Fundo da Lava Jato “tem cheiro de campanha eleitoral” em favor de Moro

Segundo jornalista Tales Faria, do UOL, o anúncio sobre o fundo bilionário da Lava Jato fez bolsonaristas recuarem da ideia de acabar com a reeleição ainda neste mandato

Jornal GGN – “Não tem cheiro de campanha eleitoral? E com muita grana…”

Foi arrematando com estas palavras que o jornalista Tales Faria noticiou, nesta quinta (7), o temor entre bolsonaristas de que a turma de Deltan Dallagnol patrocine antecipadamente a candidatura de Sergio Moro à Presidência em 2022, implodindo o governo aos poucos.

Faria colocou em xeque o possível uso do fundo bilionário que será constituído com dinheiro da Petrobras, em favor da Lava Jato, para impulsionar a candidatura de Moro.

A bola da falta de limites no emprego dos recursos desse polêmico fundo foi cantada aqui no GGN por Luis Nassif há 2 dias. Veja aqui.

A história, para quem pega o bonde andando, é a seguinte: numa cooperação internacional ainda nebulosa, a Lava Jato de Curitiba ajudou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a formular uma denúncia contra a Petrobras com base nos depoimentos de delatores premiados. Para escapar de um processo em solo americano, a estatal brasileira, em 2018, sujeitou-se a um acordo de “não-acusação” com o DOJ e, em troca, desembolsou R$ 2,5 bilhões que, convenientemente, vão parar no fundo patrimonial idealizado pela turma de Deltan Dallagnol. Hoje mais cedo, o GGN mostrou que o acordo com o DOJ poderá colocar informações sigilosas de negócios da Petrobras nas mãos do governo americano.

Ao celebrar o anúncio do fundo, procuradores de Curitiba destacaram a criação de uma fundação a ser gerida pela “sociedade civil” e que irá administrar o caixa, definindo o destino dos recursos. Adiantaram que o foco é promover projetos de conscientização sobre o combate à corrupção e, de quebra, compensar os afetados, em termos de saúde, educação e segurança pública, pelos desdobramentos das investigações.

Não será nenhuma surpresa, portanto, se o fundo da Lava Jato patrocinar reformas ou construção de escolas e hospitais, por exemplo. Ensaio desse movimento (populista) já pode ser visto no braço fluminense da operação, que tem obtido do juiz Marcelo Bretas autorização para aplicar “recursos resgatados” em escolas públicas.

Na última coluna de Tales Faria no UOL, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello já condena a participação do Ministério Público Federal na jogada que vai misturar dinheiro público proveniente da Petrobras e interesses privados.

Na noite desta quinta, o governador Flávio Dino sai em defesa da transferência dos recursos do fundo à União pela turma da Lava Jato, imediatamente.

Dentro do governo Bolsonaro, segundo Faria, um grupo já foi destacado para convencer o presidente a abandonar a promessa de enviar ao Congresso uma proposta para acabar com a reeleição.

“Os bolsonaristas temem que a antecipação da campanha pró-Moro, comandada pelo procurador Deltan Dallagnol, possa afastar a turma de Curitiba do governo. Consideram que, de maneira explícita ou disfarçada, tiveram o apoio da equipe da Lava Jato na eleição presidencial. E acham que só com a possibilidade de reeleição de Bolsonaro o grupo não se divide.”

 

13 comentários

  1. eliminar os mercenáros do olavismo e trocar pelos mercenários de toga do lavajatismo é como escolher entre belzebu e satanás.

  2. Coloca o bozo para fazer o espetáculo e com as trapalhadas cair sozinho e depois aparece o Juiz-mafioso para salvar o mundo do caos e ser aclamado como salvador. Os milicianos das lava-jato estão fazendo uma releitura da ascensão do Hitler, agora corrigindo alguns erros que os nazistas cometeram, logo haverá leis para impedir que “corruptos (opositores) possam agir livremente”, na Alemanha Nazista também havia leis que impediam os judeus de possuírem relógios, animais de estimação, entre outras. Nesse ritmo derrubaram a constituição de 1988 e criaram uma própria com apoio de mafiosos de altamente especializados, afinal juízes conhecem muito bem a organização das leis e com policiais federais que conhecem muito bem a estrutura policial, o exército torna-se uma força auxiliar, afinal não pega muito bem nesses tempos um estado visivelmente militarizado. Um estado civil soa mais “democrático”. Essa milícia é a pior que eu já, composta por desembargadores, juízes, promotores e policiais federais na organização contando com apoio de grupos de mídia corporativa (o que os incautos chamam de “grande”), que pelo que vi também tem o apoio de diversos maçons.

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