4 de junho de 2026

Sobre o projeto de país – 1

Por Flavio Patrício Doro

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Comentário ao post “Um projeto à espera de um estadista

Por falar em sebastianismo. Vem-me à mente, por contraste, a crítica que Nassif fez ao PSDB há quatro anos:

“E Dom Sebastião FHC fala genericamente em conquistar a nova classe média que está se formando. Conquistar como? No gogó?

Essa conquista, a formação de princípios programáticos se dá na prática, na criação de políticas específicas que tragam resultados. É essa soma de ideias, em cada setor, que comporá o desenho final de partido. Não há necessidade de formulações abstratas. O que se exige é clareza sobre algumas ideias básicas, que ajudem e consolidar a percepção geral sobre o partido, mas apenas após aparecerem resultados dessas políticas específicas.” (http://72.55.165.238/blog/luisnassif/psdb-a-hora-tardia-da-reflexao-poli…)

O que interessa aqui não é, especificamente, FHC ou o PSDB, mas sim o princípio implícito, já destacado por outro comentarista, de que devem existir ideias-base, previamente, para que uma corrente política possa emergir com o papel de as articular e colocar em prática em grande escala.

Não estamos, portanto, falando de um salvador da pátria como personalidade, mas sim de um articulador e impulsionador de princípios preexistentes e no seio de um partido político forte.

Nassif certamente tinha a expectativa de que Dilma pudesse exercer esse papel, liderando a evolução do PT em direção a um perfil desenvolvimentista. Pelo jeito, em sua avaliação, a presidente ficou devendo. Eduardo Campos, não fosse o acidente que o matou, também poderia ter sido esse estadista, desde que se aliasse a um grande partido.

Não acredito no surgimento de tais líderes fora do contexto de movimentos político-ideológicos consistentes, ainda que tais movimentos não estejam constituídos formalmente como partidos. A assunção dos ideias do movimento por um partido poderia ficar para um momento subsequente. Enfim, a impressão que se tem é de que com os partidos atuais, talvez com uma ou outra exceção, não dá para contar; só que o caminho de saída passa por eles.

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2 Comentários
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  1. anarquista sério

    19 de maio de 2015 5:29 pm

    Estamos vivendo algo como o

    Estamos vivendo algo como o livro de Agatha Cistie–os 10 negrinhos.

     Ilhados e sem comunicação, morrem todos.

      Não há suspeitos–todos morreram.

      Talvez o final do livro,sem spoiller,tenha a solução pra nós.

        Quem não leu, leia.

       E ganha uma diretoria SEM fiscalização na Petrobrás quem descobrir o final até a antepenúltima pgn.Ou penúltima para os mais lerdos.

            Um a um os nossos sonhos estão morrendo(analogia com o livro)

  2. Athos

    19 de maio de 2015 7:43 pm

    A única solução é o famoso

    A única solução é o famoso bode na sala: a reforma da Constituição de 88!

    Reforma total revisando TUDO!

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