11 de junho de 2026

MPF pede explicações ao Telegram sobre texto contra PL 2630

Órgão público questiona se existe embasamento na política da empresa para disseminar mensagens em massa para usuários
Foto: Christian Wiediger na Unsplash

O Ministério Público Federal (MPF) pediu explicações à plataforma Telegram por conta de mensagem disparada para usuários, onde se mostra contra a PL 2630, que propõe medidas de combate a fake news e violência nas redes sociais.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em texto aparentemente enviado a todos os usuários no Brasil, o Telegram enviou mensagem alegando que o PL2630 representa ataque à democracia, ao conceder poderes de censura ao governo e criar um sistema de vigilância permanente que “matará a Internet moderna”.

Em ofício, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, por meio do procurador da República Yuri Corrêa Luz, questionou se existe algum ponto nos termos de uso que autorize o envio de mensagens não relacionadas a atualizações técnicas e comunicações sobre a aplicação.

Possibilidade de contraditório

Além de indagar o motivo para o disparo da mensagem, o MPF questionou se existe possibilidade de contestação de conteúdos enviados por interesse da plataforma.

O Ministério Público Federal também questiona se o Telegram oferece para manifestação de atores com posicionamentos diversos aos da empresa. A plataforma tem 10 dias de prazo para responder aos questionamentos.

Tais pedidos foram formulados no âmbito de um inquérito civil do MPF sobre a postura das principais redes sociais e aplicativos de mensagem no Brasil no enfrentamento das fake news e à violência digital.

Leia Também

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. +almeida

    10 de maio de 2023 12:05 am

    Até parece que as redes sociais já se sentem superiores ao governo brasileiro e com poder de usar a concessão como bem entender, atropelando o que tiver que atropelar e modificar tudo que eles elas entendam que podem e devem fazer. Pelos relatos da imprensa e do MP, parece mesmo. E em se confirmando toda a má fé que o MP entendeu e o que quase todas as mídias noticiaram, deixa a entender que também se assimila a um deboche. Eu imagino que o governo brasileiro há de providenciar um amargo corretivo inicial para os valentes concessionários estrangeiros. Depois, em sequência, vamos ver como ficará o andamento contra o rebelde chilique.

Recomendados para você

Recomendados