Infectologistas recomendam abandono da hidroxicloroquina em qualquer fase da covid-19

Estudo realizado na Espanha não teria percebido nenhum benefício virológico nem clínico nos pacientes que receberam a hidroxicloroquina

Da Agência Brasil

A nota assinada pela Sociedade Brasileira de Infectologia trouxe resultados de “dois estudos clínicos robustos”, publicados em revistas médicas “prestigiosas”, sobre a ineficácia da hidroxicloroquina no tratamento precoce da doença. Em face desses resultados, a SBI recomendou que “hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da covid-19”.

O primeiro estudo citado pela entidade foi realizado nos Estados Unidos e no Canadá. Nele, um grupo recebeu a hidroxicloroquina e outro recebeu um placebo (comprimido sem qualquer efeito farmacológico). “O grupo que recebeu hidroxicloroquina não teve nenhum benefício clínico: não houve redução na duração dos sintomas, nem de hospitalização, nem impacto na mortalidade”, afirmou a SBI.

O outro estudo foi realizado na Espanha e não teria percebido nenhum benefício virológico nem clínico nos pacientes que receberam a hidroxicloroquina. “Como já haviam sido publicados estudos clínicos randomizados com grupo controle demonstrando que a HCQ não traz benefício clínico nem na profilaxia (prevenção), nem em pacientes hospitalizados, esses dois estudos completam a avaliação de eficácia e segurança do seu uso nas três fases da doença”, acrescentou a SBI.

SBI hidroxicloroquina

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1 comentário

  1. E pensar que levamos a sério aquele “estudo” completamente fora dos padrões não só metodológicos, mas sobretudo éticos, que a Prevent Senior vendia como revolucionário meses atrás. Tá faltando aquele CEO vir a público novamente explicar o que aconteceu, e se eles ainda defendem a administração do fármaco para seus pacientes idosos, já que este é o público atendido por eles. Teriam eles dados de quantos morreram de complicações pelo uso do remédio, receitado por meio da telemedicina e entregue na casa do paciente com sintomas iniciais compatíveis com a COVID-19? Ou esses dados não são interessantes para divulgar?

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