8 de junho de 2026

Caso Ribeiro expõe tensões internas na Polícia Federal

Sucessivas crises ocorridas durante governo Bolsonaro colocam órgão em nova investigação sobre interferência política
Sede da Polícia Federal em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A operação Acesso Pago colocou a Polícia Federal em uma investigação sobre interferência política pela segunda vez em três anos, e mais uma vez escancarou as tensões internas do órgão.

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A investigação da PF em torno do trabalho do ex-ministro Milton Ribeiro e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura na liberação de verbas do Ministério da Educação seguirá em paralelo com a apuração de interferência presidencial pelo Supremo Tribunal Federal.

Contudo, a PF também vai investigar as acusações feitas pelo delegado Bruno Calandrini no dia da prisão de Ribeiro, quando apontou uma suposta interferência indevida.

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O mal-estar interno na PF aumentou por conta da divulgação dos áudios de conversas envolvendo a família do ex-ministro, uma vez que Ribeiro sugeriu que teria sido avisado por Bolsonaro de um “pressentimento” sobre busca apreensão.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal Folha de São Paulo, a nova crise ganhou corpo diante dos relatos do investigador de que a apuração foi afetada por um suposto tratamento diferenciado a Milton Ribeiro.

Vale lembrar que o atual diretor-geral da PF, Márcio Nunes, é amigo e ex-secretário executivo do ministro Anderson Torres no Ministério da Justiça, e o quarto a ocupar o comando desde o início do governo Bolsonaro.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. +almeida

    26 de junho de 2022 11:00 am

    Quem diria, a PF está virando caso de polícia, até essa proeza o governo Bolsonaro conseguiu fazer.

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