13 de junho de 2026

Bolsonaro queria mostrar que coronavírus mata menos de 1 mil por dia

O dia que teve o maior número de mortes ocorrendo dentro de 24 horas atingiu o patamar dos 670 óbitos. Foi em 4 de junho

Jornal GGN – A intenção de Jair Bolsonaro em mudar a metodologia de contagem das mortes por coronavírus era prova a sua tese de que a pandemia não está fora de controle e que, por dia, não morrem mais de 1 mil pessoas vítimas de covid-19. A informação é do Estadão desta segunda (8).

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Segundo o jornal, Bolsonaro queria provar que os números divulgados recentemente, mostrando recordes diários de mortes, era na verdade a soma das perdas das últimas 24 horas com a chegada de resultados de exames represados, que diziam respeito a óbitos de semanas ou dias atrás.

“A ideia de Bolsonaro é mostrar que o número de mortes nunca esteve acima de mil por dia, mas apenas a consolidação dos dados de pacientes que morreram em datas anteriores.”

Segundo o Estadão, o argumento de Bolsonaro não está completamente equivocado. O dia que teve o maior número de mortes ocorrendo dentro de 24 horas atingiu o patamar dos 670 óbitos. Foi em 4 de junho. Para Bolsonaro, era o suficiente para dizer que a mídia estava exagerando. Mas o Ministério da Saúde advertiu que, naquele dia, havia 4 mil mortes aguardando resultados de testes.

O Brasil registrou no domingo (7) um total de 37.312 óbitos por coronavírus e 685.427 casos confirmados. É o segundo país em número de contaminados, e o terceiro em mortes, muito próximo de ocupar o segundo lugar também neste quesito.

O jornal Valor Econômico revelou que foi Luciano Hang, o empresário da rede Havan, quem sugeriu mudanças ao governo Bolsonaro. A investida saiu do papel depois que o Brasil bateu o primeiro recorde de mortes diárias, 1349 em 24 horas.

Quando os boletins do Ministério da Saúde começaram a atrasar para evitar a cobertura negativa dos telejornais de horário nobre, mais um recorde foi registrado, com 1.473.

Redação

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8 Comentários
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  1. Karla Midori

    8 de junho de 2020 6:38 pm

    Então o boletim diário correto seria: 4 de junho, 670 óbitos confirmados e 4000 óbitos em suspeita aguardando resultado… e depois que uma parte desses 4000 óbitos sejam confirmados como morte por covid, faz o que?

  2. Jorge Luis

    8 de junho de 2020 7:50 pm

    Se os fatos não se encaixam na narrativa, mudem-se os fatos.

  3. Rui Ribeiro

    8 de junho de 2020 7:59 pm

    Vamos flexibilizar o isolamento social, pois estão morrendo menos de mil pessoas por dia.

    “When will the world learn that a million men are of no importance compared with one man?”

    Henry David Thoreau

  4. Arthemisia

    8 de junho de 2020 8:42 pm

    Então podemos anunciar que o Brasil ganhou da Alemanha por 1×7.

  5. Bo Sahl

    9 de junho de 2020 12:12 am

    Isso não é crime não?
    Mais um?
    Urge (mais) uma nota de repúdio!

  6. Aureliano

    9 de junho de 2020 7:04 am

    Sorria! Você está sendo enganado. Ou, como diria Olavo de Carvalho, ENRABADO.

    Ministério da Saúde ocultou números de coronavírus porque Bolsonaro queria menos de mil mortes por dia

    247 – Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Saúde que o número de óbitos por coronavírus no Brasil fique abaixo de mil por dia, de acordo com o jornal Estado de S. Paulo.

    A solução encontrada foi separar os óbitos ocorridos nas últimas 24 horas das mortes de datas anteriores, mas que só foram confirmadas naquele período. A determinação de Bolsonaro teria sido, portanto, o motivo que causou a polêmica mudança na política de divulgação dos dados da pandemia no País.

    O Planalto tenta passar à sociedade a sensação de que o avanço da Covid-19 no Brasil já está desacelerando e, assim, insistir na narrativa de exagero da mídia.

    Atualmente o País registra 37.312 óbitos e 685.427 casos confirmados da Covid-19. É o segundo local no mundo com mais registros da doença e o terceiro em número de mortos.

    https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-determinou-que-numero-de-obitos-por-coronavirus-fique-abaixo-de-mil-por-dia?amp=&utm_source=onesignal&utm_medium=notification&utm_campaign=push-notification

    Se o presidente genocida quer menos de 1000 mortes por dia, não precisa gastar dinheiro com a contagem dos cadáveres.

    Sugestões para os próximos dias:
    Dia 09/06 732 mortes
    Dia 10/06 276 mortes
    Dia 11/06 Zero mortes (para o BraZil ficar parecido com a Nova Zelândia)
    Dia 12/06 142 mortes
    Dia 13/06 Apenas uma única morte: a de Jair Bolsonaro.

    E o Trump mandou um recado para o genocida, mas ele não entendeu. Com a desmoralização do Brasil no mundo inteiro, Estados Unidos à frente, o amigo Trump (I love you, amor) está perdendo eleitores por causa da sua “amizade” com Bolsonaro. E Trump, que não tem nada de besta, procura se afastar do psicopata, chamando-o indiretamente de incompetente e responsabilizando-o pelas mortes por covid-19 no BraZil. Tô começando a gostar do Trump.

    E só porque mora nos Estados Unidos, Olavo de Carvalho se sente no direito de dizer em “ingrês” “fuck you, Bolsonaro, tu queres que eu morra de fome, porra?!” E foi aí que o véio da Havan entrou na jogada pra fazer uma vaquinha em prol do véio fascista da Virgínia.

    NOTA DE CEM REAIS: OLAVO DE CARVALHO APRENDEU A BATER NA MESA, QUANDO FALA, COM O GENERAL HELENO, O VÉIO DO EXÉRCITO BRASILEIRO.

    A gente goza mas nóis sofre (desculpe a inversão da frase, Macaco Simão)

  7. Vladimir

    9 de junho de 2020 12:23 pm

    É um imbecilidade sem tamanho querer definir um teto para o número de mortes.
    999 é menos ruim do que 1100,por exemplo?
    Os dois números são péssimos e são piores ainda se for seu número ou de algum parente ou conhecido. Neste caso basta o número 1.
    Politicamente o número só importa para um governo vazio. Alto ou baixo,o que a população avalia são as medidas e o cuidado que o governo tem com seu povo.
    Se o governo se esforça de todas as formas para minimizar o problema, mesmo que os números sejam altos,a avaliação é positiva.
    Agora,se o governo, ao contrário, faz de tudo para atrapalhar e não se interessa em pelo menos tentar minimizar o problema, mesmo com números baixos, a avaliação é negativa.
    O modus operandi deste governo nos remete não a nova política mas sim a velha ditadura e demonstra claramente como erramos com nossa lei de anistia, onde os crimes do Estado ficaram impunes ,possibilitando assim a sua reedição.

  8. Carlos Elisio

    9 de junho de 2020 4:07 pm

    Um jornal aqui no RJ definiu muito bem a estratégia destes malucos: Escondidinho à bolsonaro”
    Estrumes como o ze carioca da havan possivelmente irão cobrir os cadáveres fechando o prato.
    Aliás, sobre este pulha da havan, parece que está ensinando sua tática de escamotear dados, como fez com a receita.
    Ainda sobre este bosta, parece que se empoleirou no planalto assim que investigado no inquérito das fakes. Será que esta sendo informado?

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