Jornal GGN – Após oito meses com redução do estoque de trabalhadores formais, o mês de agosto registrou saldo positivo na geração de empregos no comércio varejista do Estado de São Paulo: de acordo com dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), foram criadas 4.355 vagas, resultado de 79.054 admissões contra 74.699 desligamentos.
Com isso, a ocupação formal atingiu 2,137 milhões de empregados e registrou o crescimento de 0,2% na comparação com o mês anterior. Já no acumulado do ano foram suprimidas 52.880 vagas no varejo paulista, com 696.423 admissões contra 749.303 desligamentos. O cálculo foi elaborado com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no estado de São Paulo, calculado com base na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais).
Entretanto, o saldo positivo registrado em agosto não significa uma recuperação do mercado de trabalho. Segundo a FecomercioSP, houve um efeito sazonal, “já que os meses de agosto costumam responder pelo segundo maior saldo de empregados do ano – atrás apenas de novembro”.
Em relação ao mesmo período dos anos anteriores, a entidade afirma que “o desempenho do mercado de trabalho em 2015 segue em ritmo de arrefecimento e as expectativas apontam retração na formação do emprego com carteira assinada no varejo paulista no segundo semestre deste ano, e com a possibilidade de estender até o início de 2016”. Em agosto, o recuo do estoque de emprego na comparação com o mesmo mês de 2014 foi de 1,3, o pior desempenho já observado na série histórica iniciada em 2008.
Ainda no comparativo com agosto de 2014, entre as nove atividades avaliadas pela pesquisa, apenas os setores de Farmácias e Perfumarias e o de Supermercados apresentaram aumento no montante de empregados (3,1% e 1,4%, respectivamente). Por outro lado, as retrações mais expressivas foram observadas nos setores de Concessionárias de veículos (-7%); Lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos (-4%); e Lojas de vestuário, tecido e calçados (-3,8%), setores que estão sofrendo mais com a queda das vendas.
Na análise da federação, “a geração de vagas temporárias para o fim do ano também possui a tendência negativa, mesmo sendo uma época sazonalmente mais forte para o varejo em suas receitas e contratações”.
Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.
Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.