Peça 1 – impeachment, teoria e realidade

Em meu longo trajeto no jornalismo econômico, aprendi uma verdade comprovada: no campo das ciências sociais (dentre as quais se inclui a política) só existe teoria aplicada à realidade. Não existe a teoria solta no ar, como um passarinho. Vale para a economia, a política, o direito.

Um dos grandes dramas brasileiros que impediu, aliás, que o país deslanchasse no período das grandes transformações globais, dos anos 90 em diante, foi a teoria econômica se impondo sobre a realidade.

Digo isso a respeito das discussões sobre o impeachment ou não de Bolsonaro.

Parte dos cientistas sociais diz que um novo impeachment consolidaria a ideia do golpismo no país. Foi o golpismo que trouxe para a política os vultos que habitavam as profundezas do tecido social, instaurou a selvageria, a quebra total de regras. Logo, a melhor maneira de sanar o mal é não mexer na ferida, esperar que se cicatrize pelo voto e que, nas próximas eleições, o eleitorado reconheça o erro e traga o país de volta à normalidade, em um fenômeno que poderia ser denominado de fé na mão invisível da democracia.

Fernando Collor foi vítima do golpe do impeachment. Lula foi vítima do golpe do “mensalão”. Dilma, vítima do golpe das “pedaladas”. No dia em que ouvi o Ministro Luis Roberto Barroso alegar que o fato de ter perdido a base parlamentar justificava, por si, o impeachment percebi que o golpismo se espalhara por todos os poros do Judiciário.

Agora se volta ao dilema do impeachment e a análise exige que se traga a realidade para a mesa: Bolsonaro é um presidente pesadamente envolvido com o crime organizado, com os militares egressos dos porões da ditadura, que enveredaram pelo mundo do crime. Não se trata de um detalhe, mas de uma questão central.

Vamos detalhar um pouco o universo habitado por Bolsonaro.

Peça 2 – o exército das profundezas

Não se pense em velhos matadores aposentados. O grupo continua em plena atividade. Eram militares de baixa patente que foram convocados pelo Alto Comando do regime militar para compor forças de extermínio. Em seus livros, Elio Gaspari conta que o próprio Ernesto Geisel avalizava suas ações.

Foram para a linha de frente, com a ordem de exterminar os inimigos.

Quando veio a redemocratização, parte deles foi recompensada pelos serviços prestados e para garantir seu silêncio. Foi o caso do Major Curió, que recebeu áreas de garimpo em Serra Pelada. Parte se perdeu pelos desvãos da vida, levando para sempre os traumas provocados pela selvageria da repressão.

Procuradores envolvidos com a justiça de transição aprenderam que, no final da vida, muitos torturadores sentem necessidade de falar. Vamos a três casos que mostram a maneira como a “tigrada” ainda atua.

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Caso Paulo Manhães

Paulo Manhães foi na Comissão Nacional da Verdade (CNV) e deu depoimentos importantes que ajudaram a esclarecer algumas das mortes da ditadura. Logo depois, foi assassinado. No dia seguinte ao do anúncio da sua morte, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro pediu busca e apreensão em sua casa. Chegaram até um diário que ajudou a desvendar o atentado do Rio Centro, comprovando que o carro utilizado no atentado era de um dos militares dos porões.

O assassinato de Manhães, não foi interpretado como queima de arquivo – pois já tinha denunciado o que sabia -, mas como aviso.

Caso Cláudio Guerra

Cláudio Guerra virou pastor, se converteu à Igreja Evangélica e começou a falar. Pouco depois da morte de Manhães, divulgou a informação de que os mortos na Casa da Morte, em Petrópolis, foram queimados nas usinas de açúcar de Campos. A Comissão Nacional da Verdade foi até lá e nada encontrou.

Deu depoimentos, foi protagonista do filme “O Pastor que Assassinava e Queimava Corpos”. Não se sabe se era uma verdade que vinha a conta gotas ou se era contra informação.

Logo depois, sua mulher foi assassinada, assim como o filho. E os homicídios foram atribuídos a ele. Por ter mais de 70 anos e estar doente, conseguiu transformar a pena em prisão domiciliar. Foi punido, mas não pelos crimes da ditadura. Provavelmente, foi vítima de uma armação.

Caso Chico Dólar

Chico Dólar escreveu livro Macaba, nome de uma serra do Araguaia. Contava histórias macabras, como a exigência dos oficiais de que a morte dos guerrilheiros fosse comprovada com a entrega das suas cabeças e dedos – para reconhecimento pelas impressões digitais e não identificação dos corpos. Depois, alguns dos “tigrões” faziam colar com os dedos decepados dos guerrilheiros mortos.

No livro, ele cita mais de 200 colegas que participaram desse movimento e, hoje em dia, querem anistia. Chico acreditava piamente que fez um trabalho relevante para a República e, assim como os colegas, ficou com distúrbios emocionais pelo resto da vida.

Logo depois apareceu morto. A alegação foi de suicídio, em um caso raríssimo de suicida com tiro na testa.

Os três casos comprovam que as forças dos porões estão vivas, ativas. Parte delas migrou para as milícias, assim como os delegados que se tornaram bicheiros nos anos 70. É nesse ecossistema que se deu a formação de de Jair Bolsonaro. Portanto, está corretíssimo Janio de Freitas ao ver a ligação permanente de Bolsonaro com a morte.

Peça 3 – o caso Marielle Franco e Bolsonaro

Já publicamos diversos artigos mostrando o envolvimento dos Bolsonaro com as milícias, especialmente aquelas ligadas à morte da vereadora Marielle Franco.

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Xadrez do elo perdido que liga Flávio Bolsonaro a Marielle.

Há três hipóteses para a morte de Marielle: uma implica diretamente Jair Bolsonaro.

Há uma hipótese de investigação que sugere envolvimento direto de Bolsonaro, a partir das seguintes evidências:

  • Quando começou a abertura política, a “tigrada” planejou o atentado do Riocentro dentro de uma lógica de disfarce: a idéia seria atribuir o atentado à esquerda.
  • Bolsonaro se mostrou vivamente contrário à intervenção militar no Rio de Janeiro. Provavelmente por atrapalhar as ligações históricas das milícias com as forças policiais.
  • Ronie Lessa, o assassino de Marielle, pesquisou pelo Google nomes de vários vereadores que se colocaram contra a intervenção. Marielle era o nome em mais evidência, por ter sido indicada para presidir uma comissão incumbida de fiscalizar a intervenção. Há elementos para uma tática diversionista, de atribuir o atentado aos defensores da intervenção militar.
  • O principal acusado, além de comerciante de armas era vizinho de condomínio do próprio Bolsonaro. O motorista que o levou era ligado a Flávio Bolsonaro. Outro integrante do Escritório do Crime – grupo de matadores profissionais das milícias – , capitão Adriano Magalhães, teve mãe e esposa empregadas por Flávio Bolsonaro.

Peça 4 – Bolsonaro e o golpe

Há inúmeras manifestações dos Bolsonaro, pai e filhos, sobre a importância de armar a população para resistir ao Estado. A liberação das armas foi um movimento nítido de fortalecimento da economia das milícias – que têm no tráfico de armas seu principal negócio – e de armar grupos aliados para uma futura resistência a qualquer tentativa de impeachment.

Abordamos várias vezes essa possibilidade.

Xadrez do golpe de Bolsonaro a caminho

The Guardian critica sugestão de Bolsonaro de Exército comemorar o golpe de 1964

Xadrez da Venezuela e dos golpes de Estado, por Luis Nassif

Xadrez do fator Hamilton Mourão, por Luis Nassif

A guerra bolsonarista, por Aldo Fornazieri

Peça 5 – Cenários: Bolsonaro ou Mourão

Não se tenha dúvidas sobre os propósitos democrático do vice-presidente, general Hamilton Mourão: decididamente, ele não é um defensor da democracia como sistema de governo. Ele é da linha do general Augusto Heleno. Este é intelectualmente medíocre, assustadoramente medíocre, diria. Mourão, não.

Não são pequenos os riscos de um futuro governo Mourão. Ele avançaria, com estratégia, empunhando quase todas as bandeiras defendidas por Bolsonaro.

Há poucas evidências de que tenha um projeto de nação na cabeça, que trabalhe o conceito de interesse nacional, que impeça os negócios que estão sendo montados pelos negocistas que aproveitaram a onda Bolsonaro.

Mas impediria o desmonte total perpetrado pelo hospício que Bolsonaro levou ao governo, dos quais os principais são o desmonte da Eletrobrás e da Petrobras, da diplomacia, do sistema de meio ambiente, da Anvisa, da educação. Principalmente, barraria o controle do país pelas milícias.

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Trata-se de uma autêntica “escolha de Sofia”:

Cenário 1 – a manutenção de Bolsonaro, que prosseguiria em sua política de terra arrasada até o final do governo, tentando armar suas milícias particulares e tentar o auto-golpe. A esperança da oposição é que, ao final dos quatro anos, o governo estaria tão desmoralizado que abriria espaço para o grande pacto nacional em torno de eleições livres e diretas. Não há condições de avaliar o tamanho do estrago produzido até lá. Os hunos de Bolsonaro destroem e salgam a terra.

Cenário 2 – impeachment e governo com Hamilton Mourão. Haveria racionalidade e lógica na estratégia implementada. No final do governo, o país estaria menos destruído, mas também seriam reduzidas as possibilidades do sistema de abrir espaço para eleições livre.

Cenário 3 – queda do governo e novo governo mediado pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia. Aí, se trata do imponderável. Antes de apostar no fator Mourão, dificilmente o sistema aceitaria a hipótese Rodrigo Maia.

Confesso minha total incapacidade para apontar o melhor caminho. Não tenho a menor pretensão a demiurgo.

A saída se dará por pequenos solavancos, pequenas aproximações entre o lado civilizado da Nação, até que haja massa crítica para, em algum momento do futuro, se chegar ao grande pacto civilizatório nacional.

Quanto tempo levará? Sou um mero jogador de xadrez, não uma pitonisa. Limito-me a olhar as nuvens e tentar prever sua próxima formação. Sem me descuidar do fato de que o chefe da polícia, Sérgio Moro, e a chefe dos procuradores, Raquel Dodge, são os principais avalistas do chefe das milícias na Presidência.

A grande vantagem da oposição é que a queda de Bolsonaro depende muito mais dele, Bolsonaro, do que dela, oposição.

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O país aguenta 4 anos de Bolsonaro? Será possivel reverter o estrago feito? Após 4 anos o Brasil conseguirá sair das mãos das milícias, que certamente estarão mais fortalecidas? Sobrará alguma coisa das instituições? Enfrentaremos algum caos social no meio do caminho (ai sim com repercussão imprevisivel)devido ao estrago econômico que está sendo realizado e tende a se agravar?

Felipe A.

Outro impeachment deixaria o país paralizado por mais dois anos , a gente vai ficar nisto até quando ? Votei no sr Haddad mas a maioria preferiu o atual presidente , a mesma maioria preferiu o sistema presidencialista e sua crise eterna , e ainda dizem que Ele é brasileiro .... Então tá ...

Paulo Dantas

47 comentários

  1. A coisa está tão imprevisível que no futuro a gente pode ver a alta cúpula das forças armadas se darem mal pela primeira vez ao enfrentar um Bolsonaro apoiado por milícias. Algo parecido com o golpe militar contra Erdogan em que os milicos se deram mal e até hoje comem o pão que o diabo amassou.

  2. não há resposta, claro, mas sim
    a necessidade da oposição acumular forças para que
    possa então enfrentar essas dificuldades
    mudar isso que está aí e retomar a política
    desenvolvimentista e de inclusão social….

  3. Dizem que política é como nuvem: você olha e ela está lá. Olha de novo e não está mais. De qualquer forma, tomando por base os dados indicados pelo xadrez, tem-se a seguinte situação: se ficar o bicho pega e se correr o bicho come. Estamos é bem enrolados isso sim!!!

  4. O caminho seus o povo nas ruas derrubando o governo e propondo nova constituição…

    E cana para todos que conspiraram contra a nação, sem anistia……

    Isso vai acontecer? Improvável….os abutres do mercado não vão largar o osso fácil…..

    Vamos atravessar tempos sombrios, e o país terá seu futuro destruído…..

    E hoje é sexta feira, dia de lojistas rodarem mais que pião, festejando a destruição do país, e a desgraça do povo, sob o bafo quente do cramunhão…

  5. Muita gente está confundindo o Bolsonaro, que a esta altura é um elemento descartável, com o governo que se montou no Brasil (pessoal + agenda). Existem mais de 60 militares em cargos estratégicos do governo (que, curiosamente, são “invisíveis”, postos em 2º plano pelos palhaços Ernesto Araújo, Damares, etc.) e Mourão não é vice presidente à toa (!). Mourão foi imposto para controlar Bolsonaro e substitui-lo na eventualidade de um desastre.

    O impeachment será uma bandeira da própria direita, com o objetivo de estabilizar o regime golpista para a consecução de sua agenda:
    a) Aumento da dependência exterior (acoplamento da economia brasileira à economia estadunidense);
    b) Destruição do emprego e barateamento do trabalho.
    c) Transferência do tesouro nacional para controle privado via reforma da previdência / cortes
    / privatizações
    d) Eliminação da esquerda dos circuitos do poder. No limite, perseguição ditatorial e miliciana aos sindicatos, partidos e movimentos.

    A cúpula das forças armadas participa da coalizão golpista e inclusive são, juntamente com o Partido do Judiciário, os principais interessados na prisão de Lula, pois essa agenda ultra-agressiva erodirá qualquer apoio popular ao governo, e Lula é o natural pólo oposto.

    A esquerda tem 3 opções:
    1) Capitular e apoiar o atual regime, com medo da escalada da disputa política. Seria a via do suicídio político. É a via de quem defende o “projeto 2022”, “quatro anos passam rápido”.
    2) Apoiar o impeachment e tentar “PSDB”izar a esquerda, investindo no jogo de cena parlamentar e abandonando o povo. Será a mesma agenda de terra-arrasada mas em um cenário de “cavalheirismo”. É a agenda de quem diz que Mourão é “razoável” e que os militares são os “adultos na sala”.
    3) Mobilizar e organizar a população para botar a totalidade do bloco burguês-golpista contra a parede, com a perspectiva de, em médio prazo, derrotar a agenda da burguesia e, em longo prazo, voltar ao poder com uma ampla base social da classe trabalhadora. É a vida mais trabalhosa e desafiadora, mas a única verdadeiramente digna e única que abre caminho para uma saída socialista frente à crise.

    Urge mobilizar e organizar o povo para, em um movimento prolongado no tempo, enrentar e derrotar a burguesia, os militares e o imperialismo!

  6. O país aguenta 4 anos de Bolsonaro?

    Será possivel reverter o estrago feito?

    Após 4 anos o Brasil conseguirá sair das mãos das milícias, que certamente estarão mais fortalecidas?

    Sobrará alguma coisa das instituições?

    Enfrentaremos algum caos social no meio do caminho (ai sim com repercussão imprevisivel)devido ao estrago econômico que está sendo realizado e tende a se agravar?

  7. Outro impeachment deixaria o país paralizado por mais dois anos , a gente vai ficar nisto até quando ?
    Votei no sr Haddad mas a maioria preferiu o atual presidente , a mesma maioria preferiu o sistema presidencialista e sua crise eterna , e ainda dizem que Ele é brasileiro …. Então tá …

  8. 1) impeachment não passa;
    2) cadê os setores “civilizados” na direita que se diz “liberal” e no tal “centrão”?
    3) essas análises não estão sendo feitas por quase ninguém, a maior parte dos jogadores fazem seus movimentos com base em outras “tiorias”, acreditando nelas ou não

    Seja qual for o resultado, ainda vai piorar antes de melhorar.

  9. Segundo uma pitonisa que considero, haverá um atraso de um ano no calendário eleitoral, com eleições livres e diretas em 2023, e então o pais retomará o rumo à civilidade e um futuro melhor.

  10. Uma coisa é totalmente previsível: o estrago feito nestes 3 anos desde o golpe somado ao estrago que ocorrerá até 2022 tornará o brazil um país condenado ao sibdesenvolvimento economico, político e social. O brazil já é um país praticamente sem futuro.

  11. Quo vadis?”

    A crise atual leva o Brasil a passos largos para a principal encruzilhada. E está chegando o momento de ter que escolher o caminho a seguir. A Esse desafio não tem como fugir. A situação atual levará inevitavelmente a está encruzilhada. Os movimentos dados a partir do dia 15M mostram claramente isso. Dia 26M e dia 30M serão decisivos. Se chegará a ela. E então, qual caminho seguir?

    1. A opção do recrudescimento. O império do ódio e do medo se consolidando. O caminho apontado pelo dia 26M. O recrudescimento pode se dar pelo golpe clássico. Destituição do presidente, fechamento do congresso e até do STF. Ou pelo afastamento do presidente e a assunção do vice. Esse fazendo uma reordenamento no congresso com a base da direita clássica com o espólio do bolsonarismo menos o reacionário. Reaglutina e realinha as forças do exército do ódio (MBLs, Janainas, caminhoneiros, lobões e etc). Este cenário só leva a sociedade as trevas e ao medo. As “reformas” serão enfiadas goela abaixo da população. Os grupos organizadas (que o bozo chama de corporações) estarão devidamente enquadrados pelas milícias, encarregado de fazer a “faxina” e impor o medo. E assim caminharemos… no ódio e no medo.
    2. Opção Democrática. Pela defesa intransigente da carta magna de 88 e o retorno das atividades normais do Congresso e do Judiciário (em especial do Supremo) e, colocando as FFAA de volta na sua caixinha. Essa luta se dará somente se, a partir do dia #30M, com seu sucesso, a sociedade se mobilize. Os setores democráticos se empenhem em criar amplo canal de discussão (sindicatos patronais e de trabalhadores, organizações sociais, movimento populares, partidos políticos), num amplo movimento de debate e mobilização, que deve culminar com a anulação das eleições de 2018, e a convocação de eleições para escolha de novo presidente. Esse movimento retomará o caminho da união nacional, com a dissipação do ódio no seio da população. Esse movimento tem que colocar nas devidas “caixinhas” esses monstrengos fascistas disseminadores do ódio e do medo. Somente com a união dos amplos setores democráticos da sociedade se conseguirá iluminar essa escuridão que atravessa o país em que opera estes monstros do ódio e do medo. Somente estes setores unidos poderão fazer re-unir o povo brasileiro novamente. E essa união deve se dar através do diálogo destes setores com o povo. É hora de juntar as lideranças democráticas de todas as matizes políticas. É hora do armistício. Tomara que elas consigam entender a gravidade do momento e não capitularem.

  12. Se bozonaro sair, (por renúncia é mais fácil) entrará o mourão e aí nós estamos também “ferrados”.
    Mourão não é assustadoramente medíocre. É só medíocre e assustador.
    Pérolas de mourão:
    O governo civil trouxe a inflação;
    FHC fez um bom governo;
    Tem que privatizar tudo;
    A corrupção do PT;
    Além do estado mínimo, da desregulamentação e do fim do 13°.
    Quantas pérolas!
    Aliás, tem algum país pro povo fugir? Vamos deixar esses 8 milhões de km2 prá eles…ah! Mas não dá. Além disso, precisam de neo escravos.
    Também não quero dar pitaco, mas se fosse dar um chute: 40 anos pra resolver esse imbróglio. Se não houver a terceira guerra, é claro.
    O que eu sei é que se “correr o bicho pega e se ficar o bicho come”.
    Mal começou o sofrimento, meus caros. Este país vai ser sangrado até a moeda quebrar e voltar a inflação. Isto é um projeto real. O neoliberalismo é um engodo, uma enganação. Colocamos, nós brasileiros, a cabeça na força, espontaneamente, até a “elite colonial” não se deu conta.
    Com 370 bi em dólares, imagina o tamanho da crise necessária pra quebrar a moeda e transformar o Brasil numa Grécia tamanho continental…ou numa “super-Libia!”

  13. Duas observações que julgo pertinentes:
    1) Ernesto Geisel não avalizava a matança,ela “dava ordens” para ela,isso foi o que li,fora do eixo de Elio Gaspari,que baseado nos diarios de Heitor Aquino Ferreira,produziu “estoria”,jamais “historia”;
    2) Sobre o que vai ou não acontecer no futuro depender exclusivamente de Bozo,estou plenamente de acordo.A proposito,com a devida vênia do senhor editor,escrevi exatamente isso há 3 dias atras;
    No mais,show de bola,e seja o que Deus quiser quando a aurora raiar.Vou arriscar um palpite infeliz.Não há a menor hipotese dessa historia terminar bem.Podem apostar.

  14. não há como negar:
    a) Bolsonaro é um ser desprezível e ignorante, mas, verdade seja dita, ele não é um camaleão, e pior, quanto mais ele se mostrou, tanto mais o povo o adotou.
    b) o povo o ungiu, o escolheu.
    c) o povo precisa aprender, nem que seja necessário sofrer na carne por seus erros. Não há, infelizmente, outra forma de aprender, quem se nega a ouvir. A dor surge como forma última de aprendizado. Lamento muito. Podemos tentar uma redução de danos possível isto não significa passividade ou omissão.
    Impeachment ou Mourão acho uma saída inútil, porque o povo estará ausente, e não aprenderá. Daqui a algum tempo dirão que Bolsonaro foi golpeado. Seria Bolsonaro como vitima logo ali adiante. Duvidam? Não estão reescrevendo 64?

  15. Por que Maia? A queda de Bolsonaro e Mourao enseja novas eleições… Ou acha mesmo que aguentamos 2 anos desse mitomano no poder?

    A solução correta era a cassação da chapa pelo crime do caixa 2 do whatsapp, mas diferente de Dilma que ficou mais de 2 anos nas mãos de Mendes no TSE, Barroso nada fará contra Bolsonaro. Nem toffoli, tutelado pelos militares

    Resta o povo… Que se a situação não melhorar e com os ricos armados vai morrer bem mais que os 30 mil que o Capitão dizia que os militares deviam ter matado…

    Ai vem Lula e me desculpe, acha que da pra fazer grande acordo com os.golpistas que apoiaram e elegeram Bolsonaro após triturarem Dilma sem dó? Desculpa , Lula, mas apesar de lhe querer livre não dá pra concordar com essa sua não

    Abomino essa ideia fixa de nova constituinte. Com o nível dos deputados do congresso é uma temeridade. Melhor afastar os contaminados do MP e judiciário, mais os congressistas denunciados e nunca julgados pelo stf e com Lula Livre, realizar nova eleição

  16. O sistema de freios e contrapesos deveria ser suficiente para enfrentar a situação.
    Que tal cobrarmos isso dos outros dois poderes, antes de entregar a presidência ao general?
    Como possibilidade radical de reiniciar a partida: Justiça anula a eleição presidencial, eivada de abusos e fraudes, afastando a chapa. Convocação de novas eleições. Lula é libertado e atua apenas como líder da oposição, não se candidatando (para facilitar a aceitação da ideia).
    Se reiniciar não for viável, Bolsonaro fica os quatro anos, com poderes restringidos pelo congresso: limitação do uso de MPs e, no caso de decretos e outras medidas, decretos legislativos. Persecução penal para os milicianos e congêneres.

  17. O Planeta Terra já viveu uma extinção na época dos dinossauros!
    Tudo se refez…
    Acredito que o nosso país sobreviverá, mas acredito cada vez menos, que sobreviverá como Brasil, aquilo que foi realizado na esperança realizada pelo governo LULA!
    Estamos perdendo o sentido de pátria com tanto canalha sendo chamado de doutor, de vossa excelência!
    Cada vez que tiram um direito, arrocha a vida dos trabalhadores – é menos um defensor da pátria!
    A ideia liberal está produzindo burrice sem fim!
    O Trabalho é um lado da moeda da economia, se você arrebenta, desvaloriza o trabalhador, você acabará desvalorizando a riqueza…

  18. Se continuar como está…
    a estagnação econômica, social e política, passará a ser vista como zona de conforto

    mas povo que não se levanta, aos milhões, contra este governo doido e que atualmente tem a firmeza de um prego cravado na areia, não merece coisa melhor como zona de conforto

    infelizmente

  19. Porque ontem (24/05/2019) foi o dia da SEGUNDA GREVE MUNDIAL DA JUVENTUDE PELO CLIMA, e o GGN não publicou, que eu tenha visto, nenhuma nota. Não adianta criticar os despreparados do desgoverno mas na hora de fazer sua parte para mostrar real comprometimento com a causa ambiental – que não é um problema secundário nem de médio prazo para não atrapalhar o desenvolvimento, é a própria condição de xeque-mate para a forma disfuncional com que este conceito duvidoso tem sido posto em prática -, agir com a mesma indiferença e desrespeito pelo assunto. Não se pode tapar o sol com a peneira nem colocar remendo em tecido novo, não funciona. Para todos os que ficam indignados com os ataques à educação pública, que tal parar de enfiar a cabeça na areia e começar a dar importância, de fato, ao conhecimento que sai das melhores universidades públicas do Brasil? Que tal se botar à prova e parar de jogar pedra no sujo sendo mal lavado? Onde o resultado do encontro histórico, ufanizado neste blogue, dos ex-ministros do Meio Ambiente? Vaidade ou responsabilidade? Preocupação com o tema ou mera disputa de poder político?
    Que as crianças e adultos de boa vontade tomem o controle deste navio náufrago porque se depender dos ditos progressistas do mundo, não teremos planeta para mais 20 anos. E depois a culpa é só da extrema-direita? Por que a esquerda, os liberais e os “racionais” não vencem eleições? – e quando vencem, parece que é porque venderam sua alma ao Mercado…
    Bem, como desse mato não sai coelho, aos que realmente estão sintonizados com o mundo e suas emergências, noticiário minimamente responsável, e a musa música porque é a única coisa que o Brasil vai legar ao seu futuro, para quem realmente se preocupa com ele.

    100,000’s of Kids Hold School Strike for Climate Action
    https://www.youtube.com/watch?v=uWeo0uOY1dk

    Música para @s grevistas mundiais pelo clima, de todas as idades, cores, raças, etnias, sexos, gêneros e classes sociais. Se Elis estivesse viva, não tenho dúvida de que estaria nessa luta também, nossa pimentinha mais doce e nutritiva. Saudades.

    Elis cantando e contando de sua relação com a Natureza – nenhum artista é realmente grande se apartado da Mãe.

    Elis Regina chora ao cantar Casa no Campo (Raríssimo!)
    https://www.youtube.com/watch?v=12iF2RCrgRk

    Jack Johnson – Upside down
    https://www.youtube.com/watch?v=dqUdI4AIDF0

    Jack Johnson – Better together
    https://www.youtube.com/watch?v=6m6V0XlnVpI

    Sampa/SP, 25/05/2019 – 00:10

  20. Não há cabeça pensante no governo Bolsonaro, graças a Deus ele não é capaz nem mesmo de se articular com os maiores entreguistas de riqueza brasileira que são o PSDB e o MDB
    Se tivesse esse dom teria passado as reformas com toda a natureza política ao seu lado, o problema é a falta de geração de riquezas pra uma determinada elite industrial e financeira e ainda seu entreguismo exacerbado e afobado que desgastou sua política interna, em um ano ou ano e meio faltará sem arrecadação pra pagar os soldos altos dos militares e do judiciário
    Em 64 era fácil, boa parte da população era rural, sem acesso a informações, por isso tais golpes eram mais fáceis e o extermínio de opositores mais fáceis ainda pois a imprensa cooperava
    Esse governo não vai naufragar ou sofrer impeachment porque não sabe governar, Bolsonaro sairá por conta da correlação de forças econômicas que jamais conseguiu controlar, seu legado serão as mentiras e as reduções intelectuais que o levaram ao poder e que dobrou o próprio STF
    Somente as forças que o levaram ao poder podem evitar o pior e, infelizmente, a esquerda e a estudantada estão fora dessa questão

  21. Nassif tem que fazer análise com base na realidade não no desejo. Não existe Hoje a menor possibilidade de impeachment, pára de delirar. Se existir a esquerda deve se agarrar a ela com unhas e dentes , e extirpar o nazi do governo. SE EXISTIR.

  22. Acho que você esqueceu de uma coisa, na “opção democrática”: combinar com os russos. Não dá para achar que seja possível recolocar “na caixinha” os monstrengos fascistas, exatamente por serem o que são. Este tipo de besta-fera, uma vez que prova o gosto do sangue ou do poder, não aceita mais tomar o caminho de retorno ao ostracismo. Na história recente, sempre que isto aconteceu demandou um conflito social grave para que ocorresse. Não é o tipo de gente que vai se intimidar com massas de populares nas ruas, caminharão para o enfrentamento violento, única linguagem que entendem e julgam válida. Não vejo viabilidade na opção democrática, ainda mais quando se lida com entes antidemocráticos. O futuro do Brasil, no momento, flerta com a tragédia social.

  23. É impressionante o nível de comentário no ggn, comentários de alto nível, o que mais tem pra falar, já falaram tudo, como já foi citado ” se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, estamos numa encruzilhada.

  24. -> Não se pense em velhos matadores aposentados. O grupo continua em plena atividade. Eram militares de baixa patente que foram convocados pelo Alto Comando do regime militar para compor forças de extermínio.

    qual o segredo oculto na Casa da Morte? os porões da Ditadura jamais poderiam operar sem bater continência aos Generais Ditadores, e muito menos sem o patrocínio dos grandes empresários.

    tanto a própria Ditadura, quanto seus Porões, foram um empreendimento civil-militar: financiados pelos grande empresários de São Paulo Ltda., comandados pelos Generais, sob gestão local dos Coronéis e execução operacional a cargo dos Delegados.

    algo mudou? olhem quem financia, comanda e se encarrega da gestão local e execução operacional do governo BolsoNazi… aliás, desde a campanha…

    com o Brasil em avançado estado de desintegração, ainda mais periférico, ainda mais subordinado, ainda mais dependente, o General-Vice Mourão dá a medida do pensamento militar brasileiro, e qual é o projeto de país dos Generais:

    “Nós temos uma guerra híbrida em vigor no mundo, que parte de um dos membros do BRICS. Então, isso já suscita uma série de problemas”

    não há qualquer esperança para o Brasil dentro do quadro da atual falência institucional. e nisto os Bolsominions tem enorme dose de razão.

    ainda assim, Lula, este fake Salvador de uma pátria que já não existe, proclama peremptório: “Não é o momento da palavra de ordem ‘Fora Bolsonaro!'”.

    como antes também não era o momento do “Fora Temer!”. das “Diretas Já!”. do “Não Vai Ter Golpe!”. afinal, Junho de 2013 foi tão somente uma orquestração para expulsar o PT do paraíso.

    o Lulismo e a Ex-querda são os únicos que ainda acreditam numa saída institucional para o Brasil.

    e quanto mais se fiam e se agarram no terço e rosário de sua fé tola, ingênua e mal-intencionada, mais e mais nos afundamos no caos de um abismo sem fim.

    “Beco sem Saída”.
    .

  25. Vamos com calma.

    BOZO , filhos e milicianos JÁ PROVARAM que são incompetentes, CRIMINOSOS, danoso, ruinosos ao país, o de hoje e o de amanhã.

    O prejuízo econômicos e INSTITUCIONAIS causados ao BRASIL por este homóide e sua GANG, se findado hoje, penso que não erro em estimar que levaria uns 10-15 anos pra ser reconstituído, e de 20-25 se somados ao de TEMER. ..e NÃO sem deixarem cicatrizes

    Mourão, em que pese todas as suspeitas que recaem por suas próprias declarações (índio e negro, mulher, BRICs, Mercosul, alinhamento sul-sul, Estado assistencial etc) MESMO assim ainda é uma hipótese.

    Entre a fantasia e a imaginação ,e a DURA REALIDADE, não tenho dúvida alguma

    FORA BOZO, e cadeia pra todos estes BANDIDOS !!!

    ps – em tempo – reitero, com ou sem BOZO o GOLPE esta andando com pretendido (MORO por exemplo ainda espera pela recompensa das FFAA e EUA) ..BOZO continua sendo o BODE que, atrevido, entrou na sala sem ser convidado, por mero acaso do destino.

  26. HIPOCRISIA PARLAMENTAR E A ESPERANÇA SUICIDA DOS ECONOMISTAS

    Todo início de governo federal é a mesma falsa tentativa de ser criado uma equipe econômica ‘top para tirar o Brasil do atoleiro financeiro. Assim que empossada, marca-se reuniões para marcar outras reuniões para dizer que há necessidade de conter o aumento do dólar …reduzir a carga tributária…construir obras…negociar dívidas estaduais… e num passe de mágica o Brasil decola alcançado os 5, 6, 7 aumento percentuais no PIB.
    Resultado final: ciclicamente governos de esquerdas implantam o hiper-keynesianismo e após alguns anos governos de direita cortam o financiamento exacerbado dos esquerdistas na cruzada pela moralidade econômica. E o imbecil coletivo vai tendo esperança a ponto de discutir com familiares ou sair na mão no boteco dizendo que umas das teses é a ideal.
    Esse economista inglês, John Maynard Keynes, fez um grande sucesso quando fez parte de um grupo de pensadores com objetivo de tirar os EUA do buraco financeiro depois da crise de 1929, daí surgiu o ‘New Deal’, que foi o maior pacto trabalhador-governo-empresariado de que se tem notícia, mas não a figura de Keynes está sempre atrelada na filosofia da gastança nem que o mundo se acabe, sorte da direita que sempre vai ter esse álibi como instrumento de persuasão das massas.

    COMO ABOLIR ESSA CRÔNICA DA (DES) ESPERANÇA ETERNA NA ECONOMIA

    A solução passa única exclusivamente na mudança de Cultura financeira dos brasileiros, seja empregado ou empregador, ambos sofrem de medo de empobrecer, por isso o comando é sempre o mesmo: aquisição de imóveis ociosos, de modo que quanto mais tiverem menos risco de falirem ou morrem a míngua, seja por causa de um confisco parcial ou de. Poupança ou uma previdência de Capitalização que não deu certo em lugar nenhum.
    Um dia desses algum estudante-loko vai desenvolver uma tese de Doutorado constatando no quanto criminosos de baixo escalão movimentam a economia injetando dinheiro roubado em seu consumo, justamente por não terem como investi-los. Esse paradoxo xinfrim serve de ilustração para mensurar o quanto a sociedade brasileira carece de sabedoria, isso sendo bem mais acentuada em seus representantes hipócritas na política que enfiaram em seus eleitores goela abaixo a terceirização e a quarteirização dos empregos, que não melhorou serviços nem a vida do trabalhador em nenhum lugar do mundo, o excesso de Municípios que não resolveram em nada a vida urbana ou rural dos munícipes, o atestado de antecedentes criminal e civil (Serasa), que não reabilitaram quase nenhum infrator e inadimplente, a construção de verdadeiras muralhas de alvenaria nas escolas que ajudaram a distância o aluno da sensação de liberdade que é inerente nele, na invenção da aberração da Supersafra de monocultura que destrói a subsistência da esmagadora maioria dos agricultores que acabam migrando para cidade sendo humilhado diuturnamente até no que diz respeito a seu linguajar, o serviço de Zona Azul que não traz segurança a veículo algum, além de desestimular o acesso aos comércios …
    O Brasil emergencialmente não tem que discutir sobre o impeachment ou não impeachment de Bolsonaro, e sim de diretrizes básicas para seu funcionamento sem as amarras da hipocrisia política, isso agravado pela total falta de criatividade de seus gestores.

  27. Acredito que o impeachment é a solução que melhor atende aos poderosos, agora envergonhados por darem corda à total falta de responsabilidade social que o “bando de maluco” ofereceu.
    Em termos de civilização, considero que a solução correta é anular as eleições e fazer outra. Não é golpe, pois houve crime. Os próprios debates sobre fake-news cobertos pelo GGN dão de barato que o uso das redes virtuais (insociáveis) foi criminoso. O processo já foi mandado ao TSE, que o guardou covarde e convenientemente na manga para usar à sua discrição.
    O que o sociedade mentalmente sã precisa é exigir que a Justiça Eleitora cumpra seu papel e, mais do que isto, utilize o trabalho que já foi feito pelo TSE no tempo do Fux e que não nos custou barato, mas foi engavetado e colocado em sigilo.
    Aí fazemos novas eleições e tentamos errar menos.

  28. Nassif,

    perguntar não ofende: você poderia me dar alguma notícia daquele outro consórcio criminoso e golpista que, no Brasil, é tratado como associação profissional (?) e que chamamos OAB? Qualquer notícia me serviria… Ainda existe? Faz o que?
    Outra coisa, mas na mesma linha: me parece que um dia desses você também mencionou (me parece numa espécie de auto elogio, como se diz na Paraíba, “de si para se mesmo”, no caso, “dela pra ela”. uma tal CONJUR – seria “conjura”? “conujurada”? conjugada?”

    Por favor, se não for pedir muito, me dê alguma “coonjutura” dos “conjurados”!

  29. tenebroso, faltou falar que bolsocoiso candidato em 2018 já bradava que não aceitaria nenhum resultado que não fosse sua vitória. os filhos vez ou outra levantavam de forma veemente qualquer detalhe inventado como casos de fraude nas urnas, já preparando argumentos falso, naturalmente, para dizer que foi fraude se o pai não fosse eleito. como foi, tudo foi esquecido. o que acontecerá em 2022 se bolsocoiso for candidato e perder?

  30. Eu também não tenho dúvida nenhuma…
    ou é povo nas ruas aos gritos de FORA BOLSONARO ou é nada.

    Tem que fazer o coração do povo brasileiro vibrar novamente

    E podem ter certeza do seguinte:
    até os negócios voltarão a bombar, porque situação de céu e inferno se afastando cada vez mais um do outro nunca foi bom para os negócios, para ninguém.

    Tem que fazer com que as forças criadoras, produtivas e consumidoras se aproximem das destruidoras na base do 3 contra 1

    Esqueçam a porra da política e vamos nos manifestar pela vida e de acordo com a realidade e as necessidades de cada um

  31. O analista enlouqueceu, perdido em seus labirintos. Se as armas forem liberadas o que ganham as milícias? Se ganham com o tráfico de armas? Total contradição.

  32. Tiago, boa tarde, permita-me um aparte…
    foi ali, 2018, com aquelas ameaças violentas e revanchista que eles começaram a guiar o estado de espírito, digamos assim, de boa parte do povo brasileiro para a estagnação emocional e em todos os sentidos, mas principalmente para votar

    é por isso que eu defendo que é preciso fazer o coração do brasileiro vibrar novamente

    única saída e algo muito natural, algo assim como a vitalidade de uma semente em um solo que todos os brasileiros do bem querem fértil

  33. E como se daria o cenário 3 da escolha de Sofia? Que instituto jurídico prevê queda de governo com outro posterior mediado pelo presidente da Câmara?

  34. Finalmente fui entender o sentido de “macabéas da polícia federal” a quem tanto se refere o articulista Armando Coelho Neto.
    Aproveito para abrir um parêntese e responder ao comentário do SOARES:
    -“Caríssimo, se as armas forem liberadas, os milicianos deixarão de trabalhar nas sombras, sem medo e sob as bênçãos do estado.”

    Como quase todos os comentários foram no sentido de se apreciar as duas vias propostas, vou tentar raciocinar sobre a terceira opção:

    “Cenário 3 – queda do governo e novo governo mediado pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia. Aí, se trata do imponderável. Antes de apostar no fator Mourão, dificilmente o sistema aceitaria a hipótese Rodrigo Maia.”

    Primeiramente, é de se ter em conta os objetivos dos grupos que planejaram o golpe.
    Grupos coesos, num só conglomerado, orientados de fora, ainda que muitos não tenham conhecimento dos objetivos ou resultados de sua participação, a partir do presidente eleito.
    Penso, como alguns aqui, que um destino de Grécia ou Líbia é o que nos foi perpretado, porém, a estupidez do governante foi capaz de nos assinalar novas alternativas.
    Partindo do entendimento de que nos queriam Grécia ou Líbia, a destruição do estado e do bem estar social é inevitável.
    A humilhação do povo enquanto nação também é inevitável, embora menos sensível, quer pelo fato de que em poucos períodos na história termos levantado a cabeça, quer pelo fato de a maioria da população estar anestesiada pelo ódio aos governantes anteriores. Assinale-se ainda a ilusão de “boas novas” e até mesmo a “evangelização do país, como o povo escolhido”.
    Mas, suponhamos que haja a queda do governo e que surja um novo governo mediado pelo presidente da câmara Rodrigo Maia.
    O “fofucho”, tão severamente menosprezado em seus meios desde a infância, pôde com isso, desenvolver as habilidades de perseverança, tolerância, simpatia e conciliação, sem perder a capacidade de reação e sem se deixar levar pela sensação de vitória antecipada, tão presente nos vencedores e vaidosos.
    Assim, ele conseguiu ser aceito e respeitado no seu mister na câmara dos deputados.
    Dos primeiros insultos quando de sua estréia, Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia conseguiu ser eleito e reeleito presidente da câmara dos deputados principalmente por se fazer respeitar até pelos seus adversários:
    Exemplo:
    “Ao tomar posse como presidente da Câmara na madrugada desta quinta-feira (14), Rodrigo Maia se emocionou ao falar de sua família. Ele agradeceu seus apoiadores, entre eles líderes da oposição a exemplo de Orlando Silva (PCdoB-SP) e Afonso Florence (PT-BA)…. – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/07/14/saiba-quem-e-rodrigo-maia-presidente-da-camara-ate-2017.htm?cmpid=copiaecola

    Assim, a hipótese de um governo mediado por ele não seria desprezível.
    No cenário do poder, embora esteja cercado pelo exército, pelo STF e MPF, ele conseguiria fortalecer o espírito de corpo do legislativo e se tivesse juízo, poderia compor e convocar novas eleições, dando tempo para a formação de uma base razoável de governo.
    Ou ainda, na ausência ou corrosão total do bozo, ele figuraria como um primeiro ministro moderador.
    Se, eventualmente, o bozo cair e lhe sobrevier o mourão, permanecendo o Maia, ele teria habilidade suficiente para conter os arroubos do mourão, a ansiedade dos militares em quererem fechar o congresso e o judiciário e levaria o governo em banho maria até o final do mandato.
    No mais, o povo sofrerá as perdas que lhe foram destinadas, tanto de patrimônio quanto de bem estar.

  35. Um must see, rs. Gregório Duvivier chamando um revival da revolução francesa no mundo.
    O capitalismo cria uma multidão de deserdados de tudo – de condições materiais de vida, de sociabilidade, de vida individual e comunitária, de condições para o exercício da criatividade honesta, de sentido para viver -, e até isso vira negócio, e quase sempre, milionário! É realmente uma engenhosa estratégia: quanto mais você explora, mais há o que explorar, um poço sem fundos… Outro dia, no The Intercept Brasil, uma reportagem sobre uma denúncia contra um “templo” de tantra, que supostamente – até que se encerrem as investigações, não se pode condenar ninguém, exceto na Lesa-Pátria, rs – explorava a “feminilidade” violada de mulheres como negócio (vendia “tratamento”) mas na verdade o que fazia, supostamente, era cometer novas violações; neste GGN, esta semana, reportagem sobre igrejas neo-pentecostais que exploram esse mesmo filão, a opressão feminina e o desamparo decorrente da falta de apoio social e cultural para entender que A CULPA NÃO É DA VÍTIMA!
    Nâo é coincidência, alguém precisa entender que fenômeno é esse que dá verniz de legitimidade e legalidade a algo que é apenas estelionato! Num país tão cheio de carências e oportunistas, é necessário campanhas de esclarecimento e de comunicação para impedir que pessoas fragilizadas por qualquer motivo – e motivos nessa terra “em que plantando caô, tudo dá pé”, não faltam – caiam nessa indústria da lábia e da mais-valia da mais-valia – não conheço Marx o suficiente para saber se ele tinha previsto isso, que mesmo os malogros do capitalismo seriam reaproveitados como fonte de lucro, indefinidamente, do tipo “criar dificuldades para vender facilidades”. Onde isso vai parar?

    Ao vídeo, um dos melhores já feitos pelo programa Greg News até hoje, porque falar a verdade sem pudor é libertador!

    GREG NEWS | COACH
    https://www.youtube.com/watch?v=M7KDXyKFU-E

    Sampa/SP, 25/05/2019 – 19:20

  36. Sobre os riscos do Estado de Vigilância e Aprisionamento de oponentes do Império.
    Lula está preso por uma armação dos USA, Chelsea Manning está presa sob intimidação para fornecer delação premiada que permita aos USA o pretexto legal para a extradição de Julian Assange, preso no Reino Unido, porque o Wikileaks que ele dirigia era uma ameaça aos Estados Terroristas do Mundo, liderados pelos USA e seu deep State, este liderado pela milíCIA oficial de invasão USeira nos países estrangeiros. Conhecemos esta história. A prisão de Assange e a de Lula são parte de uma mesma guerra disfarçada contra quem represente empecilho aos crimes cometidos pelos USA e aliados na OTAN. A defesa da liberdade dos dissidentes ou desafiantes do Império é obrigação de tod@ cidadã/o responsável do mundo.

    Como sempre, do Democracy Now!

    Assange Is Indicted for Exposing War Crimes While Trump Considers Pardons for War Criminals
    https://www.youtube.com/watch?v=BF_ajpUb5HM

    Sampa/SP, 25/05/2019 – 19:42

  37. Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Gonzaguinha meu querido, até quando seremos eternos aprendizes.

  38. Na minha humilde opinião, o aspecto principal não é se o impeachment poderá ou não resultar em avanços progressistas. O problema é antes de tudo ético, pois o que está em jogo é a capacidade do país de reagir a uma série de crimes de responsabilidade da mais alta gravidade. Quanto mais tempo demorar a insana condução bolsonarista, mais danos serão causados, e mais difícil será reverter as conseqüências desastrosas de tais danos. E assim, fica evidente que não se trata apenas de pedir julgamento de impeachment, pois é indispensável exigir que sejam saneados os descalabros praticados pelo (des) governo, e em especial que sejam revertidas as nomeações de pessoas que têm flagrantes conflitos de interesses em relação aos cargos que exercem. A nação não pode permanecer inerte diante da paulatina destruição das estruturas de sociais, empreendida pelos asseclas do capitalismo selvagem a serviço do imperialismo predatório. O Brasil não pode permitir a subserviência ao governo que submete a nação a nocivos interesses antidemocráticos, e, acima de tudo, é essencial exigir a anulação das eleições 2018, devido ao abuso das fake news, pois a solução verdadeira só virá com ELEIÇÕES GERAIS 2020.

  39. O Brasil está desintegrado e sob tutela de grupos capitalistas apátridas (alguns são leitores de “A Revolta de Atlas” ), de mercenarios da fé e de grupos homicidas, grupos com grande capilaridade em todos os setores fundamentais para a estabilidade do país
    São grupos constituidos em grande parte por elementos sem o mínimo respeito pelo bem social e pela vida das pessoas que constituem as camadas mais desprovidas da sociedade. Contudo, dado sua periculosidade, se encurralados alguns integrantes irão se transformar em ratazanas furiosas atacando qualquer coisa que atravessar seu caminho. Por fim, como são desprovidos de qualquer sentimento e respeito pelo bem comum, não hesitarão em promover o caos, para o qual, quase posso garantir, que já têm definido o plano e as ferramentas para acender o rastilho.
    Realista, Nassif deixa claro neste xadrez a incapacidade para se propor uma saída de menor pesar para o país. Sim, todos sabemos “O que” precisa ser feito, contudo não temos cenários para “Como”, “Quando” e “Quanto Custa” executar o que é necessário. Deixemos estas respostas para nossas classes politica e jurídica pensantes, desde que estas cabeças, cientes da periculosidade do grupo, não desprezem dois ensinamentos de Sun Tzu (Arte da Guerra):
    “Quando cercar o inimigo deixe uma saída, caso contrário ele lutará até a morte”
    “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”
    Resta torcer para que o Brasil nao saia mortalmente ferido desta aventura maldita.

  40. “Seja qual for o resultado, ainda vai piorar antes de melhorar.”

    E muito, Lucinei! Aliás, no fundo, é disso que depende o impeachment. Que a piora seja tanta que a classe média saia da catatonia e passe a desejar o impeachment.

  41. Nassif, sugiro que antes de postar envie seus textos à assessoria jurídica do GGN, isto pode evitar futuros processos.

  42. Se com menos de meio ano já estamos na situação em que estamos?????? Que dirá daqui a 4 (quatro) anos, tenho certeza que restará muito pouco do Brasil, se sobrar.
    Tudo e todas as conquistas de até 70 anos estão sendo destruídos, nos tornaremos piores do que o Haiti, pois temos riquezas mas não teremos nenhum acesso a elas, para, em benefício do povo e do pais nos tornarmos um pais progressista, que preza por seu povo trabalhador, e seu país.

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