Carta à Nação provoca reações que não ajudam Bolsonaro

Alguns comemoraram, outros não, além daqueles que lembraram que o que foi dito contra o Estado de Direito não deve ser esquecido

Foto: Fabio Pozzobom/Agência Brasil

Jornal GGN – O recuo de Jair Bolsonaro (sem partido) com a divulgação da carta à Nação, escrita com ajuda de Michel Temer (MDB), em que buscou se redimir dos ataques aos poderes feitos durantes seus discursos no último 7 de setembro, provocou a reação de toda esfera política.

Políticos e personalidades se manifestaram por meio de suas redes sociais sobre o novo aceno de Bolsonaro. Alguns comemoraram, outros não, além daqueles que lembraram que o que foi dito contra o Estado de Direito não deve ser esquecido, mas julgado. 

Para o líder do Congresso e aliado de Bolsonaro, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a carta foi efetiva. “É disso que o Brasil precisa”, afirmou. “A declaração à nação do presidente Jair Bolsonaro, afirmando inclusive que a ‘harmonia entre os Poderes é uma determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar’, vai ao encontro do que a maioria dos brasileiros espera”, escreveu.

Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que é considerado um desafeto político de Bolsonaro, reagiu à ação com ironia, apesar de não citar nomes. “O leão virou um rato. Grande dia!”, escreveu. 

Nas redes sociais, bolsonaristas se manifestaram contra a carta. Um dos principais bolsonaristas da mídia, o blogueiro Allan dos Santos afirmou que a manobra no mandatário sinaliza o ‘fim do jogo’. “Game over [ou fim de jogo, na tradução livre]”, escreveu. “Inacreditável”, acrescentou. 

Políticos da oposição e pesquisadores afirmaram, no entanto, que a tática de Bolsonaro não é uma tentativa de pacificação e que seus ataques não devem ser esquecidos com “um pedido de desculpas”

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