças de ver esse País como uma Nação Livre e Soberana. Só espero que, se houver reencarnação, que eu não venha a encarnar num lugar tão miserável moralmente como nessa horda.

  32. Xadrez e o fator detonador com Marielle

    Brasil em Transe: transtorno obsessivo compulsivo

    ALERTA!

    repetem-se os velhos e mesmos erros com a execução de Marielle!

    estão permitido que a Direita assuma a iniciativa e o controle da narrativa.

    quem não tem o diagnóstico da crise, acaba sempre sendo atropelado pela conjuntura.

    a execução política de Marielle é um poderosíssimo vetor de contra-peso na atual conjuntura. inclusive para evitar a prisão de Lula!

    para isto é preciso assumir a iniciativa da agitação e propaganda, da guerra semiótica.

    a execução de Marielle coloca em xeque não apenas a intervenção no Rio de Janeiro como mesmo o narco-estado brasileiro, cujos maiores beneficiários são os rentistas e o sistema financeiro.

    permitam a grande mídia e a Globo pautarem, depois ponham a culpa no PSOL e no povo!

    deixem de ser idiotas! acordem prá realidade!

    milhares ocupam as ruas em várias cidades. manifestação gigantesca no Rio, comparada a  18/06 em Junho de 2013, quando o “Rio de Janeiro sensacional, tomou a ALERJ com pedra e pau”.

    abrem-se as janelas de oportunidade, as máscaras caem ao chão, e o que faz a Ex-querda e o Lulismo?

    deixam a Direita capturar o episódio, como ocorreu com os desdobramentos a Junho de 2013.

    é hora de dar nome aos boi brancos!

    é o PCC!

    são os bancos!

    é a Guerra Híbrida Mundial! é o comandante em chefe do governo usurpador, o general sionista do estupra e mata!

    é o Mossad da guerra de extermínio a todos os goys!

    é a munição “roubada” da PF!

    vídeo: egundo carro pode ter dado cobertura a assassinos de Marielle Franco

    [video: https://www.youtube.com/watch?v=19vdppUktV0%5D

    vídeo: EXCLUSIVO _ VÍDEO EXECUÇÃO DA VEREADORA

    (p.s.: há dúvidas quanto ao vídeo abaixo ser de fato da cena de execução de Marielle.)

    [video: https://www.youtube.com/watch?v=sb0kGg6R8ok%5D

    .

    • Anestesia Geral

      Arkx, cara, vou desabafar contigo: sinto compaixão pelo “nosso grande timoneiro”. Provavelmente ele vai acabar totalmente ferrado nessa história. A máquina de moer já levou a companheira de tantas lutas. Ele fez mais que os outros pela nossa “ralé”. E/Era, talvez, a liderança popular possível, embora longe do ideal. Acho que no futuro ainda vai se gastar muita tinta analisando esse personagem, tão tragicamente brasileiro, e o momento que estamos passando. Mas, às vezes penso se toda essa era de lulismo não foi algo cuidadosamente arquitetado e manobrado, por algum ente maligno (material ou espiritual mesmo, já nem sei mais), para por sob anestesia geral o nosso povo e poder retirar, sem resistência, as nossas entranhas.

      • Xadrez e o fator detonador com Marielle

        -> se toda essa era de lulismo não foi algo cuidadosamente arquitetado e manobrado, por algum ente maligno (material ou espiritual mesmo, já nem sei mais)

        compreendo.

        mas não penso que chegue a tanto. na verdade, vejo como um ciclo muito importante de um processo de amadurecimento e crescimento até chegarmos a nos construir como coletividade.

        e até mesmo o período atual do golpe faz parte disto.

        assim como os nossos conflitos internos, tanto dentro da Esquerda quanto no âmago de cada um de nós.

        é do incessante trabalho com todas estas experiências que vamos acumular forças para sairmos vencedores.

        -> sinto compaixão pelo “nosso grande timoneiro”. Provavelmente ele vai acabar totalmente ferrado nessa história.

        nada está ainda decidido. os dados estão rolando.

        depende das opções que se façam. lula precisa colocar o povo nas ruas, porque nas ruas ele já está por Marielle.

        a lumpenburguesia brasileira não aguenta dois tocos. vide o Huck.

        abraços

        .

  33. Você capturou de maneira

    Você capturou de maneira primorosa a normalização progressiva da violência jornalística, política, jurídica, econômica e, por fim, militar. As guerras nunca começam com o primeiro tiro, pois ele é o produto de uma longa preparação. Sem um “contexto adequado” um tiro fatal pode ser tratado como um caso de polícia. Mas não é isso o que ocorre quando a guerra já se tornou uma realidade política, econômica e jurídica por causa do jornalismo.

  34. Xadrez e o fator detonador com Marielle

    Brasil em Transe: transtorno obsessivo compulsivo

    ALERTA 2!

    após mais uma vez permitir que a Direita e a Globo assumam a iniciativa quanto a narrativa da execução de Marielle, a Ex-querda e o Lulismo tendem a construir a seguinte leitura:

    “tudo não passa de ação diversionista de agentes da CIA para desviar o foco da defesa de Lula e sua candidatura”.

    então o Jessé Souza escreve uns três livros para dar base teórica a esta hipótese.

    e novamente, como em Junho de 2013, perdem o bonde da História. depois colocam a culpa nos suspeitos de sempre: o PSOL e o próprio povo que saiu às ruas.

    vivem reclamando do tal “povo que não vai prá rua”. quando o povo aparece, continuam ligados na Globo e viciados nas telinhas da web.

    p.s.:

    seriam os Lulistas operativos de alguma agência de inteligência estrangeira, para evitar a todo custo que o povo se rebele e se insurja contra um projeto neo-colonial e semi-escravagista?

    por que o Lulismo teme o povo nas ruas?

    .

  35. O exercício da cidadania

    Neste episodio do golpe, onde barbaridades de todo tipo estão sendo cometidas, desperta em nos o sentimento de cidadania e também de responsabilidade pelo que está ocorrendo. Somos como leões para reclamar, mas somos cordeiros para agir na exigência dos nossos direitos e, principalmente, muito burros para votar.

    Acho que devemos tirar lições destes últimos três anos e aproveitar não apenas de retomar a democracia e colocar um governo nacionalista com viés social no Planalto. Falo de ações simples no cotidiano.

    Ocorre que vivemos diversas ditaduras, no dia a dia, no plano jurídico, comercial, bancário e de serviços de todo tipo. Somos explorados a toda hora e em todo lugar, no preço do combustível, pela operadora telefônica ou de internet (ou ambas), pelos pedágios, pelas contas de luz, pelas tarifas bancarias, pelos planos de saúde, pela passagem de ônibus, pelas tarifas aéreas e o transporte de bagagem nestas, etc. Somos lesados em todo momento.

    Por tanto, recomendo que na campanha presidencial do Lula (ou de quem o Lula indicar), haja clara consciência de que o cidadão não apenas é lesado politicamente, mas também no seu cotidiano, no dia-a-dia. Pra isso, nesta fase de Brasil colônia tentando construir uma nação autônoma, é fundamental a presença e a atuação do Estado em todas as áreas onde a população esteja sendo explorada, que possa garantir o serviço a toda a população. O tal de “mercado” é uma ficção num país em vias de desenvolvimento.

    Precisamos do Banco do Brasil e Caixa com as menores taxas e condições para o povo brasileiro, uma boa companhia de telecomunicações do Estado, transporte público de qualidade e etc. Brasil precisa uma forte atuação do Estado, pelo menos até o ponto em que o Brasil e os brasileiros tenham melhor preparo para lidar com o ambiente selvagem do capitalismo global.

  36. 24 outros casos recentes de

    24 outros casos recentes de morte de líderes comunitários pra você saber fora o de Mariele

    A grande maioria dos casos ocorreu no NE, seguido da região N ..no CO 2 ..no S houve um caso assim como no SE

    – Marielle Franco, vereadora no Rio de Janeiro pelo PSOL – 15.mar.2018

    – Paulo Sérgio Almeida Nascimento, líder comunitário no Pará – 12.mar.2018

    – George de Andrade Lima Rodrigues, líder comunitário em Recife – 23.fev.2018

    – Carlos Antônio dos Santos, o “Carlão”, líder comunitário no Mato Grosso – 07.fev.2018

    – Leandro Altenir Ribeiro Ribas, líder comunitário em Porto Alegre – 28.jan.2018

    – Márcio Oliveira Matos, liderança do MST na Bahia – 24.jan.2018

    – Valdemir Resplandes, líder do MST no Pará – 9.jan.2018

    – Jefferson Marcelo do Nascimento, líder comunitário no Rio – 04.jan.2018

    – Clodoaldo do Santos, líder sindical em Sergipe – 14.dez.2017

    – Jair Cleber dos Santos, líder de acampamento no Pará – 22.set.2017

    – Fabio Gabriel Pacifico dos Santos, o “Binho dos Palmares”, líder quilombola na Bahia – 18.set.2017

    – José Raimundo da Mota de Souza Júnior, líder do Movimento dos Pequenos Agricultures (MPA) na Bahia – 13.jul.2017

    – Rosenildo Pereira de Almeida, o “Negão”, líder comunitário da ocupação na Fazenda Santa Lúcia, no Pará – 8.jul.2017

    – Eraldo Lima Costa e Silva, líder do MST no Recife – 20.jun.2017

    – Valdenir Juventino Izidoro, o “Lobó”, líder camponês de Rondônia – 4.jun.2017

    – Luís César Santiago da Silva, o “Cabeça do Povo”, líder sindical do Ceará – 15.abr.2017

    – Waldomiro Costa Pereira, líder do MST no Pará – 20.mar.2017

    – João Natalício Xukuru-Kariri, líder indígena em Alagoas – 11.out.2016

    – Almir Silva dos Santos, líder comunitário no Maranhão – 8.jul.2016

    – José Bernardo da Silva, líder do MST em Pernambuco – 26.abr.2016

    – José Conceição Pereira, líder comunitário no Maranhão – 14.abr.2016

    – Edmilson Alves da Silva, líder comunitário em Alagoas – 22.fev.2016

    – Nilce de Souza Magalhães, a “Nicinha”, líder comunitária e membro do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) em Rondônia – 7.jan.2016

    – Simeão Vilhalva Cristiano Navarro, líder indígena do Mato Grosso – 1.ago. 2015

    – Paulo Sérgio Santos, líder quilombola na Bahia – 6.jul. 2014

    https://www.revistaforum.com.br/nao-e-so-marielle-24-casos-de-liderancas-politicas-mortas/

  37. Micheliny Verunschk, 15 de

    Micheliny Verunschk, 15 de março de 2018, a manhã seguinte à execução de Marielle Franco.”

     

     

    Uma mulher descerá o morro

     

    como se descesse de uma estrela

     

    uma mulher seus olhos iluminados

     

    suas mãos pulsando vida e luta

     

    sob seus pés a velha serpente

     

    [a baba as armas a covardia de sempre].

     

    uma mulher descerá o morro

     

    as inúmeras escadarias do morro

     

    os muros arames que separam o morro

     

    e pisará o chão desse país sem nome

     

    desse país que ainda não existe

     

    desse país que interminavelmente não há

     

    uma mulher descerá o morro

     

    tempestade é o vestido que ela veste

     

    uma mulher descerá o morro

     

    e ainda que seu sangue caia

     

    ferida incessante no asfalto do Estácio

     

    e ainda que anunciem sua morte

     

    [e sim, ainda que a comemorem]

     

    esta mulher ninguém poderá parar.

     

  38. Pra mim tudo que acontece no

    Pra mim tudo que acontece no Brasil tem lógica quando vemos a coisa da perspectiva de uma Guerra de Quarta Geração (nisso concordom com o Wilson Ferreira) desencadeada pelos USA. 

    Dentro disso tudo fica claro: usa-se um arsenal imenso de bombas semióticas para enfraquecer e destruir um Estado-Nação considerado inimigo. Mas entrar em detalhes seria muito trabalhoso.

    Só quero chamar a atenção para algumas coisas:

    1. O impressionante despreparo dos estrategistas do PT, que não souberam avaliar o perigo que se avizinhava;

    2. A impressionante estupidez de nossas FA, tão intoxicadas pela combate ao comunismo que não saíram dos anos 60 e (para mim é claro) não tem a menor capacidade para entender o que ocorre;

    3. O papel devastador de uma mídia canalha e comprometida desde sempre;

    4. A assustadora ignorância e estupidez do grosso da nossa população, incapaz de minimamente entenderem o país onde vivem;

    5. A impressionante ignorância de todos os membros dos três poderes, incapazes de uma visão de conjunto da coisa toda. Tornaram-se cumplices alegres do desmonte do próprio Estado-Nação do qual dependem! Inexiste demonstração mais nítida de burrice, despreparo, primarismo e estupidez;

    Não vou entrar em mais detalhes, mas temo que o destino final do Brasil é seguir o caminho da Líbia.

     

     

    • “O impressionante despreparo dos estrategistas do PT”

      Nisso se inclui a recusa do Lula de se candidatar em 2014, seja a presidente, seja a senador ou deputado. Com tudo que já acontecera e com a detonação da Lava-Jato no início daquele ano, Lula foi muito ingênuo de achar que devia reeleger Dilma ou permanecer fora do jogo, sem mandato. Na verdade, se estivesse no parlamento Lula não cairia nas mãos do esquema Moro-Dallagnol, o impeachment não teria acontecido e Lula hoje não estaria dependendo daquele saco de gatos chamado STF pra poder ficar fora da cadeia ou se candidatar…

      • É difícil avaliar qual foi o

        É difícil avaliar qual foi o maior erro do PT. Certamente cometerei injustiças por estar olhando de fora, mas da minha posição vejo os seguintes erros:

        1. Não avaliar corretamente o papel da mídia nativa. Não viram nela a inimiga que sempre foi. O erro se torna maior porque não foi por falta de aviso;

        2. Não entender e não compreender o que é uma Guerra de Quarta Geração. Em função disso nunca acreditou, ou entendeu, que o Brasil estava sob Estado de Guerra desde 2005, quando começou o Mensalão;

        3. Interpretarar de forma errada as passeatas de 2013. Tenho na mente um dia: 17/06/2013. Neste dia a Globo iniciou a transmissão ao vivo das passeatas capturando o movimento. A reação do governo foi pífia, mostrando que o PT claramente não soube avaliar o que estava acontecendo;

        4. Ter acreditado no republicanismo, quando os conservadores devem ser tratados como inimigos. Imenso erro que levou Lula e Dilma a colocarem indivóduos pífios e inimigos em postos chaves onde deveriam ter colocado aliados ( como PF, STF, etc.);

        5. Não ter feito um pacto com Eduardo Cunha. Muitos podem me censurar por dizer isso, mas ele tinha o poder de iniciar o processo de impeachmeant. Foi o que fez e o resto da história todos conhecem. Um erro monumental que me leva a crer que os petistas nunca leram Maquiavel.

        6. Desconhecer a História do Brasil, ignorando quem são nossas “elites”, a quem obedecem e o que querem. Era só conhecer o que aconteceu em 1954 e 1964 para saber o que viria. Mas foram incapazes de ver um paralelo entre a tragetória de Getúlio, Jango e Lula. Impressionante a cegueira e analfabetismo histórico;

        7. Ter acreditado que apenas fazendo políticas sociais seria suficiente para ter a massa do seu lado, ignorando que as mentes sempre pertenceram a Rede Globo. Ou seja, faltou um trabalho intensivo de politização das massas mostrando as diferenças entre os governos petitas e dos outros, blindando-os contra essa mídia escrota. Do meu ponto de vista repetiram em escala nacional o erro que cometem na cidade de São Paulo, onde, após um governo petista (que tenta fazer alguma coisa pela cidade), os conservadores (vide o Dória) sempre conseguem reagir e voltar ao poder através do arcabouço conservador e primário que está fixado no imaginário da periferia.

        E o que me lembro de momento. Mais poderá dizer quem vive o partido por dentro. Escrevo apenas aquilo que vejo aqui de fora.

        • Item 5. Ele queria que o PT
          Item 5. Ele queria que o PT votasse a favor dele Cunha na Comisssao de Etica para nao ser cassado.
          Se o Cunha nao aceitase o impeachement da Dilma a Globo o impinxaria.

          • Realmente, se o PT tivesse

            Realmente, se o PT tivesse salvo Cunha a Globo podia ter feito um monte de coisas: pressionado o PT, chantageado Cunha, etc.

            Mas agora me ocorreu: ela fez um estadalhaço com a denúncia da JBS sobre o Temer (lembre-se TEMER = CUNHA, como já disseram) e o que aconteceu mesmo?

      • Um pais se torna aquilo que sua elite quer que ele se torne

        Um pais se torna aquilo que sua elite quer que ele se torne…..neste sentido, se nossa elite fosse inteligente ao invés de ter em seus quadros “pensadores” da estirpe de Zé Serra, Skaf o pato que virou sapo, FHC e outros sabujos da Shell e dos interesses americanos…..se nossa elite quisse rachar de ganhar dinheiro e ter bilionários aos montes, como vinha ocorrendo, sob o lulismo,  …

        …se nossa elite não fosse zelotes, ela teria feito uma campanha para que Lula pudesse disputar mandatos até o último dia da sua vida…..e teriam apoiado uma PEC neste sentido….por questão de garantia da existência como paises fortes e soberanos, Rússia e China acabaram de tomar medidas neste sentido….no caso do Brasil, não só não permitiram Lula continuar como, a partir de 2013, começaram uma ofensiva para derrubar Dilma e, no momento, armam uma prisão para Lula com base em fraude processual.

        Quanto a Lula com cargo no parlamento…

        Nesse caso, a bravisssima Carmem Lúcia teria madrugado e ido para o STF de camisola aos gritos de “bandidos não passarão” para prender o Senador Lula…motivos achariam, claro que sim, com a ajuda do FBI, CIA, NSA, Mossad não há liderança anti-fascismo que escape..

        …. .numa ponta os serviços de inforação e o aparato Globo e CIA e, na outra ponta,  o golpe sendo dado com STF e tudo junto……entendo seu comentário e ele seria válido se o golpe e o silenciamento de Lula não fosse questão central…..se Lula fosse parlamentar o foro privilegiado já eria caido e voltaria tão logo a encomenda fosse entregue aos falcões americanos: essa corja foi capaz de fraudar a CF e suspender a 2a instancia, bem como suprimir, pelo menos para Lula e membros do seu partido, o direito a habeas corpus etc etc

    • Texto excelente. O
      Texto excelente. O inacreditável é exatamente o despreparo do governo , nem do PT séria o caso , em relação ao problema que rondava o País. A partir do momento que foi feita a opção para aproximação com Rússia e China , estava claro que os americanos fariam de tudo para bloquear tal acordo , que está mudando a geopolítica mundial. Como temos uma elite escravocrata, mesquinha dependente do estado , ficou livre o caminho para destruição de uma Nação. Temo que isto será irreversível.

    • Como Ovo em Pé, Parece Fácil…

      2. As chamadas ‘nossas FFAA’ estão longe de serem estúpidas. Após a depuração feita na oficialidade a partir de 1964, tornou-se 100% comprometida, mas não bem com o Brasil soberano e os brasileiros desiguais e/ou com raízes.  

      3. Idem o monopólio da mídia, desde sempre conforme informado.

      4. O grosso da nossa população não é ‘ignorante’ e menos ainda estúpida (não confundi-la com setores da classe média, aspirantes a Casa Grande), é vitima da desigualdade campeã, a grande obra da classe dominante, hereditáriamente conservada até hoje, e do preconceito burro da classe média que retroalimenta ainda a síndrome de ‘vira-lata’.  

      5. A maioria dos membros dos três poderes está longe de ser ignorante, pelo contrário, “conserta relógio com luvas de boxe”, mas faz parte e está comprometida com a classe dominante (não temos ‘Elite’)  que, de fato e, quase sempre, de direito, comanda os poderes e as instituições e não tem raízes no Brasil, pensam que as tem nos Estados Unidos e alguns na Europa ocidental. O Brasil para esses é apenas o meio de vida nababa.

      Não entremos em mais detalhes, já há material contraditório suficiente para reescrever-se o item 1 e saber-se que não seremos uma Líbia ou Síria, se não reagirmos (e as condições, graças a inacreditável resiliência de Lula, são favoráveis), apenas  consolidarão a condição de colônia e entreposto comercial, do Norte, condenando-nos ao atraso e a dependência.     

      • Respeito tua opinião, mas

        Respeito tua opinião, mas discordo em muitos pontos. 

        A falta de visão estratégica de longo prazo demonstrada por todos que citei é estarrecedora. Pavorosa eu diria. Pra mim é prova cabal de despreparo, pra dizer o mínimo. Podem ser “experts” na sua área (como juízes), mas como você bem observou, mas o  tipo de “compromentimento” dessa gente é justamente que os torna estúpidos e ignorantes, preferindo ser servos a senhores. Esse tipo de gente deve ser desprezada sempre.

        Quanto a estupidez da esmagadora maioria do povo, reafirmo cada linha. Verdade que é vitima do sistema. Isso não se discute, mas pergunto: quanta força realmente fazem para sair da Matrix criada pela Rede Globo? Será que realmente QUEREM deixar de ser escravos?

        E não é causa de ‘ovo em pé”. Tudo que aconteceu era perfeitamente visível desde 2013. Os sinais eram mais do que claros.

    • ….
      Acho que um dos maiores equívocos do PT foi ter um assessor da presidência um historiador e cientista político ao inves de um geógrafo, guerra nova ? Não acho, tive um professor no ensino médio que tratava de assuntos estratégicos da política na história e geografia, certa vez ele mencionou sobre o uso político de características culturais interna de um país sendo usado para gerar conflitos internos por outro país, no momento em que ele abordava este assunto ele estava falando sobre o período entre guerras, essa tática que estamos sendo alvos já foi utilizada antes, não por acaso as comunicações de um país é estratégico, não por acaso deve haver regulação….

    • Marcos, compartilho de sua
      Marcos, compartilho de sua angústia. Mas a curto prazo, há o que ser feito a não ser remar contra a maré, problematizando esse senso comum devastador pelo menos no âmbito familiar e de trabalho?

  39. Não há acaso…

    … como não há efeito sem causa. A leitura  de Nassif é pertinente, como as análises anteriores que previam os desdobramentos do golpe e do estado de exceção. De modo que não há exagero dizer que há uma gota de sangue em cada pato e e panela. 

  40. As opções são: povo nas ruas,


    As opções são: povo nas ruas, o que é complicado porque o povo não sabe quem é seu inimigo, a transformação do Brasil em um Afeganistão ou uma Líbia ou a ditadura com uma guerra civil. Ou o fim da tirania do mercado ou o fim da soberania.

    • ” Estamos lutando contra

      ” Estamos lutando contra dinastias financeiras, lutamos contra a plutocracia! O mundo pode escolher: Ou todo poder ao capital, ou a vitória do trabalho”  Adolf Hitler.  A mesma coisa que você falou, com outras palavras!  A esquerda tem que admitir de uma vez por todas! O inimigo é o mesmo! Ou vai passar a vida toda chorando seus ativitas sendo mortos!  A ovelha, um herbivoro, nunca terá paz, pois o lobo é carnívoro! 

  41. Nassif, faltou no seu texto
    Nassif, faltou no seu texto falar do junho de 2013. Aquele foi o ponto de virada definitivo. O Brasil não voltou a ser o mesmo depois. O ódio ao PT cresceu muito e abriram-se as portas para o fascismo. O procedimento deles é este, apropriar-se dos fatos, sem disputa. Vamos reconhecer, os golpistas estão dando de goleada, tipo 7 x 1. Só Lula é que é o espinho na garganta deles. Lula hoje é a questão-chave, que o povo já entendeu, mas a esquerda “culta” ainda não tem clara. Após a liquidação deste, entramos em um caminho sem volta e a resistencia ficará muito difícil. Saudações, Nassif e demais comentadores.

    • O ÓDIO

      O ódio já existia, faltava o berrante da Globo pra conduzir a classe merdia a se expor, depois disso, ela mesma  percebeu que  pela ignorância entrou num beco sem saída

  42. Estamos com a faca e o queijo
    Estamos com a faca e o queijo na mão,o q falta é informação ao povão,td deu errado no golpe e o país está se dissolvendo, então a esquerda tem q fazer o q é a sua(nossa) obrigação,povo,povo,povo e nada mais de comportamento dúbio(alguns do PT) TODOS os movimentos sociais e centrais sindicais PRECISAM atuar juntos em bloco pegando MICROREGIÕES das cidades e varrendo-as com informação,blogs não podem atuar dispersos,nós do povão não assimilamos vários assuntos ao mesmo tempo e pior fica um dia só na pauta e aí some,nós esquecemos rapidíssimo,vejam o PIG,eles sabem disso e sempre ATUAM EM BLOCO, melhor todos agirem rápido pois os golpistas estão tomando a dianteira novamente da pauta mas eles ainda estão em desvantagem pq o Brasil se dissolve, só temos q SABER ATUAR JUNTO AO POVO…POVO,POVO E POVOOOO!!!

  43. Pacto de 2005

    Nassif, faça um favor para vários de seus comentaristas, entre os quais me incluo.

    Faça um post sobre o famoso Pacto de 2005 da mídia. 

    É muito importante entender melhor esse pacto, ele começou a nos jogar nas trevas em que estamos hoje, sem perspectivas visíveis de saída.

     

  44.  “Lá, em conversas

     “Lá, em conversas familiares, um jovem casal, de família temente a Deus, sem histórico de violência,  falava da sua vontade de ver Lula morto.”

    E foi aceito assim candidamente a cumplicidade com a morte do Lula?

    E como continuou a conversa?

    kri, kri,kri…

    Me passa o pão de queijo…

    Qual a diferença desse casal dos que estão comemorando a morte da Marielle? Qual a diferença desse casal com os médicos que mandaram deixar a Marisa Letícia morrer?

    Sem histórico de violência e quer ver o Lula morto. Então tá.

    Quanta cordialidade.

    Precisamos falar sobre o kevin.

     

     

    • Pois é, Vera, ainda não caiu

      Pois é, Vera, ainda não caiu a ficha de muita gente de que se trata de uma GUERRA. E que, por enquanto, só um lado apanha. 

      Ainda estou esperando aparecer um maluco pra começar a revidar do outro lado, pois nós, humanistas, não usamos as armas “deles”… Ou será que teremos que nos adaptar aos “novos tempos”???

      • Aí está parte do problema. Ou será solução?

        Admitir que  boa parte da  nossa sociedade é  perversa, bandida, hipócrita.

        Admitir que nossas instituições  públicas não representam o povo, dele só querem os salários.

    • Depende

      Depende, Vera, depende. A alternativa ao kri kri kri seria fazer como eu, brigar ( e brigar feio, já avisei que podem casar e morrer, não contem comigo) com 98% de uma grande família, e virar um pária social, por exemplo [meu pai tinha 8 irmãos e minha mãe mais 3, a coisa se multiplicou exponencialmente, veja o estrago]. Eu posso fazer isso, sou um Zé Mané, o Nassif é pessoa pública, sair por aí quebrando tudo em reuniões sociais familiares não dá. Em reuniões sociais não familiares, o assunto vem à tona naturalmente, com 5 minutos dá para sacar tudo, ´todos ali se informam pelo ZAP, o desnível de informação é avassalador, daí fico olhando para o copo de cerveja como quem fita o infinito, digo que vou buscar mais e não volto para a roda. Fico mudo. É o jeito. Ou ir para o alto da montanha. 

       

  45. Por que só a crítica a um
    Por que só a crítica a um lado? E as pessoas que desejam a morte do juiz Moro por exemplo? Infelizmente a cultura do ódio está em todo lado…

    • No caso da Marielli,

      o que se está discutindo é a morte dela, por um assassinato brutal, não da declaração de desejo de morte expressa numa bolha da rede social. Neste caso eu só vejo um lado possível, ou você discorda?

    • Que absurdo você colocar Moro

      Que absurdo você colocar Moro nesse assunto. Moro tem como guardas-costas os EUA, Globo, STF e o diabo a quatro. As pessoas defendem para ele o Paredon do Fidel após ser condenado pelos crimes de lesa-patria e traição nacional, entendeu. Marielle foi executada pelo Estado: sem direito a defesa, sem julgamento. Execução sumária.

    • Te digo o mesmo que disse a

      Te digo o mesmo que disse a uns amigos quando compartilharam aquele “meme” imbecil do Moro Sozinho dentro de um avião no dia da morte de Teori: o Moro não corre qualquer risco de morte, ele está bem protegido e tem as costas bem quentes.

      Aliás, quem sempre quer matar é a direita, basta ver que homens armados estão tentando intimidar a caravana de Lula no Rio Grande do Sul.

  46. Você não consegue “ver” a

    Você não consegue “ver” a força gravitacional, mas pode afirmar que ela existe pelos seus efeitos…

    Seria bom se a “nossa(?)” Forças Armadas que ainda não consegue ver de forma clara o que está acontecendo com o Brasil, mas que prestassem a atenção nas consequências, entenderiam o “problema” com mais clareza…

    O Brasil atualmente só cai, só perde e é tendência para o futuro…

    Um pesquisador com capacidade se ficar no Brasil, perderá seu precioso tempo!

    No era das transformações drásticas em P&D entramos num períiodo de desinvestimento em educação!

    E isso valerá para todas as mentes mais brilhantes, por que o que comanda este país é sem inteligência e o pior, é injusto!

    Tudo de pior é possível, sem essas duas coisas: Inteligência e justiça!

  47. O Brasil rumo a

    O Brasil rumo a mexicanização, com direito a eternização, no poder, do regime golpista. 

    Vamos às ruas senão o inferno é bem ali

  48. Marcos K, destaquei dois

    Marcos K, destaquei dois pontos no seu comentário:

    1- a população se informa por uma rede Fake News, a Globo, dai a ignorancia geral e, o pior, se acham informados, não querem se informar porque já se acham deformados sic informados.

    2- a aversão do campo progressista a serviços de informação. Havia a ABIN mas o Gilmar Mendes inventou a farsa dos grampos e já era ABIN, o serviço foi desarticulado, a direita chegou a propor que qualquer serviço de espionagem por parte do governo brasileiro tivesse autorização do Congresso, esse ai memo que ai está. 

    Angola só não foi destruida até o momento por causa do seu serviço de informação. O campo progressista, com o fim da ditadura, saiu traumatizado com este assunto, por causa dos abusos do SNI. Então optou pelo republicanismo que desaguou no golpe de Estado que começou com uma inofensiva guerra 2.0 nas redes sociais.

  49. EXORCIZANDO OS DEMÔNIOS – A SIMBOLOGIA DE UM ASSASSÍNIO

    EXORCIZANDO OS DEMÔNIOS – A SIMBOLOGIA DE UM ASSASSÍNIO

    Por: MIGUEL DOS SANTOS CERQUEIRA

     

    O Brasil não é para principiantes nem para homens cordiais. A frase que é atribuída ao compositor Tom Jobim tem muito ou quase tudo de verdade.

    De fato, nos últimos tempos está se evidenciando que o Brasil é para fascitóides, símios e outras espécies aparentadas com os humanos, mas que, todavia, está distante a anos luz da raça humana.

    Parece ser aberração ou excrecência, mas ultimamente muitos daqueles que se afirmam cristãos, liberais, humanistas, até mesmo socialistas, sem excluir os conservadores confessos estão se bandeando para o lado do barbarismo, da negação do princípio de ser o homem detentor de dignidade inata, a qual decorre apenas do simples fato de ser humano.

    Está em voga nos meios políticos, nos espaços religiosos, nos meios jurídicos e em setores da mídia e da grande imprensa uma sede voraz de justiçamento dos adversários morais ou políticos, uma ânsia pelo ostracismo, banimento ou até mesmo a eliminação daquele que é considerado um não igual.

    Com a bancarrota do Estado de Direito e do estado civilizatório, com o mais completo esgarçamento do aparelho social, que se seguiu a impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, o quadro de conflitualidade que já permeava o aparelho social tomou proporções gigantescas.

    A todo custo tentam silenciar a todos aqueles que denunciam o barbarismo crescente, o avanço de uma política de Estado de eliminação dos indesejáveis, a tomada dos aparelhos de estado da segurança pública por milícias, paramilitares, grupos de extermínio e esquadrões da morte. A Implementação de uma política permanente de higienização ética e social.

    Tudo em nome do combate à violência exacerbada, que é em grande parte fruto das injustiças, das desigualdades, do reducionismo e da seletividade.

    Diante da incapacidade do Estado em promover políticas públicas de inclusão, de efetivamente reduzir as desigualdades, o próprio Estado usa a “mão do gato”, através de paramilitares, grupos de extermínio e esquadrões da morte, em sua maioria encastelados nos aparelhos de estado, para sub-repticiamente promover a eliminação dos indesejáveis e atingir a equalização da convivência no aparelho social.

    É fato incontestável que a política de higienização para equalização do convívio social, sob o suposto manto da vigência de um Estado Democrático, é cabal comprovação de que se já não estamos sob a égide do fascismo, estamos caminhando a passos largos para a fascitização da sociedade. Que, todavia, permanecera esquizofrenicamente mantendo as aparências de democracia e a vigência do liberalismo econômico.

    O assassínio cruento, que beira ao escárnio, da militante política e de Direitos Humanos Marielle Franco e do seu motorista, só e somente só por ser mulher, negra, militante de esquerda, voz altiva e ativa contra a política de estado de higienização social e racial. As evidencias de que a morte da militante política do PSOL, com a utilização de munições desviadas do acervo da Polícia Federal e do Exército, a coincidência dessa morte com outras séries de assassínios por grupo de extermínios, só revela que estamos a vivenciar tempos tenebrosos e a banalização do mal.

    O episódio não é um fato isolado. Não se trata de uma vítima a mais a ingressar nas estatísticas da violência urbano. O episódio e um altissonante grito parado no ar. É a confissão de que não fomos capazes de exorcizar os nossos demônios, de que lobo dorme debaixo da cama e pode a todos devorar.

    De fato, o Brasil não é para principiantes nem para homens cordiais, mas para audaciosos, para aqueles que se sempre e sempre se esgueiram por detrás de discursos grandiloquentes, sendo, todavia, os mais temíveis hipócritas, verdadeiro Satanás pregando quaresma. Aqueles que consentem e até mesmo autorizam a eliminação, os linchamentos morais ou físicos e os justiçamentos.

    O Brasil é para aqueles que se querem ou pretendem puros, eleitos de deus, ricos, brancos, machos, escravocratas, xenófobos. O Brasil não deseja ou pretende ser um país de todos, de homens iguais, é  por isso que até hoje não fomos capazes de exorcizar nossos demônios,  não fomos capazes de purgar  a escravidão, os genocídios de Canudos e do Contestado, por exemplo, por isso é que o Estado têm que repetir ou reprisar esses episódios históricos nefandos em escalas menores, têm que implementar políticas de seleção, extermínio higienização, para fins de equalização social.

    Por isso aqueles que como Marielle Franco levantam a voz, têm que morrer, porque são anjos vingadores, que com a arma da voz ousam em querer exorcizar nossos demônios adormecidos e em quer escorraçar o lobo que dorme debaixo da cama. Ela não foi a primeira e não será a última, ela faz parte do séquito daqueles que não consentem com as injustiças, que não admitem a seletividade, daqueles que não sendo manipuláveis, ousam e sempre ousaram a dizer não.

     A simbologia da sua morte, seguida do aparente reaparecimento das manifestações dos movimentos populares, a dizer que o povo não está totalmente desatento e silente, é algo de alvissareiro, pode até significar que a fascitização não prevalecerá, que o povo resistirá intemeratamente tudo de tenebroso que está por vir, que não aceitará injustiças  dos dois pesos e duas medidas, da seletividade de políticas de estado e de decisões judiciais,  e repetindo aquele andejar crescente de irresignação e insubordinação que soube rejeitar e fez ruir a Ditadura militar que vigeu no Brasil nas décadas de 1960 a 1980, também esconjurará e fara pagina virada esses tempos tenebrosos e a essa ameaça crescente de fascitização, devolvendo a sim mesmo e todos a esperança.

     

     

  50. O fator detonador do “jus sperneandi”
    Nassif, quero ilustrar as frases “A mídia conseguiu naturalizar o ódio no Brasil (…). Com a execução de Marielle entra-se em uma nova etapa na qual a doença social plantada pela mídia poderá resultar em loucuras maiores do que discursos de ódio nas redes sociais, tempos de terremotos e furacões, que podem preceder a entrega do poder a Bolsonaro e sua “bancada da metralhadora”. Para tanto, lembro que, na quinta-feira, 15 de março, 16 quadras da avenida Paulista foram ocupadas durante várias horas pela manifestação em repúdio ao assassinato de Marielle,ou seja, um público semelhante ao das principais concentrações humanas ali atraídas por espetáculos como o da Corrida de São Silvestre lotou a maior parte dos 2.700 metros daquela avenida, como comprovam as imagens aéreas que a TV registrou, enquanto repetia bordões mentirosos como o da Marielle ser representante dos 55.000 eleitores que nela votaram e não da totalidade dos 6,3 milhões de moradores do Rio de Janeiro representados pela Câmara de Vereadores de que ela fazia parte. Creio que essa multidão, a 600 quilômetros de distância do Rio, seja o que chamas de “fator detonador”, pois a mesma confluiu para a avenida sem quaisquer preparativos prévios ou chamadas preliminares, de forma espontânea, assim como o grito “Fora Temer” que ali se ouviu de cabo a rabo. Não havia trio elétrico ou palanques sonorizados, apenas um mar de gente que no começo da noite foi engrossado pela chegada dos manifestantes que horas antes lotaram a frente da nossa Câmara de Vereadores, em protesto contra as reformas da Previdência municipal. Todo esse episódio, que noutras circunstâncias mereceria o devido destaque da grande mídia, não ganhou maior repercussão mas com certeza é um divisor temporal importante, que assinala o que teremos pela frente neste ano eleitoral. Pois, se em meio a toda propaganda do Governo e da Globo saudando a retomada do crescimento e o fim do desemprego tivemos tal mobilização popular, o que vai acontecer quando o ano avançar e o povo acordar para o blefe dessa propaganda mentirosa, dessa novela que tenta fazer de Lula/Dilma os responsáveis por tudo que nos assola? Recorro aqui ao mestre Graciliano Ramos, que já dizia que a fome é quem conscientiza nosso povo, para lembrar que a escolha de um operário e de um partido de velhos sindicalistas para pôr fim aos dois governos tucanos de FHC foi uma resposta do povo brasileiro às bandeiras neoliberais então brandidas, defendendo todo esse desmonte em curso. Só quem não sabe disso pode enxergar no PT uma agremiação bem preparada que assumiu o poder e fracassou, pois ele não assumiu o controle do país, mas, sim, dividiu tal controle com a chamada “base aliada”. Sua única obra subversiva foram os programas sociais melhorando a qualidade de vida de 60 milhões de pessoas que passavam fome e estavam marginalizadas, mas de resto nada realizou e tampouco compartilhou o “munus” com outros oponentes à era FHC, dando origem ao Psol que dele se vingou apoiando o impeachment de Dilma. Assim chegamos aos dias de hoje, em que imputamos à esquerda uma vitória que não houve, já que o PT sempre foi linha auxiliar do patronato que garantia o emprego aos seus sindicalizados ou filiados, motivo pelo qual a Fiesp tanto o persegue, com seus patos, sapos e outros animais tipo Skaff que vivem regando essa árvore do ódio que perdeu suas folhas ou panelas diante da incompetência de Temer-Meirelles em promover a volta do país à normalidade, depois de quatro anos de terremotos e furacões da Lava Jato e Judiciário. E vai perder seu fruto principal, Bolsonaro, pois a reação ao assassinato dessa mulher negra da periferia demonstra que a multidão não endossa o alvo da “bancada da metralhadora”, que vem a ser os três “pês” de pobre, preto e puta ou LGTB. Essa multidão, que reúne aqueles 60 milhões multiplicados por uma pequena classe media gigantesca assolada pela crise, é o pesadelo que assombra o STF-Temer-Pgr nesta véspera da prisão de Lula, pois ela não se movimenta sob ditames partidários, mas, sim, de uma desesperança impossível de ser gerida pelos golpistas, globo e aliados estadunidenses, impossível de ser domesticada por essa aparência de legalidade que reveste uma ditadura togada amplamente desmoralizada depois dessa greve por mordomias que só consagra o direito de todos ao “jus sperneandi” na hora que passa.

    • A tal classe média é fascista

      A tal classe média é fascista em todo mundo, não só no Brasil. O que me preocupa é essa ideia de brasil excepcionalistão, pois quando o país finalmente colocar pra correr a sua “elite”, o que acontecerá em algum momento, comportar-se-á (como diria Temer) tal como os demais excepcionalitões da história.

  51. Etchegoyen diz a Correio Braziliense que “estão fazendo política

    Etchegoyen diz a Correio Braziliense que “estão fazendo política em cima de um cadáver”

    Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional descarta que a morte de Marielle tenha sido uma ação para enfraquecer a intervenção: “Se isso fosse verdade, teríamos a inteligência mais burra do mundo”

    https://www.revistaforum.com.br/etchegoyen-diz-a-correio-braziliense-que-estao-fazendo-politica-em-cima-de-um-cadaver/

  52. xadrez e o fator dtonador com Meirelle

    Excelente pesquisa e reportagem

    Nos remete ao trabalho de pos doc- USP de Neusah Cerveiro, sobre a Operação Condor e as fases.

    Estamos na quinta fase.

     

  53. Eles sabem que abriram a

    Eles sabem que abriram a caixa de Pandora. Agora que se cuidem. Um deles parece estar de malas prontas, não porque a poesia lhe tenha chegado ao encontro, mas parece que não quer provar o que plantou.

  54. Ford, Soros, Gates: A quem

    Ford, Soros, Gates: A quem servem as mega fundações? A professora Joan Roelofs dá algumas pistas

    17 de março de 2018 às 02p8

     

     

    por Luiz Carlos Azenha

    A resposta curta à pergunta do título, não atribuível à entrevistada, é: aos próprios bilionários.

     

    Nos Estados Unidos, quem cria uma fundação pode deduzir do imposto de renda de 20 a 30% do valor que transferiu a ela, dependendo se for cash ou títulos.

    Se você criar uma fundação e doar U$ 1 milhão a ela, pode deduzir ao menos U$ 200 mil do seu imposto a pagar.

    Mas, tem mais: a lei obriga a fundação a aplicar apenas 5% de seus bens líquidos do ano anterior em grants, doações, no ano seguinte.

    Ou seja, 95% você pode administrar como bem quiser, direta ou indiretamente. Desde que você não tire proveito do dinheiro pessoalmente, tudo bem.

    O que permite a você construir duas fortunas, paralelas: uma, pessoal; outra, que você pode usar indiretamente para turbinar sua fortuna pessoal. Ou a de seus filhos, netos e bisnetos.

    Como? Comprando poder.

    Há milhares de beneficiários das doações, sem qualquer dúvida. Mas, será que é mudança na qual se pode acreditar?, para repetir o candidato que deixou tudo como estava?

    Nos Estados Unidos, a maior de todas as fundações é a Bill & Melinda Gates. Uma das mais antigas e influentes é a dos irmãos Rockefeller. Grande e influente é a dos herdeiros de Henry Ford. Dentre as mais agressivas está a do megainvestidor George Soros. Até Leona Helmsley, que já foi presa por sonegar impostos, tem no nome dela e do marido uma fundação filantrópica, com bens superiores a U$ 5 bi.

    A soma dos bens só das mais importantes supera os U$ 200 bilhões, mais que o PIB de muitos paises.

    Nos Estados Unidos existe um debate incipiente sobre o papel das fundações. Incipiente por falta de conhecimento, de transparência e de interesse.

    Fora de lá, houve alguma polêmica depois que o Fórum Social Mundial de Porto Alegre foi financiado em parte pela Fundação Ford. Deveria ser o alter ego da reunião dos capitalistas em Davos, na Suiça.

    Depois de quatro edições em Porto Alegre, o financiamento da Fundação foi rejeitado quando o Fórum teve sua primeira edição fora do Brasil, em Mumbai, na Índia.

    Numa “confissão involuntária”, a então diretora de governança e sociedade civil da Fundação Ford à época, Lisa Jordan, resumiu em entrevista: “Já podemos ver algumas diferenças em relação a foruns anteriores. Por exemplo, podemos ver maior colaboração de grupos da esquerda comunista da Índia no fórum de Mumbai — o que não era necessariamente uma parte importante do Fórum Social Mundial em sua manifestação brasileira”.

    Sobre a rejeição do Fórum ao financiamento da Fundação Ford, ela acrescentou: “Não estamos apoiando o fórum deste ano porque o Comitê Organizador Indiano, que representa uma tentativa ampla de juntar uma grande parte da sociedade local, inclui alguns grupos que se opõem às atividades da [Fundação] Ford na Índia desde 1953 — especialmente o apoio à Revolução Verde nos anos 60 e 70. Eles acreditam que as contribuições feitas pela Fundação Ford evitaram que a Índia passasse por uma revolução comunista”.

    Trata-se de uma generalização barata: as críticas à Revolução Verde são muito mais profundas e embasadas do que isso. Ou talvez a entrevistada tenha dito isso por acreditar que a tarefa da FF fosse mesmo evitar uma revolução na Índia. Não é o ponto.

    O mais importante é que ela deu a entrevista a um site que se chama Open Democracy, free trinking for the world, ou Democracia aberta, pensamento livre para o mundo, cuja lista de doadores… inclui a própria Fundação Ford, para não falar das Open Society Foundations, do megainvestidor George Soros, que segundo sua própria fundação doou mais de U$ 32 bilhões desde 1979 para financiar “uma sociedade civil vibrante”.

    Isso dá uma ideia de como é difícil desfazer este emaranhado de interesses cruzados.

    Travar o debate está se tornando difícil, uma vez que as grandes fundações dos Estados Unidos estão investindo cada vez mais na mídia — inclusive a identificada com a esquerda — e especialmente nos veículos sem financiamento, que tendem a se tornar dependentes das doações — e da renovação das doações.

    Um estudo do American Press Institute, relativo a 2015, mostrou que as fundações estão doando como nunca a veículos de comunicação.

    O mesmo estudo capturou a dependência da mídia não comercial dos Estados Unidos em relação às fundações: quase 40% dos meios pesquisados tinham nos grants mais de 50 por cento de seu orçamento total!

    Nossa série de reportagens a respeito começa com uma entrevista com a autora de um dos livros seminais sobre o assunto, publicado nos Estados Unidos, Fundações e Política Pública: Joan Roelofs.

    Ela é professora de Ciência Política do Keene State College, de New Hampshire, e nos respondeu por e-mail. A tradução é nossa, assim como a edição, para facilitar a clareza.

    Viomundo: Há muitas fundações hoje em dia, conservadoras e liberais, mesmo de esquerda. Por que a máscara do pluralismo no subtítulo do livro?

    Joan Roelofs: Eu estava me referindo à teoria pluralista, segundo a qual diferentes grupos de interesse competem uns com os outros para definir as políticas públicas [um conceito utilizado nos Estados Unidos]. Argumento que todos os grandes grupos de interesse são financiados pelas fundações, o que falsifica a ideia de pluralismo e mascara a real competição. Há limites impostos pelo financiamento (e outros processos relacionados às fundações, como networking, workshops, assistência técnica e a própria formulação do pedido de financiamento). Organizações financiadas não podem provocar grandes rupturas no poder e na riqueza, ou no capitalismo imperialista. Mesmo as ongs de esquerda, como o Institute for Policy Studies, e um dos grandes institutos trabalhistas, o Economic Policy Institute, são financiados pela fundações liberais, dentre as quais a Ford e a Open Society [de George Soros].

    Viomundo: O financiamento amplifica a influência das fundações muito além da elite?

    Joan: Meu livro é sobre isso. Elas se envolvem com o maior número possível de movimentos e organizações. Estes não podem sobreviver ou fazer o que querem, como levar casos à Suprema Corte, por exemplo, só com o dinheiro dos associados. Os institutos financiados pelas fundações fornecem os especialistas que falam na TV e material para artigos de opinião. As fundações têm grande influência nas faculdades e universidades. Elas cooptam liberais de classe média e gente talentosa entre os mais pobres para receberem doações a título de formação de lideranças. Está tudo no meu livro.

    Viomundo: A senhora menciona ideias de alguém considerado um dos grandes estrategistas dos Estados Unidos, Zbigniew Brzezinski. O que ele dizia sobre espalhar a influência norte-americana?

    Joan: Ele defendia o uso do soft power como forma de derrotar o comunismo. Faça a elite se envolver com as tecnologias da informação e torne as massas fascinadas pela cultura dos Estados Unidos. Operações clandestinas e abertas (com grande participação das fundações) foram utilizadas para levar adiante este plano.

    Viomundo: A Fundação Rockefeller tem uma longa relação com o Brasil. Começou com doações ligadas à saúde pública e hoje o dinheiro continua chegando, por exemplo, no campo do chamado desenvolvimento sustentável. Por que eles investiriam dinheiro aqui?

    Joan: Existe um ótimo livro sobre os Rockefellers e a América Latina, Thy Will Be Done, de Colby e Dennett. Se você quer explorar os recursos ou mesmo apenas fazer negócios, você não quer que seus trabalhadores locais ou seus gerentes norte-americanos fiquem doentes. Você precisa de água limpa. Você precisa que os recursos naturais sigam jorrando. Se o seu negócio é em turismo internacional, por exemplo, você quer que as pessoas se sintam limpas e seguras em suas férias no Exterior.

    Viomundo: A Fundação Ford se define hoje, no Brasil, como defensora da justiça racial, para fazer avançar a democracia e a igualdade. “Nós apoiamos a emergência e o crescimento de poderosas novas vozes e narrativas, tanto no campo quanto na cidade, e trabalhamos para conectá-las com outros líderes da justiça, movimentos e instituições-chave”, diz um texto sobre objetivos da FF. Não é disso que precisamos no Brasil?

    Joan: Sim, mas é que direitos civis, lideranças e networking não bastam. Pode ser que o sistema econômico esteja bloqueando o progresso real em todo o mundo (inclusive nas nações desenvolvidas). Escrevi um artigo recente sobre direitos humanos como substituto do socialismo. James Petras tem escrito muito sobre a cooptação da esquerda na América Latina. A NACLA (North American Congress on Latin America), que já foi radical, a certa altura recebeu dinheiro da Fundação Ford e mudou o discurso sobre as barreiras à justiça social na América Latina.

    Viomundo: A Ford e a Open Society (Soros) dão muito dinheiro para organizações de mídia, inclusive da nova mídia, algumas das quais identificadas com a esquerda. Por que os bilionários se preocupariam com isso?

    Joan: Essas organizações de mídia se dizem realmente independentes, em contraste com as antigas, “ruins”, financiadas por governos ou partidos políticos. Naturalmente, existe poder em ter dinheiro no que é supostamente “alternativo” e que é lido por gente de esquerda, dentre outros.

    Viomundo: Hoje, as fundações investem até em parcerias com grandes veículos de mídia, nos Estados Unidos. É dito que sem qualquer tipo de controle. Se as fundações não controlam o conteúdo, por que não aceitar o dinheiro?

    Joan: Por que quem aceita o dinheiro normalmente se autocensura. Não quer ofender o patrocinador.

    Viomundo: A Open Society está preocupada, pelo menos aparentemente, em fazer avançar a democracia na América do Sul. Junto com a Fundação Ford e outras, traçou inclusive cenários da América Latina para os próximos 15 anos. Com gente de esquerda no meio. Como você vê essas iniciativas de George Soros?

    Joan: As organizações dele, junto com as operações clandestinas, tem sido poderosas para provocar mudanças. Por exemplo, na Hungria, com a transformação das universidades e a criação do partido Fidesz, ou com a derrubada de Milosevic [na extinta Iugoslávia]. Roger Cohen escreveu a respeito. Está no meu livro. Alguém deveria escrever um livro sobre tudo o que aconteceu nas revoluções coloridas [no entorno da extinta União Soviética] e sobre quem estava envolvido nelas.

    Viomundo: Por que quase não existe debate sobre as fundações? Por que elas parecem ser neutras?

    Joan: Elas não gostam de críticas públicas e tem poder suficiente para marginalizá-las. Eu fui chamada de teórica da conspiração por tentar jogar luz nas fundações. A maioria dos acadêmicos e repórteres evita morder a mão que os alimenta. As fundações se dizem apartidárias, o que é verdade. Eles não favorecem a este ou aquele partido nos Estados Unidos. Mas isso não significa que sejam objetivas e neutras. São fachadas para o poder da elite. Sua origem, financiamento, investimentos e filosofias estão profundamente ligadas às corporações bilionárias. Alguns de seus empregados, inclusive presidentes, refletem “diversidade” e elas podem promover grandes mudanças sociais desde que sua riqueza, poder e domínio internacional não sejam afetados. As fundações foram importantes em acabar com o apartheid oficial nos Estados Unidos — e na África do Sul — mas nos dois casos o capitalismo não pode ser tocado.

    Viomundo: As fundações distorcem a democracia?

    Joan: A riqueza distorce a democracia e as fundações são apenas uma parte dela. O trabalho delas com intervenções internacionais clandestinas certamente não ajuda a democracia. Além disso, a parte a descoberto — apoio a grupos de interesse ou a ongs para representar as pessoas — não promove a democracia. O sistema das fundações apoia e reforça o sistema das ongs e algumas fundações inclusive criaram ongs. Essas organizações são de elite, se comparadas à cidadania em geral, desorganizada. As fundações não podem legalmente financiar partidos políticos ou movimentos políticos de massa. A democracia deveria requerer que todas as pessoas fossem integradas a algum braço de uma organização local, de uma entidade política poderosa. Talvez já nem seja possível nos dias de hoje, com as grandes populações, extremo individualismo e a cultura da celebridade; e muitos gadgets, hobbies e jogos.

    Viomundo: Então, as fundações podem ser uma força por mudança?

    Joan: Alguma mudança, sim. Mas, elas previnem contra mudanças mais radicais, que poderiam ser mais eficazes na promoção da justiça e da paz?

    Na Europa Oriental, nas repúblicas da extinta União Soviética, na Índia, dentre outros lugares, as fundações encorajam o nacionalismo e mesmo tradições religiosas locais, como forma de atacar o internacionalismo e as ideias do ‘trabalhadores do mundo, uni-vos’.

    Nos Estados Unidos, trabalham contra o chamado ‘extremismo anticapitalista’. Elas não encorajam os grupos da supremacia branca ou fanáticos religiosos fundamentalistas, mas foram incapazes de evitá-los.

    Um sistema baseado na disputa entre grupos de interesse, que foi estimulado pelas fundações, resulta em maior polarização do que ocorreria, se tivessemos movimentos políticos mais generalizados.

    Reflito que os Estados Unidos tem o mais amplo e elaborado terceiro setor do mundo — fundações, entidades sem fins lucrativos, think tanks, mesmo organizações de base (reais, não de mentirinha). Ainda assim, o padrão de vida está em declínio, a infraestrutura cai aos pedaços, o meio ambiente está sendo devastado, os números da pobreza são enormes, a incidência de violência é sem precedentes (não apenas se comparada a países desenvolvidos). Todo mundo deveria ler o relatório How Effective Are International Human Rights Treaties? [Quão eficazes são os tratados de direitos humanos internacionais?] Enquanto isso, a agressão e a intervenção dos Estados Unidos em muitas nações não dá sinais de parar. E todas estas, aliás, não são questões que as fundações estão dispostas a descrever como “problemas”.

    http://www.viomundo.com.br/politica/a-quem-servem-as-mega-fundacoes-a-professora-joan-roelofs-da-algumas-pistas.html

    • Os patos, os coxinhas e a dominatrix

      ‘Faça a elite se envolver com as tecnologias de informação e torne as massas fascinadas pela cultura do Estados Unidos.’

    • “Investindo nos dois lados da

      “Investindo nos dois lados da Guerra”

       

      Daria um livro maravilhoso de ler – algum historiador poderia compilar todos os casos conhecidos na história em que essa estratégia foi implementada até chegar no século XIX e, então, explicar como essa estratégia foi adotada pelos grandes financistas de Londres e estendida à Wall Street através de suas alianças financeiras (investimentos) com os Robber Barons para, por fim, chegar na construção do espectro político de conhecemos hoje:

       

      ” direitos civis, lideranças e networking não bastam. Pode ser que o sistema econômico esteja bloqueando o progresso real em todo o mundo “

       

       Quais ideias que seriam essenciais para compreender o funcionamento do sistema econômico estão fora do espectro político que conhecemos hoje? Será que as doações dessas fundações em mídia (cobrindo os dois lados da guerra) ao longo dos últimos 50 ou 70 anos não são somente a segunda parte do plano para evitar que façamos ataques efetivos ao sistema? Antes disto, no final do século XIX e primeira metade do XX, a elite econômica anglo-americana estava doando dinheiro para o quê?   

  55. STF e o cinema

    Filmes preferidos dos ministros do Supremo. 
    Carminha: “A hora do pesadelo.” Uma ministra do STF que sofre constantemente de pesadelos com os editoriais da Globo, Estadão, Folha, Veja além do pânico com a coluna do Merdal. 
    Edson Fachin: “Remo – Desarmado e perigoso.” Um jurista garantista que se transforma num vingador impiedoso.
    Rosa Weber: “Sociedade dos Poetas mortos”. Frase síntese da personagem central. “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”
    Dias Toffoli: “O aprendiz de Feiticeiro”. Jovem do STF recrutado por um ministro mais antigo (Gilmar Mendes) para aprender todas as suas feitiçarias. 
    Gilmar Mendes “O poderoso chefão.” Um ministro que alcança a supremacia no Supremo (vale a redundância) para proteger sua família tucana. 
    Luis Fux: “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado.” Um ministro que recebe vários recados sobre suas estripulias nos verões cariocas. 
    Roberto Barroso: “O Advogado do Diabo”. Um promissor advogado contratado pela Globo para ser ministro do STF. 
    Alexandre de Moraes: “Os Bons Companheiros.” Jovem que trabalha arduamente para crescer ao lado dos seus fieis companheiros Temer e Aécio.

     

  56. Barbáries em série

    Não podemos esquecer das morte de João Pessoa, Getulio Vargas, Juscelino kubscheck, João Goulart,PCFarias,Ulisses Guimarães,Eduardo Campos, teori zawaski e Marielle Franco, e as instituições ditas sérias nada fizeram até agora, só uma declaração idiota de que as balas foram roubadas dos correios, que país é este!!

  57. Quem pariu o Bolsomito foram as TVs.
    Com sua furia anti Lula, anti Minorias e anti PT Nolsonato passou acsrr o queridinho dod programas de tv durante todo o periodo do Governo PT. Depois do Golpe estam dando um tempo mas agora já é tarde . P Partido do Ódio está crescendo e ,pasmem, a maioria dos adeptos sao potenciais vitmas desse sistema opressor.
    Mas acham o maximo.

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