A masturbação midiática sobre a não ida de Bolsonaro ao Rio no dia da morte de Marielle, por Luis Nassif

Gastou-se esforço para um objetivo inútil. Se Bolsonaro havia comparecido à sessão na Câmara naquele dia, é evidente que não estava no Rio.  A questão a ser investigada era outra.

Uma das maiores fragilidades da mídia, ainda hoje, é a cobertura de fatos continuados complexos. São coberturas tão frágeis que, às vezes, passam a ideia de cumplicidade com o suspeito, quando, na maior parte dos casos, são frutos de um amadorismo geral.

Em geral, a cobertura concentra-se no dia a dia, na descoberta de fatos novos. Mas não existe uma sala de situação, alguém de fora do fragor do dia a dia juntando os fatos, formulando hipóteses direcionando a cobertura para esclarecer pontos chave.

No meu livro “Jornalismo dos anos 90” descrevo várias dessas situações, a mais emblemática das quais foi a CPI dos Precatórios. 

Desde o começo a cobertura de Brasilia centrava fogo no dono do Banco Vetor, um pequeno banco carioca que vendia o peixe dos precatórios para governos estaduais e municipais.

Percebi que o esquema era grande demais para um banco de pequena expressão. Havia uma brecha na Constituição de 1988, para emissão de novas dividas por estados e municípios. Seriam autorizados para pagar passivos contraídos antes da Constituição. Em cima dessa brecha, o esquema consistia em levantar falsos passivos, inflá-los com correções monetárias e pedir autorização ao Senado para emissão de novos títulos da dívida. A autorização era da Comissão de Finanças do Senado – na época presidida pelo notório Gilberto Miranda, braço operacional do prefeito de São Paulo Paulo Maluf. Depois da emissão, os títulos circulavam no mercado por um valor irrisório, mudavam de mão várias vezes, até que uma instituição maior os adquiria por um valor largamente superior. Ali se dava o esquentamento da propina.

Portanto era um esquema complexo, que envolvia empreiteiras, governantes, instituições financeiras.

Juntando todas as pontas, conclui que o esquema nasceu com Paulo Maluf que, depois, ofereceu para prefeitos aliados de cidades vizinhas. Mais tarde, deu-se conta do potencial e terceirizou para o Banco Vetor oferecer para outros estados.

À medida em que ia desvendando o esquema, passei a receber tiros de Fernando Rodrigues, repórter da Folha em Brasilia, que tentava a todo custo desviar o foco de Maluf. No início, achei que era ciumeira de repórter local. Depois do caso Ambev – quando aliou-se a Egberto Batista (irmão de Gilberto) na divulgação de um falso grampo destinado a comprometer o julgamento do CADE sobre a fusão da Ambev -,  e a cobertura do caso Cayman, percebi que seu envolvimento com Maluf era mais amplo.No final da cobertura, minhas hipóteses estavam corretas. Otávio Frias Filho, diretor de redação da Folha, me telefonou, então, achando que tinha descoberto a maneira de conduzir uma investigação original: sempre que a mídia, como um todo, falasse A, a cobertura fixaria em B.

Expliquei-lhe que não era tão simples assim. Todos que falassem A não seriam cobrados. Quem ousasse falar B, indo contra a maré, é que seria questionado. Por isso mesmo, teria que ter bastante segurança para sustentar posições contra majoritárias. Sugeri a criação de salas de situação para orientar futuras coberturas continuadas. Mas creio que a sugestão nunca foi acatada. Historicamente, a marca da cobertura jornalística era o imediatismo, o que rendesse manchetes no dia seguinte.

Dou essa enorme volta para analisar a cobertura de como foi o dia de 14 de março de 2018 – dia da morte de Marielle – na vida de Jair Bolsonaro.

O aparecimento do Twitter daquele mesmo dia, da jornalista Thais Bilenky, mencionando conversas com assessores de Bolsonaro, que teriam dito que ele faltaria a sessão e iria para o Rio, devido a uma intoxicação alimentar, suscitou enorme discussão. O Twitter não dizia que Bolsonaro estava no Rio. Dizia de sua intenção de ir ao Rio naquele dia, fato reforçado pela descoberta de que seu gabinete comprara duas passagens de avião para o Rio naquele mesmo dia.

Abriu-se enorme e inútil discussão: Bolsonaro estava ou não no Rio no dia da morte de Marielle? Gastou-se esforço para um objetivo inútil. Se Bolsonaro havia comparecido à sessão na Câmara naquele dia, é evidente que não estava no Rio. 

A questão a ser investigada era outra.

Havia um enorme conjunto de evidências sobre sua intenção de estar no Rio naquele dia. 

  • Havia o Twitter da repórter, 
  • a compra das passagens e 
  • o registro na portaria do condomínio de que Helcio Queiroz mencionara a casa de Bolsonaro para obter autorização de entrada. 

E há informações – que a imprensa burocraticamente evita – de que o sistema de telefonia do condomínio permite transferência para celulares. Portanto, seria perfeitamente factível que o porteiro tivesse transferido a ligação de Helcio para o celular de Bolsonaro.

A questão central era outra: porque Bolsonaro recuou no último momento, na ida ao Rio? Ele deveria ou não estar presente na reunião em que Élcio e Ronnie Lessa planejaram a morte de Marielle?

Colocando o foco correto, a cobertura jornalística sairia dessa masturbação  midiática para focar nos pontos centrais:

  • Buscar explicações dos assessores sobre as razões de Bolsonaro ter afirmado que iria para o Rio devido a uma intoxicação alimentar, e ter participado da sessão da Câmara sem aparentar nenhum incômodo.
  • Confirmar se o sistema de telefonia do condomínio permitia ou não transferencia para celulares, especialmente de Bolsonaro.
  • Entender porque razão Carlos Bolsonaro – que só usava a casa no condomínio para ir à praia nos fins de semana – estava no condomínio naquele dia.
  • Insistir na perícia técnica do equipamento que registra as ligações.
  • Ouvir vizinhos sobre o relacionamento de Ronnie Lessa com os Bolsonaro. É inverossímil que ambos, vizinhos, ligados às milícias, não se conhecessem ou não compartilhassem os mesmos visitantes.

 

O citado Fernando Rodrigues é o mesmo que mereceu neste GGN matéria sobre o nebuloso caso HSBC (2015), onde muitos milionários e poderosos brasileiros (vários de empresas de mídia) compunham lista das contas secretas do HSBC na Suíça? A lista que surgiu nas mãos lavajatistas donde usaram o padrão anticorrupção de procurar Lula e esconderam os que se sentiriam melindrados? Este combativo jornalista investigativo, no ano seguinte (2016), na crise econômica e financeira que passam ainda e principalmente os órgãos da imprensa, ousou empreender abrindo um grande portal na capital federal, o Poder360? Um patriota. https://jornalggn.com.br/midia/a-verdade-seletiva-de-fernando-rodrigues-e-uol-no-caso-hsbc/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Rodrigues

Lúcio Vieira

Algo que tem me incomodado em toda a cobertura desse caso, é a fixação com a possibilidade da ligação da portaria para a casa do Bolsonaro no mesmo dia do assassinato. O que importa não é se Elcio falou ou não com Bolsonaro no dia, mas se ele costumava frequentar sua casa. Assim como a consulta à lista de entradas para as casas de Bolsonaro e Lessa para verificar quais pessoas existem em comum, o que comprovaria a relação direta de Bolsonaro com os suspeitos e milicianos. Se no fim Bolsonaro tiver se encontrado com eles na véspera ou na semana anterior à morte ele seria menos suspeito? Mas creio que essa informação já deve estar nas mãos dos investigadores, e será vazada conforme a conveniência de acuar o presidente, porque se o objetivo fosse elucidar o crime, a investigação teria sido mais célere e não tão ingênua como parece.

SI

No vídeo do interrogatório de Ronnie Lessa [1], a juíza, duas promotoras - iniciando pela bolsonarista Carmen Eliza Bastos de Carvalho, já afastada do caso por suspeição -, o réu e seus advogados conseguiram a IMPRESSIONANTE FAÇANHA de NÃO PRONUNCIAREM os nomes de Marielle Franco e Anderson Gomes, em nada menos que 1 hora, 14 minutos e 33 segundos de duração do interrogatório. Começando pela juíza, que, no tempo 00:49, pergunta: "O senhor sabe porque o senhor está aqui, o senhor sabe qual a acusação que pesa contra o senhor?". E Ronnie Lessa responde: "Sei, sim senhor". E pronto. Nada de especificar o crime, nada de nomear as vítimas. Deve ser um caso único na história do judiciário. É como se quisessem esquecer os nomes das vítimas assassinadas, anulando-as mais uma vez, quem sabe para não perturbar a tranquilidade do assassino e, consequentemente, a dos poderosos mandantes do duplo assassinato. - - - - - - - - - - - - - - [1] https://www.youtube.com/watch?v=Xym0sHHQglc

27 comentários

  1. Oi, Nassif, seus textos são sempre muito elucidativos e esclarecedores.

    Não sei se o comentário chegará a ser lido por você, mas a pergunta serve a qualquer jornalista interessado no tema… Será que não deveríamos estar focando mais no Flávio?

    Ele me parece a ponta solta de todas as relações escusas da família e tem conseguido se manter discreto nos últimos meses. Desde sua aparição assoando o nariz na bandeira do Brasil, o rapaz sumiu dos noticiários, não tem feito muitas aparições públicas nem declarações explosivas como é o forte dos irmãos e me parece que tem sido muito bem blindado.

    Será por que ele é o ponto mais frágil que ‘sustenta’ toda a mitomania?

    Fica aí o questionamento, e sempre grato pela voz necessariamente dissonante.

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    • É que na história toda, o filho que dá sinais de mais preocupado com o caso é o 02 – Carluxo:
      – tem a sua briga com assessor da Mariele, antes do assassinato.
      – tem o possível fato de estar naquele dia no condomínio, sendo dia de semana, quando ele pouco ia na residência e quando ia era aos finais da semana.
      – tem o fato de ter se apoderado das mensagens do sistema da portaria do condomínio e gravado o vídeo postado em suas redes sociais, logo no início do dia, após a matéria do jn e da live sessão coruja do seu pai
      – logo em seguida, num evento de pavãomisteriosismo, aparece a revista veja, ressurgida na lama e dependente de dossiês moristas/lavajatistas atacando o porteiro (num claro conluio com PF/PGR/MPF bolsonaristas)
      – e para um viciado em redes sociais, neste momento (dizem,por sugestão de advogadoS) ter de apagar todas as suas ativíssimas e ativistas contas, é muita coincidência nesta família reincidente em tanto “coincidentismo”.

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      • Caro Nassif, Flavio é o elo de ligação dos Bolsonaros com esses policiais renegados. Era ele que os homenageava de forma mais corriqueira na Alerj. Ele que tentou contemporizar a morte da juíza Patricia Acioli. Era no gabinete dele que o Queiroz loteava com parentes de miliciano. Incluindo o próprio Queiroz! Era de lá que saía o grosso do esquema das rachadinhas. Há que se questionar também o que ele estava fazendo nesses dias que precederam a morte da Marielle.

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      • Acho que hoje se consegue ir a Brasília, participar de uma sessão da Câmara, depois pega um jatinho particular vem só rio, faz o que tem que fazer e volta de jatinho pra assistir mais uma sessão da Câmara. Compra duas passagens para o RJ, mais não usa pra quando for checado o embarque dele ver que ele não entrou no avião, pronto construído o álibi.

  2. …E assim vai-se negando o papel e a função da ideologia ao longo desse processo de polarização….

    Os veículos da grande mídia têm, sim, suas “salas de situação”, alto comando, estratégia, etc. Só que a orientação é simplesmente outra: tem alguém do PT, PT, PT ou da esquerda envolvido? Não. Entao, esquece. O esclarecimento de qualquer coisa pode favorecer o PT, PT, PT ou a esquerda de alguma maneira? Sim. Entao, esquece.

    Nassif, quem está de frente para alguma coisa também esta de costas pra outra. De onde menos se espera é que não sai nada mesmo.

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  3. O citado Fernando Rodrigues é o mesmo que mereceu neste GGN matéria sobre o nebuloso caso HSBC (2015), onde muitos milionários e poderosos brasileiros (vários de empresas de mídia) compunham lista das contas secretas do HSBC na Suíça? A lista que surgiu nas mãos lavajatistas donde usaram o padrão anticorrupção de procurar Lula e esconderam os que se sentiriam melindrados?
    Este combativo jornalista investigativo, no ano seguinte (2016), na crise econômica e financeira que passam ainda e principalmente os órgãos da imprensa, ousou empreender abrindo um grande portal na capital federal, o Poder360? Um patriota.

    https://jornalggn.com.br/midia/a-verdade-seletiva-de-fernando-rodrigues-e-uol-no-caso-hsbc/

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Rodrigues

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  4. Algo que tem me incomodado em toda a cobertura desse caso, é a fixação com a possibilidade da ligação da portaria para a casa do Bolsonaro no mesmo dia do assassinato. O que importa não é se Elcio falou ou não com Bolsonaro no dia, mas se ele costumava frequentar sua casa. Assim como a consulta à lista de entradas para as casas de Bolsonaro e Lessa para verificar quais pessoas existem em comum, o que comprovaria a relação direta de Bolsonaro com os suspeitos e milicianos. Se no fim Bolsonaro tiver se encontrado com eles na véspera ou na semana anterior à morte ele seria menos suspeito? Mas creio que essa informação já deve estar nas mãos dos investigadores, e será vazada conforme a conveniência de acuar o presidente, porque se o objetivo fosse elucidar o crime, a investigação teria sido mais célere e não tão ingênua como parece.

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    • Mas é obvio que o Lessa e o Elcio frequentavam a casa do miliciano.
      Qual o motivo do Elcio pedir permissão ao miliciano para entrar no condômino e não ao Lessa?
      Alguém disse ao miliciano que seria muito suspeito que ele voasse para o Rio nesse dia, por isso, a providencial “caganeira”
      Obvio que eram conhecidos e por isso o miliciano disse pelo interfone que não estava em casa/Rio mas que fosse na casa do Lessa e mantivessem o que havia sido contratado.

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  5. O que se quer nesse caso, e é o que fazem constantemente, é criar balburdia e confusão, sobretudo quando se pode, até facilmente, ter a respostas das perguntas necessarias para esclarecer a participação de Bolsonaro e seus filhos no assassinato de Marielle e Aderson. Não vamos entrar nesse jogo de que Bolsonaro estava em Brasilia ou no Rio. Não é o fundamental. Um alibi é sempre bem-vindo.

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  6. Além dos dados da central, dos áudios e do registro em papel, a verificação dos vídeos gravados também é relevante, no mínimo para ver quem entrou e saiu no condomínio antes e depois. Não sei qual a capacidade do DVR (Digital Vídeo Recorder) existente, mas backups periódicos são possíveis e, desde março, autoridades interessadas em esclarecer o crime* deveriam ter recolhido tudo: livro, central, gravador de áudio, gravador de vídeo e sigilo telefônico da(s) linha(s) e equipamento(s) da portaria, além de inquirir todos os funcionários e vizinhos relevantes.
    *Se estivessem interessadas…

  7. Todo esse episódio, de resto estarrecedor, deixa claríssimo o modus operandi das elites brasucas: Acobertam de modo feroz uma família estritamente ligada às milícias, mas mandam para as calendas uma presidente honesta, sem a menor cerimônia ou preocupação em fazer cena. Tudo desde de que se entregue o butim encomendado.

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  8. À propósito, vou avisar por aqui e vou tentar enviar um email para o GGN: Meu antiphishing detectou uma tentativa de roubo de senha aqui no site. Não sei se aconteceu com mais alguém, mas, por via das dúvidas, mudei minha senha. Abraços

  9. No vídeo do interrogatório de Ronnie Lessa [1], a juíza, duas promotoras – iniciando pela bolsonarista Carmen Eliza Bastos de Carvalho, já afastada do caso por suspeição -, o réu e seus advogados conseguiram a IMPRESSIONANTE FAÇANHA de NÃO PRONUNCIAREM os nomes de Marielle Franco e Anderson Gomes, em nada menos que 1 hora, 14 minutos e 33 segundos de duração do interrogatório.

    Começando pela juíza, que, no tempo 00:49, pergunta: “O senhor sabe porque o senhor está aqui, o senhor sabe qual a acusação que pesa contra o senhor?”. E Ronnie Lessa responde: “Sei, sim senhor”. E pronto. Nada de especificar o crime, nada de nomear as vítimas.

    Deve ser um caso único na história do judiciário. É como se quisessem esquecer os nomes das vítimas assassinadas, anulando-as mais uma vez, quem sabe para não perturbar a tranquilidade do assassino e, consequentemente, a dos poderosos mandantes do duplo assassinato.
    – – – – – – – – – – – – – –
    [1] https://www.youtube.com/watch?v=Xym0sHHQglc

  10. Interessante é que ter um álibi não significa estar inocentado…
    a não ser nos casos em que A e B se empenham em provar a validade desse álibi…e não C

    perceberam? se o que mais tem nessa parada é obstrução, por que não teria um “álibi de obstrução”?

    mídia deveria saber que apesar da importância criminal, um álibi de A ou de B não apaga outras evidências, principalmente quando em C

    cadê Ivan

  11. Sala de situação

    Bolsonaro não foi de Brasília para o Rio no dia 14 porque estaria, de fato, no Rio. Para isso, montou-se o seguinte álibi:
    1) Alguém com sua identificação registrou presença em plenário. Portanto, criou-se um registro. Tempos atrás houve o escândalo das votações fantasmas na Câmara, deputados votavam utilizando as senhas dos ausentes. Depois disso, como é feito hoje? qual o controle,que tipo de controle, é biométrico, ou cartão magnético/senha, como é? Dá para burlar?

    2) “…jornalista Thais Bilenky, mencionando conversas com assessores de Bolsonaro,”. Assessores plantaram junto à repórter a intenção de ir para o Rio, criando a narrativa de que estava em Brasília. Repito e insisto, a repórter ir até o twitter e postar essa informação é surreal, não passa em nenhum teste de relevância ou verossimilhança, a menos que tenha sido trabalhada pela assessoria;

    3) O gabinete requisita a passagem, às expensas da Câmara, só que, misteriosamente, não é utilizada, e nem poderia, estando o deputado, de fato, no Rio;

    4) Na volta do Rio para Brasília, o deputado não requisita as passagens pela Câmara, mas compra do bolso, utilizando seu próprio cartão, desembarca discretamente, preferentemente tarde da noite, em Brasília e reaparece na Câmara. O mesmo procedimento pode ter ocorrido no trajeto BSB/Rio, para participar das tratativas do assassinato;

    5) Confira-se a lista de passageiros da TAM/Gol/Azul do trajeto Rio/BSB, dias 14,15,16 e 17de março/2018;

    Tem ponta solta? Não. E tampouco é rocambolesca, mas factível, verossímil. Um pouco rebuscada, talvez, porém está-se lidando com criminosos profissionais, que transitam há 40 anos pelos porões, e não com punguistas.

    • Com relação ao item 1, outra pergunta…
      e minha dúvida é porque não uso modelos avançados, simples curiosidade

      é possível transportar uma digital num celular para uso em qualquer ponto de leitura?

        • obrigado pela resposta, companheiro…
          são tantas as possibilidades de fraudar qualquer sistema de controle hoje em dia que não confio em nada que não seja imagem real

          esse lance de se dispensar presenças, acredito que um dia vai acabar travando todo e qualquer sistema de convívio, controle e interações sociais modernas (vide vaza jato)

          reconhecendo que neste caso, vaza jato, foi para o bem dos injustiçados

          grande abraço

  12. A famosa Navalha de Occam define um princípio lógico e epistemológico que afirma que a explicação para qualquer fenômeno deve pressupor a menor quantidade de premissas possível.
    – Num país de mais de 200 milhões de habitantes, apenas membros de uma família fazem movimentos variados, suspeitos, acobertados e ilegais para se verem desconectados de um assassinato.

  13. Luis Nassif, esta investigação é, na acepção da palavra, surreal. Voltando à fita do que trata o texto, pergunto-lhe: o Fernando Brito, do sítio o Tijolaço, supõe que, aberta a porta do uso ou não do(s) bilhete(s) de passagem aérea de nºs ‘x’ e ‘y’, que a Câmara Federal diz ter sido emitidos, termos uma rodovia e não uma vereda para o fato de – esclarecimentos – estar ou não em Brasília, em trânsito ou no Rio de Janeiro. O que achas do que diz o brizolista: ” … averiguar quando foi voado um dos dois bilhetes comprados por Jair Bolsonaro para o dia 14 de março de 2018, data do assassinato. Eles são da Gol e tem os códigos de identificação WQ2GUH, com destino ao Santos Dumont e YG3JQI, dirigindo-se ao Galeão.”?

  14. Claro que a masturbação midiática existe. Existe para confundir, tirar o foco do que interessa

    Não interessa onde o miliciano estava. No Rio, em Brasilia ou no motel com o conge-negão

    Não foi ele o executor.

    Ele contratou os serviços. Contratou o escritório do crime. Lessa ou Brazão.

    Ele é o mandante/contratante da execução.

  15. Nassif, parece lógico que esse telefonema tinha por objetivo criar um álibi. Esse foi um crime premeditado em todos os detalhes possíveis, não se está lidando com amadores. Por que ligaria para a casa do 'seu Jair'? Por que plantar na imprensa que

    Nassif, parece lógico que esse telefonema tinha por objetivo criar um álibi. Esse foi um crime premeditado em todos os detalhes possíveis, não se está lidando com amadores. Por que ligaria para a casa do ‘seu Jair’? Por que plantar na imprensa que iria para casa sofrendo uma ‘intoxicação alimentar’ e aparecer votando nesse dia em Brasília? A única lógica que eu vejo nisso é a fabricação de um álibi. E veja o quanto a mídia já bateu cabeça com os acontecimentos desse dia 14..

  16. Um detalhe, quanto a questão viajou/não viajou, com o número de câmaras que nos vigiam dia a dia, num aeroporto basta multiplicar por dez, sem contar listas de passageiros. Não entendo a especulação com tantos dados fáceis de se obter. Talvez difíceis para a polícia civil ouvi MP.

  17. Se investigarem, podem confirmar que o Élcio Queiroz (assassino da Marielle) é parente do Fabricio Queiroz (da Rachadinha). Mais um elo de ligação dos Bolsonaros com o assassinato da vereadora.

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