Painel internacional

Aceno de Lula ao Irã preocupa EUA e Israel

Quando o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva defende o direito do Irã a um programa nuclear e faz planos para visitar Teerã em maio, está seguindo o caminho do presidente venezuelano Hugo Chávez. As semelhanças, de longe, param por aí. Chávez, que visitou o Irã oito vezes, está apoiando a República Islâmica e o presidente Mahmoud Ahmadinejad porque no líder iraniano um companheiro gladiador na batalha antiimperialista contra os EUA. A motivação de Lula é menos ideológica do que estratégica, dizem analistas no Brasil e nos EUA. Sua política visa converter os músculos econômicos do Brasil em influência global, reforçando o comércio “Sul-Sul” e os laços políticos com países em desenvolvimento, dizem. Os 74 milhões de consumidores do Irã fazem do país um mercado atraente, e a resistência de Lula a sanções contra o Irã ajuda a salvaguardar o programa nuclear civil do Brasil de interferência externa. “Não se trata de abraçar o Irã”, disse Matias Spektor, um especialista em política externa brasileira e membro visitante do Conselho de Relações Exteriores, em Washington. “Lula acredita que acordos internacionais, como o tratado de não-proliferação nuclear, não pode ser usado seletivamente por grandes potências para punir países mais fracos. Seja qual for sua motivação, a sensibilização de Lula suscitou preocupações em Washington e em Israel, aonde chegou para uma excursão que inclui uma visita aos territórios palestinos e a Jordânia.

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Moody’s alerta que ratings dos EUA e Alemanha estão sob pressão

Secretário britânico visita a China para obter apoio contra o Irã

França quer que Alemanha diminua suas exportações

China compra metade de petrolífera argentina


Moody’s alerta que ratings dos EUA e Alemanha estão sob pressão

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New York Times

Os Estados Unidos, Alemanha e outras grandes economias podem ver seus ratings máximos de crédito sob pressão, caso a recuperação da economia global seja interrompida, alertou a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service na segunda-feira, em relatório. As avaliações dos governos Aaa (maior nota) , que também incluem Grã-Bretanha, França, Espanha e as menos fiscalmente desafiadas Dinamarca, Noruega, Finlândia e Suécia” – “encontram-se bem posicionados, apesar das suas finanças comprimidas“, afirmou a Moody’s em seu quarto relatório de Monitor Soberano. Mas a agência ressaltou que “a recuperação que tomou conta de toda a economia global permanece frágil em várias das grandes nações avançadas, a maioria das quais também aplica as mais agressivas políticas de expansão fiscal e monetária”. Sem uma forte recuperação, os governos poderão encontrar sérios problemas para interromper o apoio do governo, disse, Arnaud Mares, o principal autor do relatório em comunicado. Isso “ainda poderia tornar os seus créditos mais vulneráveis”, disse. Manter um rating de crédito forte é importante porque os governos altamente avaliados são geralmente capazes de contrair empréstimos a baixos custos. Em maio passado, a Moody’s cortou o rating Aaa do Japão para Aa2, um reconhecimento da crescente preocupação do mercado com o peso da dívida do país asiático.

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Secretário britânico visita a China para obter apoio contra o Irã

AP Associated Press

O secretário de Relações Exteriores da Grã-Bretanha está visitando a China para fazer lobby por novas sanções nucleares ao Irã, e procurará suavizar o rancor com Pequim durante as negociações sobre as alterações climáticas e a execução de um traficante de drogas britânico que supostamente seria um doente mental. A visita de David Miliband é outro passo no esforço da Grã-Bretanha, EUA e outros para persuadir a China a derrubar sua oposição a uma quarta rodada de sanções para pressionar o Irã a suspender seu programa de enriquecimento de urânio. Com a Rússia aparentemente se aproximando do apoio a novas sanções, a China – que depende do Irã para muitas de suas necessidades energéticas – seria o único dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (da ONU) com poder de veto contra as medidas.

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França quer que Alemanha diminua suas exportações

SPIEGEL ONLINE

A ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, pediu na segunda-feira que a Alemanha impulsione sua demanda doméstica e disse que o superávit comercial da Alemanha está prejudicando a competitividade das economias da zona do euro. As exportações respondem por quase 50% do Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha. Aqueles com excedentes (comerciais) poderiam fazer alguma coisa?”, disse Lagarde em entrevista ao Financial Times publicado na segunda-feira. “É evidente que a Alemanha tem feito um trabalho terrivelmente bom nos últimos 10 anos ou mais, melhorando a competitividade e colocando uma pressão muito alta sobre seus custos de trabalho”, disse Lagarde. “Quando você olha para os custos unitários de trabalho na Alemanha, fizeram um excelente trabalho nesse aspecto. Não tenho certeza se é um modelo sustentável para o longo prazo e para o conjunto do grupo. Claramente precisamos de uma melhor convergência.” Ela disse que fala com o ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble quase diariamente, mas acrescentou: “A questão dos desequilíbrios não é prontamente discutido“. Ela criticou indiretamente a força de exportação da Alemanha, dizendo: “Você não pode pedir a um jogador, por maior que ele seja, para que ele puxe todo o grupo. Mas é claro que precisa haver um senso de destino comum como o que temos com os nossos parceiros.”

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China compra metade de petrolífera argentina

BBC NEWS

A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) está pagando US$ 3,1bilhões (2 bilhões de libras) por uma participação de 50% em petróleo e gás no grupo argentino Bridas Corporation. O presidente da CNOOC, Yang Hua, disse que a Bridas era “uma oportunidade muito boa para entrarmos na América Latina”. A Bridas tem reservas comprovadas de petróleo de 636 milhões de barris, com atividades de produção na Argentina, Bolívia e Chile. A demanda da China por petróleo continua a crescer enquanto sua economia cresce fortemente. “O negócio é atraente para a CNOOC no sentido de que ela terá um forte acréscimo em termos de reservas, e aumenta a produção no curto prazo”, segundo Neil Beveridge, analista sênior de petróleo da Sanford Bernstein. A Agência Internacional de Energia (AIE) disse recentemente que a demanda da China por petróleo saltou 28% em janeiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, cujo crescimento a AIE descreve como “impressionante”. A Bridas detém uma participação de 40% no negócio de petróleo da Pan American Energy, que é de 60% controlada pelo grupo britânico British Petroleum (BP). A CNOOC é o maior explorador de petróleo chinês no mar, e espera concluir a aquisição da participação de 50% da Bridas até meados deste ano.

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