Emprego industrial recua pelo quinto mês consecutivo

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Jornal GGN – O pessoal ocupado assalariado na indústria caiu 0,4% em agosto frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, apresentando sua quinta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 2,9%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral apontou redução de 0,6% no trimestre encerrado em agosto de 2014 frente ao patamar assinalado no mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em abril do ano passado.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 3,6% em agosto de 2014, 35º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. Com isso, o índice acumulado nos oito meses do ano (-2,7%) também teve recuo, com ritmo mais intenso do que o observado no fechamento do primeiro semestre (-2,4%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 2,4% em agosto, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro do ano passado (-1%).

No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 3,6% em agosto, com o contingente de trabalhadores apontando redução em 13 dos 14 locais pesquisados. O principal impacto negativo foi em São Paulo (-4,8%), pressionado pela redução do pessoal ocupado em 15 das 18 atividades, com destaque para as indústrias de meios de transporte (-7,3%), de máquinas e equipamentos (-6,4%), de produtos de metal (-9,9%), de alimentos e bebidas (-2,4%), de produtos têxteis (-8,6%), de outros produtos da indústria de transformação (-10,5%), de calçados e couro (-13,8%), de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-4,3%) e de borracha e plástico (-3,6%).

O levantamento também apontou resultados negativos importantes no Paraná (-5,2%), Rio Grande do Sul (-4,7%), Minas Gerais (-3,3%) e regiões Norte e Centro-Oeste (-2,2%). Pernambuco, com avanço de 0,6%, exerceu a única pressão positiva, impulsionado pelos setores de vestuário (18,9%), de alimentos e bebidas (2,3%), de produtos químicos (8,9%) e de produtos têxteis (14,3%).

Setorialmente, o total do pessoal ocupado assalariado recuou em 14 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-7,5%), produtos de metal (-7,9%), calçados e couro (-9,0%), máquinas e equipamentos (-5,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,6%), vestuário (-4,9%), outros produtos da indústria de transformação (-5,5%) e metalurgia básica (-5,5%). Os principais impactos positivos ocorreram nos setores de minerais não-metálicos (1,1%) e de produtos químicos (1,0%).

No índice acumulado nos oito meses de 2014, o emprego industrial mostrou queda de 2,7%, com taxas negativas em 13 dos 14 locais e em 15 dos 18 setores investigados. São Paulo (-3,9%) apontou o principal impacto negativo, seguido pelo Rio Grande do Sul (-4,1%), Paraná (-4,1%), Minas Gerais (-2,0%), região Nordeste (-1,3%) e Rio de Janeiro (-2,2%). Pernambuco, com avanço de 1,0%, exerceu a única pressão positiva.

Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes vieram de produtos de metal (-6,8%), máquinas e equipamentos (-5,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,8%), calçados e couro (-7,9%), meios de transporte (-4,2%), produtos têxteis (-4,9%), vestuário (-2,9%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,2%) e outros produtos da indústria de transformação (-3,5%). Os impactos positivos foram registrados por produtos químicos (1,7%), alimentos e bebidas (0,3%) e minerais não-metálicos (0,9%).

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

1 Comentário

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  1. A tendência é essa mesmo:

    A tendência é essa mesmo: quando mais escolarizada for ficando a população, mais se procura ocupações que precisa pensar mais e trabalhar menos

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