Bolsonaro queria mostrar que coronavírus mata menos de 1 mil por dia

O dia que teve o maior número de mortes ocorrendo dentro de 24 horas atingiu o patamar dos 670 óbitos. Foi em 4 de junho

Jornal GGN – A intenção de Jair Bolsonaro em mudar a metodologia de contagem das mortes por coronavírus era prova a sua tese de que a pandemia não está fora de controle e que, por dia, não morrem mais de 1 mil pessoas vítimas de covid-19. A informação é do Estadão desta segunda (8).

Segundo o jornal, Bolsonaro queria provar que os números divulgados recentemente, mostrando recordes diários de mortes, era na verdade a soma das perdas das últimas 24 horas com a chegada de resultados de exames represados, que diziam respeito a óbitos de semanas ou dias atrás.

“A ideia de Bolsonaro é mostrar que o número de mortes nunca esteve acima de mil por dia, mas apenas a consolidação dos dados de pacientes que morreram em datas anteriores.”

Segundo o Estadão, o argumento de Bolsonaro não está completamente equivocado. O dia que teve o maior número de mortes ocorrendo dentro de 24 horas atingiu o patamar dos 670 óbitos. Foi em 4 de junho. Para Bolsonaro, era o suficiente para dizer que a mídia estava exagerando. Mas o Ministério da Saúde advertiu que, naquele dia, havia 4 mil mortes aguardando resultados de testes.

O Brasil registrou no domingo (7) um total de 37.312 óbitos por coronavírus e 685.427 casos confirmados. É o segundo país em número de contaminados, e o terceiro em mortes, muito próximo de ocupar o segundo lugar também neste quesito.

O jornal Valor Econômico revelou que foi Luciano Hang, o empresário da rede Havan, quem sugeriu mudanças ao governo Bolsonaro. A investida saiu do papel depois que o Brasil bateu o primeiro recorde de mortes diárias, 1349 em 24 horas.

Quando os boletins do Ministério da Saúde começaram a atrasar para evitar a cobertura negativa dos telejornais de horário nobre, mais um recorde foi registrado, com 1.473.

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